30.6.11

O Peso

Feito em 23 de Maio de 2011
O venenoso verme do mau,
Que apunhala com o direito punho,
Quem nunca se perdeu em existência?.
E o que se basta é uma alma mau evoluída.
Nada nunca poderá ser tão igual,
Igual ao venenoso poder do mau.
Venenoso pensamento do sendo eu.
Venenoso momento do senhor misterioso,
Do senhor menos que perfeito e venenoso.
O que pesa mais são as palavras.
Peçonhenta é sua espécie,
Da bizarrice do algo anormal,
Que cativa e que modela,
Que assusta e desespera.
O mesmo olhar gelado.
O que muitos querem apenas fingem.
Fingem pelo veneno do peçonhento.
Do plástico e estático.
O que pesa mais são as palavras.
E se me permitirem radioativo serei,
Por que do tóxico me viciei,
E da perdição me apeguei.
Menos do que nada serei,
Por que do tóxico me viciei,
E com a perdição me ceguei.
Nada tão ruim que não se viva,
Nada tão perfeito do que a guerra do tudo.
O que pesa mais são as palavras.
O paralisante é letal,
E de veneno se extraí o tal do senhor do mau,
E são apenas estes momentos.
Mas nós dois somos iguais.
E isso é suficientemente bom e letal.
E assim o último dos suspiros desaparecem,
E o que sobra sempre é o mesmo,
A equação do mistério (dissolvido).
O que pesa mais são as palavras.
Sem regras e sem um limite,
E o dia nunca mais poderá ser o mesmo.
Assim como as noites.
O que se busca é tão distante,
Nada tão obvio como um grande vencedor.
E o maluco ainda sou eu?.
Não haverá o mesmo amanhã,
Pois o hoje não é o mesmo.
O que pesa mais são as palavras.
A vontade é tão maligna,
Por que não evoluir?.
O que há com esta alma?.
Maligno ser, de maligna evolução.
Por que?.
O que me assombra é não despertar,
Ou despertando me assuste com o que veja,
Ou que simplesmente a alma maligna não evolua.
O que pesa mais são as palavras.
As meras críticas se cessaram,
Gosto de viver e isso é certo,
A única das certezas da viajem do mundo.
Que motivo o põe em pé?.
A luta pelo desconhecido, ora.
Vida a unica e velha vida?.
Sem tentativas você não levanta,
Apenas cai e chora.
O que pesa mais são as palavras.
Pesa mais do que criticas,
Pesa mais do que sentimentos.
E são tão caluniadoras,
Quanto a grande obra prima da pirataria,
Da falsificação para o bem.
As calúnias se cessam neste ponto.

By: AyKe.Hanedef.

29.6.11

Buíque

feito em 22 de Maio e 23 de Maio de 2011...
Nome nada propício para o real fato.
Mas como não falar do cheiro,
Do desejo do insaciável momento,
Do sangue que ferve nas veias.
Com encantamentos noturnos mais que perfeitos.
O arrepio de Buíque.
Pensamentos de pecado e prazer,
A mistura mais perfeita das noites.
A obra mais que perfeita.
O conjunto do perfeito.
Tudo é simples e perfeito.
O corpo clama, assim como a mente.
O mundo se apresenta e mostra sua cara.
O amor se apresenta e mostra sua cara.
E a mordida é perfeita,
O beijo é perfeito. Tudo é perfeito.
E as palavras somem da boca de um pobre infeliz,
Que vive no seu século XVIII.
Mas o que escolher agora então?.
Os questionamentos são poucos.
Nada mais será deixado para semana que vem.
Nada mais será como antes.
Pois este é o último dos arrependimentos,
Pois cansei deles permanecerem em minha vida.
E que se foda todos e o tudo.
E de Buíque só tem o nome.
O nome do mistério decifrável,
Do meu enigma inabalável,
Que sucumbi sobra a escolha,
E que se perde em pensamentos.
Em tantos olhares e perfeições.
E seu mundo mudou agora é outro.
E que Deus abençoe os opositores de seu caminho.

By: AyKe.Hanedef.

28.6.11

Prodigioso Calvário da Fogueira

Feito em 21 de Maio de 2011
Quando se queimam as madeiras,
De uma cruz de um tal de Cristo,
Que agoniza em sua morte e destruição.
Senhor por que me abandonastes?.
As cantorias da fogueira que perturbam,
Uma mente já paranoica.
Que ri e chora.
Que engole o mesmo vomito de palavras,
Das quais prometeu nunca mais omitir.
Mas verdades sobre um abrigo ofendem,
E acabam com noites recém formadas,
Ou recém chegadas à um mundo,
Que nunca poderá ser todo seu.
O prodígio do maravilhoso calvário,
Do maravilhoso brilho da lua,
Ou do maravilhoso frio que congela um corpo,
Que carrega uma cruz do abandono,
Feita de escolhas por madeiras falsas,
Pois a essência humana diz não querer morrer,
Mas morre por indignação.
E o calvário é um inferno,
Pelo qual a maravilhosa vida se faz sacrifício,
E o maravilhoso sangue, um doce veneno do pecado,
Uma doce diversão e espetáculo,
Que diverte um trabalho com vida própria,
Que sustenta-se na maravilha da farsa e desgosto.
Tantos santos que se queimam,
Tantos extraordinários homens,
Que carregam uma cruz,
E uma coroa de espinhos sobre a cabeça.
Que se queimam em extraordinários infernos.
Infernos de opiniões alheias,
Infernos de vida vivida,
E que nunca serão apenas infernos.
Mas é no inferno que se aprende a viver,
Se aprende a crescer,
Nesse extraordinário calvário de chamas,
Que não queimam mas perturbam,
E nunca mais me derrubará.
E o espantoso é que devemos rir de tudo,
De uma simples loucura perfeccionista,
Ou de uma simples preguiça que destrói uma noite.
E o espantoso é que mesmo assim devemos rir!.
Que mesmo assim seremos cobrados,
E que mesmo assim você engole as palavras.
Espantosa arte de um espantoso ser.
Que é o que é, e simplesmente vive.
Quando a cruz pesa, o Cristo cansa,
O Cristo cansa e deve rir,
Por ser um salvador de pecados,
Por ser um escolhido do nosso Pai.
O escolhido filho do espanto.
Filho do medo do Pai milagroso,
Que o faz homem santo,
Que o faz homem-homem.
Carne, ossos, sustentado por milagres,
Por prodígios do calvário das chamas,
Da água milagrosa feita vinho,
Da água milagrosa batizada e santa.
O verdadeiro real milagre,
De uma coroa de espinhos.
De um coração tão grandioso.
De um ser em infinita divindade.
Mas de Cristo estamos fartos.
Pois quem valoriza o nosso calvário?.
E se verdadeiras são as palavras,
Como não acreditar na frase,
Do sobrenatural pai do abandono?.
O fogo em verdade não queima,
E o abismo em si não é fundo.
E mentiroso é o mundo dos mortos,
E a direita do sobrenatural assento do desgosto.
Da sobrenatural fogueira santa,
De uma abrigo que é calvário,
E em si não é abrigo.
Mas o espetáculo não acaba,
E o calvário segue seu ritual,
Das chamas do sacrifício e da destruição de um mau.

By: AyKe.Hanedef.

27.6.11

Perdição

feito em 15 de Maio de 2011
A ruína da desgraça,
Que só gera a perdição.
A ruína de um pecado,
Que destrói uma religião.
Oh mais que doce ruína!,
Oh mais que doce ruína!.
E sem ligações quem quer não pode,
Quem quer só é usado,
Quem quer nunca usa. Ruína sua cabeça.
E o Deus se ruína em mistério.
Essa é minha desgraça pessoal.
E que a desgraça se faça perdição.
Pois na beira do inferno,
Com a alma que não é vendida,
Se busca pela desgraça,
Que queime no fogo,
E que queime em uma cabeça já morta.
Essa é minha desgraça pessoal.
E ter que enfrentar a desgraça,
E esconder o olho para não ver,
E aprender a ver de outra forma.
Um dos muitos multiplicados e somados dos elementos.
E o estrago pode ser grande,
Pode ser apenas um,
Ou pode ser apenas o estrago.
Em um olhar negro de um gato,
As palavras falsas e vendidas,
De algo ou alguém que é perdido,
E rei do mundo sintético e fabricado,
Que ruge como um velho sábio,
E esmaga como um rei tirano.
Com a soma se faz cinco e multiplicado seis.
E desce do céu a nuvem negra do pecado,
E gera a luz negra da ovelha de olhos estrelados,
Que em pleno sacrifício liberta suas estrelas,
E é condenado para seu inferno.
Condenado para seu lugar mais que perfeito.
Mais que bom e perfeito.
A condenação e sua rainha escarlate,
E a sentença já prevista em estrelas.
A condenação da perdição,
Do alguém que já foi santo,
Do alguém que já teve uma vida santa.
E os oito traidores que perseguem as palavras.
Que geram a desonra de um povo,
Que guerreiam por almas e mais povos.
A desonra da cabeça do quem.
A desonra da perdida ofensa,
Da perdida blasfêmia.
Da perdição da beira do inferno,
E da vila dos condenados da desonra,
Que gemem e amam ser rejeitados,
Que pensam mas não podem.
E que quando se somam obtêm-se um 9.
E nomes e faces surgem em uma cabeça,
Que o liga com algo ou alguém.
E de destruição não são feitas suas frases,
Mas sim da perdida mente,
Que agoniza pelo poder,
Que rege um corpo já negro e morto,
Mas que ainda sonha com o mesmo principio,
E ilumina as mesmas palavras,
Já fartas de tantas letras,
E destruídas por tudo que nunca será meu,
Que nunca será de ninguém.
Seis, mais seis, só dois seis.
O meu vício de vingador,
O meu vício de perdição,
O meu vício de ganhador,
O meu vício de coração.
Meu vício masoquista,
Da vida do pecado.
Da vida perdida de momentos,
Perdida para infernos,
Para algo que não posso ter,
Não posso ser, e é perdição.

By:AyKe.Hanedef.



26.6.11

A Chuva de Anjos

Feito em 11 de Maio de 2011
Se ouvem os clamores do fim,
Mas a tempestade vai passar com seus ventos,
E suas gotas de água ácida que destroem e queimam.
Gotas santas de lágrimas divinas.
Mas o que cai deste céu em tormento,
São anjos já mortos,
De um céu de ilusão.
E os guarda-chuvas nos protegem,
Da angelical chuva de soberbos,
Que deixam nas penas,
Mais um simples dia negro de chuva.
Ouvem-se ruídos do céu,
Do Deus que briga e impõe desaforos,
Aos anjos que permitem,
E aos anjos que conhecem.
E a perfeita obra de asas brancas,
Pinta a Terra em uma tempestade,
Em mais uma das tantas tempestades.
E cadê o pavor de Roma?.
E de seu representante louco se achando ser Jesus?.
Onde estão os velhos passos,
De amor ao traidor?.
E ao som de harpas dos anjos,
Os alados pisam nas humilhações,
Cortam suas asas que os tornam monstros,
Viram humanos sem corações.
Buscam pétalas de rosas,
E um pouco de almas para adocicar,
E se deparam com o Papa,
A fim do jogo acabar.
Apenas querem como exigência,
Levarem um terço da população,
Que tanto habitaram seus sonhos,
Com piedade e comoção.
Após a morte da mentira,
A mesma chuva ocorreu,
Mas de seres de outro mundo,
E de novo Deus se intrometeu,
Na sua criação tão perfeita,
Capaz de a si mesmo se acabar,
Pois a mente já tão fraca,
Não pode mais atrapalhar.
E a cópia barata de Jesus,
É descoroado o sol da religião,
No seu lugar se colocam os anjos,
Chovidos da doçura de um momento,
Chovidos pelo delírio da paixão.
E as mesmas palavras que libertam,
Pressionam almas do mau,
Que permanecem na beira do caos do inferno,
Na beira da viga estrutural de um céu,
Feito por anjos humanos,
E agora sem asas,
Que governam e procriam suas verdades.
Os pontos coloridos iluminam um céu,
De tempestade passada,
De crimes puros e santos de sangue.
Mas e agora qual é minha chance?.
Fecham-se os guarda-chuvas,
Abre-se o céu, o amarelo céu,
  E Deus sorri ironicamente,
Pois tudo foi pura mentira,
E o falso Jesus é vivo,
E os anjos sem asas seus mensageiros,
Mas eu cuspo em sua cara,
Pois estou cansado de brincadeiras e falsas verdades.

By: AyKe.Hanedef.

19.6.11

Lembranças Do Não Vivido

Feito em 06 de Maio de 2011.
Como se esquecer de uma vida não vivida?.
Vivida sim, mas não por mim.
A mesma criança doente cresceu,
Seus loiros cabelos e seus olhos verdes se foram.
Assim como sua grande e magnifica mãe,
Que adora um grande e magnifico Deus,
Que também se foi.
Tudo o lembra que nunca viveu,
Seu passado ele já até esqueceu.
E as recordações se tornaram escassas.
O que pode me parar?.
E os anos nunca foram contornados.
E a vida não foi vivida.
E os finos fios da marionete, o controlam.
E sua inutilidade não o faz pensar.
E em questão de um ano,
Vira o mágico das palavras,
E se transforma em um demônio.
Um demônio das heresias.
Um demônio do bem e nunca do mau.
E seu espírito que gritava,
De sua algema da pureza se libertou,
O fez emacular seu cabelo,
E o fez emacular sua dor.
Suas agonias e pensamentos,
Em palavras o revelou,
Um mundo de segredos,
Dos quais nunca nem pensou.
E de uma santa forma,
Foi tachado de ser do mau,
Mais o que nunca lembram,
É que o tiram de uma mãe.
E este foi o marco da sua decisão,
De renegar um Deus já morto,
De seguir rumo à direção,
Da beira de seu abismo,
Seu abismo pessoal,
Onde tudo se faz em dança,
E a doença não traz o mal.
E quando o diziam para não mais amar,
Seu coração ganhou uma dona,
Que da noite fez sua vida,
Que da noite o elevou a Tona.
E agora os dias se encontram,
Sem um passado e sem um fim.
E o sol e alua agora cantam,
E para o profeta ele diz sim.
E que ele viva enquanto dure,
Sua fiel voz de pensamento,
Que o liberta por palavras,
Que o transporta em viagens,
Por experiências de uma vida,
Não vivida e agora feliz.
Tantas buscas para o óbvio,
Para algo que é amor,
Para algo que é negro.
E assim se faz mais um conspirador,
Que a provar de sua sopa,
E acabar com os ossinhos,
Toma todo o veneno,
E morre sem gritos ou gemidos.
Onde está sua misericórdia?.
Onde está o azul do céu?.
E as lembranças pegam fogo,
E a vida servida ao mel,
Pois é doce em pecados,
Pois é doce em histórias,
Pois é doce também em agrados,
Ela é doce em glórias.
Vivo sim, mas não vivia,
Era ligado em opinião,
Com as ruins me destruía,
Com as piores chorava então.
Mas à aprender a viver a vida,
Cuspi na cara dos traidores,
Pisei na cabeça das serpentes,
E matei os desertores.
Mas o amor que enterrei,
Reviveu com a minha noite,
Com a dama negra da lua,
Com a dama negra do amor,
Que me encanta, que me assassina,
Que tira de mim meu coração.
E que leva meu pentagrama,
Pois eu a amo, de paixão.
Da infância da birrentice,
Da adolescência da indecisão,
Da juventude da burrice,
Para a vida da perdição.
Onde se esquecem seus valores cristãos,
E se buscam pelas sombras geradas da luz,
E pelos guerreiros da cruz e da espada.
Sim agora vivo, sim agora vivo.
Vivo na beira do inferno,
E busco por um terreno no céu,
Quem sabe compre um na igreja,
E descubra o grande véu,
Que encobri as fantasias,
De um mundo de mentira.
E ao brincar de roleta russa,
Com alguém dentro de mim,
Após ler o Zaratustra,
O pobre coitado teve seu fim.
Para a glória do mundo,
E do senhor da chuva,
Que regenera os mais fracos,
E levanta e se cruza.
E em cruz se fez um dia,
Uma vida não vivida,
Mas pela mesma cruz,
Ouve fatos e mudança sofrida,
Agora eu vivo feliz,
mas antes eu nem vivia,
Apenas acabei com o mundo da minha fantasia.

By: AyKe.Hanedef.

17.6.11

Bolônio

Feito em 02 de Maio de 2011
O idiota e ignorante em palavras.
O bolônio charlatão das letras.
O idiota que acha que qualquer coisa,
É suficientemente bom.
Que ama, mas tem medo de errar,
Um simples idiota que tem medo.
Um ignorante sem inteligência e negligente.
Um zero, absolutamente em quase tudo.
Mas o que fazer se sou assim?.
Se não nasci em berço de ouro,
Mas o almejo para mim.
Que idiota esse rapaz!.
Cadê sua blasfêmia?.
Isso vai mudar algo?.
Os mesmos olhares o assustam,
Mas não os mesmos demônios.
Os mesmos olhares de seu passado verde,
Os mesmos olhares.
E o senhor rústico irá dominar-me,
Irá vencer por ter fé no que realmente faz.
O mesmo senhor rústico das blasfêmias e heresias.
E o abobalhado cisne negro, irradia o desejo,
Do amor mais que negro e belo,
Ao seu alguém de cabelos negros.
E sem saber que o ar que movimenta os pulmões,
Está contaminado por germes do mau,
Que matam e desmatam pessoas.
O bobo das frases apocalípticas,
O bobo das falsas profecias,
E blasfêmias mil.
Mais um simples bolônio.
Sem saber que vive da tolice,
Este mesmo bolônio junta suas piores forças,
E decepa com seus temores e angústias,
Pinta seu cabelo de azul,
E vira um guerreiro da conspiração maldita.
E que se expludam os mundos,
E que se acabem com os bolônios,
Com os trouxas de mente,
E ignorantes charlatões, como eu.
E as mesmas doses de dó maior,
Que irradiam a mesma frase sobre Roma,
E que me repudiam os sentidos,
Traz-me o exorcismo dos males que agonizo,
Que clamava por auxilio. Um simples bolônio.
E se luz é o que me falta,
Me alimento dos mesmos medos do bolônio,
Dos mesmos medos do rapaz bolônio,
Da jovem tolice e repugnante vida.
O amor que é selado,
Pelas gotas de lágrimas e sangue,
Que nunca serão um pacto,
Pois são dois amores em uma pessoa.
O amor de um pelo negro mundo das palavras,
O amor do outro pelo negro cabelo da dama da noite.
O amor dos dois pela mesma imponente rainha.
Eu sei que de nada mais sou feito,
Apenas pura carne vermelha sangue,
Pois a mesma alma que congela meu coração,
Pertence a rainha dos cabelos negros,
A imperatriz. A minha imperatriz.
E como palavras são do outro, que sou eu,
O bolônio sumiu, o bolônio desapareceu.

By: AyKe.Hanedef.

15.6.11

Zero

Texto de improviso.
O retrô do grotesco poder de sangue,
O poderoso poder da glória do sangue.
Algo ou os zeros que só ocupam espaços.
Relação tanto interessante quanto desajeitada,
Em sentido restrito ao zero e ao nada.
Mas os motivos são tantos para sua existência.
Tão dúbia existência. Tão restrita sua fé.
É isso que se espera de um zero.
Nada mais que nada e zero.
Que com seu posterior um, forma o poder de Jesus,
O amado mago dos cabelos dourados de cachos.
E o zero é a exceção da matemática,
Mas o zero existe, como formador de números,
E nada mais pode ser tão inexistente assim.
A faísca do azul brota e transforma.
Azul de fogo, azul de zero.
Um azul do nada, do "ninguém nada".
Não se fala em zero,
Não se fala em zero.
E no princípio se era zero,
E Deus criou o homem,
E viu que tudo era muito bom?.
Que Deus é esse que não azul e zero?.
O que é bom?.
O que se esperar de números que seguem o zero?.
Se ontem chorava a última gota,
Hoje não espero por mais nada.
Não acredito em mais nada, só no zero.
Comoção inexistente, e pelas decepções cedi espaço.
Depois de tanto chorar, veio o sono.
Enfim agora durmo, e sou outro.
Por que é para ser assim!.
Tudo mudou e eu achava que não iria.
E agora faço e sou o zero impensável,
Também o zero impossível.
Qual é o próximo passo?.
O que?. Qual é?.
Chorar nunca mais, agora é seguir em frente,
E dar o tapa sem pensar ou ter consequências.
E o zero pode ser bobeira,
Mas é o zero e nada o muda?.
Tudo é loucura!.
Então fechei os olhos e doei minhas cinzas,
Aos que clamavam por tudo que não é meu.
E assim se acabaram as gotas "zero".
Assim se acabou a vida "zero".
Assim se acabou o tudo "zero".
Enchi minha mente e meu coração.
Esvaziai a mente, e dos céus choveram,
As gotas zero das lágrimas do divino.
Em um mundo de azul e zero,
Masturbado de falsas mentiras,
E governado pelo prazer mecânico.

By: AyKe.Hanedef.

1.6.11

Árvore da Vida

Feito em 01 de Maio de 2011
A árvore da vida foi falsificada,
Assim como o seu próprio criador.
E a doce maça do pecado,
Não é mais tão doce assim.
Os próprios papéis religiosos foram falsificados,
A própria mente humana é suja e falsificada.
É piratiada, é plagiada, e tudo é normal.
Não há nada de tão estranho nisso!.
Doce fruto, perfeito pecado.
Com as próprias madeiras da vida,
Se constroem arcas que flutuam oceanos.
Que regeneram um doce planeta, um doce pecado.
O pecado do erro. O único pecado.
Com a mesma madeira se abrem mares,
E pobres já sem força cruzam paredes de água.
Com um simples bastão ou cajado,
Elevam-se as águas, e as mesmas cobrem e sufocam vidas.
Quem sabe seja a mesma madeira falsificada,
Madeira que gera pecados e heresias,
Blasfêmias e alegrias.
A madeira de Noé,
A madeira de Moisés.
A madeira tentadora e geradora de frutos proibidos.
A madeira da salvação humana.
A falsa madeira que assusta,
Que enverga ao poderio divino,
Que enterra caixões cheios de carne,
Que mata vidas e as redime de seus pecados.
Pois é ela quem gera e é ela que regenera.
E os mesmos olhos que clamam poder,
Regeneram pecados dos inquisitores,
 Dos senhores do fogo e da alma,
Dos sábios e instruídos mentirosos,
Que agonizam em meio ao caos,
E fabricam crucifixos da mesma madeira,
Da falsa madeira da árvore da vida.

By: AyKe.Hanedef.