31.5.11

O Mágico Charlatão de Frases

Feito em 28 de Abril de 2011
O mágico mundo do faz de conta!.
Faz de conta que tudo é só paranóia,
Faz de conta que o negro é negro,
Apenas faz de conta.
E os melhores mágicos existem,
E nos levam e nos dão o melhor para nós,
O melhor para os espectadores,
Dos truques e mágicas secretas,
Dos truques e mágicas que fascinam,
Que faz de conta que não existem.
E faz de conta que somos cegados,
Bom aqui não é faz de conta.
Mas faz de conta que não pensamos,
Que pensam por nós e vivem por nós.
Agora abra os olhos e veja que mágica,
Seu faz de conta é real!.
Faz de conta que o mundo é poder,
Faz de conta que tudo é uma farsa.
Mas apenas faz de conta.
E no mundo onde vivemos,
Lutamos contra o que não somos,
Lutamos com nossas próprias vontades,
Com nossos próprios gostos e atitudes.
Mas fazemos de conta que não.
Enquanto isso o mágico fascina,
O mágico encanta e desencanta,
O mágico seduz e te envenena.
E as borboletas de uma cabeça,
Voam pro espaço do faz de conta,
Pro lugar mágico que inventam,
Que produzem para os sortudos mágicos.
Mágicos das palavras, mágicos da atração,
Mágicos da política, mágicos da conspiração.
E como mágica do dia,
Desaparece um avião!.
Estranha mágica do mau,
Estranho fato de água mais sal.
In the air 44, que renova com 59,
E o 7 do final, como em uma mágica!.
Cabuumm!. Desaparece.
Sete, Onze, Quinze, Seis,
Dois com dois mais oito é três.
Três com um mais cinco, nove.
Dois mais nove, tudo explode!.
Números mágicos, números amigos!.
E a mágica música que transforma,
Que nos transporta para a conspiração,
Para a verdadeira iluminação.
Abre nossa mente, abre sua mente!.
Ser usado sem saber é tedioso,
Ser usado sabendo divertido e proveitoso.
A mágica música!.
O ritual da mensagem e da montagem,
Do novo, do belo e sabotagem.
Mas cadê o faz de conta?.
Estará em Prosérpina e seu submundo?.
A tristeza do verão, com tardes quentes,
A alegria do inverno, com noites frias.
E tudo é mágico, e tudo me fascina,
Tudo é mágico, e tudo me domina.
As palavras sujas e mentirosas me agradam,
E as mentiras do divino e do sagrado.
E pedir é tão ridículo,
Onde está o seu mérito?. Onde está sua magia?.
Tantos mágicos e charlatões!.
Um mundo mágico de terror desconhecido.
Um mundo do poderio do sagrado feminino,
E de sua destruição.
Em essência da lua e natureza,
Que cria, que não abusa,
Que acerta na mágica mão!.
Mas isso que se foda.
Que pereça com as marionetes de massa,
Que apenas ocupam espaços,
E preenchem com seu volume e decadência.
E o sagrado se torna sensual.
O ridículo sagrado se torna a melhor das orgias.
As bocas clamam pelo mágico pecado,
Pelo pecado que corroa suas carnes já mortas,
Que preencham suas infelizes vidas,
Da remição e pequenez perante o divino.
A mágica ilusão da visão.
Esses mágicos do faz de conta!.
Que sarcásticos em suas conspirações!.
Ser vigiado vinte e quatro horas diárias.
Ser acordado por sonhos desastrosos do fim.
Usar o mágico pentagrama no pescoço,
Saber usar palavras negras que não dizem nada.
Palavras já ditas pro ninguém.
Mas e nosso faz de conta?.
Sem faz de conta agora.
Pois tudo que é faz de conta é mágico.
E apenas querem ver o que você traz na cabeça.
Pois o coração não é o órgão mais necessário.
E sobre o mágico dia reina um pesado arco-íris negro,
De tantos vazios ensolarados e tempestades da luz.
O cavalo branco do anúncio possui chifre.
Assim é a mágica do exagero.
Do querer ser e possuir,
Do poder ver e rir até cair!.
E como no começo do faz de conta,
Faz de conta que não leu nada,
Faz de conta que não escrevi nada,
Que sou apenas um sedutor charlatão,
Um mentiroso do sagrado,
Um doente mental e satânico,
Que pensa tanto e não é nada,
Que escreve sobre "faz de conta".
Quem sabe ainda exista alguém além dos mágicos,
imbuídos da fascinação de pessoas,
Pelas grandezas e palavras misteriosas,
Que não signifiquem nada mais que charlatanismo.
E que assim que foi fabricado,
Se apossou do mundo que não é seu.
Mas isso são palavras paranóicas,
de pontos de vista poderosos e superiores,
De mágicos e conspiradores,
Que em uma sala escura,
Planejam o que fazer com sua vida,
com tudo que você ama,
Com o que você vê e ouve.
Mas isso de verdade é pura crendice popular,
Os verdadeiros conspiradores são os mágicos charlatões!.

By: AyKe.Hanedef.

30.5.11

O Negro Vocábulo do Ninguém

Feito em 28 de Abril de 2011
Fantasio com algo que não real,
Fantasio com meu lado do poder e do mau.
Fantasio com poder erguer impérios,
Fantasio em buscar por mais mistérios.
Fantasio.
Finjo que tudo vale a pena,
Finjo sim, com drama e faço cena,
Finjo por que sei que é mais prático,
Finjo pois o que é bom é ser antipático.
Finjo.
Imagino o impossível,
Imagino o que pra mim é desprezível,
Imagino que nunca saberei de nada,
Imagino uma alma não amada,
Imagino.
Concebo em mim a verdade,
Concebo em mim a sabotagem,
Concebo no meu mundo poder,
Concebo no meu mundo o crer.
Concebo.
Idealizo a vida perfeita,
Idealizo uma vida direita,
Idealizo o que não quero,
Idealizo a morte e não me desespero.
Idealizo.
Tenho idéias do mau,
Tenho idéias pro final,
Tenho idéias pervertidas,
Tenho idéias engolidas,
Tenho idéias.
Invento poemas ridículos,
Invento sentimentos escritos,
Invento um mundo só meu,
Invento um mundo no breu,
Invento.
Sonho com o sonho da morte,
Sonho com a vida e permaneço na sorte,
Sonho com o bem,
Sonho com o mau e não crêem.
Sonho.
Tantas rimas, fantasias e sonhos,
Invenções, concepções,
Imaginação e fingimento.
Palavras que são puramente artifícios,
Palavras que não prestam,
Que não valem nem o que são.
Que mundo é este, e mágico?.
Tudo é pura fraqueza da mente,
Fraqueza de um corpo já cansado.
Cansado de tanto chegar ao nada.
E para nada voltar.
Quem dirá o que fazer com o amanhã,
Se no hoje vivem poucos.
Quem dirá o que fazer com o amor,
Se o amor é plástico e real,
Apenas sufoca e transforma uma vida.
Quero palavras verdadeiras,
Vindas da cabeça e não do coração,
Quero viver no agora, pois meu passado nem é recordação.

By: AyKe.Hanedef.

29.5.11

"Nove do Vinte e Nove"

O que se esperar do nove ou do vinte e nove?.
Quais são os nove motivos para a relatividade?.
Para uma quarta dimensão?.
Romances apenas fabricados,
Nada mais normal,
Nada mais romântico.
Ser relativo pode ser bom.
Ser relativo pode ser proveitoso,
E tenho vinte e nove motivos para acreditar nisso.
[...]
E tornar a primavera sagrada é bom,
Pois o sacrifício é sagrado,
É destinado a mãe terra,
Não é pecaminoso em atos.
Mas isso não passa de um jogo teatral,
De fantoches bailarinos,
Da sagração da Primavera,
Da imolação da jovem ao sacrifício,
A um ritual primitivo.
E de nove por vinte e nove.
Bey Tein é grata aos diamantes,
A rainha do tesouro.
A dama traída por ofensas,
A dama nove,
De cavalheiro vinte e nove.
Trágica resolução psico-mentirosa,
Relação à dois perigosa,
E ao se expor pavorosa.
E como se esquecer de Dante,
E sua Beatriz do céu.
Ou de Virgílio do inferno,
Do Virgílio purgatório.
Na divina comédia cotidiana.
Dos manipuladores e manipulados.
Do inferno que castiga,
Do nove que purifica,
Do vinte e nove que machuca,
Do paraíso que perdi.

By: AyKe.Hanedef.
Feito em 28 de Abril de 2011.

28.5.11

Ó Templo da Luz Negra

O espelho diz que isso tudo é negro,
Mas os fatos comprovam que não.
Mas o céu escurece diante do eclipse,
Diante da imensidão do poderio do ser mau.
A vida é negra,
E muito obscena.
É sufocante, é divina no começo e final.
Já dizia Mileto: "Sobrevive aquele, que está melhor capacitado".
Capacitado no ver, ouvir, falar e escrever.
Não em coagir, mentir, usar e não se importar.
Meu egoísmo é um simples sentimento.
Minha casa é meu lar.
Meu lar de guerra, meu lar do egoísmo.
E construir lares me traz este mesmo poder,
Poder egoísta, por que será tudo meu.
Meu projeto, minha idéia, minha negra idéia.
Assim como o poder de Teodora,
Com o governo pornocrata.
A grande pornocracia cristã.
O governo de prostitutas. O governo de Cristo.
Da remissão de Madalena,
Da mentira hipócrita que cheira podre.
Essa sim é uma pornocracia assassina.
E o amor de um Cristo que gera Sérgio Terceiro,
Filho de Marózia,
Filho de João Décimo Primeiro.
Tudo é uma grande piada.
Se a morada do senhor peca,
Posso eu pecar.
Se o templo da divina luz negra massacra,
Então eu posso massacrar.
E assim Hitler não estava errado,
Assim como a igreja perseguiu judeus.
E quem é aquele homem do sudário?.
Ele é Cristo, e não uma igreja.
Ele é um pecador em essência humana e carnal,
É um evoluído em essência cósmica.
É um exemplo, não um salvador de pecados.
Sendo assim é o sudário de Turim.
Até quando a Babel se erguerá,
E o poderio de uma igreja chegará aos céus?.
Com a nostalgia habitação de Chrysler,
E seu grande marco histórico.
O templo da luz negra se impõe,
E não aceita oposição,
Rejeita pessoas, e não aceita ser rejeitada.
É governado pelos pornocratas,
Para os pornofiéis.
Que se enchem de orgulho,
De dizer que tudo é satânico,
E não olham para o passado do templo,
Para o oculto passado,
Por medo da desgraça de acabar seu poder,
De acabar com sua linda pose,
De verdadeira e honesta,
Que esconde a luz negra que a envolve.

By: AyKe.Hanedef.
Escrito em 27 de Abril de 2011.

27.5.11

27 de Novembro

Quando se vê tudo se acaba,
E o simples fato de se ter já não procede,
Não se limita mais ao simples fato.
E depois ele se queixa,
E pensa no 27 de Novembro.
Isso então dura 6 meses.
Cadê sua coragem?. Você a ama!.
Abra sua boca suja de palavras,
E diga palavras que em verdade expressem,
O quanto se transforma a vida com amor.
Não há mais tempo!.
Não a perca de você mesmo!.
Lute pelo algo que te faz outra metade.
Se em palavras me sufoco e não digo,
Em frases apenas e não somente falo:
"Te Amo". Duas palavras apenas não bastam.
"Mais que tudo e a mim mesmo".
Chega!. Esse negro sentimento me atou,
A jovem de negros cabelos,
Tão divina quanto a noite.
Não sofrerei à 27 de Novembro,
Tentarei te provar minhas verdades,
Absolutas verdades assim como meu amor.
Para um negro amante da vida,
Um sentimento além do inesperado.
E se falhar apenas peço que não me odeie,
Que apenas a amo, pois a amo de verdade.
E meus momentos não passarão,
E a coragem foi pouca,
Mas as palavras escritas significativas.
Posso parecer apenas um moleque,
Um jovem que não se entende,
Mas sou apenas mais um romântico,
Um tolo gótico-romântico,
Que se apaixonou pela rainha da noite,
Pelo olhar da lua, e o fascinante cabelo negro.

By: AyKe.Hanedef.
Feito em 27 de Abril de 2011.

24.5.11

Porção Azul

A porção azul do céu na terra.
O calmo rei cobre montanhas.
O calmo rei se agita e cobre vidas.
Por inveja da ceifeira?.
E o que nos derruba, nos mata.
E mata 300 mil de nós.
Pois é o dia da marinha.
Pois é um simples dia marinho.
E se escutam trovões de Thor,
Com seu mjolnir abençoado.
Isso é uma profecia do sagrado?.
A furiosa porção azul,
Que me invade e me sufoca.
Que me tranca os pulmões,
E me mata já salgado.
Salgado de veneno azul, veneno marinho.
E porque não se alegrar,
Se o azul é tão profundo,
Se o azul é tão azul!.
E o verde que se afoga,
Vira marrom depois azul.
E tudo é tão lindo,
E tudo é tão belo.
E fico daqui olhando,
O clamor pelo ar,
O medo do azul,
A ceifeira enchendo seus bolsos,
Dos pequenos fantoches apavorados,
Dos pequenos seres amedrontados.
E eu aqui a rir no sarcasmo.
A feliz infelicidade alheia.
O feliz mar da inveja,
A feliz porção azul da vida.

By: AyKe.Hanedef.
Feito em 26 de Abril de 2011.

A Jerusalém

Essa é a grande Jerusalém,
Este é o grande julgamento.
A cidade dos povos.
A cidade da fé mais santa.
Cidade escolhida por Deus.
Cidade disputada pro e para o homem.
Para as verdadeiras almas que vagam,
Para as verdadeiras almas ressuscitadas.
Apenas para os verdadeiros.
Verdadeiros mentirosos!.
Perfeita Jerusalém, pessoas perfeitas,
Grandes pensamentos cheios de bosta.
Grandes palavras ditas ao simples vento,
Queimadas ao fogo,
Cortadas e mutiladas, jogadas ao vento.
Jerusalém existe?. O que é jerusalém?.
E o exército luta contra os pobres iconoclastas,
O exército decepa ao fim a liberdade da destruição.
E com medo inventa mais mentiras.
E as vomita em nossa cara.
O poderio do soberano,
O poderio do Vaticano,
O grande Gregório II.
Venerar não é bruxaria?. Não é heresia?.
Quem é herege ou adultério?.
A jovem viúva Ana,
Que rouba Conde de Valois para si,
Ou a grande falsária que excomunga,
Os hereges, os infiéis, os obscenos e sem conduta.
E libertam Doriam Gray,
Mas libertam sua arte?.
E as intrigas e mentiras de Lady Windermere,
Ela é louca?. Ela é adultera?.
Essa é nossa grande Jerusalém.
A terra santa, dos pecados redimidos.
Um amontoado de orações que não levam,
Que não trazem, mas redimem.
E eu sou o louco!.
" Todos querem trabalho e pão,
Já, agora, mate-me então!".
A luta apenas começou,
E já se ouvem os barulhos dela ao chão.
Tijolo por tijolo.
Alma por alma.
E com os tiros que se ouvem,
Catarina vai ao chão desfalecida.
Desfalecida de fome. Desfalecida por 216 anos.
Cidades perfeitas não existem,
Pessoas perfeitas também não.
Lugares perfeitos não existem,
Gostos perfeitos também não.
A perfeição é loucura.
É a praga da noite,
É a praga devoradora de cadáveres.
A feminina igreja,
Do Deus patriarcal.
E que se quebrem as barreiras,
E violem os limites e fronteiras.
E para os de ignorância absurda,
Apenas o grande descanso eterno.
Pois o bom é ser usado.
Pois isso sim que é bom.
Não o medo do negro, do escuro,
Mas a iluminação divina da conspiração.
E nada mais se fala.
Pois Jerusalém se vai ao chão.
Para onde vai o resto do lixo?.
Para o agora?.
Para onde entulhar o resto?.
E três vezes o agora, dará 21?.
E que caminho leva a Jerusalém?.
Ele não existe no real.
Pois falsas são as palavras.
Mas nada é tão real,
Como a luta diária para Jerusalém.
Para pisar em solo santo,
Para procriar em solo santo.
Lá se vai o feminino,
Lá se vai o modelo.
E lá permanecerá a mulher cristã.
Pois nada mais é dito,
E nada mais se faz.
The Butter, The Butter, Butler.
Oh Maria, Maria,
Bernarda Butler.
O modelo cristão.
A seguir à Jerusalém,
A chegar a Santa terra,
Da guerra dos desejos,
E das loucas mentiras e fraudes.

By: AyKe.Hanedef.
Feito em 23 de Abril de 2011, 25 de Abril de 2011, e revisto em 26 de Abril de 2011.

18 Anos e 11 Tristezas.

A tristeza é um vício,
A tristeza é a falsa feminilidade.
Em 18 anos, 11 tristezas.
E o amor pela vida aumentou.
E a verdade de minha existência também.
O santo idiota, não é mais o mesmo.
Agora é outro.
Recria sua história.
Tristeza 1:"ser quem eu sou",
Tristeza 2:"preservar um lado que não é meu",
Tristeza 3:"confiar em algo que nem sei o que é",
Tristeza 4:"ser egoísta e não olhar para os lados",
Tristeza 5:"pensar grande de mais'',
Tristeza 6:"querer algo que não pode fazer",
Tristeza 7:"fazer algo que não queria à principio',
Tristeza 8:"perder o elo com o divino, com uma mãe'',
Tristeza 9:"ser tratado como lixo pela sociedade",
Tristeza 10:"ouvir desaforos dos quais não são verdadeiros",
Tristeza 11:" sufocar a raiva e só saber fazer às escuras".
Minhas belas conquistas de 18 anos,
De quase duas décadas de sofrimento.
Mas o que me alegra é a certeza,
Que nada é absolutamente infinito,
Que nada permanece no seu lugar,
Que vidas se chocam,
Que vidas não param.
E que 18 anos, passam rápidos.
Recém nascido, recém humilhado.
Recém esquecido, recém abandonado.
Recém?. Tudo é muito pouco tempo,
E tempo foi o que não faltou:
157.680 horas vividas,
6.570 dias vividos,
216 meses vividos,
18 anos de vida.
18 anos mas 11 tristezas. O que me aguarda os próximos 18?.

By: AyKe.Hanedef.
Feito em 23 de Abril de 2011.

16.5.11

Um ano.

Um ano passa rápido.
Uma tragédia não.
Um ano passa rápido.
Mas um sentimento não.
Um ano.
Um ano que superação é exigência,
E que doces sonhos não são reais.
Um ano que deve ser esquecido para evitar choro.
Um ano que deve ser lembrado por amor.
Um ano.
Doces momentos de fotos doces.
E mais doces por suas lições e lembranças.
Nunca quis usar a palavra lembrança.
Uma mãe que se torna uma mais que importante,
Mais que boa,
Mais que suprema e imortal lembrança.
Uma mãe que alimenta o amor de seu filho,
Filho egoísta, filho de pecado.
Uma mãe que não via defeitos.
Uma mãe que conhecia seu filho.
Que incentivava seu filho.
Que não deixava seu filho cair.
Uma mãe mais que perfeita.
E um ano.
A mãe das soluções tão óbvias.
A mãe das meus fins de tarde.
Dos meus começos magníficos de dia.
A mãe que chora. Que educa sua cria.
A mãe que pensa no bem. 
E educa seu filho para o bem.
Minha mãe mais que mãe.
Posso ser esta criadora do mau.
Posso rir até do impossível.
Mas nunca duvide de meu amor.
Eu rio pra não chorar,
Por que de prantos ninguém vive.
Eu devo rir por viver.
Eu devo rir por morrer de dor que até então é incurável.
Eu devo rir das pessoas que me humilham.
Eu devo rir da vida que é uma porcaria.
Eu tenho que rir.
Não posso cair no chão em prantos,
E dizer que minha vida acabou.
Não posso tentar me matar pra me sentir menos culpado.
Culpado dos gritos de uma mãe que daria sua vida a mim.
Que pediu pra não deixar ela morrer.
E o que este filho fez?.
Rogou pra um Deus que não o ouviu.
Precisou do apoio das pessoas que não o deram.
O apedrejaram com palavras.
E riram de sua cara de pranto.
Mas sei que tudo tem que ter seus motivos.
Mas aceitá-los não irei.
Um ano.
Ano do recomeço forçado.
Da vida feliz do sarcasmo.
De sorrisos falsos que escondiam um pranto profundo.
Um momento para explodir.
E derramar sua cólera de lágrimas aos quatro cantos.
Um ano que começou com uma semana.
A semana que fiquei em casa.
A semana do sentimento de culpa.
Do sentimento de dor.
Do sentimento que nem eu sabia que existia.
Do sentimento de se unir com o maligno.
De vender a alma pra alguém que hoje sei que não existe.
Mas que eu era um trouxa.
Um imbecil, sem utilidade, ignorante e infantil.
Não via o mundo nojento que me cercava.
Não via que todos eram idiotas assim como eu.
E parei de acreditar em tantas regras do passado.
Se a vida me tirou minha mãe que eu amava,
Por que eu não iria tirar o sorriso da cara da morte.
Da egoísta morte que ceifa vitimas e não corações.
E me deparei com minha pior face em 17 anos recém formados.
Mas descobri muito de mim.
Descobri aliás o suficiente de mim.
E comecei algo que não paro.
Que me faz e me joga na cara que estou vivo.
Que meus problemas são e serão reais.
Escrevo.
Um ano escrevendo e perdendo o amor.
Mas ganhando outros.
Resolvi falar de um ano.
Mas meu ano foi tão simples.
Tão fácil de se entender.
Não quis chorar por me lembrar das palavras de minha mãe.
Não quis me matar por que sabia que eu era necessário.
Nem que fosse pra ser ridicularizado no colégio.
Ou difamado em uma cidade de merda.
Decidi ver o mundo como ele realmente era.
E o que ganhei foi apenas tonalidades diferentes de cabelo,
E uma doença crônica chamada Crohn,
Que até então para mim não existia.
Então pronto. Isso foi um ano.
Um ano de pensar que iria morrer,
Em uma cirurgia que poderia me parar,
Mas não parou.
E em um ano resolvi voltar a existir.
Não sei por que, mais resolvi.
E comecei esse ano assim,
Me reinventando.
E não me arrependo do que fiz.
Nunca vendi minha alma pro tal diabo.
Nunca mais supliquei para um deus "oculto em mistérios",
Que nas suplicas mata sua mãe,
E continuei a viver minha vida.
Conheci a mais importante das pessoas.
Que de nome é Joy.
E com ela aprendo todo dia o quanto é bom ser feliz.
O quanto é bom dormir pensando em amor.
E acordar pensando na vida.
Ela é a pessoa mais importante pra mim neste e em todos os momentos.
Algo que nunca pensei em dizer assim.
Mas eu amo esta pessoa. Essa pessoa que é minha.
E não posso me esquecer de meus verdadeiros amigos.
Que por ser em tão pouca quantidade valem mais que 13.
Eles sim são realmente importantes.
Assim como minha Joy.
Assim como minha vida.
E como esse ano que passou tão rápido.
Um ano sem uma mãe.
Um ano sem acreditar nisso.
Imaginar que ela está viajando e que não volta.
Mas saber que realmente tudo aconteceu.
E que você não pode fazer nada.
E assim começar uma vida nova.
E me esbaldar nas letras e palavras.
E aprender que nem sempre tudo vem tão fácil assim.
E que a vida nunca vai ser perfeita,
Mas você pode fazê-la ser melhor.
E sorrir mesmo que não querendo.
Por que as pessoas lembrarão de você pelo sorriso.
Não pelas suas lágrimas ou defeitos.
Esse foi o espetáculo do meu ex-ano.
E a maravilha de mais uma vida de absurdos.
A tão negra vida de um ser que é oculto, de certa forma.
Mas que não tem medo de mostrar sua cara para ninguém.
E nem de cuspir na cara de ninguém.
Eu agora amo.
Então que se dane os outros meros fantoches.
Usados pelos próprios sentimentos.
Eu tenho vontade de amar.
E a cumpro por alguém que mereça meu amor.
Por alguém que sempre idealizei,
E que amo.
Então simplesmente para acabar: que tudo se foda.
Quero ser feliz ainda nesta vida.
Não no último momento de minha existência.
Eu vou ser feliz.
E parar de escrever por hoje.
:)

By:Vinicius André.
Feito em 16 de Maio de 2011.
* Interrompi meu calendário mais precisava escrever...

10.5.11

Negro Amor de Teodora

video

Não deveria escrever pelo dia,
Mas como esquecer de Teodora,
A mulher que ruge como leão.
Nobre Teodora, que envenena a mentira,
Que a mata, que faz jus a sua casa.
E o veneno cala a boca de mentiras.
Fecha o abismo humano de falsas palavras,
De falsas atitudes,
De falsas crenças.
Dez de dia, dez de Deus.
Qual a aparência te faz um assassino?.
Negros olhos?. Atitudes negras?.
Palavras indelicadas?.
Aparência não mata ninguém.
Verdades também não.
Mas mulheres como Teodora sim.
Mulheres acuadas, mulheres disfarçadas,
Apenas mulheres?. Mas quem ser eu?.
Nada sou. Sou apenas o nada.
E este é mais um indicio que algo está errado.
Dentro de mim um sentimento transborda,
Me transporta para um lugar em outro mundo.
Um mundo do amor negro.
Um mundo que vira mundo de outra pessoa.
E os sentimentos soam mais alto,
Do que meros pensamentos negros.
E as faces pálidas, ganham cores do amor.
O dia em si é uma mentira.
O Deus em si é vergonhoso.
Criando e descriando.
Brincando com vidas, das quais criou?.
A carne é burra. A massa é burra.
Esperta é Teodora.
Esperta de alma. Esperta pra vida.
Mas ela não é pecadora.
Ela não nega seu pecado.
Negação é um pecado?.
O amor que ensina a ver diferente.
O amor que recria reinos e o mundo.
O amor negro da face, do toque, do beijo,
O simples amor cegante.
O simples amor fanático.
O simples amor.
E esse mesmo amor,
Que me rege e não me rege,
Para nada voltará. Pois do nada saiu.
E o que está à mostra é claro.
A doença da peste que me perturba.
A doença na alma que não cessa.
A dor da perda que não passa.
A negação que perturba.
A certeza de estar fazendo tudo errado,
Que me traz alegria.
E o santo altíssimo e poderoso criador,
Se me ouvisse, mas não existe.
Não existe em sua forma patriarcal.
Em sua infinita ira sobre os conspiradores.
Sobre os traidores de essências mundanas,
Traidores de pensamento e voz.
Que menosprezam esse amor negro da morte.
O amor negro da ceifeira que alegra.
Que desliga, que transporta.
Que te faz viajar à lugares desconhecidos.
Mente criativa, mente imaginária.
E os sentimentos são tantos,
Que matam a mentira de viver.
Que matam à um Deus falso.
Que envenenam um dos piores crimes humanos:
O crime da mentira.
E com justificativas óbvias quem o fez foi Teodora.
Justifique-se e se faça nascer.
Senhora Teodora. Dama da destruição.
Dama que rege o bem, para o bem.
Pois quem ama o negro amor,
Sabe viver da maneira mais significativa,
Mais verdadeira em palavras,
Mais verdadeira em atos.
Menos Traidoras,
Mais conspiradoras. E tudo é mentira.
Sem motivo, não existe.
Quem sabe este é um sinal,
De que algo está faltando,
De que algo é tão sujo quanto merda.
É o sinal que faltava,
Para a assassina Teodora,
Para o assassino homem.
Não divida, apenas some!.

By: AyKe.Hanedef.
Feito em 20 de Abril e 22 de Abril de 2011.

9.5.11

Dia 9

Pés atados que não levam a nenhum lugar.
Espartilho apertado que só faz é atrapalhar.
Saltos altos, que só deformam.
Desordens alimentares que buscam o modelo e transformam.
Um amor mais que cego.
Um amor mais que absurdo.
Quem o educada, o faz mau.
Entre a moda da educação e cultura,
A destruição de um navio sem rumo.
 Mas me diga: Deus existe?.
Educada para ser donzela,
Recatada como religiosa.
No dia 9 canonizada,
Uma guerreira tão gloriosa.
E de graças se enche o céu.
E sua história se completa.
De traidora a santa,
Vidas mentirosas e secretas.
Mas me diga: Deus existe?.
E nascida como mulher,
E queimada como bruxa.
Condena-se por batalhar,
E matar a quem não a importa.
Vestida como homem,
Regida pelo leão.
E em outros momentos,
Obrigado a se enforcar e pedir perdão.
Mas me diga: Deus existe?.
Tantas almas e tantas vidas,
Para nascer assim?.
Uma dama pobre de opções?,
Uma dama pobre de pensamentos?.
Em meio a tantas mentiras,
Apenas mais traidora.
Que se recusa a aceitar,
O fato ao qual o procedeu.
Mas me diga: Deus existe?.
E o seu nome é um monstro.
E tudo em si é uma grande merda.
Pois o invisível é jogado na cara.
E o visível escondido em faces já mortas,
Sem um sentimento que preste,
Ou apenas um sentimento qualquer.
Nada sendo mais o mesmo amor.
E nada sendo mais o mesmo nada.
Mas me diga: Deus existe?.
E por que não ser?.
A prostituta que vive do prazer,
A camponesa que semeia a terra,
A mãe que sustenta seus filhos,
E sim uma guerreira e santa?.
Não seria as verdades que se mostram,
Que os conspiradores serão perdoados,
E elevados ao seu nível de santíssimo grau?.
Mas me diga: Deus existe?.
E a ira de um Deus afunda um povo,
Que se procede em inteligência divina.
Ou Lemúria ou Atlanta,
Ou luxúria e sabedoria.
O que jaz nos profundo oceanos?.
Inteligências incompletas por inveja divina?.
Desastres dos quais não se sabem?.
Apenas histórias infantis e de heresias?.
Mas me diga: Deus existe?.
E o pontífise supremo,
Que a eleva a grande santa,
De nome Bento XV, de coração um mentiroso.
Mas daqui só saem mentiras,
E aqui é equilíbrio é prazer. Mas não é besta.
E com apenas algumas palavras,
As cinzas já falecidas, e os restos de brasas,
Viram santa. Se elevam à um céu supremo.
Mas me diga: Deus existe?.
E de nome a santa possui,
Um "J" de joana à guerreira.
Um "J" de Judas o traidor.
Seu nome: Santa Joana D'arc,
Sua alma: Judas Escariotes.
E assim sendo a última,
O traidor se eleva aos céus.
E a guerreira mata sua beleza e feminilidade.

By:AyKe.Hanedef.
Feito em 18 de Abril e 20 de Abril de 2011.
  

8.5.11

Cruéis Intenções

Quem é mais desonesto em palavras?.
Quem é mais desonesto em pensamentos?.
Quem é mais desonesto?.
Existe a tão falada misericórdia?.
Seria apenas um fato dos desonestos?.
Por que ser desonesto em mente,
E não cometer pecados.
Se o corpo diz sim, e a cabeça diz não.
Sua mente programada diz não.
Quem é mais desonesto: homem ou mulher?.
Quem é mais sujo em palavras?.
Por ambos ser homens, por ambos ser mulheres.
Por ambos poderem manifestar seus lados opostos.
Oposição de seres que não estão nem aí para os fatos.
Que não estão nem aí para suas vontades.
Algo me puxa e não me puxa.
E não querer ouvir ma traz irritação.
Mas fato aqui não é ser eu. Mas sim ser desonesto.
E quem é o aclamado redentor dos homens?.
Existiu. Apenas existiu.
por que não se podem igualar?.
Pois tudo que temos é quase igual.
A história de Joana e seu Judas.
E o Brítigny com o fim de 100 anos.
Com o fim, mais um começo.
E as águas que correm abaixo,
Mississipi, ou outro qualquer.
Tantos tudo para um único 8.
E cabeças, rolam por desonestidade.
E a negra guilhotina sentencia sua morte.
Assim se batiza o oxigênio.
Assim se dá sua unção final, mas não final.
Pois "na natureza nada se cria,
Nada se perde,
Tudo se transforma".
E a desonesta aparição de um novo vírus.
Hitler derrubado e o grande dia da vitória.
Nasce a destruição em massa,
E brota a rosa mística de Hiroshima,
E sua parceira Nagasaki.
E nos dizem: "Let It Be!".
O foco agora se torna outro,
O da paixão pelo acabamento final,
Ou pela perfeita concepção ariana.
Concepção de H.M. Guiatkin,
Do Deus oculto em eterno mistério.
E assim se concretiza a desonestidade.
E o rei Recaredo se curva sobre seu povo.
E Roma será um vômito de mentiras.
Obrigado meu São Leandro De Servilha.
A discussão se torna outra.
Pois já dizem os sábios de mente:
"Queimai suas mentes de delicada feminilidade",
"Da cruel dor do parto, da agonia do não ser".
[...]
Ali não se escreve. Aqui se cala.

By: AyKe.Hanedef.
Feito em 18 de Abril de 2011.


7.5.11

Bipolaleitórica

Quem é realmente o leitor?.
É aquele homem fantasiado de mulher?.
É aquela mulher que fantasia ser um homem?.
Ele vê as entrelinhas?.
Ele escuta o clamor divino do sensual?.
E quem são os cavaleiros que levam suas damas,
Ao grande e infinito, porém complexo universo?.
O poderio do não submisso,
E a guerra dos sexos.
A guerra sem controle. Sem vencedores.
Mas qual é a verdade pura de essência?.
Você é o que você pensa que usa.
Quantos contos de fadas e momentos de recordação,
Que devem existir e não existem.
O mundo mágico não existe.
E sinto informá-los que vocês são reais.
Mas reais nesta essência pura humana.
Não reais em pensamentos.
Não reais em emoções.
O que você guarda por baixo é seu.
O que você esconde por fora é nosso.
É nosso na pura existência do dúbio.
E o que fazer com um ventre.
Um bendito ventre. Um bendito fruto.
Um sexo do bem e não do sensual.
Quem dirá ser ousado. Quem dirá!.
O feminino do triângulo abaixo.
Da vértice de dois triângulos retângulos,
De dois catetos opostos. De duas hipotenusas.
Desmerecido pelas reais prostitutas.
E perdidas pelo sensual e ousado,
Que vicia, que pede pela mudança,
Que clama por tudo que é inovação.
Que não se basta mais com o pouco.
Que ama a tantos e não a si mesma.
Perdoa os pecados.
Excita minha fé pro óbvio.
Esse amor mais que oposto.
A eva do Adão. A Monalisa de Da Vinci.
A culpa. A rainha do arrependimento.
A lua. A falsa entidade. O feminino.
Tudo será reorganizado.
O feminino nascido do sêmen ejaculado.
Pois nunca será vergonhoso saber dos mistérios.
Assim como não é difícil se enxergar no claro.
Ou participar do claro no escuro.
E assim mais um leitor não será burro.
Um leitor que é leitora,
Uma leitora que fantasia ser leitor.
Tantos contrastes literários os envolvem.
Os protegem dos verdadeiros problemas.
Das más línguas que os difamam.
Dos maus pensamentos que se inflamam.
[...]
Ali não se escreve. Aqui se cala.

By: AyKe.Hanedef.
Feito em 16 de Abril de 2011.