30.9.11

Miss Beleza

Feito em 27 de agosto de 2011...


Sua face? De impressionante lindeza.
Seu sonho é ser miss beleza.
Um sonho que não é seu apenas,
Mas de tantas pessoas tão fúteis como ela.
Impressionantes belezas. Sua face?
Todas dedicam um tempinho para suas belezas.
Mas é ela quem vai ganhar, e isso não há dúvida.
Ela possui beleza, mas acima de tudo caráter.
Ela dialoga muito bem. E sua face é perfeita.
Ela se veste bem, é culta e interessante.
Desde criança preparada para miss.
Olhe como anda na passarela.
Olhe como olha para os jurados,
Acho sim, vai ser ela.
O resultado só chega amanhã.
Todas sabem que é ela. O resultado foi comprado.
Entre as outras surge um resquício de inveja,
Por não terem aquela face, mas acima de tudo,
Aquele caráter tão divinamente humano.
Convidam sua mais nova amiga para a comemoração,
Ela sabe que vai ganhar e só antecipa as coisas.
Lá vai ela com seu sorriso no rosto,
E sua alma caridosa e amorosa.
Os jurados já sabem sobre o resultado,
Do dia do amanhã tão aclamado.
Ela jovem bonita e simpática ao extremo,
Com suas colegas e companheiras,
Prontas para o tudo e para o todo.
Como o destino é tão sagaz.
Justamente ali e na esquina.
Pobre miss ficou aleijada.
Não podia ver-se no espelho,
Sua cara estava achatada.
Como seria amanhã? Ela dedicou sua vida a isso.
Bom já tinha o resultado, sua mãe havia comprado,
O segredo era ir de máscara para buscar o resultado.
Mas e o que fazer com suas colegas?
Elas nem iriam se lembrar desse fato.
Passaram-se então as mesmas horas,
Que já haviam passado por tantos momentos,
E exatamente ali nesse momento não tinha nada a fazer,
Apenas arrumar seu cabelo e esperar tudo acontecer.
A noite vem com sua gala e ousadia,
A miss se posiciona com a máscara e muita alegria.
Os jurados enfim dizem com as palavras:
“Por seu caráter e índole impecável, por sua generosidade”,
“Por sua extrema bondade e dedicação de uma santa”,
“Por ser honesta e de tão grandiosa áurea”,
“Quem ganhou foi você querida, tire essa máscara e receba seu prêmio!”.
Ela se recusou a retirar a máscara que a fazia acreditar,
Em tantas palavras ditas para sua face do passado,
Ela sabia que em seu mundo um rosto deformado,
Não valia nada mais do que uma buceta velha já usada.
Enfim pensa em tudo que foi dito,
Onde não mencionaram a beleza,
Retira sua máscara para o espanto do júri e da nobreza,
“Oh, meu Deus onde está sua face perfeita?”
“Senhor, desculpe mais isso é obra de Satanás!”
“Você ainda tem a cara de pau de achar que este prêmio é seu?”
Sua mãe na platéia desmaia em grande transtorno.
As outras candidatas riem como em um circo.
Os jurados buscam por uma nova vencedora.
E a miss cara achata sai em busca de uma ponte,
E de um pedaço de concreto bem pesado,
Fingindo acreditar que possui um caráter,
E que no mundo ele sempre é considerado.

By: AyKe.AeRa.

O Devoto De Jesus Cristo

Feito em 27 de agosto de 2011...

Amor que é amor nasce em berço,
Em cima de palhas e em uma manjedoura.
Amor que é amor é morrer por uma causa,
No que acredita e em uma cruz.
Mal posso acreditar você também não,
Estou falando de Jesus.
Devotar à vida á Cristo é devotar sua causa,
E não ser santo ou padre, homem da lei.
Não é se converter a tantos tudo,
Impostos e dispostos nesse mundo.
Quem mais acreditou em tudo que ensinou,
Foi o próprio Jesus. O homem que preferiu morrer,
A se contradizer em tudo que acreditava.
Foi verdadeiro. Morreu dizendo sua verdade.
Tantos morrerão assim,
Sem motivos ou pela verdade,
Ou por simplesmente não se encaixarem.
Quando se dedicar a uma causa muda um mundo,
Quando uma idéia germina em dez,
Você percebe que sua vida valeu à pena.
Vidas. Tudo é tanto sobre viver e vida.
Por que não morte? Um mês onde morte é o tema.
Diga-me, por que não morrer?
Se por uma causa nobre, ou uma nobre verdade,
Se por um motivo nobre para a humanidade.
Não considere seus motivos nobres.
Jesus considerou os motivos de Deus,
Morreu por Deus, segundo sua verdade,
Ou uma verdade escrita e incentivada nas igrejas.
Quem é esse Deus realmente?
Em quem acreditar? Mas o que estou dizendo?
Jesus morreu por um nobre motivo,
Pois viu que sua vida não seria uma vida tão normal,
E a dedicou a uma causa, por sua fé.
Por sua capacidade oculta, liberta em luz divina.
Jesus o homem, nunca o santo.
Jesus do amor sobre vontade,
Divina de seu mestre, e de si mesmo.
Anos e anos de história.
Tantos morrem por uma causa.
Defendida em vida e ignorada,
Mais póstuma tão grandiosa e aclamada.
Se um revolucionário luta por uma causa em vida,
E morre na mais pura verdade,
Ele mudou algo em outras vidas, e morreu digno da morte.
Se uma prostituta proferiu prazer durante sua vida inteira,
E morreu na sua mais pura verdade,
Ela mudou a vida de outras pessoas, e morreu digna da morte.
Se um homem nascido para salvar um povo,
Viveu sua vida na mais pura verdade,
Ele mudou a vida de outras pessoas, e morreu digno da morte.
O conselho que dou é que você morra,
Mas na sua mais pura verdade,
Para ser digno de uma benção tão grandiosa,
Às vezes tão assustadora ou tão pavorosa.
Acabo minhas mortes. Acabo meu fracasso.
Jesus é que estava certo,
Quando acreditou no que fez, no que falou e demonstrou,
Quando não negou ser quem era.
Quando morreu por sua verdade.
A morte: grande mistério,
Grande triunfo ou fracasso total.
Uma interrupção em tudo que sempre planejamos,
Ou pensamos, mas não executamos.
Minha morte será aqui e silenciosa.
Nesse mundo consagrado de Jesus e meu. AMÉM.

By: AyKe.AeRa.

29.9.11

Período Negro

Feito em 10 e 11 de Agosto de 2011...
Estou acabado. Eu estou sofrendo.
Nunca gostei de ser cobrado.
Não posso apreciar o que eu estou fazendo.
Mas esse é meu período negro.
Já perdi tanta coisa por não me entender.
Já fiz tanto mau a uma pessoa por não me compreender.
Certa estava Gaga quando dizia.
Por que não posso me entender?
Por que não posso ser aceito?
Quem sabe seja por que Harry Potter acabou,
Ou por saber que o Vinicius mudou.
Não sei qual pode ser a solução.
Não posso mais chorar por algo que cometi.
O certo é me entregar a minha escuridão.
E esse será meu período negro.
E esse será o meu período.
Espere. Aguarde. Tento achar a solução.
Minhas lágrimas de dor são da incerteza.
Até quando serei apenas usado?
Espero pelo frio que imagino de Paris.
Como posso ainda pisar em ovos?
Sou um idiota. Meu período é negro.
As mesmas mãos lhe puxam,
Os mesmos olhos o seduz,
A mesma voz chama-o.
Enfim nada acabou. Mas até quando?
Sou do preto momento,
Sou da capa escarlate.
Me apronto para uma cerimônia,
De união com a noite.
Enfim nada acabou. Frases clichê do negro?
Esse enfim é meu período,
Isso enfim é o que desejei.
Magoar todos magoam. Não posso me controlar.
Eu não tenho mais lágrimas, pois secaram,
E você me disse que não era real.
Me encontro no escuro,
Da noite, da lua, do céu negro,
Me reencontro comigo mesmo,
E nada mais pode ser tão espetacular.
A noite me chama. Os lobos uivam em minha janela.
Os vampiros me encontram na madrugada.
Os demônios e as frustrações já passadas.
E me arrasto por entre quilômetros,
De medo e solidão,
No meu período negro. Meu período escuridão.
Meus pulsos latejam,
Preciso me mutilar. Sentir o prazer do meu sangue.
Tomar meu sangue e chorar pelo sol da manhã.
Minha Idade Média pessoal,
De verticais sonhos como catedrais,
De impossíveis sentimentos não cristãos.
A lua me intriga. Eu e ela se falamos.
Eu danço pela madrugada do transe total.
Volto a minha pátria escura,
De perdão e vontade almejada,
De vingança e escuridão planejada.
Me busquei a tantos milênios,
Me busquei em um recém passado,
Onde tudo era tirado,
Onde mudava com o dia.
Que belo período de fumaça de cigarro,
De gosto de vodca com gelo,
De um mais um igual a um,
De "que se fodam, sou feliz!",
Por mais que não pareça. Volto a você meu período.

By: AyKe.AeRa.
Francisco Beltrão, PR-Brasil.

Serápis

Feito em 30 de agosto de 2011...


“Ana como vai os seus estudos?”
“Vai bem mamãe. A senhora sabe disso!”
“Minha garota de ouro!”
“Mamãe posso ir lá para fora falar com a Benta?”
“Vai minha filha, vai!”
Quem sabe hoje a Benta esteja bem.
O que ela tem? Bem, tudo começou ontem.
Nós estávamos brincando na rua,
A rua aqui da frente da minha casa,
Por que não gosto de sair pra muito longe aqui de casa,
Minha mãe não gosta, diz que pode me acontecer algo,
Pois bem tava brincando com ela,
E ela do nada começou a tremelicar,
Eu chamei a mãe dela bem ligeiro,
E então os pais dela a levaram para o hospital,
Mas me disseram que ela tava bem hoje,
Por isso resolvi ir visita-lá.
Mas lógico que sem minha mamãe saber. Por quê?
Meu primo tinha isso e ela falou que era obra do diabo.
Por isso nem digo para ela sobre Benta.
Ela é minha amiga, e não quero o diabo metido nessa história.
Nem sei o que minha mãe diria. Acho que chamaria o pastor dela.
Ele se chama Serápis. É um ótimo pastor, segundo mamãe.
“Ele não rouba dinheiro do povo. É honesto, e trabalha para Deus!”
Palavras da minha mamãe, que sempre me diz a verdade.
Exceto aquela vez em que me mentiu que Papai Noel trouxe minha bicicleta,
Ou que a fada do dente me deu dinheiro.
Ela acha que acredito nisso. Isso não existe.
Acredito apenas em coelhos da páscoa. Pois já vi muitos coelhos.
Fadas eu nunca vi em minha vida. Mas minha amiga disse que existe.
Então não sei nada sobre isso, por que não fui eu quem viu.
Serápis disse à mamãe que fadas são demônios disfarçados.
Por isso só confio em Jesus Cristo. Pois ele não é disfarçado.
E ele é bonito. Quando vou para a igreja o vejo lá.
Ele tem cabelos cacheados, e é branco.
Mamãe diz que ser branco é um privilégio.
Mas não vejo sentido nisso. Queria ser como a Amália da minha sala.
Ela é escura mais é a mais inteligente da minha turma.
Ela sabe calcular até as contas mais difíceis.
Mas Serápis disse que isso é coisa do diabo.
Bom, não sei em quem acreditar. Se na minha mãe ou no tio Serápis.
Pois outro dia tava indo buscar uma toalha branca, isso na igreja aonde eu vou,
E vi Serápis dizendo umas palavras meio estranhas.
Eu fiquei com medo na hora. Mas passo depois de um tempo.
Ele não me viu entrar. Daí comecei a brincar de espiã.
Eu fingia que era uma grande espiã internacional.
Mas sai correndo depois de lá. Sabe por quê?
Tio Serápis estava com um pote cheio de sangue.
Ele me assustou muito, tava com uma cara que parecia sei lá o que.
Falei para a mamãe depois, e ela me mandou rezar pra Jesus por mentir.
Bom, sei lá no acreditar agora. Mas acho que isso deve ser normal.
Pobre Benta. Ontem mesmo tava tão feliz brincando.
Ela tinha ganhado uma boneca nova da mãe dela.
Enquanto mamãe não me chama vou jogar amarelinha!
“Posso brincar com vocês? Adoro amarelinha!”

Passam-se os minutos da criança. Um carro veloz se aproxima.
Passam-se os minutos da vida. Um carro na rua faz uma chacina.
Não sobram crianças naquela rua, os pais correm para a rua,
Seus filhos? Todos esmagados. Pobre Ana e seus amigos do sol.
A mãe de Ana grita desesperada. Culpa Benta que chega a janela.
O que fizeram com sua Ana?
A mesma Ana dos cachos louros, inteligência e tanto pensamento.
O pastor Serápis chega em sua casa. Limpa seu carro.
O mesmo carro cheio de sangue pois acaba de matar umas crianças ali na rua,
O mesmo carro que comprou com o dinheiro da mãe de Ana.
Pobre e pequena Ana. Perdoe-me por ter te matado!

By: AyKe.AeRa.

28.9.11

Hoje É Dia De Plutão

Feito em 30 de agosto de 2011...


Os olhos fecham. Sua boca seca. Você perde o ar.
Inúmeras podem ser suas causas,
Mas pode ter certeza,
Sua hora vai chegar.
Não sei se hoje a vejo com a mesma face,
Ou seu devo matar uma cabra para plutão,
Afinal ele é o Deus dos mortos,
Dos perdidos e sem direção?
Sou morto. Finjo viver.
Quando eu não sei o que quero da minha vida.
Ou quando não sei o momento de crescer.
Ou quando finjo não ter feridas.
O tempo passa meu caro, as rugas aparecem.
O futuro chega meu caro, sua vida acontece.
Chega enfim o ciclo da morte, e você morre,
O que você fez em sua vida?
Passou a vida em um curso que não gostava?
E seguiu o exemplo de sua mãe quando disse que Jesus é que salva?
Quem se salva é você meu caro. Não Jesus. Não ele meu caro.
Você ainda acha certo viver assim enclausurado?
Pensando estar em um circulo social fantasiado?
Que pena meu caro sua vida não pode ser vivida aos poucos.
Plutão o espera com os mesmos braços,
Para alguém que viveu intensamente.
Que cantou em uma janela, ou fingiu não ser mais gente.
Não ria da minha cara, sua otária. Sua fraqueza é minha vitória.
Você sabe o significado da palavra temor?
Um tiro no escuro, um pulo no abismo, isso sim é que é glória.
Quem sabe um mês que não tenha sido tão grandioso,
Pode ter sido um pouco assustador, ou também saboroso.
Mas não me diga que desistiu e comigo você nada aprendeu.
Nunca diga que não pode, ou que do sorriso se esqueceu.
Posso ser um palhaço ou às vezes no sempre ser um louco,
Mas pense no que já viveu, momentos bons não foram poucos.
Quando enfim fechar os meus olhos,
Ou parar instantaneamente de respirar,
Quando enfim encontrar a tão falada luz,
Posso enfim dizer que eu vivi.
Vivi meus extremos, meus medos, meus sorrisos,
Meus momentos, meus delírios, meus fascínios,
Minhas decepções, minhas frustrações e tristezas.
Posso dizer que morri em paz. Por que senti a paz na beleza.
A beleza de ser feliz às escondidas ou às claras.
A beleza de ser um eterno aluno no quesito experiências.
A beleza de poder erguer as minhas mãos para o céu de Jesus,
E dizer a ele, que não choro mais por pouco.
Plutão senhor da morte. Tantas escolhas eu vou é na sorte.
Quando enfim jogarem em mim a pá de terra inicial,
Onde sepultarem meu cadáver já sem nenhum sinal,
De ar ou de pulsamentos de um coração,
Diga ao vento o quanto vivi. Se for pouco olhe e daí!
Eu simplesmente já pude sentir quase tudo.
Pois tudo é meio impossível de se sentir.
Eu enfim pude olhar o horizonte no escuro,
Pronto quem sabe para dar aquele passo de um começo.
Depois de tudo ainda morro. Ou fico a pensar em viver.
Se alguns chegaram tão longe.
Por que comigo isso não pode acontecer?
A morte pode soar pesada.
Mas ela não é um fardo que se deve carregar em vida.
Ela é aquele momento de nossa prestação de contas,
De você mais seu subconsciente.
Depressa, devagar, aqui ou lá, enfim depois de tudo,
Pode ficar esperto por que sua hora vai chegar,
Mas não se trata assim o mistério,
Com tanto desprezo no coração. Vá viver irmão, hoje é dia de Plutão!

By: AyKe.AeRa.

Tragédia De Guipúscoa

Feito em 31 de agosto de 2011...


O mundo vê se formar um batalhão de guerra.
O mundo vê e observa Guipúscoa.
Uns financiam, outros batalham,
Outros produzem, e outros continuam a batalhar.
Um mundo afunda em pleno caos. O fim esperado?
A elite constrói sua nação,
Com o poder da mão de ferro, com persuasão.
O mundo agora já tem dono. A tragédia é esperada.
Um amor pela amante guerra.
Um amor pelos trouxas de batalhas.
O sangue é derramado, tantos soldados são levados.
O dia hoje é de experiências informais.
O mundo hoje é do conflito da guerra.
Uns querem mais observam. O que pode dar errado?
As máquinas trabalham das 7 da manhã às 6 da tarde.
Os soldados batalham por 24 horas de seu tempo já exato de vida.
O padrão agora aumenta, a corte é o mundo.
O dramático amor é deixado de lado.
Uma guerra não precisa de mais drama.
Se pelas possas de sangue onde jorram pedaços humanos,
Que explodem pelas bombas e tiros além horizonte,
Se pelas trincheiras de pessoas defendendo o mundo,
Que lutam com garra e esperança do fim aclamado,
Se tudo isso não der jeito, nem Jesus salva meu caro.
Uns produzem. Outros consomem. Grande parte apenas não vê.
Alguns abusam dos métodos, mas quem sou eu para defender?
Uma cabeça que pensa. Nesse mesmo ciclo de consumidor.
Quem sabe exista a possibilidade,
De uma guerra nuclear. Todos se assustam com a idéia,
Afinal o mundo vai acabar?
O lance de Guipúscoa é o pretexto.
Quem sabe quanto sangue ainda há por lá?
A fonte não seca. Proibido são os dizeres.
Amém à guerra. Um dia explosivo de emoção.
Um tanque ameaça a paz de toda nação.
O sol não brilha. O sol é apagado.
E como de costume o povo se conforma,
Não olha para o céu, pois não está acordado.
Os abrigos são os melhores lugares?
Mas um dia te acharão para a pátria.
A guerra se alimenta do medo.
Da supremacia dos poderes da nação.
Agora você entende a proposta indecente,
Que implantam em nossas mentes?
Como é bom estar no céu. A tragédia acontece em Guipúscoa.
Aqui vejo um raio no horizonte, um meteoro devastador,
Um medo estampado na cara,
Das máquinas e dos robôs.
O vento chega, e ele é arrasador.
O problema é sua salvação? Para o campo de batalha,
Defender a sua nação!
Quantas mortes em um só lugar,
E pedaços de cadáveres ao chão.
O que me resta são os restos,
Dos prédios, do povo e da santa edificação.
Posso ver o seu sorriso, tudo no papel já selado,
Quem se vende ao consumismo,
Produz o tudo já explorado.
Mas a guerra massacra e é massacre.
Do tempo escolhido quero meu remédio para dor.
Aposto que se tiver um colorido caminho,
Você nem olhe mais para meu sabor.
Exploda seu mundo povo maldito!
Essa é a hora de você acreditar!
Pelo menos morra aos montes povo maldito!
Por uns cem anos? Nem posso me alegrar! Trágico.

By: AyKe.AeRa.

27.9.11

O Incêndio De Placência

Feito em 31 de agosto de 2011...


As madrugadas são tão maravilhosas aqui em Placência.
O tempo para no instante e nos melhores momentos.
O escuro da noite é tão intenso, é denso,
Fico aqui a me deleitar com o escuro e a solidão.
Como é bom estar aqui. Como é bom viver na madrugada.
Meus olhos não vêem um palmo da minha frente,
Mas meu coração sente a emoção de Placência.
Como de relance para o olhar, o escuro se faz luz,
E avisto um incêndio, grito a Deus e a Jesus,
O que posso fazer se nem telefone eu tenho?
Os momentos são tensos, e eu olho.
As chamas consomem um prédio!
O que há ali de tão especial senhor fogo?
A cidade acorda aos gritos das sirenes e pessoas,
Que se jogam desesperadas das janelas,
Achando a salvação entre a fumaça.
Oh meu deus! Por que tanta desgraça?
Enfim a água tenta solucionar o problema fogo,
Mas as pessoas como em um terror constante,
Pegam fogo nas janelas aos gritos, aos prantos.
Eu ando de um lado para o outro, tentando ajudar como posso.
Mas de nada adianta. Sou incapaz, o frio lá fora não ajuda.
Vou para meu piano da janela e toco ao mundo a tragédia,
Um coro entoado aos gritos e melodias dramáticas,
De uma noite assustadora, porém fantástica.
Eu vejo no olhar dos que se jogam um alívio,
Como se soubessem do mau que foram salvos,
Desse mundo frio e vazio das madrugadas.
Meu piano faz o som da madrugada.
Sou livre, o fogo queima. Não posso fazer nada.
Eu sei qual é o sentido da palavra viver.
Irônico é o fogo que só faz é aumentar e crescer.
Como pode acabar assim uma noite tão mágica de alegria?
As pessoas queimam por não saberem a solução,
Do problema da vida e da coragem.
Elas caem uma por uma. Queimadas ou agonizando.
Não posso fazer nada. Observo a tragédia.
Quem sabe ainda tenha solução, ou salvação.
Começa pelo fim do corredor, e encobre as escadas,
Fecho a porta na esperança de poder conter.
Isso é irreal. Isso não existe. Olho para meu piano e aguardo.
Ele corre veloz em um coro.
Ele queima a porta e se transporta para minha madrugada.
Não agonizo e continuo a tocar meu piano.
Estou feliz, a escuridão é minha. Minha fria madrugada.
Agora vejo felicidade no meu rosto.
O fogo me cerca. E começo a sentir o seu calor.
Olho para baixo a fumaça. E mais pessoas desesperadas a se jogar.
Crianças caem da janela. O mundo de todos um dia irá acabar.
O alívio é ver o piano em chamas, antes do meu corpo se incendiar.
Sinto algo afetando meu corpo. O equilíbrio se vai.
O chão é um inferno. Os gritos são ardentes.
Um diz não. Mas ele queima. Eu sorrio e queimo.
Sinto meus nervos queimarem aos poucos,
Perco os cabelos em mais pura felicidade,
Como são boas as noites aqui de Placência.
Meu rosto, meu corpo, por que tantas bolhas?
Meu piano, minha sala, meu gato e minha madrugada.
Eu ainda sei o que é viver. Ainda sei.
A fumaça que me sufoca. Os gritos de dor dos vizinhos agonizantes.
O céu é cinza fumaça. O chão é vermelho inferno.
Tudo que sempre sonhei foi assim. Tranqüila madrugada.
O inacreditável momento da solidão e frio.
A transformação da companhia das chamas com seu calor.
Meu corpo hoje é preto. E nem sei mais quem sou.
Estou perdido pelas madrugadas? Porém ainda vivo, eu sei viver!

By: AyKe.AeRa.

Cansativo: É Não Me Entender!

Feito em 31 de agosto de 2011...


Sábio momento para destruir com alguém,
Ou com algo ainda que reste de um ser em pleno desgaste.
Sabe aquele que tanto se olhou no espelho?
Não sou e cheguei a uma conclusão.
Espero chegar a mais conclusões nesse clima propicio,
A sangue ou outro tipo qualquer de infelicidade.
Aquela velha alegria descolorida,
Que chega ao final da estação.
Como se em uma surpresa, para mim ou meu coração.
Uma arte tão oculta, de um pensamento sem voz própria.
Queria sim poder me entender. Trazer aquele velho Vinicius de volta.
Ele podia ser um idiota mais era compreensível.
Ele se fazia compreensível. Mas também não devo satisfações.
Aquele momento solitário que você pensa e reage,
Tão bem com tantos pensamentos,
Que te destroem o cérebro de idéias,
De soluções ou até momentos,
Felizes momentos de criação de algo novo. Novo e de novo.
Quem pode entender alguém que se mata?
Como posso aprender assim me matando?
Também não pedi para me entender. Sou contraditório em palavras.
Não preciso das velhas recordações de um passado,
Ou de um alguém tão medroso e perdido,
Em um mundo cada vez mais parado de idéias e prognósticos,
Por que enfim cansei? Bom, isso também eu não sei.
O mesmo fadigado pelo tempo,
Ou do mesmo lugar no espaço.
Fadigoso é acordar pela manhã e ser um,
Mas terminar a noite sendo alguém totalmente outro.
Esgotado de tanto pensar ou tentar fazer acontecer algo.
Que não acontece pela ironia de um destino,
Ou a ironia do mundo e seus mundos.
Preciso de uma coleira para poder ser educado?
Trifásico: Um preto mutilação própria.
Um castanho vontade de normalidade,
Um loiro inocente sem o pecado.
Minhas merdas saem pela boca, e você fica estagnado?
Você é fraca pessoa. Você é fraca pessoa.
Onde está tudo aquilo que você diz ser?
Pois bem cansei de me aturar. Cansei de incompreender o fato.
Se você não me entende quem dirá eu me entender!
Afinal como posso me entender se ainda busco por motivos,
De não fazer, de mudar o não feito, de viver sem viver.
É estranho para alguém de mente santa,
Dizer algo tão conflitante. Mas fazer o que?
Quem sabe quem deve morrer seja eu.
Quem sabe o problema esteja em mim e não nas pessoas.
Pois o problema sou eu, e as pessoas sempre serão as pessoas.
As mesmas de sempre. Sem uma graça sequer de alegria.
Mas sinto essa mudança de extremos.
Não sou mais um único no mundo.
Se perco meu tempo? Não isso eu não faço.
Quanta desgraça em uma pessoa só.
Conformado eu já estou de um fato,
De morrer por esta louca arte.
Quero ser um ignorante,
Com pensamento do planeta Marte.
Por que tenho que ser assim?
Quer saber também que se dane!
O tempo passado daquele idiota,
Entrou em conflito e me deixou em pane.
Mas agora eu estou pronto. O que poderá vir?
Quem sabe as mesmas palavras e fatos,
As mesmas pessoas ou os mesmos problemas.
A vida me cansa. A vida tira de mim meu ar.
Mas cansativo é não me entender!

By: AyKe.AeRa.

26.9.11

A História De Sariri

Feito em 25 de agosto de 2011...


Sariri nasceu tão frágil, um bebê tão planejado,
De lindos olhos azuis, e sem um cabelo revoltado.
Quando criança aprendeu cedo com a vida,
Nome que é nome não é Sariri.
Sariri Alcântara da Silva. A Sariri.
Seus pais a planejaram por anos,
Enfim quando nasceu foi uma festa para a família,
Tornou-se uma criança bela, um exemplo de filha.
Seu mau era seu nome.
Não viam suas belas qualidades e beleza,
Viam o defeito de seu nome.
Quem escolheria alguém chamada Sariri,
Para jogar queimada na escola?
Sua mãe sempre lhe dizia:
“Sariri, não ligue minha filha você é diferente e especial!”
Ela não acreditava. Por que se chamava Sariri?
Descobriu aos seus 10 de idade que era por uma promessa,
Sua mãe queria engravidar, e a fez com muita fé.
Em troca do milagre pôs o nome da menina de Sariri.
Ela não se conformava. Era tão bela.
Ninguém a olhava pelo seu nome.
Enquanto suas amigas já haviam beijado,
Sariri pobre coitada era deixada de lado.
A culpa era de sua mãe e da promessa idiota.
Quando completou seus 15 anos Sariri não agüentou,
A ouvir falarem de seu nome enfim ela se revoltou,
Pulou na menina, não escondeu sua raiva,
Esfregou a cara dela no chão. Ela enfim agora se amava.
Sentia o poder de esfregar a cara de alguém,
Pelo mesmo chão onde fez questão de cuspir de antemão.
Sua mãe foi chamada ao colégio,
“O que Sariri pode ter feito?”
Sua mãe nunca pensou no mau que tinha feito.
Quando soube o motivo não quis nem ouvir explicação,
Bateu em Sariri na frente do colégio mesmo ela lhe dizendo não.
Sariri volta para casa humilhada, e tranca-se em seu quarto.
Seu problema era sua mãe.
Pela escolha do nome, pela humilhação.
Pensava e pensava, tentava achar uma solução.
“Por que nomear alguém com esse nome?”
“Cansei minha vida precisa mudar.”
“Vou fugir de casa para nunca mais voltar.”
Mas pensou melhor e desistiu da idéia.
Um ato pecaminoso passou por sua cabeça.
Foi para o porão. Buscou pela arma do pai.
Sua mãe se encontrava na lavanderia.
Olhou pra sua mãe de costas para ela,
Não perdeu tempo, atirou sem pensar.
Sua mãe cai sobre o tanque, e a água vira sangue.
Sariri bota sua cabeça para funcionar.
O que ela fez? Por que ela fez?
Seu pai logo chegaria. Sua mãe estava morta na lavanderia.
Poderia alegar que estava louca,
Mas não acreditaria, pois Sariri era tão normal,
Exceto pelo seu nome.
Sariri se lembra de tudo e de sua curta vida.
Vê que a arma não possui mais balas.
Olha para o crucifixo da cozinha.
Anda em direção a Jesus, não nasceu por um milagre?
Olha para o crucifixo. Por um instante vê que esta é a solução.
O faz entrar em sua barriga. Morre aos poucos e lentamente.
O sangue de Sariri se espalha pelo chão.
Ela morre como que em um milagre.
Seu pai chega em casa, ele chora e cai ao chão.
Sua mãe recompõe o juízo, e vê sua filha ao chão.
Sua mãe não morreu. “Mas quem queria mesmo uma filha chamada Sariri?”.

By: AyKe.AeRa.

A Volta Do Vagabundo

Feito em 22 de agosto de 2011...


Por que fugir de mim e de minha causa?
Você ainda acredita que eu morri,
Pois repense em tudo que você fez.
E agora você não quer mais me perder?
Para onde foi tudo que construímos?
Você chegou a ler tudo que realmente publicou,
Ou tudo que esconde ainda sem publicar?
Sua lista de textos não publicados é imensa.
E então você quer mesmo me matar?
Hoje é o dia da volta do vagabundo.
Hoje é minha volta. Sou meio prófugo?
Não abandonarei este barco!
Não sou fugitivo. Meu crime é escrever.
Vamos ande você não deve me ignorar.
Você se achou no seu futuro?
Agora mãos a obra somos os dois um.
Escrever pode nos libertar de um mundo,
E nos acorrentar a outro.
As mãos que hoje digitam tão rápido,
Poderiam estar a abanar.
Vamos você não pode parar,
Seu ar é o meu, sua morte é a minha,
Seu ego que é forte, que faz parte de você.
Os seus cabelos crescem e mudam de cor.
Seus cabelos crescem e você nem vê.
Por que você fez isso comigo?
E depois, no terceiro dia, eis que ressurge.
Essa é a volta do vagabundo.
Essa é a volta do prófugo.
Vamos todos dar as mãos?
A morte, ela não chegou.
A morte ela não me cegou.
Vamos una as mãos para rezar,
Esse texto lhe dá medo?
Reze você não pode acabar.
Olá querido, eu estou de volta.
Não adianta me ignorar, para sua revolta.
Você está ocupado?
Não ouço ninguém chamar seu nome,
Ou sorrir com sinceridade para você.
Sua moral é baixa? Que se dane!
Essa é a volta de um calvário,
Que lhe perdoa querido povo.
Vamos tocar os triângulos da madrugada,
E adocicar a vida com o Martini da meia noite,
No grande senhor Castor da madrugada.
Damos as mãos, para sua própria vontade.
Vontade sobre amor e pura vontade.
Una-se. Pois eu voltei.
Essa é uma volta tão grandiosa. Por cima de tudo.
Um mundo de sangue, um mundo imundo.
As letras são suas sentenças.
As palavras não fazem um mínimo sentido.
Mas eu sei o que é ser forte,
E correr muito perigo.
Quem publica bem sabe sobre os fatos,
Ocultos de uma cabeça tão cheia de poder,
Que em questão de alguns minutos se desenvolvem,
Em frases tão loucas que nem se lêem.
Vamos dar as mãos para o infinito?
Você me quer e eu te quero!
Vamos celebrar pelo universo maldito,
Das palavras de um vagabundo do mistério.
Célebre terceiro dia. Terceiro dia da educação.
Essa é a volta do vagabundo,
Vamos todos dar as mãos? Meu fim, adeus.

By: AyKe.AeRa.

25.9.11

As Tulipas

Feito em 13 de agosto de 2011...


Como eram tenebrosas aquelas noites,
Em que recebia as tulipas ainda no fim da tarde.
As tulipas eram o ingresso para o horror da noite,
Para mais um dos tantos horrores que passei.
Pelos cantos ele sentava a fim de se enjaular,
Tinha medo dos olhares, tinha medos das vozes.
Mas ia para tentar reiniciar uma vida.
Nunca conseguiu sua façanha lá.
Foi em seu aniversário que lhe foi dado o presente,
Em um ano esquecido dos tantos que guardo em mente.
Ele bebia vodca. Sentava pelos cantos já deprimido.
Sabia algo. Não por saber por terceiros.
Sua intuição o dizia. Aquele seria o dia?
Foi ali que começou. Em um camarote.
Foi dali que saiu o ponto. Foi dali que ele não queria sair.
Ele sabia. Não poderia evitar. Ele sabia.
Tomou mais vodca. Não sentia suas pernas.
Não sorria como de costume. Observava a pista.
Ele não chorava, mas ele pensava.
As tulipas daquele dia, não seriam as flores corretas.
Precisaria de cravos. De rosas vermelhas.
Foi assim que se sucedeu. Ele sabia.
Ele apenas queria sua mãe,
E um pouco mais de vodca naquele momento.
As músicas o revelavam. Todos vivem lá embaixo.
As luzes o mostravam. Não se mate. Você deve viver.
Cansado pode ser que ficaria. Por que seria um ano difícil.
Parado não. Ele viu as pessoas que viviam,
Que procuravam algum sentido para viver.
Elas não pensam em criar um extraordinário,
Elas apenas queriam algo a mais para sobreviver.
Isso me intrigou naquele momento.
E ainda continua a me intrigar.
Ainda encontro essas mesmas pessoas,
Afim de com pouco se contentar.
Não sei. Isso tudo me mudou muito.
Afetou-me a ponto de não me entender por este ano.
Eu perdi as grandes expectativas a respeito de uma família perfeita.
Eu perdi o conceito de ajudar quem não quer ajuda.
Perdi a pessoa que se perdia em olhares alheios,
Olhares falsos e alheios. Eu não sei por que, mas mudei.
Quem sabe fosse a hora para meu próprio bem.
Hoje quem sabe perceba que a vida é real.
Pois antes via a morte de meus pais algo tão distante,
Tão fictício, em um longo caminho.
Pensava em ver minha mãe sorrindo pelo meu diploma da faculdade,
Ou naquele mesmo ano pela minha formatura do ensino médio.
Pelo menos isso, pensava em ver. O sorriso dela de orgulho por um filho.
Mas não tive a tão falada da sorte. Tive que me contentar sozinho.
Quem sabe hoje com minha doença,
Aprendi a ver minha vida como única e mortal.
Como a única maneira de poder criar,
Um universo que apenas eu entenderia.
Mas hoje eu publico esse universo.
E tenho certo receio e euforia.
Mas agora entendo minhas conclusões daquela noite.
Tulipas: todas elas são diferentes.
Tulipas: momentos inimagináveis de horror.
Tulipas: conceitos até então inocentes.
Tulipas: noites de ataques e de suor.
Cansei de tentar me achar pelo passado.
Ou de onde eu parei naquele momento.
Eu continuei vivo até hoje.
Não posso mudar, eu me toco e sei de toda a verdade.
Conheço-me. Agora apenas busco esse conhecido.
As Tulipas voltaram? Impressão minha, elas já estão enterradas.

By: AyKe.AeRa.

Rochedo Ariel

Feito em 11 de Agosto de 2011...
O que você é capaz de fazer com uma sucata velha?
Una os tubos, dê vida. Nasce um robô.
Algo que fascina. Algo que domina.
Ela é uma sereia. Hoje o mar não está para peixe.
Você se lança ao mar. Ela quer você.
Ela quer seu sangue, mas ela é robô.
A sereia encanta com sua lataria,
A sereia canta nos rochedos, em agonia.
Ela nasceu para matar. Ela quer seu sangue, cuidado!
A mágica é que se penteia em um rochedo,
Ela está sempre pronta a atacar,
Um idiota que nasce ao acaso. Que navega em um mar.
Quem sabe seja de outro mundo,
Ou um anjo encarnado.
Quem sabe seja um demônio,
Com fome voraz e dentes afiados. Ela é um E.T?
Ela é apenas mais um mostro criado,
Entre tantos laboratórios, um rato enjaulado,
Sua paz é uma guerra? Onde está seu coração?
A supremacia à governa. Ela mata.
Quem morre é enlatado como sardinha,
O canto doce se torna um grito mecânico.
Uma réplica? Qual é seu número de fábrica?
A irônica sardinha da Sereia Ariel. Olhar biônico.
O que acontece à ela após cumprir sua missão?
Ela não tem mais combustível, para nossa diversão.
Um mar vermelho de sangue, em um rochedo.
Ela é perturbada. Quantas almas já levou?
Tudo é tão mágico e ela nem possui um cérebro,
Não pode pensar por si própria,
Cumpre ordens do fabricante,
A sereia da merda, do sangue, de Jesus cantante.
Estoura cabeças com suas mandíbulas,
Como balões em um colorido mar.
Seduz com sua beleza mecânica,
Ela lhe leva e não lhe chama pelo nome. Você some. Ah, você some.
Você ouve o canto que lhe leva ao rochedo?
Você se admira com o belo cabelo sintético?
Você é seguido pelo erotismo barato?
De uma sereia, sem perna de fato?
Bravo, você não respira, não se controla.
Bravo, você não respira, o mar é sua escola,
Escola sagaz de morte. Quer sua alma e não você.
Nem tudo que os olhos vêem o coração vê.
Vamos, não adianta rezar.
Seu barco vai ao rochedo, basta Ariel cantar.
Nos laboratórios criam-se personificações,
Vivas pessoas e robôs sereias,
Elas não respiram, você respira por elas,
A sereia sacrifica seu tempo. E você sua alma.
Os cientistas ainda procuram?
O que mais podem inventar?
Uma possível dominação do mundo,
Pela voz, pela fala, a sereia pode controlar?
Sua voz seduz ao prazer do sangue,
Do escarlate mar dos pecados,
Dos prazeres físicos impensáveis,
Dos desejos e sonhos imaginários.
Chegou a última leva, pequena sereia.
Seduza-os. Torture-os, Faça-os se perderem.
O sacrifício é por sua caixa metálica,
De onde se vê os primeiros sinais do fim da missão.
A última leva cai ao mar. Poucos sobrevivem para contar.
Sua missão acabou minha sereia,
Mais um respira quase sem ar,
No fundo do profundo oceano de seu rochedo, vermelho mar.

By: Ayke.AeRa.

24.9.11

Meu Cabelo Diz: Vai se Perder!

Feito em 14 de Agosto de 2011...
Hoje acordei meio descabelado,
Depois de tudo que passei por ontem.
Acho que agora aprendi a não me ouvir mais.
Aprendi a não mais confiar no que eu acho certo.
Ainda quem sabe, tenho medo de ser enganado,
Ou passado para trás pela vida.
Quem sabe fosse o correto, ou quem sabe não.
Mas se hoje acordei descabelado pelo ontem,
Foi por que quis acordar assim.
Então não tenha pena de mim.
Eu perdi. Por algo tão fútil que se chama tempo.
Foi assim que se sucedeu sua vida.
Quem sabe precise me perder um pouco,
Não ser tão inocente a ponto de acreditar,
Em tudo que penso ou deixo de pensar.
Nunca experimentei as drogas,
Quem sabe seja o momento.
Tantos gênios alucinados criam perfeitas obras.
Talvez se encher a cara escreva o que preste.
Eu enfim cresci. Eu não vou mais andar,
Pelos passos contrários de terror.
Agora sei o que é sofrer.
Depois não diga que fui mentiroso.
Quem sabe tenha que reescrever este texto,
Dizendo como é bom estar vivo e limpo.
Ou talvez esse seja o primeiro dos muitos,
Onde as alucinações paranoicas da morte,
Habitam meu cadáver vivo e intransferível.
Por um curto espaço de tempo fui feliz.
Por um curto momento fui glorioso.
Quem sabe não era a hora. Quem sabe fosse.
Mas não aproveitei a felicidade.
O que resta hoje são pensamentos,
E uma face fria e descabelada.
Eu vou me buscar pelo caminho errado.
Vou chegar lá. Eu não sou mau mesmo?
Enfim posso viver do mau.
E dormir com pesadelos sobre mim e você.
O pesadelo do nunca mais,
O pesadelo do momento à dois.
As noites irão me perturbar.
E nunca pude ver seus olhos castanhos,
Nunca pude ser eu mesmo para você.
Mas tudo foi perdido pela minha bobeira,
Hoje descabelado, comendo macarrão frio e só.
Ontem pintando o cabelo, comendo frango frito pensando no só.
E pensar que já passei por momentos melhores.
Talvez seja melhor raspar a cabeça por hoje.
Ou parar de comer e agoniar em fome.
Minha última opção são as drogas com bula,
Que apenas trazem frustrações.
Eu vou conseguir superar tudo isso.
Já superei perdas piores. Oh, minha mãe.
posso fazer você chorar hoje,
Para não chorar no amanhã.
Também cansei de tentar achar que tenho razão.
Macarrão frio. Sala escura. Música triste. Lágrimas.
Foi embora o tempo da diversão do colorido,
Ou do tempo que matava as pessoas,
Hoje quem se mata sou eu.
Quem cria histórias tristes sou eu.
Acordei descabelado. Minha cara está vermelha.
Preciso me castigar pelos fatos,
Enfim tenho motivos agora para me perder,
Por aí, nas noites escuras, em um mundo meu.
Pode ser meu final programado. †1993 †2011.
By: AyKe.AeRa.

Lobo Mau

Feito em 24 de Agosto de 2011...
Não durmo por alguns dias,
Pois os dias são apresados,
E me revelam minha pior face assassina,
O tão aclamado lobo mau.
Por esses dias de pressa diária,
Onde visto a carneira,
Mas o eu lobo, e não outro.
Quase acabo comigo mesmo,
Ou quase não me conheço.
Sou um lobo? Quem sabe.
O desgosto de se ter acabado uma ideia,
Que de ante-mão era outra.
O desgosto de ser criticado,
Que apenas quebra com minha cabeça. 
Não tolero críticas. Ainda sou fraco.
Mas meu lobo está com fome,
De sorrisos e vontade.
Então perco o sorriso ou a vontade de viver.
Cada vez que crio algo o lobo rouba parte de mim,
E vou ficando sem meu sorriso,
Ou sem a mesma vontade,
De iniciar um zero para um novo mês.
Neste mundo onde ser lobo é consequência,
Para se fazer com certeza algo,
Eu já não tenho mais sorrisos,
Ou noites de sono bem dormidas.
Um bom café para passar as noites,
A manipulação de idéias do papel.
Ou morro feliz ou faço minha felicidade.
Meus restos de tanta disposição são desse lobo,
Não o lobo mau das histórias infantis,
Mas eu o lobo que sei quando é minha hora.
A hora de parar e ir embora.
Ainda não fiz 1% do que posso,
Ainda não gastei todas minhas idéias,
Poderei ser sim um fracasso,
Mas não dividirei as misérias,
Com alguém como você imagem trouxa.
É acho que sou. Acho que sou o lobo da carneira.
Mal penso em fazer algo por hoje,
Os dias são tão apressados,
E eu sou minha própria pressa.
Ainda morro por minha arte.
Ainda morro por este objetivo.
Não choro, não rio, não falo.
Apenas penso e faço como uma máquina,
Tudo mecânico e tão prático.
Não preciso sorrir se sou um lobo,
Não preciso chorar se sou um lobo.
Apenas me alimentar, e criar e criar.
Esse lobo ainda me mata,
Ainda me destruirá com seus dentes afiados,
Olhos vermelhos e fome voraz.
Minha carneira por hoje é um disfarce,
Para o lobo mau. Para o lobo mau.
Eu faço, eu sei que posso e não paro.
Eu sou, eu sei que sou e não paro.
Sou um lobo. Por hoje sou um lobo.
E quero minha própria alegria,
Quero poupar minhas idéias.
Um lobo não chora ou sorri,
Não dorme quando está de caçada,
Um lobo não mata pela metade,
E perde a vida por seus filhos.
Minhas idéias são os meus filhos,
E se morrer que seja pela arte. Adeus lobo mau.

By: AyKe.AeRa.

23.9.11

Equinócio de Setembro II

Feito em 27 de agosto de 2011...


No equinócio passado do meu conhecimento, the first equinox of my vast life. Lie.
Para um equinócio presente de morte. Today's death or not?
Eu enfim digo em quantas línguas puder escrever:
"Ek het gesterf, I vdekur, ich starb, توفي لي,
Ես մահացել է, Mən vəfat edib, I hil, Я памёр,
аз умрях, vaig morir, 我死了, mwen te mouri,
ja umro, jeg døde, Aj umrel, sem umrl, yo morí,
ma surin, Olen kuollut, je suis mort, eu morrín,
Rwy'n marw, მე გარდაიცვალა, Πέθανα,
אני מת, ik stierf, én meghalt, aku mati, I died,
bás me, ég dó, sono morto, 私は死んだ,
mortuus sum, es nomiru, aš miręs, јас умрев,
saya mati, I miet, من درگذشت, I umarł, eu Morri,
am murit, я умер, сам умро, mimi kufa, Jag dog,
ako ay namatay, ฉันตาย, I umřel, Ben öldü,
Я помер, tôi đã chết, איך געשטארבן”.
Em tantos momentos eu vi algo em mim, non con gli occhi,
E em minha sombra que sempre ousa me perseguir, up at certain times.
Eu tentei fugir desse mau, tentei escapar, me esconder, run far enough away.
Não pude evitar meu fracasso, e assim morri. where is the funeral?
Eu era tanta luz sem aquela sombra, viel Licht!
Mas bastou ti, oh sol, e tudo me mudou. Erwarteten Veränderungen!
Uma sombra foi presa em meus calcanhares,
A mim algo foi preso. Assim nasceu meu lado escuro,
Assim nasceu meu lado negro. La surprise des gens stupides.
Passei as noites a escrever e a sentir tanta dor,
Passei os dias a me orgulhar dos meus feitos de amor.
Passei por tudo e não desisti. Eu parei? Não parei e penso?
Na plena lua que brilha lá em cima, étage,
Ou em um belo sonho que brilha aqui em baixo, là-bas.
Hoje chegou o momento de se igualar os acertos e fracassos.
Grande noite? Grande dia? Meio a meio. La nuit noire, journée ensoleillée
Tanto escuro, sombra do meu calcanhar. Kill me, take me, I want her bad.
Tanto claro, dia de sol. Libertad... los campos de bellas mariposas amarillas.
Quem viaja pelos dias a procura de sua cura, y no lo encuentra,
Da cura do incurável momento de duas mortes em um, τραγωδία.
Para o sacrifício perfeito. For the perfect sacrifice.
Meus dias me revelam. Minhas noites me enregelam.
Poderei viver? Poderei morrer? Mas e se eu quero.
E se não quero o que posso fazer? Could you give me the solution?
Se meu sangue jorra de um pulso.  и я пить мою кровь.
Se minha voz grita desesperada, and I kill myself with the same weapons,
Se buscar pelos mesmos vícios, serei uma pessoa condenada?
Mas o que fazer? O que não fazer? Meu Equinócio.
Eu sei que me mato. Eu sei o que eu quero. Und ich möchte.
Eu sei que me mato, não chore, não ligue. Eu sei o que eu quero.
Entre tantas quatrocentas e cinco palavras, que viram uma especulação.
Eu sofro sabendo que devo. Eu choro sabendo que mudo.
Enfim alguém olha por mim, ou pelo meu absurdo. ¡Qué tontería!.
Viva. Ele morre. Ele é outro. Viva ao novo.
Quem é novo aqui? Sou eu ou é você?  Werden Sie.
Quem não se acostuma vive da mesma rotina.
Seu mês não poderia ser outro. Parabéns por seu momento.
Se a lua regredir no céu, onde vai parar sua sombra?
Amarre-a em seu pé com força. Não a deixe fugir.
Você escreve o que ouve? Você escreve o que vê?
Você não é ninguém. Não adianta resmungar.
Faltam poucos momentos para se deleitar,
No paraíso que tanto procura. A cena é densa.
Olhe para o espelho. Para onde foi todo seu sofrimento?
Morreu com você naquele espelho. Not hear the mirror!
Olhe para o espelho. Você vê o que mudou?
O equilíbrio das energias, tão malignas se esgotou.
Você ainda não reparou? O que não deixa reparar?
Você morreu, e viva ao seu equinócio. Peacetime war.

By: AyKe.AeRa.

Viva ao equinócio!!!!!

Transe!

Feito em 28 e 29 de Agosto de 2011...
Preciso refrescar sua memória para o que é transe?
Um click você entra.
Dois clicks você sai.
Então um click no começo,
Isso mesmo, bom rapaz!
Information, prostration, generation.
Blá-Blá-Blá-Blá.
Saia aranha, não aranhe, não me minta,
Se engane, deu pane.
Sangue, morte, sangue, sangue,
Morte, sangue, morte, morte,
Um soco bate que te vira,
Um vira a cara e soco bate.
Mas que terror! Não me interrompa.
Soco bate, sai aranha, gata lambe, gata piranha.
Eu bem sei qual é o progresso,
Sai lá bem, lá no seu sucesso,
Onde completam-se os momentos,
De terror com nostalgia de morte.
O sangue, o cadáver, a caveira e um sonho.
Uma louca, uma vitória, um dia de praguejar,
Cuspir na sepultura para ir poder cantar,
Por sobre os caminhos floridos de Deus,
Onde posso lhe enxergar? Como posso lhe ver?
Um momento de parar, refletir para viver.
Se a voz ajuda, você pede ajuda,
E se você é surda, dance, oh aranha surda!
Quem mostra a cara e as patas?
Mas que triste solidão, você era uma boa aranha,
Se encontrar Jesus no céu,
Diga à ele que alguém o ama,
Bravo fim de noite, medo e chuva diamante.
O sol da noite que me cega,
Para uma verdadeira e correta,
Antes de tudo ou qualquer coisa,
Sei o sentido e lema do viver.
Corte que é corte humilha, não massacra apenas.
Sei, eu sei o que faço,
E vivo. E sou um micro-espaço.
Se eu lavo ou deixo de lavar,
Se me mato ou deixo de me matar,
Onde morre uma prevalece duas.
Quem eu posso ser se não eu mesmo?
Um escondido na escuridão?
Um perseguido ou oprimido?
Prove! O sangue da procissão,
Do rumo incerto e incompreendido.
Onde está sua face louca,
Por que não posso mais parar,
De olhar meu sangue, sou um trouxa,
Me olho no espelho, vou vomitar.
Quero o sangue e as palavras,
E um selo de amor.
Quero o pasmo e a glória,
Quero um pouco de seu terror.
Não temi, não morrerei,
Um coração já frio é enterrado.
Quem sabe a aranha que matei,
Me julgue um coitado desalmado.
Sufoco, pare coração! Você morre.
A dor da glória e purificação,
Meu sangue é descartado sem bola,
Para alguém santo em masturbação,
Aquele mesma do seu poder controlador,
Então dois clicks no final,
Matei a aranha, falei de sangue, sou animal!

By: AyKe.AeRa.