25.8.11

A Intenção Superior

Feito em 12 e 13 de Julho de 2011...
O que há aí dentro de você,
Um certo receio do que vai ler?
Ser superior é falar sobre suspense,
Ou falar a você que apenas dance.
[...]
Não saía do círculo de cultura,
Não quebre o círculo de hachura.
Meio louco, meio ou pouco, vingador superior,
Meio louco, meio ou pouco, mundo inferior.
Num Lá-Lá perfeito. Num Rá-Rá perfeito.
E as mãos contorcem,
As pernas sobem ao céu,
E sua pele vira sua roupa.
[...]
Esqueça quando você diz que sabe,
O superior é aquele que ama.
O superior é aquele que te conforta,
Como um cigarro ou um amigo,
Como uma cerveja ou um ovo frito.
Idéias em um vácuo perfeito. Remédio Bipolar.
Idéias em um vácuo perfeito, em um catequizar.
Incerto é incerto, esse mesmo incerto superior.
Louco, ele é louco e depois, já só depois.
Será que a intensão mais ousada já vale?
As mesmas palavras de um mundo de ontem?
E então eu comecei com um Rá-Rá.
E enlouqueci de tanto pensar. No que eu penso?
Você confia no que vê diante do espelho?
Oh mais que pena! Ele omite sua alma.
Somente o tempo me dirá a verdade.
Vamos acabar logo com isto?
Quem é o superior meu caro amigo?
Era aquele que ouvia?
É aquele que apenas fala?
Tudo isso tira meu fôlego,
Me faz pensar em algum caminho.
Eu aqui me basto, sem poder saber sobre o caminho.
Agora eu já sei que o que devemos fazer é calar.
Ou quem sabe ir a Roma tirar satisfações.
Um simples complexo de superioridade. Faça-me, fazei-me, me fiz.
Eu agora sou aquele que acostumou a brincar?
Cada fato pede um novo, um bom, bom e novo tom.
Mas e se as palavras ou letras não saem de uma cabeça,
Qual é o problema? Você recupera o tempo perdido.
Ele anda por sobre estradas mentirosas e coloridas.
Ele é ele, mas e ele pode ser ele e feliz?
Abra o coração você é amigo da superação.
Você é amigo da superioridade. Caem do céu conceitos.
O grande rei do trono: Esqueleto Jack.
Agora você me ouve. Que interessante minha voz?
Agora você me atura. Que talento de rapaz!
Escolhi o caminho, mas também escolhi as escolhas.
Bravo são as palavras de um trouxa,
Que reside em um paraíso no nada,
Que corrompe as mesmas palavras usadas,
Fabricadas por um dicionário.
Elétrico coração flamejante, eu sou e vivo,
Eu sou um corrupto da minha pequena cidade,
Eu vivo nela, com intensões maiores.

By: AyKe.AeRa.

Oh mais que pena, Ocultei!

Feito em 27 de Junho de 2011...
Vou escrever sobre o oculto,
Para alguém que o leva pro mau,
Escrever sobre o oculto,
Pode virar algo legal.
A palavra possui seis letras,
E é considerada desonra,
Deve ser interpretada por suas facetas,
O oculto é tão oculto?
Perante os olhos ele some,
Perante palavras não te consome,
Perante atitudes ele te envolve,
Perante desprezo ele te devolve.
O oculto é o não descoberto,
O oculto é ocultar já sabendo?
Não é do mau. Não é um ritual,
Não se despreze e menospreze.
Sua mente é oculta de poder.
Ocultar um mundo é tão especial,
As pessoas se descobrem,
As pessoas se envolvem,
Com um mundo além do real.
Descobrem o quanto acreditam em si mesmas,
O quanto a vida é misteriosa,
O quanto um deus é real ou não é,
O quanto divino é seu corpo,
Sua alma, sua fé.
Destrói nações de uma cabeça,
Unifica seus conceitos tão religiosos,
Tão governantes, tão poderosos,
Tão fascinantes e maravilhosos.
A arte hoje é do ocultar,
Não para um mau de um imaginário mundo,
Mas para o descobrimento de uma evolução,
Dos povos para um futuro,
Dos povos para um eterno,
Dos povos para os povos.
Ocultar é como água mais leite,
Você não vê a água, mas você sente,
Você não vê a água, mas ela está lá.
Ocultar nunca será manipular,
Ocultar é por a cabeça a se exercitar,
É colocar o cérebro para funcionar,
É usar um pouco mais de inteligência.
É abrir novos horizontes,
É saber o seu lugar.
Essa é a geração de Hórus,
A geração do olho oculto.
Vejo e finjo que não vejo,
Ouço mais finjo que não ouço,
Faço mais finjo que não faço,
Sou mais finjo que não sou.
Um ser além de humano,
Um doente ET de outro planeta,
A serpente alada é mundano,
O mistério está na minha gaveta.
Meu livro. Meu livro mental.
Meu sonho. Meu sonho mental.
Ocultar para peneirar um algo,
Ocultar para peneirar um alguém,
Que saiba observar um fato,
Que não dê ouvidos para o "quem".
Ocultar: a nobre arte,
Dos nobres homens,
Para os homens,
Dos quais são e não sabem,
E trancam-se em mistério. Amém.

By: AyKe.AeRa.

A Regressão (Senhor Esqueleto) -Parte III

Feito em 29 de Junho de 2011...
Eu piso em solo, mas a muito a se cruzar,
Para queimar a catedral que não pode me salvar.
Perdido em uma selva lutando por viver,
Na verdade eu estou morto, mas nada posso fazer.
Depois de 3 dias de tanta caminhada,
Avisto a Vila do Grimório, finalmente uma chegada.
Me abasteço pois ainda devo andar,
Por mais um seis dias sem parar.
Voltarei para a cidade do porto,
E de lá a catedral virará puro fogo.[...]
Agora aqui no morro Hórus posso enchergar,
Um ponto vermelho no horizonte, é lá que quero parar.
Eu sei que estou cometendo um mau,
Mas de nada me importa meu destino.
Seu sorriso irônico irá me pagar,
Por meus nove dias de caminhada, mal posso esperar.
Amanhã chego no meu pecado,
Hoje durmo aqui na selva,
Amanhã já se fazem 7 dias,
Com mais 2 será minha alegria.[...]
Aposto que a notícia já se espalhou,
Me resta agora voltar a Mória,
Andar por mais uns 3 dias,
Como se fosse mesmo aquela escória,
A mesma da opinião do Senhor Esqueleto,
O senhor dos brancos ossos crescido no gueto,
Abandonado e maltratado pela próprio patrão,
Agora ele sabe tudo sobre mim, não quero perdão.
Se ele está com minha arca,
Meu exército padecerá,
Mas se trair o seu patrão,
O nosso povo ganhará.
Então é esse o meu plano.
Cheguei a Mória, andei onze dias,
Contratei os melhores, e as vadias,
Agora chegou a hora da luta,
O momento de usar da força bruta.
Lá no porto o Senhor Pepe que é o rei,
Nos espera com seus lobos e espíritos do mau,
Ele descobriu os meus planos,
E construiu barricadas de sal.
O sal da santa água benta,
Do abismo da catedral,
O sal da santa imagem benta,
Pensam no meu funeral.
Com as armas e canhões,
E com seu povo lá no porto,
Pena que não sabem de nosso aliado,
O mostro negro do pântano.
É chegada a hora,
Vadias à frente, vai monte Mória!
A catedral é o alvo,
Matem todos seremos salvos!
Agora invoco as palavras,
E do pântano surge o mostro negro,
Ele destrói o Senhor Esqueleto,
E me devolve minha arca, adeus ao meu segredo.
E a luta está acabando, e eu na catedral entro,
Escondo minha arca e ateio fogo,
Mas alguém surge lá do centro,
Agora é tarde padeça com a catedral,
Seu exército foi dizimado,
Sua alma e minha arca serão queimadas,
Você foi cruel e desalmado.
Adeus catedral. Ka-bom. Adeus porto. Ka-bom. Adeus vida. Ah-Ah-Ah.
Um corpo agora jaz no abismo. Regresso a meu paraíso.

By: AyKe.AeRa.

24.8.11

O Romance De Um Verme

Feito em 11 de Julho de 2011...
Mesmo para ti, é muito gélido,
Mesmo para ti, o cimento é frio.
E esfria meu cadáver, a ponto de se acabar.
Um corpo frio. Um caixão frio. Um gélido cimento.
Um túmulo do sacro, e da putrificação.
É nele que habitarão os vermes,
Que devorarão minha carne já fria,
É nele que habitarei por sobre flores e madeira.
Quantas velas se acenderão?
Quantas rezas irão me cercar?
E eu sem poder me mexer,
Com os vermes a me acabar.
Me restará apenas ossos,
Me restará ossos e o gélido cimento,
Que me tranca em uma gélida escuridão.
Não posso ver, mas sinto os vermes?
Eles são brancos e me devoram até a alma,
Comem meu coração, meu rosto.
Me deformam, comem meu pescoço.
Eles são brancos e me devoram.
Mesmo em vida fui frio,
E sempre fui um cimento gelado,
Uma pedra jogada ao mundo,
Uma pedra jogada ao lado,
De tantas velas que queimam,
E libertam os condenados.
Uma vela que tenta esquentar um cimento,
E um corpo frio, morada de vermes,
Os grandes e gordos, vermes brancos,
Não os pequenos de um lixo qualquer.
Sabe aquele seu lindo rosto?
Não existe mais.
Sabe aqueles seus lindos olhos?
Não existem mais.
Sabe aquele lindo corpo?
Não existe mais.
Sabe aquela pessoa viva?
Não existe mais.
Ela agora é uma fábrica de vermes,
Ela agora já é fria.
O corpo agora é uma morada,
De um nada, morada vazia.
Aproveite seu sorriso, antes que vire uma ossada,
Aproveite sua vida, antes que vire em um nada.
Tudo ao seu redor é frio,
E tudo sempre te enregela.
Te esfria, tudo peneira,
Você e seu cadáver vivo de vermes.
Imagine o cadáver de um santo,
Ou o da Cinderela,
Imagine o cadáver de um santo,
Ou o da Cinderela.
Tudo em você agora é frio.
Tudo ao seu redor é frio.
Vozes frias. Lágrimas frias.
Túmulos frios. Noites frias.
Noites de encontros românticos,
De seus vermes mais você,
De você mais um frio caixão de madeira,
De um caixão mais um túmulo de cimento frio,
Do cimento frio mais um cemitério frio.
Não viva pensando em encontrar seus amigos vermes,
Aproveite seus olhos, sua boca, seu corpo,
Antes que sirvam de morada,
Para um frio bichinho,
Que lhe ama, que lhe ama. Cadáveres e vermes!.

By: AyKe.AeRa.

Abrindo Minha Mente

Feito em 04 de Julho de 2011...
Como se expressa uma mente,
Entre tanta paranoia e mistério?
A perversão de uma prostituta,
Que bebe de seu próprio suor.
A mente do caos. A mente prostituída,
A mente das mãos e instituída.
Chore senhora mente.
Abra-se ao mundo, mente!
A abertura dos sentidos,
Para os sentidos.
Para expressões baseadas em mistérios,
Em interrogações no ar.
Corra, não perca seu tempo,
O mundo pode hoje acabar.
A prostituta mente trabalha,
E se abre para fabricar dinheiro,
Enquanto isso seu olhar é pentagonal,
E seu corpo reluz no transcendental.
Com seus além de supernaturais poderes,
Ele anda com sua mente cheia,
De posições além de contra ou favoráveis,
De posições da escada ao céu.
Onde estão os seus degraus?
Mas o que é uma mente?
Quando se escreve é um caos exato,
De um mundo de cores e abstrato,
De um momento perfeito,
Para uma vida sem pré-conceito.
Tudo pode ser tudo,
Tudo pode ser nada,
Nada pode ser tudo,
Nada pode ser nada.
Os tudos são expostos e vistos,
E os nadas são absolutamente nadas.
Quem sabe sofra de sadomasoquismo mental,
Mas quem cresce sem sofrimento?
Quem não cresce sem ouvir julgamentos?
 Pelo que você não é, mas dizem ser,
Pelo que você não faz, mas dizem que faz,
Pelo que você pensa, mas dizem que não pensa.
Pelo que te acontece de verdade,
Ou por aquilo que você tanto fantasia que aconteceu.
Isso é uma mente.
Absolutamente uma palavra de duas vogais 5.
Nunca um amanhã foi tão mental,
Nunca um amanhã não existiu.
Mas o que realmente eu quero?
O que eu posso ter?
Por que motivo me desespero?
Hoje sou o meu próprio ser?
A mente das interrogações e pontos finais.
Quem sabe falte fé,
Ou quem sabe um pouco mais de credibilidade,
No próprio ser, sendo eu,
Ou na própria mente, sendo mente.
Aberta e prostituta é a mente.
Aberta e prostituta seu conceito.
Tudo que eu tenho ainda é pouco,
O que escrevo insignificante,
O valor pelo qual clamo é algo louco,
E no fim alguém ou algo delirante.
Isso é a merda prostituída da minha cabeça,
Do que penso hoje sobre minha mente,
Hoje olho como culpado.
O mistério é grande para pouca mente,
Prefiro me drogar e dormir mais cedo.

By: AyKe.AeRa.

O Sopro

Feito em 28 de Junho de 2011...
Quando me tranco em meu quarto,
Com um litro de gasolina,
E o ateio fogo,
Com tanta euforia,
Eu me sinto feliz e liberto.
Quando queimo um passado,
De um ser quase acabado,
Que respira e acende uma vela,
Que tortura os porcos da cela,
Eu me sinto feliz e liberto.
Quando a noite chega com seu frio,
Com seu doce e negro arrepio,
E a lua ilumina um céu,
Onde estrelas brincam no véu,
Eu me sinto feliz e liberto.
Nada melhor do que gasolina e fogo,
Nada melhor do que uma vela e fogo,
Nada melhor do que uma noite e fogo,
Onde se rodeia uma fogueira,
De tantas histórias e um passado,
Um presente tão recente,
Um futuro inacabado, não começado.
Os mesmos paradigmas de uma mente.
Tantos Cristos nos pescoços,
Tantos rumos para se tomar,
Tantos idiotas nos destroços,
Que não sabem nem se levantar.
A vida não foi criada para ser digna,
A vida é para ser vivida.
Como um sopro em um deserto de areia,
Um grão qualquer é levado,
Para um além tão distante,
De um sol igual sobre um grão,
Mas distante de sua areia inicial,
As escolhas são os sopros,
Nós os grãos de areia,
O passado a areia inicial,
O além distante é o hoje,
Onde se busca por outro além mais distante,
O futuro do sopro presente.
Preso no meu quarto eu escrevo,
Com uma vela e 1 litro de gasolina na mão,
Entre as chamas mal eu vejo,
O que está sobre o chão.
A gasolina me foi útil,
Pois quem queima é o quarto,
E ainda não meu corpo.
Oh mais quanto,
Eu desejo dar este sopro,
A alguém quem sabe,
A um alguém quem sabe.
A porta está trancada,
O fogo está nas paredes e chão,
Os mesmos desenhos que criei,
Me consomem e alimentam o fogo.
Eu não irei nascer de novo.
Essa é minha grande desgraça.
Minha fogueira do inverno,
Quem dirá ser o inferno,
Ou mesmo um teste vulgar.
Abro a janela e me jogo,
A fim de tudo acabar,
Eu não morri, meu quarto ruiu,
Mas o que é isto,
Que me perfura o coração?
O fogo não me devora. Morro por sua mão? Oh Jesus!.

By: AyKe.AeRa.

23.8.11

O Descansar (Senhor Esqueleto) - Parte II

Feito em 29 de Junho de 2011...
Parecia ser tão real o paraíso,
Mas enfim tenho que descansar,
E voltar ao porto da barca,
E olhar nos olhos do Senhor Esqueleto,
O cumprimentar e fingir estar bem.
Volto a capela do monge,
Oro por meus pecados,
Vejo enfim a cruz,
Abaixo será, abaixo será.
Enfim cumpro meu destino.
O que o horizonte me reserva?
Sou o número 13 de uma fila,
Da fileira O, sentido F, na esquina X.
Quero hoje é ficar,
Não quero ir embora na barca,
Mas por fim vou descansar,
Meus tesouros e escritos estarão na arca,
Onde sempre guardei meu tesouro.
Que acima de simples papéis,
Valem peso de ouro.
"Aqui está sua passagem",
As quatro coisas finais,
Mas eu vivi no Mória por belos anos,
Eu cuidei de mim e de meu futuro,
Eu selei com a voz um destino,
No horizonte ao qual eu mereci,
Mas que ainda não sei,
O que me restará.
Eu descobri que tenho sentimentos,
Que não sou frio como o vento,
Que não sou uma desgraça como verão seco,
Ou como uma carcaça dada aos corvos e lobos,
Que lutam por nosso pedaços,
Nos destroçam e deixam nossa podre carcaça,
Para os vermes alimentarem um solo de gritos,
Mas eu embarco agora,
E avisto a catedral de janelas vermelhas,
Com vitrais e paredes negras,
De onde alguém me acena com chagas nas mãos,
E me sorri ironicamente como se soubesse de algo.
Agora eu sinto o pesadelo gelado,
Toco na água verde e morta,
Ela é fria como as palavras do Senhor Esqueleto.
A barca se move. E eu me vou,
A dor que sinto não é forte,
Eu sei muito bem quem eu sou.
Eu sou aquele aclamado filho,
Da minha aclamada geração,
Da geração 21 do espanto,
Da geração 21 do submisso.
Mas sabe aquela arca?
Ela está comigo, e eu suborno,
O Senhor Esqueleto, por minha salvação.
Com seus olhos meio espantados,
Ele tira de mim minha arca,
Rasga meu passaporte,
Aperta minha mão e sorri.
Isso foi o seu sim.
Mas agora vago nesse pântano verde musgo,
Com um barco e um remo,
Buscando pelo porto dos desencarnados,
Para me unir aos de pura carne,
Que andam por sob uma terra,
Já putrificada por cadáveres vivos.
Jesus, você estava errado,
Voltarei para atear fogo na sua catedral.

By: AyKe.AeRa.

O Seu Fim

Feito em 05 de Julho de 2011...
Desarme seu julgamento você não sabe,
Desarme suas mãos, solte essas pedras,
Quem pendura alguém em uma cruz é Pilatos,
Um pensamento não condiz com a verdade dos fatos.
Você se dedica e se olha em um espelho,
Ele lhe diz o quase e o tudo,
Então alguém olha bem na sua cara,
E eu penso: "cansei de ficar mudo".
Que se acabe logo essa festa de ratos.
Um sonho a um passo,
Uma morte já esperada,
Como não ser um fracasso?
Ele é cego e sua mão é amarrada.
Desespero é um tédio de loucura,
Desarme minhas palavras e se renda,
Você brilha ou o que vejo são meras faíscas?
De mais uma estrela vadia, sedenta por fama,
Por algo que sem um Salazar não ocorre.
Basta se cegar ou fingir que esqueceu,
Este é seu mundo, um mundo todo seu.
Viva e se desarme contra este mau.
Começo um assunto sem sentido e final.
Um vampiro que ainda dança em seu retiro,
Um faraó que arde em um deserto infernal,
Viva a lua que hoje é minguante.
Já provou um pedaço de desprezo?
Já provou um pedaço de solidão?
Já olhou com certo desprezo?
Já olhou para o nada sem ninguém?
Um rei. Isso se passa em sua cabeça?
Você vê estrelas e não pertence à elas,
Você vê o mundo normal e não pertence à ele.
Um casamento de desprezo e solidão,
É isto que sou hoje.
Desprezo de olhares, palavras ou interesses,
Solidão por ser o único a ver o mundo de uma forma,
Deformada forma das cores de um mundo.
Eu sou um assassino convertido à uma santa causa,
Eu sou um assassino psicótico, não tenha medo.
Desarme suas palavras perante eu,
Desarme suas mãos perante eu,
Desarme seus pensamentos perante a escrita,
Que lhe ama. Que lhe ama.
Não se menospreze por um espelho,
Por uma  pessoa ou situação.
Não se menospreze por ser um dos últimos,
A não acreditar no que faz, mas não para,
Onde isso pode me levar?
Isso já é certo. Isso já é certo.
Não deixe um trabalho que é seu,
Como exemplo sua vida,
Ser controlada pelas opiniões,
Liberte sua mente para a era,
Das certas e claras decisões.
Fui sim um trouxa.
Busquei sim por uma reputação.
Agora vejo que tudo era errado.
Aprendi a ver com o coração?
Quem sabe seja o filho do desprezo,
O marido da solidão,
Ou mais um alguém esclarecido.
Que mundo! Onde chegamos?
No ponto zero de um começo,
No ponto zero das decisões,
Na libertação com o seu preço,
Na libertação das ingratas situações.

By: AyKe.AeRa.

Opinião Considerada a Tal

Feito em 15 de Julho de 2011...
Opinião você é verdadeira?
Então não se considere a tal.
Opinião você é considerada verdadeira?
Então não se ache a tal.
O pior dos castigos são as ofensas,
As melhores armas são as palavras,
As que mais fazem você pensar.
Você não pensa com um soco na cara,
Mas com vômitos de desaforos que consideram opiniões.
Você já parou pra ouvir a minha?
Também nem precisa, opiniões tão pessoais.
O que destrói mais são as palavras,
Ou os olhares e risadas.
Mas destruir não é acabar,
É só por abaixo algo que nós mesmos construímos.
Fazer o que se sou inimigo da tal opinião?
Não preciso, não vivo, não me baseio por ela.
Apenas vivo e enlouqueço. Tudo na medida exata.
O que você disse opinião?
O que você deixou de dizer?
Não reconhece que estava equivocada nobre opinião?
Para não dizer: "nobres opinatários",
Ou fofoqueiros se preferir.
Quem vive de opinião logo quebra a cara.
Quem escreve logo quebra a realidade,
Quem pode mais é aquele que vive "sua vida".
Estou tentando encaixar as palavras,
Da mesma maneira que tentava me encaixar.
Agora vejo que ninguém precisa,
Se encaixar para viver.
O mundo hoje são dos loucos,
Desencaixados da real verdade.
Quem sabe um pouco ficcionado,
Pela arte de miséria.
E é isso que eu faço.
Qual é sua opinião?
Não a diga. Não quero saber.
Sabe qual é minha opinião?
Meu cabelo responde!
Quem sabe ainda as opiniões me matem,
Ou as respostas de meu cabelo me deixem careca.
Opinião considerada a tal,
Vá para o inferno.
Opinião considerada a tal,
Não quero ser velado de terno.
Não me mate opinião,
De tanto desgosto.
Quem sabe ainda me mate,
Com uma corda no pescoço.
Mas tudo é quem sabe!
Você não me acerta mais com as mesmas palavras,
Procure outras opiniões que me derrubem ao chão.
Eu sei tudo sobre você,
Eu sei tudo sobre você opinião.
Você não irá se salvar, por entre os escombros, tal opinião.

By: AyKe.AeRa.

22.8.11

Frankíris

Feito em 16 de Julho de 2011...
Personifique-se Deusa Arco-Íris,
Com os tubos de ensaio e os líquidos coloridos,
Com experiências genéticas,
Um laboratório perigo.
Em um castelo, um meio louco cientista.
Em um laboratório, as amarras, um trapezista.
Meu laboratório de parafusos mil,
Meu laboratório profuso, difuso, vil.
Você o vê? Eu o vejo!
Você o vê? Eu o vejo!
Bem vindo a mais uma experiência.
Sabe quem é Íris?
O que os gregos me diriam?
Uma deusa arco-íris,
Mensageira, o que fariam?
Ela liga o céu ao Hades,
Ela é as sete cores,
E eu a recrio em meu laboratório,
Íris, Íris da Grécia rará.
Suas asas douradas,
Seus parafusos apertados,
E um pouco de óleo. Parãm.
E o mostro cria vida,
E vira Frankíris, a deusa arco-íris,
Raios e mais raios,
Frankíris é viva!
Frankíris é viva!
Ande minha Frankíris,
Ande e se olhe no espelho,
Você vê sua robô imunda,
O que seu dono não faz por dinheiro?
Ande Frankíris,
Ande, você é viva!
Vá e manipule o mundo!
Voe com suas asas de dragão,
Depois não diga que não deixei,
Você vagar sem direção!
Vá e manipule o mundo, Frankíris!
Vá achar um coração,
No laboratório se constrói tudo sua imunda,
Agora vá para o mundo e o exploda.
Vá Frankíris!
Vá Frankíris!
Vá Frankíris, Rarararararara!
Não responda seu Deus criador,
Não retruque minhas ordens!
Vá ao mundo e morra, Frankíris,
Como você ousa? Vá eu já lhe disse!
Não dê uma de Jesus Negro!
O que você está fazendo?
Não, Frankíris! Nãoooooo!
Não destrua o seu lar!
Não destrua meu laboratório!
Não acabe sendo imunda, o mundo vai acabar!
Não, pare por favor, apenas me deixe sua robô.
Por favor não me mate,
Por favor não me mate,
Não, por favor, sou seu Deus,
Sua imunda, não me sedem,
Eles vão me sedar. Não quero calmantes,
Olhe a Frankíris, ela existe!
Ela está ali olha!
Não por favor, não me amarrem.
Tirem de mim essa camisa de força,
Não por favor não me droguem,
Não, não me mate Frankíris. Nãooooooooooo!.

By: AyKe.AeRa.

Quer Ler Sobre Ofensas?

Feito em 29 de Junho de 2011...
Pareço um pouco ofensivo,
Pareço um pouco do mau,
Estou cansado de palavras e rezas,
Estou cansado de pagar pelos outros.
Se é para ser ofensivo,
Então que se foda,
Que você vá para o inferno,
Que não olhe para minha cara,
Que não fale o meu nome.
E que se não ir se foder que morra,
E que se não for para o inferno que padeça,
E que se olhar para mim perca os olhos,
E que se falar meu nome, morda a língua.
Ouvi tudo aqui calado,
Você acha que de merda eu sou formado?
Vá dar seu cú, seu ignorante.
Era para ser ofensivo?
Não. Mas que pena!
Não sou revoltado só cansei.
Vivem por mim minha vida,
Fazem por mim meus afazeres,
Falam coisas por mim,
Inventam coisas sobre mim.
Vocês são tudo esterco.
Cansei, não sou ofensivo agora?
Querer matar a todos se justifica,
Por que ninguém cuida da própria vida?
Era educado? Era cristão?
Pois que se exploda!
Mas não antes de eu explodir tudo.
Cansei de risadinhas de canto,
De comentários caluniosos,
De mentiras falsas como o rosto,
Desse mesmo povo burro e ignorante.
Cansei de ver normalidade em tudo,
Cansei de ouvir tudo sem reclamar,
Cansei de me fingir de inocente,
Cansei de fingir que sei rezar.
Para mim é tudo merda,
Tudo merda e um monte de macacos,
Que riem como palhaços,
E não olham para o próprio rabo.
Que por sinal sempre esconde mais merda,
Do que o rabo de outro macaco.
Agora eu sou o ofensivo?
Pois antes eu era o ofendido.
Agora eu sou o ofensivo?
Mas antes eu era a vítima.
Quer saber vá para o inferno.
Não devo explicações,
Não preciso me justificar,
Não ouço mais reclamações,
Se você rir vou te matar.
A sociedade me criou assassino,
E eu não quero suas desculpas,
Eu agora já compreendo,
Você apenas esconde as culpas.
Mas que vão para o quinto dos infernos,
Não me venha pedir perdão,
Pois cuspo na sua cara,
E atoro sua mão,
A mesma mão que me apedrejou,
E deixou o público de pé,
Aplaudindo ao fato,
Da execução da minha fé.
Eu sou ofensivo? E daí resolvi ser assim hoje. Algum problema?

By: AyKe.AeRa.

Isto é Viver

Feito em 27 de Junho de 2011...
As peças se juntam em um mosaico,
Tudo agora é tão normal para você?
Um dia enforcado, no outro enforcando,
Um dia conformado, no outro chorando,
Um dia triste, no outro em pranto,
Um dia do mau, no outro bem santo.
Isto é viver! Isto é viver!
Quem nasceu para a lua,
Não olha mais para o sol.
Quem antes via a luxúria,
Hoje briga pelo anzol,
Que fisgue o peixe da morte,
Que fisgue a agonia de viver.
Meu problema é solução?
Sim. Não tão bom como pensei.
Viver! Isto é viver!
Acordar gritando ou cantando,
Viver de loucuras e brigando,
A vida é curta para pequenas ações,
Para pequenas pessoas e atitudes.
Vá viver, não pare, mude!
Isto é crescer, isto é renascer,
Isto sim que é viver!
Criada vida, do mundo criado,
As luzes dominam uma vida e uma mente,
Tudo é tão paranoico,
Em um sentido cada vez mais não social.
Isto é loucura, uma bela loucura,
De um viver sem entender, não tão belo assim.
Rouba-me e não me repõem forças,
Essa manhã de sol me assusta,
Meu quarto escuro é meu porto seguro.
Não abra as cortinas hoje estou com medo,
Hoje o sol é perturbador,
Atinge a mim um perturbado,
Mas isto é viver!
A vida é excitante,
A vida é empolgante,
A vida é galopante,
A vida é estressante,
Irritante, a vida é ser amante,
De uma arte e uma maneira de viver.
Isto é viver! Isto é a vida!
Não empacar e continuar, viver e não parar.
O show visual de uma vida,
Onde os protagonistas são os loucos,
Onde o temor à Deus é para poucos,
Onde gritar e matar o medo é tão normal,
Quanto tantas noites de lua,
Tantos dias de sol e chuva,
Tantos sorrisos emplacados de sinceridade,
Tantos olhares manipulados,
E expressões vazias e debochadas.
Isto é viver e não crer,
Que o mundo possa acabar amanhã,
Mesmo acabando eu viverei,
Eternamente no que eu fizer,
Por que eu amo viver,
Amo sentir o vento,
Amo ser amado e amar.
A vida é bela! Isto é viver!
Isto é não aguentar amarras,
É ser livre para navegar,
Por mares tão distantes e desconhecidos,
E ser uma das exceções da multidão,
Isto é ser feliz! Isto é não parar de rir! Isto é gritar e viver!.

By: AyKe.AeRa.

15.8.11

A Barca (Senhor Esqueleto)-Parte I

Em um distante destino, do horizonte distante,
A barca do abismo aparece,
Com seu senhor esqueleto, senhor da morte,
E como na beira do abismo,
Ele ainda não comprou sua passagem,
E a barca vai embora dessa vez,
Vazia de sua fria companhia.
Ele aguarda sua vez,
E educa sua fé na capela,
De grandes vitrais e escura,
Ele confessa seu pecado ao monge,
Que preside a capela do mosteiro.
O mosteiro do fim do mundo,
Da beira de um abismo,
De sombras frias, pretas e mortas,
Que vagam como corvos no céu.
Ele se prepara para o embarque,
Ao encontro de seu passado e futuro,
Pois no presente ele é morto,
Pois no presente ele é morto.
Desce ao porto de embarque,
Garoto torto, garoto marte,
Ele é louco, o que ele faz aqui?
Sua passagem não é vendida de antemão.
De onde saem esses gritos?
Eu os ouço de baixo dos meus pés,
Será o pavor do inferno?
Será o pavor de morrer?
Deito sobre a terra que é fria,
É marrom e fria,
Subo o Monte Mória e me deito,
Eu estou vivo, eu não morro.
No horizonte avisto a mesma barca,
Onde seus passageiros somem num vasto mundo,
Onde sues passageiros não aceitam o seu destino,
Se jogam em um mar de fluído gelatinoso e verde,
Não um verde qualquer, um verde pantanoso,
Um verde musgo pantanoso.
Os que sobram na barca se vão,
Me deixam olhar a lua negra do horizonte,
Do céu distante, de um céu tempestade e distante.
Filas dobram o monte para o embarque,
Uns agonizando sem um braço,
Alguns sem pele, outros queimados,
Alguns rezando com seu véu na cabeça,
Para perdoarem seus pecados.
Mas o rei esqueleto não perdoa,
Ele usa uma capa preta e um capuz,
Ele usa uma bengala e no pescoço uma cruz,
Ele apenas obedece ordens.
Por ele eu estaria na barca,
E chegaria no meu fim.
Esta na hora de minha partida,
Subo por entre montanhas,
Atravesso riachos de sangue,
Chego na terra amarela,
Um arco-íris me recepciona,
Uma taça de vinho me emociona,
Tantas flores num mundo tão azul,
Tantos alados e alantes,
Tantos lapidados diamantes,
Tantos sabores e escolhas,
Tantos tudo e sem problemas.
Não voltarei mais rezar no porto.
Ficarei no meu paraíso além Mória,
Eu sei que quem levava a barca  ao seu destino,
Sempre quis me ver como uma escória.

By: AyKe.AeRa. 

Prezado Senhor da Morte.

Feito em 15 de Julho de 2011...
Todos prontos? O jogo da vida vai começar,
Qual é o seu segredo para simplesmente acontecer?
Não uive para a minha morte seu lobo,
Não pense em coisas fúteis minha cabeça.
Eu não vou morrer um dia mesmo?
Mas a encaro de cara limpa e erguida,
Se for morrer não me arrependo de nada,
Nem mesmo de algo que não fiz.
Você continua a uivar meu pequeno lobo?
Não desisto de viver. Eu posso sim ser,
Um grande rebatedor neste campo. Oh, sim!
Neste vasto jogo de beisebol das escolhas.
Quem sabe morra. Quem sabe viva.
Quem sabe apenas mude de sintonia.
Ainda tenho as mesmas grandes expectativas,
De como morrer, quando morrer e o que deixar.
Não posso mudar um final se não mudei o começo.
Pare de uivar pequeno lobo.
Não aqui e não agora.
Sozinho não morrerei, triste e chorando também não,
Quem sabe em uma cama vegetando,
Ou em um acidente ou explosão.
Quem sabe dormirei sonhando,
Com os uivos e as tempestades,
De um castelo e seu vento assombrado.
Isso pode ser assim tão complicado?
Apenas fechar os olhos e dormir.
Como se sentir agora?
Não derramarei uma só gota,
De lágrima, sangue ou suor.
O papel já foi queimado.
O fogo foi o selo. Qual será seu fim?
Mês que é mês e ficção,
De uma paranoica mente de emoção,
Que morre, que mora, que corre, que voa.
Não adianta uivar seu lobo ignorante,
Se morrer eu morro um tanto misterioso e insinuante.
Mistérios. Mistérios. Levarei eles para o caixão.
Quem sabe escreva, quem sabe ouça as vozes do coração,
Quem sabe doe meus órgãos, ou não.
Ainda não morrerei, há muitos "quem sabe".
Mas nós temos pouco tempo para perceber,
Para que nascemos destinados,
E concretizar esse breve futuro,
Em tanta luz, cor e sepultura.
Cada instante que passa eu removo uma pá,
Cheia de terra de minha própria cova.
Quem sabe quando acabar,
Me enterrem com a mesma rosa.
Uma bela rosa.
No meu peito eu sei o que sinto,
No meu cabelo eu sei o que faço,
Na minha face de um ser faminto,
De cultura, de mistério e de espaço,
Quero criar e ser criado,
Quero matar e morrer,
Quero humilhar e ser humilhado,
Quero crescer e fazer crescer.
Ando quem sabe pelo fim da vida,
De um último expirar de ar.
Mas mesmo assim ainda vivo,
Minha mente só pensa em criar.
Eu quero. Eu aceito. Eu faço.
Eu grito, me descabelo, me despedaço,
Pare de uivar pequeno lobo,
O sol da tarde sumiu no espaço. Belo fim de dia.

By: AyKe.AeRa.

Os Aviões Ocultos da Minha Mente

Feito em 08 de Julho de 2011...
Eles estão bem  aqui,
Dentro de mim em mundo e mente que é minha.
Eles parecem pontos negros, inseridos em um claro dia,
De sol apenas, não de nuvens,
Ou outro qualquer turvo pensamento.
Você não os vê. Ou os vê e disfarça.
Como de sorteio qualquer,
Eles são de Lucas 2,7-8.
Ou será que não são?
Sorteie, tire a sorte, você já sabe qual é o castigo.
Não adianta rezar se o pecado é grave.
Voa meu avião, levante voo.
E eu aqui ainda no checking,
Por você meu santo nome do amém.
O avião é primogênito,
De minha mente e cabeça,
Mas não é um rebanho de um aeroporto,
Turvo de pontos negros.
Simples fatos de uma aviação milenar e mental.
Agora eu estou em um vasto campo,
Em mim repousa o vento e borboletas azuis e negras,
Sob minha mão estão as correntes,
Aos meus lados uma jaula e um lobo,
Negro lobo de olhos avermelhados.
Mas isso tudo apenas passa na televisão,
Abordo do avião. Como cheguei aqui?
Enfim posso ver o céu. Ele sempre esteve lá,
Enfim posso me jogar do avião,
Em um buraco sem fim e sem começo,
Sem ter que dar explicações ou pagar pelos pecados,
Sem precisar esperar a chegada,
Para uma triunfal e grande partida.
Mas não sou eu quem voa,
É o avião. Não poderei ser eu.
Onde estão minhas asas?
Mas ao lado do negro doente,
De uma mente negra e doente,
Eu não pulo. Eu não voo.
Quem pula é ele. Quem voa é ele.
O verdadeiro do mim da mente e mundo,
Ele pula para seu fim.
Agora grita sob seu pior fim.
Agora grita sob sua própria carcaça,
Ou sobre outro resquício de carne qualquer.
Mas eu quero viajar por cima do mundo,
Cruzar a realidade ou a ficção,
Destruir com seu cinza céu sem problema,
E plantar um resquício de luz ou fruto,
Que se baste do resquício e não de nada à mais.
Você não anda? Você não fala? Você finge viver!
E eu enlouqueço à falar de aviões,
Negros aviões de aeromoças superstars.
Que aterrissam em tantas torres,
A fim de tudo acabar.
Eu quero viajar já viajando,
Conhecer já conhecendo,
Te testar já testando,
Faiar já faiando,
Poder quem sabe viajar pelo mundo infinito,
Pular de uma janela e criar asas,
Poder viver em um mundo desconhecido e bonito,
Ou cria-los com os carvões das brasas.
E para quem sabe além de um céu azul,
Sair da minha mente e vagar por um mundo.
Eu sou apenas mais um louco,
Apenas mais um.

By: AyKe.AeRa.

14.8.11

Arúspice 51

Feito em 14 e 15 de julho de 2011...
Antes de publicar esse texto venho por meio dessa pequena introdução pedir desculpas se no próximo mês terei uns textos muito pesados, mas estou passando por alguns problemas, e então vou publicar esses já escritos faz muito tempo, pra poder realmente tentar me achar nas palavras. Eu sempre procurei por mim mesmo. Pensei que tinha me encontrado. Mas não. Hoje estou muito confuso, e nunca pensei que poderia causar um mau tão grande. Magoei alguém. Mas tudo por que não confio em mim. Não consigo amar aquilo que sou, ou aquilo que eu faço. Estou desorganizado. Bom não quero encher o saco de ninguém. Acompanhe meus textos a seguir...

O que você tanto procura em mim?
Você não irá achar nada em minhas entranhas.
Se sou seu sacrifício,
Suas adivinhações são meros restos.
Senhor arúspice, você não irá ver nada.
Apenas um intestino já estragado.
O que você tanto procura em mim?
Suas profecias ou adivinhações?
Oh, Roma. Oh Roma. Tadam Wo-ah.
Não sinto o medo de sua faca,
Abrindo minha pele,
E fazendo meu sangue jorrar,
Suas profecias baratas de um arúspice 51,
Quando poderei descansar?
Aqui jaz um cadáver que pega fogo,
O que você tanto procura em mim?
Mexa com seus dedinhos nos meus intestinos,
Vasculhe meus pulmões ou meu fígado,
Cuidado com meu coração.
Cavouque em minhas entranhas com suas mãos.
O que você tanto procura em mim?
A dor não aumenta, o sangue só faz é jorrar.
Você quer me ver pálido, arúspice amigo?
Tente adivinhar o futuro com meu estômago,
Tente profetizar o amanhã com o meu cérebro,
Cuidado com meu dedo. Ops, esmagou.
Cuidado com os olhos que te veem. Não os feche.
Achou o que procurava, prezado homem?
Tudo valeu a pena para você?
Me diga, o que vê agora? O que você vê?
O seu fim meu prezado sacerdote?
Revista-me com as mesmas rosas,
Me enterre por sobre gramas e campos.
O que você tanto procura em mim?
Recapitulei o que me aconteceu.
O que você viu em minhas entranhas ou restos?
Sabedoria romana. Tempo milenar.
Sabe quem lhe vê com os mesmos olhos abertos,
Enquanto abre minhas entranhas "A lá Roma"?
Os mesmos olhos castanhos esverdeados, já mortos.
Inseridos na mesma face fria e morta.
Agora você vê? Agora você adivinha?
Como você reage as minhas pupilas já frias?
Vamos rir de tudo isso depois, querido 51 arúspice.
O que você vê por entre tecidos e sangue?
Por entre risadas e tambores estonteantes.
Qual a sua profecia? O que será de mim?
Nobre jovem do cabelo bicolor.
Jaz em uma mesa, sua cabeça já morta.
Não brinque com seu bisturi oh crápula!
Do que adianta costurar em mim seus sonhos,
Suas visões, suas profecias, suas alucinações?
Do que adianta me drogar com chá de cogumelo,
De cores, de céus e de infernos.
Rasga minha pele. Faça jorrar meu sangue.
O que você prevê mexendo em minhas entranhas?
Faça uso de meu intestino,
Já não presta, nobre arúspice 51.
Apenas peço que me enterre com as rosas,
Em um belo campo.
Alucinações!, Alucinações!,
Eu não quero, eu não quero,
por favor, eu não quero!
Não me rasgue, não me abra. Preveja o seu futuro!
Você então já usou minhas entranhas?
Mas o que você quer de mim, 51?

By: AyKe.AeRa.


Conjuração da Madrugada

Feito em 01 de Julho de 2011...
Hoje se conjuram as palavras em pensamentos,
Hoje se revive uma vida de 18 anos.
As palavras hoje são iguais?
Significam a mesma coisa?
Conjuro três palavras santas,
Conjuro o tudo pelo nada,
O vivido pelo futuro,
O presente pelo paraíso.
Conjuro o céu com suas estrelas,
Escondidas sobre pesadas nuvens,
Que fazem de uma madrugada,
Um rio de água e muita chuva.
Conjuro sob quatro paredes,
Em um lugar mais que santo,
Onde apenas uma vela,
É testemunha desse pranto.
Algo além de anormal,
De um mundo do sobrenatural,
Pois espetacular é sua proeza,
Espetacular mestre da nobreza.
Você quer dormir ou conjurar?
Você tem até as 6 para acabar.
Depois das 6 você dorme.
Depois das 6 você vive em sonho.
Perante uma cruz negra em uma parede,
Eu me ajoelho e acendo uma vela,
Eu conjuro sobre um terço,
Eu conjuro no escuro.
E sob a noite de Van Gogh,
Do Vicente das madrugadas,
Sob o sorriso de Monalisa,
Ou um dos tantos Portinari,
Eu o conjuro meu grande medo.
Aqui agora é seguro, qual é seu segredo?
A chama dança no escuro,
Seu fogo dança no ar,
No mesmo ar e fluído,
Que a música começa a tocar.
Eu conjuro minha imagem,
Que encaro no espelho,
Eu conjuro as horas da noite,
Que regeneram o mundo inteiro.
Eu conjuro agora a terra,
Por onde andam as bestas feras,
De espécie homem ou humano,
De aparências inocentes e belas.
É aí que mora o perigo!
É aí que se esconde o perigo!
Terra de tantos Messias,
Terra de profecias,
Terra da luz e dos iluminados,
Terra dos cegos, mudos e retardados,
Terra dos corruptos do bem,
Terra dos conspiradores de Éssen,
Da cidade perfeita da Alemanha,
Da conjuração da madrugada,
Da santa amada da Espanha,
Da cara de ingenuidade assustada.
Tudo me leva para o mesmo momento,
Onde as perdas foram constantes,
Onde o mundo dos gnomos e fadas,
Se tornaram infernos escaldantes.
Eu conjuro por fim a revolução,
E uma ideia do meu agrado,
Eu conjuro por fim a morte,
De tudo que sempre foi sagrado.

By: AyKe.AeRa.

ON-OFF

Feito e 29 de Junho de 2011...
ON. Desligar uma cabeça sobrecarregada,
Parar de pensar, deixa-la empoeirada.
Este é meu momento de branco total.
Tantas idéias para se lapidar,
E eu simplesmente me desligo,
Para ouvir minha música tocar,
Dizendo por favor não me desligue.
Mas o sono pesa. O sonho veem,
Mas, o sonho acordado com a vida.
Hoje chove lá fora,
E eu me desligo aqui dentro,
Em mais uma das tantas tardes frias.
Com projetos a se acabar,
E um mostro dentro de mim,
Eu simplesmente me desligo.
Hoje não sou o mesmo,
Hoje não acordei o mesmo.
Quem sabe seja o frio ou a chuva.
Acho até que vou mudar a cor,
Dos meus cabelos já tão estragados.
Hoje o dia é tão normal,
Eu me sinto tão normal.
Isso me implica uma sensação de morte,
De querer mas não conseguir,
De ter mais desistir.
Tento apenas dançar na escuridão do meu quarto,
Mas não posso. Eu me desligo.
Por que tenho que ser tão diferente?
Não poder viver uma rotina?
Não gostar de ficar tranquilo na vida?
Me apeguei com a desgraça,
Quero problemas para resolver,
Gosto de abismos e de sofrer.
Me sinto vivo. Me sinto livre.
Acho que hoje estou sendo a pessoa,
Pela qual nunca almejei ser,
Por que hoje estou tão calado,
Tão desligado e ouvindo sem cantar,
Está na hora quem sabe,
De eu tentar me suicidar.
Mas não, a vida é bela.
Hoje apenas quero me desligar,
Do mundo, das pessoas, das vozes,
Quero a solidão para pensar.
Preciso deste tempo só meu,
Para então eu anormalizar,
A minha cabeça já louca,
Já não posso nem acreditar.
Vou pintar meu cabelo hoje,
Vou acordar sim, e é agora,
Quero gritar, quero me atirar,
Essa é a minha hora.
Eu não sou aquele garoto idiota do passado,
Hoje eu cresci e me questiono,
Não é hora de se desligar agonizado,
Me olho no espelho e me impressiono,
Esse não é seu último dia,
Você não é a última pessoa.
O tempo não para à  você,
Levante dessa cama, vá crescer,
Você é o que você é.
Não deixe viverem por você,
A vida é sua.
Deus te colocou no mundo,
Então busque pelo mesmo mundo.
Mas hoje quero me desligar. OFF.

By: AyKe.AeRa.

13.8.11

Leilão Das Sombras

Feito em 26 de Junho de 2011...
O produto não tem preço,
Mesmo assim qual é seu lance?
Você me cega, eu te cego!
Você me enlouquece, eu te enlouqueço!
Eu não sou surdo,
Eu não sou mudo.
Você corta minha língua, eu escrevo!
Você corta minhas mãos, eu mato!
Você me mata, eu volto!
Mesmo assim qual é seu lance?
O produto possui:
Duas mãos que servem para escrever,
Duas pernas que o sustentam,
Um tronco que o empobrece,
Uma cabeça que o engrandece!
Mas qual é seu interesse?
Boas são suas intenções?
Não tenho preço,
Apenas me alugo.
Não me vendo, sou invencível.
Quem sabe ajoelhe para a Inglaterra,
Beije os pés da rainha,
E a exalte como um Deus.
Quem sabe suba na Torre Eiffel,
Abra um paraquedas,
E voe pelo céu.
Quem sabe construa uma capital,
Com prédios monumentais,
Que se elevam ao azul.
Quem sabe apenas escreva,
E apenas enlouqueça,
Nos braços de Jesus.
Me pergunta o que eu quero?
Qual é meu preço?
Te respondo: não estou a venda.
Apenas me alugo.
O que realmente se quer?
Todos sonham com a perfeição,
Todos viajam por pensamentos,
E se basta-se uma decisão,
Para tudo não ser mais tormento.
Qual é o real preço?
Uma alma, não um coração,
Uma arma, não um perdão,
Uma vida, com uma missão,
Uma vida, sem compaixão.
Quais são suas clausulas?
Não aceito, não me vendo.
Não serei uma ovelha,
Um perdido de um rebanho.
Esse é seu lance?
Bom, isto não estava nos planos!
Nobre oferta pelo produto,
Mas a resposta ainda é não,
Posso ser um macaco corrupto,
Mas me prezo de paixão!
Loucura é a prisão de um acordo,
Loucura é acreditar no demônio,
Loucura é pensar em aborto,
Loucura é acreditar no bolônio.
O leilão não terá fim,
Mas à rainha eu me ofereço,
A ela luto pela espada,
A ela sim eu tenho preço.
Fechamos o acordo no nada,
Pois sou da Inglaterra. Pois sou alguém.

By: AyKe.AeRa.

Halo Of My Life

Feito em 07 de Julho de 2011...
Como não se achar perfeito perante a vida?
Possuo dois braços, duas pernas, duas mãos e pés.
Posso falar, ouvir, olhar.
Posso ser criativo e rir dos problemas,
Ou quem sabe mascará-los com falsas verdades,
Transforma-los em cores.
Mas como não viver?
Se acordo todo dia e abro meus olhos,
Isso para mim é estar vivo,
Se vejo que não tem solução,
Isso para mim é estar vivo,
Se vejo em mim resquícios de lágrimas de dor,
Isso para mim é estar vivo.
Se continuar respirar por 30 minutos ou 30 anos,
Isso para mim não importa.
O que importa para mim é viver enquanto eu posso,
Fazer o que eu sempre sonhei,
Descolorir o cabelo e pinta-lo de azul,
Se embebedar e rir como um palhaço,
Cantar na janela para as estrelas e os vizinhos,
Gritar e por para fora todos os meus medos.
Aproveito a vida agora,
Antes do fim do mundo ou da vida.
Viverei quiçá em uma era,
De uma auréola santa e perdida,
De um viver de calor e negro.
Mas vivo e viverei até completar meus dias,
Neste pedaço de terra dos esquecidos,
Dos menosprezados pela arte,
Ou por outro qualquer fato.
Mas nessa noite eu quero viver,
Olhar a lua e o horizonte e viver,
Quero imaginar tudo que não sou,
Quero fazer com que o surreal vire real,
Quero ouvir as conversas das estrelas,
Quero ouvir o que a grama me diz,
Quero sair cantando por que estou vivo e feliz.
Viver o presente, é isto que penso,
Por mais difícil que pareça você é a solução,
Você é sua própria chave,
Sua própria porta da felicidade,
Você sempre foi capaz, se não nem estaria neste mundo.
O mundo é controlado pelos homens,
E nunca os homens serão controlados pelo mundo,
Talvez nunca não seja a palavra certa,
Pois o mundo nunca vive de nunca.
Ele assim como nós mudamos,
E buscamos pelo equilíbrio perfeito.
Mas posso ser levado pelo vento e me sentir inútil,
Eu sei que algo em mim diz o contrario,
E isso para mim já basta.
Quer saber o que eu disse para tudo?
"Que se foda, quero viver e de minha maneira."
Se um pouco esquizofrênico, esse sempre serei eu,
Se um pouco preocupado, esse sempre serei eu.
Eu brilho como as estrelas,
Eu posso estar acima como as estrelas,
Dessa noite mágica de sensações e gnomos.
Tudo que habita meu horizonte e meu surreal mundo.
Todos os olhares de exclamações e os medos,
Todos os desejos mais profanos e mentes mecanizadas,
Todo meu amor pelas auréolas mágicas e santificadas,
Aumente o poder de leitura,
Aumente as grades de proteção,
Aqui viver é duro, meu filho. So this is my halo. Viva!.

By: AyKe.AeRa.

12.8.11

Os Reis do Mundo

Feito em 26 de Junho de 2011...
Onde se escondem os reis do mundo?
Até que ponto vivo da ficção?
Sou apenas um vagabundo,
Buscando por uma direção.
Onde se escondem os poderosos?
Quem somos nós a perguntar?.
Uns míseros vagabundos,
Que não sabem onde chegar!
E uma mente paranoica,
Que se desprende do seu fim,
Não é da Era Cenozoica,
Na mágica do Sim-Salabim.
Salazar era um rei?,
O nome de uma mente.
Um ignorante e vagabundo,
Um simples poetinha vidente?
Como chegamos neste ponto de alegria?
Como não se envolver por desprezo?
Como não ocultar os atos?
Como não planejar um amanhã?
Qual é sua escolha de clã?
Qual é sua escolha de clã?
Onde se escondem os reis do mundo?
Os sete governos, das sete nações,
Um cavaleiro sem cabeça,
Um nobre cavaleiro.
Ele é da ostra vermelha.
Da concha de um poderoso sol.
E de joelhos eu o imploro,
Que me livre desse mau.
Que me aceite, e faça da arte,
Um belo jardim encantado,
De magnificas flores,
E belos sorrisos desajeitados.
Luto por uma causa,
Busco por uma solução,
Não vivo mais de pausa,
Não possuo compaixão.
Onde estão os reis do mundo?
Eles tramam à corrupção?
Se sentam sobre a terra,
Se transformam em poder,
Os três são reis magos,
Que são reais, podemos ver.
Tudo isso é tão belo,
Tudo é corrupção.
Tudo isso é tão belo,
Nem ligue, você tem uma direção.
Quando o momento chegar,
Não despreze as palavras,
Não destrone o rei do mundo,
Não se engane com as falsas.
As falsas promessas de um messias,
Que jaz morto em decepção,
Ele se fundiu com a terra,
Por sua própria opção.
Onde estão os reis do mundo?
Onde se encontram os reis do mundo?
Onde se faz chover o caos?
Onde se faz alegria?
Laboratórios humanos, ciência exata.
Laboratórios humanos, verdade na lata.
Não se engane com seu futuro,
Por que nem ele é seu,
Preste atenção nos detalhes,
O assunto já faleceu!.

By: AyKe.AeRa.


As Sementes

Feito em 11 de Julho de 2011...
Abra sua terra, e eu planto uma semente.
Cubra essa terra, e eu adubo a semente.
A semente cresce na direção do sol.
A semente cresce em busca do sol.
Pobre semente que não se sente,
Que apenas cresce em sua direção, oh sol.
Ainda não sabe se será um robusto carvalho,
Ou uma frágil rosa de espinhos,
É uma semente, nada além disso.
Com belas sementes se fazem jardins,
Se fazem florestas e campos.
Com as mesmas sementes, plantas venenosas,
Plantas assassinas, sombras tenebrosas.
Uma semente que cresce até o sol.
Uma semente que não se limita.
Uma semente, nada além disso agora?
Pelas mãos que tanto plantam,
Pelas mãos que tanto matam.
Pela enxada que em função tem carpir,
Pela semente que em função fazer existir.
Agora com as sementes eu semeio um canteiro,
De palavras que antes eram faladas e ouvidas.
Quero ver o seu sorriso perante a lei,
Dos jardineiros e dos poetas,
A lei que tudo pode meu caro,
Até mesmo não plantar plantando.
Eu planto uma ideia.
Eu planto uma semente.
Eu lhe planto e planto,
Eu lhe amo meu pranto do planto,
Do plato plantar, do planto plantando.
Semente Dourada. Feijão encantado.
Salomé, Salomé, feijão do Fa-Fi.
Semente dourada. Feijão estragado.
Você não viu ainda, então click-there.
Você não viu ainda, então click-there.
As sementes coloridas. As sementes coloridas.
Feixes de luz e elas geram frutos.
As sementes viram brotos,
As sementes viram vultos.
A noite é fria para germinar um mau,
Ou implantar tanta terra em um casulo,
Mas de nada vai adiantar,
Ter asas e não poder voar.
Senhor coelho atrasado,
Leve Alice para o buraco!
Sementes geram e se regeneram,
Povos geram e se regeneram,
Pessoas geram e se regeneram,
Pensamentos geram e se regeneram,
Em um infinito de tudo e mais tudo.
Nasce minha semente,
Essa é sua hora.
Cresça e seja um grande carvalho.
Plantei, plantarei, vou plantar,
As sementes paranoicas vão furtar,
Os melhores lugares do sol,
Para enfim poderem madurar,
Gerar sombras e frutos,
Gerar vida e mais vida.
Semente de roseira além azul sem um céu,
Semente de cacau doce além do que sal,
Semente de carvalho robusto tronco que é meu,
Semente de tudo que gere o bem e o mau.
Semente da minha discórdia,
Ops, caiu. Ops, plantei. Ops, cresceu. Ops, é meu.

By: AyKe.AeRa.


A Elegância De Um Almoço

Feito em 06 de Julho de 2011...
A elegância está em um sorriso cheio de dentes,
A elegância está em ser a refeição do amanhã,
A elegância está em salvar e estar certo.
Então sorria com seu sorriso de dentes,
Seja a refeição perfeita de seu futuro,
Salva-se e esteja certo.
Garbo. Elegância. Eu preciso de sua ajuda?
Você precisa de todas essas mãos que o cercam,
Ou você anda sozinho por um caminho?
Corra se não você perde sua elegância,
Voe se não você perde o tempo de Jesus,
Se você é loiro tome extremo cuidado,
Pois o perigo pode estar ao seu lado,
Ele está aqui neste momento.
Ele é Deus, ele é Deus e segue um sonho.
Não importa se você se importa.
Corra se não você perde sua elegância,
No caminho da estrada de um pedaço da terra,
Do paraíso dos mil anos e um.
É tempo da espera e do jejum.
Tranque-se em casa. Ponhe correntes nas portas.
Os mortos voltaram, Jesus está de volta,
E assim povo das danças das mãos,
O que será de sua diplomata elegância?
Mas até quando terei que esperar?
Pelas praias de um Havaí, qualquer e além mar,
Eu viajo, eu sei pensar,
Não tenha preguiça Jesus,
Sua vida tem que mudar.
Quem irá queimar em um inferno?
Quem irá vagar pelos abismos?
Quando chegará sua salvação?
Quando chegará o fim do mundo?
Eu lhe trouxe aqui neste momento,
Os lados são postos na mesa,
Nunca perderei minha elegância.
Isso é viver na América, meu caro.
Um simples americano que clama por escolhas.
Que vive a margem de seu pecado,
Da lei do sol e dos fortes.
Mas eu espero nascer do ovo,
Crescer por sobre espinhos e agulhas,
Ser vomitado por palavras,
Machucado por desaforos,
Humilhado por palavras bíblicas,
Apedrejado por pedras de desprezo,
Mas nunca perder a elegância de um santo,
De um nobre santo, da baixa elite,
Dos covardes e assassinos psicóticos,
Sofrerei por uma cruz,
Negarei três vezes a cruz,
Beijarei aos pés de meu Jesus,
Roubarei dele sua Madalena,
Nobre fantasia da mente do cornudo alado.
Corra se não você perde sua elegância.
Após almoçar se pensa.
Após almoçar se vê, se sente, se faz.
Essa é sua insegurança ou o cheiro de seu medo?
Medo de um desconhecido desprezível.
Apenas abra-se para outros pensamentos.
Não seja inseguro, pequena criança.
Esse não pode ser seu pecado.
Cá entre nós, você já fez coisas mais graves.
Não peça por perdão.
Quem perdoa não esquece,
E logo apronta outra bem pior. Não perca a elegância.

By: AyKe.AeRa.

5.8.11

Corda Bamba

Feito em 11 de Julho de 2011...
Talvez o melhor ao momento seja ir dormir,
E fingir que esqueceu tantas palavras,
Das quais não e nunca esquecerá.
Mas e agora, quem sou eu?.
O que fazer se tenho sono,
E uma mente paranoica e em confusão?.
Tudo talvez se resolva, ou piore.
Tudo talvez piore, ou se resolva.
Eu começo hoje para em um futuro terminar,
Por que hoje tenho sono e vou ter que descansar.
Domingos. Quem os entende?.
Acho que devo é bambalear meu corpo,
Sobre uma fina corda, não comprei nada,
E não posso nem comprar.
Regambolear com os problemas,
E regambolear um fluxo de vida.
Tudo existe em continuação e sequência,
Tudo existe em continuação e consequência, seria certo.
Os meus cabelos enrolados de hoje me dizem,
Devo sim sair de preto.
A confusão da minha cabeça não me permite,
Escutar e nem fazer mais direito.
Essas ideias quem sabe passem,
Melhor fazer artesanato de vidas.
Como no célebre infinito sem um fim.
Como no célebre bambolê sem um começo.
Ele pode ser azul, preto, vermelho, mas não tem começo.
Acordar pela manhã e ver o sol,
Sentir na pele o melhor que o sol pode oferecer.
Quando você vai parar de regambolear meu bambolê?,
Quando deixar minha cabeça e minha vida um caos?.
Bambalear. Tudo se move e se para.
Tudo são fofocas ou boatos,
Que dizem e nos dizem, mas não dizem nada.
Todos temos os cinco preciosos minutos,
De confusão e desgraça.
Confusão. Desgraça. Eu tenho rumo.
Esse é mais um simples buraco,
Onde caio e jogam sobre mim,
A última pá de terra.
Minha confusa solidão, ou solidão confusa.
Uma solidão da noite e de noite.
Um vazio que me assola pela manhã.
Quem sabe mais um asco.
Quando enfim virá a glória?.
Devo me matar e deixar um legado?.
Devo viver e ser misterioso.
Não peça explicações de quem sou eu.
Não tente me entender, apenas compreenda.
Eu sou um mistério indecifrável,
Um lindo pedaço de um terrível mundo,
De olhos verdes e hoje cabelo louro.
Apenas me deixe com minhas merdas na cabeça.
Com minhas assas laranjas e pretas.
Com minhas drogas diárias.
Apenas peço que não me entenda.
Eu busco pela compreensão, mas não a acho.
 Pensar algo e estar no caos.
Uma mente em constante mudança,
Onde um diz uma coisa,
E o outro repete dizendo outra.
Quem está certo?. E quem são os outros?.
Vou bambalear na corda bamba?,
Para que lado cairei?,
Vou fingir que esqueci essas palavras,
Talvez o melhor ao momento seja ir viver.

By: AyKe.AeRa.