30.9.10

Made In China


Janelas envidraçadas e o belo sol coberto por pesadas cortinas.
Fabrica-se um robô. Mas também fabrica-se um adorador oculto.
Acabou-se a sua programação. Baterias de Litium, lá se vai o vulto.
Programado a tudo. Sim, programado a tudo.
Ganha movimento, ganha braços, pernas e um coração.
Aprende a expor o que pensa, e com os olhos ganha a visão.
Não sendo o mesmo. Mas sendo o robô programado, cheio de circuito.
Não possui mais memórias. Foi desprogramado. Não me divirto.
Tenho minha missão. Tenho minha obrigação. Eu me auto destruirei.
Fui programado assim. Não temos que gostar, vivemos obrigados. Me circuitei.
Sistema hipnótico, despertar enigmático, e olhar revelador.
Cabeça vazia sem nada para pensar. Olhar pesado, ele sente dor.
Chegar com convicção, com destreza. E viver a vida em festa, com proeza.
Colocar a máscara sintética, virar o inocente, o humano.
Ser transpassado por um raio e viver. O ser viveu, virou mundano.
Cabeça empinada, coração eletrônico. Olhar curioso, algo biônico.
O vermelho do dinheiro, o vermelho amor paixão.
O despertar da máquina manipuladora da nova geração.
Comer e se fartar de óleo, ou se dopar de comoção. Oh não!
A fama e o amor. Ser você programado. O robô possui luz.
Andar pelos túneis da vida. Viver a base de medo. Minha cruz.
Parafusos, fios e uma missão. Buscar e levar pro escuro, pra imensidão.
Ter estudo, possuir preparação. E saber roubar seu coração.
Saiu de um laboratório. Saiu pronto a tudo.
Pensa vingança. Anda com as próprias pernas. Busca o mundo.
Luta pelas forças do bem. Luta e busca o mau. Envenena a oposição.
Feliz não, é um robô. Mas cuida de seguir sua programação.
Acorda do seu caixão. Foi desprogramado. Agora perdeu a visão.
Banha-se em agua santa, quer limpar-se de seus pecados.
Extermínio. Começa o final da missão. O andar com a moda.
Ser uma mera carne vagabunda, que nascida foi a sua missão.
Envenena e queima seus alvos. E amordaça sua própria boca.
Chegou seu fim será desprogramado. E ostentou a vida humana.
Mas já cumpriu sua missão. Agora espera a cadeira elétrica final.
Levaram-no para o fim. Arrancaram-no o xisto. O coração.
Voltou a ser uma máquina velha, incapaz de lutar.
Ateiam fogo nos seus restos. Foi silenciado. Não pode sonhar.
São teorias. Mas apenas as meras teorias.
Fabricado em um laboratório. Desmontado, desprogramado e incapaz de reclamar.

By: AyKe.Hanedef.


29.9.10

Suicídio da Paz


E você briga. Você joga. Você devora.
E ouve seu chamado. E gosta do que vê.
E come corações, grita, tem medo e chora.
É elegante, usa preto, mas nunca crê.
Mas aceitaria tudo de coração aberto,
Se conseguisse achar seu coração. Fica então inquieto.
Perdeu-se e achou o suicídio da paz,
A imponência do secreto,
A tranquilidade da verdade. Foge do monstro.
E amordaça os fracos, e os faz sofrer,
Também diz verdades, para ele mesmo quem sabe aprender.
E este ser de coração partido buscou pelos seus cacos,
E sobreviveu a tantas quedas e fracassos,
Que pensou em matar a paz.
Mas este dia nunca chegou. E ele permanece na gaveta.
Mas raiará seu sol, se viciará em veneno,
E tomará do seu próprio sangue, cansado da irritação.
Mas aceita que sua paz se vá.
E ri com histórias nada felizes, sabendo do fim.
Sorrisinho vampiresco, injeção de veneno.
Doses inextinguíveis de sedativos, pro sorriso estampar.
E viver a vida sem uma gota de lágrima para chorar.
E as nossas almas nos tarjam,
E as nossas almas nos atrasam. Livre-se do cinzento.
Com nova idéia, procurado por um crime.
Mas obrigado a fazer a cabeça.
A viver da forma padronizada. E morre a paz.
E a paz suicida-se. Foi embora.
Mas esta era sua hora!
Você respondeu por um crime já prescrito,
Você amou e nos perdoou Oh Jesus Cristo!
Não matei a paz, ela suicidou-se.
Minha programação. Meu comando. Meu tudo evaporou-se.

By: AyKe.Hanedef.

26.9.10

Festa Máscarada


São os planos, são metas. O medo as impede.
Você não morreu. Mas morrerá um dia.
Mudar nos últimos 15 minutos do tempo estipulado.
Querer ir sabendo que aquele é o seu momento.
Não ser visto. Não ser aclamado. Mas isso é bom.
Desligar o celular e viver aquele instante.
As luzes apontam para você e tocam a sua música.
Você ri, você vira filósofo. Você não bebe. Mas isso é bom.
Esquece sua cabeça vazia e busca sua vítima.
Se desespera, se benze, se tudo.
Procura máscaras para esconder o que é.
O que realmente te enoja, te faz passar mal.
Você não fala, você não pensa, deixa a música te enlouquecer.
Fica pirado, esquece aonde está, se dopa de adrenalina.
Te drogam, Te manipulam, falam verdades mentirosas sobre você.
Você não tem dinheiro para beber, mas não se desespera desta vez.
Vê muita normalidade. Ninguém é igual a você.
Você vê que procuram motivos para chorar, para parecer mimados.
Você vê que buscam seus próprios interesses.
Na verdade você está sóbrio demais para não ver.
Pensa que está em um circo, porque tudo é uma grande palhaçada.
E sempre ouve coisas indesejadas. Até inesperadas.
Volta com a mesma impressão. Sente que isso pode melhorar.
E perde mais uma noite de sono em busca do seu alguém.
Não tem pressa. Viverá até a sexta estrofe. Só está na terceira.
Olha para o céu e vê o amanhecer do dia.
Descobre que seu único e sozinho não é bom.
Então volta e sempre valoriza as unicas pessoas que o aturam.
Pensa por quatro minutos para agir.
E aposta tudo em uma unica escolha.
Se desfaz. Se destransforma. Perde o encanto que nunca teve.
E as máscaras ficam no chão, assim como as pessoas.
Tudo indica que esta acabando.
Vem chegando o vazio, e as pessoas ficam se encarando.
Foi o que sobrou. Foi o que restou.
Então você espera paciente para ir embora. E vai.
A festa acabou, e você volta para casa.
Já sabe quando voltar. E porque voltar.
Controlando o ego. Usando máscara. Você está bem. Não bebeu.
Apenas dançou nada escandaloso. Foi a festa mascarada.

By: AyKe.Hanedef.

25.9.10

Meu Medo


Tenho medo de mim mesmo,
Do que eu olho no espelho,
Se tudo é errado, pagarei um preço muito caro.
Mas não nesta vida.
Mudei de caráter, sofri e tenho medo.
Tenho medo do que sou,
Tenho medo de estar apenas fingindo ser.
Tenho medo. E isso é ruim. Apostei demais neste jogo.
Não posso me arrepender. Fiz uma promessa. Fiz um acordo.
Fiz trocas, e tenho medo. Eu me fiz eu ou outra pessoa?
Estou sendo usado?. Isso tudo é um jogo?. Tenho medo.
Minha mente não me dá mais sossego. Tenho medo.
Pressinto que meu fim está próximo. Tenho medo.
Não deixei frutos. Não tenho do que me orgulhar. Tenho medo.
Todo momento pode ser o fim.
Todo agora pode mudar a rotina. Tenho medo.
Fiquei paranóico, comecei a 3ª estrofe. Tenho medo. Cheguei na metade.
Viverei essa estrofe?. Tenho medo.
Me marquei, me sujei, e agora tenho nojo do que eu sou.
Tem que ser assim?. Tenho que pagar por tudo?
Não aceitam devoluções?. É algo imposto. Não voltarei.
Uma vez no escuro, se permanece lá. Tenho medo.
Ouvi o grito do medo, o olhar do medo, quem é o ser do espelho?
Este ser, ainda sou eu?. Terá sido engolido por seu ego?
Parou de adquirir conhecimento?. Ficou com medo?.
Tenho medo. Chorei medo. Ri medo. Comi e dormi com medo.
Mas o medo passa, e vem o vazio, um outro medo.
Comeram meus pedaços, dividiram minha alma.
Me jogaram em um caldeirão para ser assado aos poucos. Perdi o mundo.
Transformaram-me em um robô, que manipula, que inventa.
Os seus medos, os seus sentimentos, as suas dores,
Tudo isso não importa. Tinha medo, mas isso na euforia.
No segundo de euforia. No segundo do claro.
Injetaram-me silicone, veneno, álcool, fui programado.
Sou um rato de laboratório. Sou desalmado. Tinha medo.

By: AyKe.Hanedef.


22.9.10

Equinócio de Setembro


Assim como é acima, embaixo será.
Belos frutos, belas flores. This Can't.
Com sua contradição a morte. Final.
Desvanecem-se os poderes, então acabam.
Então, o sol morre. Revele!.
Fazer o certo. The Equinox!.
Give me the key!
Hiram Abiff, o faz.
Inverno: hora de acabar!.
Jesus crucificado. Atís mutilado. Outono será.
Krishna traspassado. Osíris assassinado. Potássio (K)
Libérate, viva el equinoccio!. En español!.
Monte Mória. Inimigos do homem.
Naviguer dans une mer. Septembre.
O carneiro. Equinócio de Setembro.
Perder a alma. Virginity.
Querido sofrimento. Cerimônia. Paz.
Respeitoso momento. Meu lugar.
Samma varaktighet. September Equinox. Den glömska.
Tag-und nachtgleiche im september. Vielen Dank.
Um olhar, um altar. Sentir-se mal.
Viver. Tudo se transforma. Transmutam.
Will you have a future?
Xisto betuminoso. Plutônio. Césio. FOX.
Yin-Yang, yeah. This is the remedy.
Zaratustra. Época de renovar. Equinócio a traz.

By: AyKe.Hanedef.

17.9.10

Segunda Estrofe

Tantas diferenças, que no final se completam.
Tantos complementos, que no final divergem-se.
O que se passa em sua mente, não é problema meu!
Sua aura convence. Seu passado seduz.
Come corações, é uma monstra. Possui "seus" sentimentos.
Gostaria de possuir os "seus". Ser o seu monstro.
Mas eu quero apenas viver. Não ser um monstro.
Me queimar nesta vida e quem sabe no inferno.
Eu nasci assim. Eu sou assim. Não mudo.
O lembrete de que eu vivo me deixou uma marca.
Sou um entre um milhão.
Não estou perdido, sem direção.
Não me sinto normal. Sonho e penso grande demais,
Por saber que superação deve ser um trajeto.
Deve ser seu foco. Você vive de superação.
Você vagou sem rumo. Você buscou a paz.
Vive com sangue-sugas familiares, vive com desprezo.
Você sabe o que realmente quer, e busca o seu algo.
Mas cai. Sempre cai e volta pro começo. Volta pro zero.
Mas você sabe que não pode ser correto.
Sabe que dúvidas possuem respostas e que você é anormal.
Possui desejos que jamais controla.
Busca por motivos para agradecer pela porcaria de dia.
Reza a deus todas as noites e espera por proteção,
Espera por piedade, por ajuda. Mas você não se ajuda.
Mas você espera demais de seu deus.
Vive de "se eu", vive de "eu quero".
Nunca de "eu sou", "eu busco", "eu tenho", "eu consegui".
Eu sou o melhor. Eu busco respostas.
Eu tenho defeitos. Eu consegui vencer.
Muitos eu, e muito pouco. Muita ação e pouco pensamento.
O conceituar a loucura é algo normal.
A paranóia e o atraso trazem o mau.
Ser o correto não é bom. O errado também não.
Realizar-se, chorar por seu ser, por sua arte.
O tele-transporte ao mundo sintético, ao mundo irreal.
O amor, a entrega total.
Parar de se desfazer da alma, você tem que ter vontade.
Vontade para viver o seu máximo e tudo.
E quando finalmente você está isolado sem ninguém,
Você encontrou o que queria. Encontrou seu tudo.
E com o voar, com o bater as asas, você chora.
Você não é normal, mas você é simplesmente você.
Você é laranja, amarelo e azul.
Ter reconhecimento, ter glória, ter poder.
Se destacar, andar com a moda, e no final se matar.
Amor sem amor. Desprezo pelo passado. Segunda estrofe.
Segunda estrofe da vida, que acaba na sexta.
É o que queremos, é o que buscamos.
São nossos desejos, é o que sonhamos.
Se achar um vampiro e sugar a paz.
E libertar cativeiros. E por coisas em lugares vazios.
Vazios por escolhas, nunca por imposição.
Usar o vazio. Deixar claro o seu tudo.
Viver na segunda estrofe, porque a primeira já passou.
E finalmente chegar no refrão, com um triste fim de inverno.
As lágrimas que transmutaram, as bússolas do norte.
A juventude robotizada, as máscaras, os banquetes e expressos.
Sendo mais, ficando louco. Descobrindo quem é ele.
E deixar a epifania do oculto dar a volta por cima.

By: AyKe.Hanedef.

Obervação: volto no dia 22 de setembro com a poesia do Equinócio de setembro. Inicio minha terceira estrofe. Preciso de inspiração, ainda naum encontrei respostas do por q tenho q mudar. Mas minha segunda estrofe acaba aki. O grande equinócio se aproxima e é de lá que busco minha grande transformação para a terceira estrofe da minha vida. Obrigado pela visita.

15.9.10

Entrando Em Um Beco

Quando tudo que vivi, se tornou um tédio,
Busquei respostas. E o que encontrei foi um beco.
Senti a dor e odio da perda,
Quebrei minha ligação espiritual com o divino,
Aprendi que nós merecemos viver agora!.
Fui uma das estrelas do inferno.
Fui a lugares, aquela noite gerou-me um poema.
Descobri quem era, mas ainda, quem é "ele"?.
Vi a tragédia, a luz misteriosa.
Recomecei com muitas esperanças, fui fênix.
Descobri meus valores, o quanto vale a amizade.
Analisei os disfarces que a sociedade mostrou-me.
Analisei a vida, uma das minhas tardes também.
Descobri também que existia uma vadia a mais no mundo.
E é claro, voltei. Dei a volta por cima.
Provei do veneno. O veneno d'alma.
E busquei uma casa, com as bússolas rumo ao norte.
Filosofei com uma estranha borboleta.
E nesta solidão, pensei no meu dois.
Sabia que tudo era sem volta.
Vi também que nascia, a desgraça de meu ser.
Cheguei no fim. Sumi com um triste fim de inverno.
Os meus planos acordaram e realizaram a meta.
E recomecei sem você, recomecei sem ninguém.
Vi a juventude, o pecado, como um robo. Somos robotizados.
E analisei as cruzes, vi a vida como um espelho.
Desrespeitei as leis, e burlei formalidades.
E dei conselhos, muitos conselhos de um bom samaritano.
Descobri que meu esplêndido popular é menos comum,
E recordei também as marcas que nunca se apagam.
Vi também o melhor no pior, e mostrei a exaltação.
Sorri e chorei. Aquele foi o último aniversário, com magia.
Odiei os domingos. Mostrei minha opinião sobre Isabel.
Juntei o tempo e a água, e vi minha vida esmaecer.
Fui um dos altos. Fui um puro-sangue e vi a cidade descansar.
Vivi a minha mendicidade e diagnostiquei a epidemia social.
Sofri a epifania, a revolução do oculto e achei o vazio.
Vi o seu maravilhoso brilho e escondi the truth.
Virei o grande espectador e fã da vida. Besteiras de uma tarde.
Analisei todos os algarismos e incertezas, e busquei por E=MC ao quadrado.
Dei um banquete majestoso aos egoístas, e Hollywood ficou logo ali.
E por fim adorei a viagem do expresso do oriente,
E permaneço lá no mesmo beco, escrevendo e criticando a vida.

By: AyKe.Hanedef.

14.9.10

O Último Segundo da Semana


Acordar na madrugada com insônia.
E naquele momento começava mais um dia.
Não um dia comum. Aquele seria um dia penoso.
Um dia doloroso. Algo geralmente estava fora do lugar.
Eu não podia acreditar. Interroguei a deus.
E como resposta perfeita, nada aconteceu.
Entrei na grande casa enferma. Visitava a grande mulher.
Não se mexia. Somente escutava. Fazia força. Queria viver.
Prometi a ela. Fiz uma grande promessa. Ela iria sobreviver.
E como resposta ela tentou pegar em minha mão.
Foi a resposta. Algo estranho aconteceu. Nosso último momento.
Não desanimou. Em vida buscou o belo, seguiu seu deus.
O impacto foi grande, e a cruz pesou. Acabou a semana.
Não foi real. Era imaginação. Acabou a semana.
Olhava para o alto. Jesus não a salvou.
E o dois, e o amor carnal se desfez. Precisei de ajuda.
Não aguentava as pernas, não chorei. Mas ainda confiei em deus.
Senti o mundo pesar. Dormi para não acreditar.
Tentei recuperar o ar, ou continuar sem respirar.
Sofri uma metamorfose moral, e continuei.
Sinto ainda seu abraço. Imagino o que você falaria.
Hoje choro tudo com suspiros, com prantos. Mas sou feliz.
O amor puro pode selar duas almas. Sinto seu abraço.
Aquele foi com certeza o última segundo da semana.
Mas continuo. Não parei e permaneci em prantos.
Sei que está na brisa que acaricia o meu rosto,
No momento feliz, e ouço sua voz na manhã.
Permaneço com lembranças, com memórias.
Todo o seu esforço não foi em vão.
Seus últimos carinhos, seu fôlego pesado.
Suas últimas palavras. Suas lágrimas.
Seu pedido de ajuda. Pedindo para não morrer.
E eu sem saber o que fazer. Confiei em deus.
Foi o último segundo da sua semana. E da minha vida.

By: AyKe.Hanedef.

13.9.10

O Meu Nunca


Eu nunca poderia pensar em dizer algo tão pesado.
Mas quem tem alma, vai a roma.
Nada pode me parar agora. O meu nunca existe.
Pode ser um caminho longo, mas eu não paro.
Gosto de me acabar, gosto de me chocar, só não reparo.
Mover as mãos para o céu e fazer filmes relaxando em um hiate.
Se envolver com o ritmo da música, empolgando a vida.
Ir dos 8 aos 80 em apenas 1 segundo.
Prender-se a alguém que ama a seu dinheiro,
Nunca a você. Que come seu coração e te joga fora.
E saber que você está preparado para a vingança, para o mau.
Querer esta pessoa que Insanamente só quer seu status, nunca você.
Que nunca estará onde todos seus amigos confraternizam,
E que olha com estranheza para sua maluca moda.
Não adianta amar o material. Não adianta amar sem prazer.
O meu nunca sempre estará perto e longe.
Cheio de esperanças e expectativas.
Com os dentes cravados, vivendo como um parasita social.
Não possuindo direção e inventando anormalidades.
Tomando o seu suposto veneno, provando seus dentes.
Pode ser perfeita, pode amar a outro.
Apenas me mostre os apreciados dentes do seu sorriso.
Você é o infinito. Não me faça bastar-me só.
Meu nunca existe e orgulha-se por existir.
Beleza, riqueza. Não quero viver sem um apego material.
Que me desculpe, se a minha anormalidade ofende.
Só não sigo padrões e não me basto mais só.
Aprendi tudo o que realmente preciso.
Agora busco por meu aclamado posto.
Acendo uma vela a deus e outra ao demônio,
Vivo de amor e também de odio, de superação.
Meu nunca apenas são 5 letras,
E eu uso ele como defesa para o grande ataque,
Para a grande volta triunfante do reino dos mortos,
Do reino do nunca, do reino do atraso.
Onde tudo que é nunca, apenas são 5 letras,
Nunca outra coisa. Apenas esconder o nunca e desaparecer.
Posso não voltar com a mesma cor.
Mas novamente, saberei viver meu nunca.

By: AyKe.Hanedef.

12.9.10

Interruptor da Alegria


Quando vemos perdemos o coração. Você nem percebe.
Somos considerados monstros, pequenos mais odiados monstros.
Nos estraçalham, rebaixam e também comem nosso coração.
Nos sentimos em um abismo, em um poço já sem fundo.
Mas nos olhamos no espelho. Mas reabrimos os olhos.
Dançamos no escuro, e nos empolgamos com nosso tudo.
Somos cobaias. Injeta-nos veneno. E vivemos no escuro.
Quando você consegue respirar novamente, ergue-se e liga-se.
Liga-se o interruptor, liga seu belo, liga a alegria.
Quando te olham você desaba e volta procurar seu Jesus.
Volta do zero, se recompõe. Liberta-se novamente.
Tanta fama, tantas perguntas, mas o que eu fiz?
Você perde-se em tantos olhares. Experimenta o novo.
E liga seu interruptor. A felicidade se estampa na face.
Tenta dizer apenas tchau, mas em nenhum momento consegue.
Vai a lugares ligado, vai liberto e alegre por viver.
Desliga nas chegadas, os seus interruptores e tenta se levantar.
Chora feliz por chorar e zela por sua conduta.
Mas se confronta com o espelho. Péssimos embate.
Volta a cair, mas vira tendência de verão.
Volta por cima, sabendo que único é seu nome.
E ri até não aguentar. Depois de tudo cobre os olhos.
Seus olhos cansados, enrugados. Seus olhos inchados.
Pensa em desistir. Mas isso é certo?
Não o agrada. Então ele pensa em mudar.
Volta com força total, alegre. E se faz verdade.
Impõe as mudanças. Impõe também liberdade.
Você apenas se ama e orgulha-se por inovar.
Por ir além e poder amar, poder se ligar.
Vem então sua vingança, você come corações agora.
Joga seus jogos. Vive de ouro, vive de corações. Pequenos monstros.
Você adquire o que quer. Realmente soube se levantar.
Pode parecer ruim, mas você direciona-se para jogos do amor.
E você dança no escuro. Obscuridade vira sua dança.
E você apenas dança. E diz que vive ligado.
Nunca mais chega a superfície. Anda sobre nuvens.
Vive feliz com a sua alma lavada e santa.
Vai a todos os seus lugares preferidos e desejados.
Vive psicoticamente doente, vive muito melhor.
E apenas dança com a alma pura.
Se perde em alguns olhares,
Mas vive com seu interruptor ligado.

By: AyKe.Hanedef.

11.9.10

A Guerra do Silêncio

Pulando as etapas,
Diretamente a uma guerra.
E enfrentar todos os seus medos,
Com os risos, com o silêncio.
As voltas ou as reviravoltas do mundo.
O meu conhecimento é puro. Táticas de guerra.
Temos o orgulho de vencer, esta guerra bélica.
Todas as máscaras esfarrapadas, sem culpa.
Bombardeio, testes, inocência em guerrear.
E nisto nasce um sonho, temido pelo poder nuclear.
Sendo o honesto, pregando a paz.
Fingindo tudo. A guerra é que trás.
Trás à alma, o alívio, a vingança.
Trás a luxúria com esperança.
Adorando á Madonnas, á deuses negros.
Buscando vitória, a glória eterna.
Com os planos falhos, com a agonia.
Sem vida, orgulhoso por morrer, alegria.
São as reais táticas de morte.
Não precisamos dizer uma unica palavra.
Apenas ser intocados e a vitória chegará.
Com o nascer do sol, exércitos dilacerados, silêncio mortal.
A suprema Hiroshima. O poder da sofisticação do mau.
Máquinas modernas e poder nuclear. Somos programados.
Lutamos pelo infinito, buscamos os infernos, somos desalmados.
Pintar o rosto com sangue, massacrar o inimigo.
Destruir com o medo o povo, o mundo, o perigo.
E o espírito da guerra grita, geme, pede cadáveres.
Trás a felicidade, a dor instantânea, o amor bélico.
E o alimento do mau, do deus negro, do deus oculto.
Com a morte, taças de sangue e pedaços de prazer. O luto.
O bom alimento, o resto aos vermes.
Essas são táticas de guerra. Táticas do belo.
E defender a uma idéia, dilacerando com o tudo.
Entranhas a mostra. Com o sangue vem poder, dominação do mundo.
Pedaços de braços, de cabeças, de vidas.
A vida envenenada, massacrada, tudo por cobiça.
Falsas promessas maquiadas de falsos objetivos.
Uma guerra bélica se aproxima, com seu tudo nuclear.
Os corpos envergam, a fome aperta, o frio chega para acabar.
E a luta deve continuar. O sangue deve jorrar,
Para saciar e apaziguar os deuses-homens.
E quantos Zapatas, quantos Bushs, quantos Hitlers.
E são apenas líderes, que não batalham,
E que apenas dão ordens aos exércitos que estraçalham.
E que competem entre si. E no final crucificação.
E o empate não agrada, e a vitória é incerta, vem então a redenção.
Para a imponência, usar o tudo, impor o tudo.
Mas o tudo é o silêncio. É o belo.
Trás o estranho, trás o certo. Somos guerreiros silenciosos.

By: AyKe.Hanedef.

10.9.10

Velando a Vida


Nunca diga: "-Que bom te ver, tão pálido!", para o morto.
"-Era o seu primeiro marido, ou a senhora já é veterana?", para a esposa.
"-Era a sua bisavó?. Que lástima. Tão nova."
"-Não se preocupe por que tudo vai ficar bem!".
Não me venha com: "-Deus escreve certo por linhas tortas!".
E nunca fale isso:"-Nós ainda vamos rir disso tudo!".
Por que não falam:"-Pois quando tudo passar, você deve levantar-se,
Erguer a cabeça e seguir um caminho."
Mas não adianta. O que importa é ter alguém como apoio.
A morte é igual a todos. Vivemos até chegar nosso funeral.
Nosso dia santo. Dia bom. Onde somos os puros, sem pecado.
Viva sua vida pois voltar dos mortos, é meio impossível.
A estupidez, a grossura. E o grande mentiroso.
Planos. A vida é estúpida. Somente a morte liberta.
Posso ser o mais feio, o mais belo porém, tenho alma.
Com os ventos de Agosto, segredos da vida.
Eu odeio você, seu estúpido. Disse adeus para o respeito.
Todos temos missões, morremos com incertezas.
Todas são apenas palavras funerárias. Amor?
Ignorante, imbecil, eu te odeio. Seu cristo crucificado.
Você tem sentimentos?. E eu sou seu filho?.
Mergulhei no fundo, e apenas esqueci de respirar.
Senti o vento no rosto, já sabendo o que esperar.
Me sufoquei de ar. Velar a vida. Velar seu tudo.
Cansei de estupidez, cansei de brigas.
Busquei por respostas, esperei por esperanças.
Falsas esperanças. Falsas respostas. tudo mentira.
Não estou muito bem. Não vivo tranquilo.
Vendi meu espírito, vivo de infelicidade, do carnal.
Isso é o que pensam. Na verdade só velo a vida.
Sabendo das verdades. Gostando das descobertas.
Limpando o ar. Aspirando pó ou outra coisa qualquer.
Apareça oh pura. Apareça oh santa.
Piorei de físico, mas eu evolui de alma.
Sinto isto. Velo a vida. Morro e finjo que durmo.
E a fumaça tomou conta, pesou o ar. Sufoquei.
Me queimei, me afoguei, sufoquei, ri e chorei.
Velei, serei velado. Enterrei, serei enterrado.
A morte não me amedronta mais.
Cansei de tudo, busco paz.

By: AyKe.Hanedef.

9.9.10

Lágrimas de Sangue


Empolgado por festas, por lugares.
Empolgado pelo dia, por imaginação.
Com tantas incertezas e buscando por exemplos.
Realçando o belo e elevando patamares.
E em um canto recolhido, adquirindo inspiração.
E o tudo bastou-se. Todo o esforço, em nada germinou.
Tudo explodiu. E com as lágrimas de sangue, me desmontei.
Tudo era falso, era ridículo. E eu era cego.
E naquele canto fiquei. Saí de lá com meu destino.
Empolgado sim, novamente. E este ser novamente sorriu.
Não frustrou-se. Não se descabelou.
Apenas fugiu atrás do orgulho próprio. Do seu sonho.
Buscava nas pessoas, em todas elas, suas respostas.
E o sonhador, depois enfim, criou coragem e sumiu.
Pensou demais e explodiu. Maravilhou-se com a vida.
Arquivou o seu único passado.
Transmutou suas lágrimas em ouro.
O sangue virou água, envenenou seu coração e o paralisou.
Conheceu a face do desconhecido, do paranormal.
Brincou, lembrou, admirou, gostou e buscou o mau.
O mau imposto. O secreto mau.
Viu sua própria face e admirou o concreto, o físico.
Buscava respostas. E também um dos tantos sonhos.
A familia perfeita que tinha em mente se desfez.
E ele teve que unicamente se bastar só.
Um pouco tímido e distraído, buscava "algo".
Da sua maneira e o "seu algo".
No fundo do poço, viveu sua vida.
Todos temos problemas e ouvimos problemas.
Só não temos soluções. Curiosidades, admirações.
E o que ele, este ser, mentiu se tornou real.
E se bastou só. Desmaterializou seus objetivos.
Nunca seus sonhos. Nunca esquecerá eles.
Eu sou eu, sou você, sou só.
Sou feliz, sou alegre, empolgante.
Sou oculto, sou romântico, sou secreto.
Não me escondo, não espero por sua dó.
Sou horrível, insuportável, desprezível, ridículo.
Lágrimas de sangue viraram ouro.
Se transmutaram. Se esgotaram. Muito pouco me sobrou.
E as ofensas que este ser aturou, se tornaram força.
Não foi para nenhum lugar, colocou a cabeça em ordem.
Frustrou-se por pouca coisa, heresia e blasfêmia.
Mostrou justamente o porque. Os seus dentes.
Seguiu seus instintos, seguiu realmente sua vaga idéia.
Voltou e continuou no pecado.
E com o choro, este ser soluçava. Sabia ser o mundo.
Continuou suas preces. Venceu novos conflitos e batalhas.
E guardou os seus segredos. Revelou sua negritude.
Sofreu calado. Aguentou. Mas em nenhum momento revidou.
Não se decifrava. Não lia sua cara mascarada.
Situação de conflito. Percepção de imortal.
Olhos negros, inchados, porém belos com perguntas.
E com a transmutação este ser não alivia a dor.
Não alivia o seu ridículo. A sua submissão.
Seu medo de que tudo que restou, se desfaça,
E que tudo vá espaço à fora. Que evacue.
E com a confusão, sua mente entra em panê.
Você não reage bem. Espera o ataque para atacar.
Vê seus monstros e suas dores.
Tudo é muito confuso agora.
São lágrimas de sangue que se transmutaram em ouro.

By: AyKe.Hanedef.

8.9.10

Eu vou ficar louco agora!


Quando sua mente está perturbada.
Quando a empolgante vida, vira tédio.
Você sabe negar. Você não está louco.
Para sempre tudo vai ser sem noção.
Perturbado com instabilidades de humor.
Tudo é ridículo. Sou um vagabundo, doente mental.
Fazendo minha alma pagar por minha doentia ficção.
Queria a saúde psicológica. A normalidade.
E foi assim que ele ficou louco.
Todo o problema sumiu do paraíso.
Lembro-me de alguém, que queria me internar.
Mas eu esqueci que era louco.
Que vivia a teoria do playmobil. Empolgante alegria.
Mas eu me lembro da coragem.
Sabia que o que fazia, era o que eu queria.
Mas e este lugar. Pervertido mental. Meu Jesus misericórdia!
Mesmo que um seja 3, eu sei que vai dar certo.
Guardei a pílula da vergonha numa panela.
Escondi minha doença num ovo. E eu sou um ovo.
Calculei todo o alfabeto e converti a água em hidrogênio.
O que eu sei é que morri.
Não sou gordo, mas também sofri.
Que bom!. Oh senhor, que besteira,
Que coisa bizarra, chego a estar em prantos!.
Coxinha com rissoles ouvindo sorriso maroto.
Hum que delícia!.
Eu não gosto da abstinência.
Eu tenho a motosserra do massacre.
E que diabos de passado.
Eu envenenei os meus porquinhos-da-índia!.
Gritos da Babilônia, sou um bruxo!.
Eu odeio a física do Edilberto.
Escrevo mesmo. Porcaria de culpa, eu não tenho.
Quem sabe o grito de Munch avistou o moranguete.
Quem sabe a Marilyn Monroe era um homem.
E o ET era seu melhor amigo.
Fiquei como? Terei um remédio?
Pirei ou sou pirado?
Fugir ou morrer desmaterializado?
Só sei que thuthuvou-se o mundo. Todos são de mel.

By: AyKe.Hanedef.