29.10.11

O Ponche De Frutas

Feito em 14 de setembro de 2011...


É isso que me dão para tomar.
É isso que me mata a sede.
É isso que faz de mim, de mim o que eu sou,
Ou que tanto deixo de ser.
É com isso que perco a razão,
É com isso que perco a fé,
É com isso que perco a emoção,
Ou por que tanto me mantenho em pé.
Se eu sou louco, extravagante, sou maneirista.
Se eu sou sensato, linear e reto, sou clássico.
Se eu sou redondo, curvilíneo, sou barroco.
Se eu sou ousado e prático sou moderno.
Não quero mais saber de tanto rumores,
Que me digam, que me ditem, que me governem.
Não quero mais beber tanto disso tudo.
Posso e não posso. Devo beber?
Bóia maça, bóia cabeça, tome mais ponche!
Salada mista de um sonho de algodão de doce.
Que coisa ruim, isso é seu cheiro?
Acho que é algo que passaram em você.
Você bebeu? Qual o problema? Criança má não vai crescer.
Unilateral, ambigüidade, sem lados, eu vou vomitar.
Quem bate a porta pedindo ponche pensando ganhar?
Quem abre a porta e divide a bebida pensando saber mais?
Mas quem sabe mais não oferece, ou tanto finge não oferecer.
Sabe aquela sensação de alegria sem limites?
Sabe aquele momento que você fala com você mesmo?
Sabe aquela voz maravilhosa da sua cabeça,
Que tanto diz não faça isso, não faça aquilo?
Cor que tudo é cor te consome no abstrato.
Cor que é cor te devora no mesmo ato.
Cor é solução, e bebo ponche.
Não aceita mais um copo? A tanto ainda que se beber.
Não aceita mais um gole? O que você tem a perder?
Flor do campo, mariposa, visão nítida do inferno.
Beija-Flor, silvestre pássaro, visão nítida do inferno.
Entenda sobre vida, entenda sobre beber e se deliciar com ponche.
Uma vida, qual é seu preço, última chance dê seu lance!
Bebida má que me alucina. Não quero viver do seu veneno.
Noite de glória. Viajem é passado. Não quero mais o seu veneno.
Sínteses de noites de ponche e mais ponche.
Divirta-se e comemore tanta mídia o impressiona?
Alegre-se é a vida, você não produz você consome.
Aceita mais um copo? Posso encher até a borda?
Não derrame, não desperdice, esse pode ser o último.
Por acaso você viu algo tão grandioso cair assim?
Em grandes crateras, em grandes momentos,
De tantas eras e tantas desgraças, apenas um onze.
Como assim você não sabe? Aceita mais um copo?
Isso é fato! Olhe o pônei! Suba ao círculo do fogo do sol.
Promessas de uma noite tão errante.
Sem doer eu como vento, eu sou o vento, você já sabe.
Já doendo um descuidado, um operado, um humilhado, por que Jesus?
Olhe o sol que transparece por sobre nuvens em tanto céu!
Eu bebo ponche, eu cuspo ponche, eu falo ponche. Aceita mais?
Pesada é a cruz? Pesada é a luz? O que pesa mais é o ar.
Iludido, amarrado, sem conexão e isolado, o fim é doze.
É penoso, mais bebo muito, e te ofereço apenas um gole.
Orgulho? É para fracos. Não me orgulho por nada.
Sensatez? É para os loucos. Não sou nem um pouco sensato.
Senhora fada, a mãe duende, o pai gnomo e a avó que não chora.
O pesadelo, o seu sangue, o seu medo, o seu rebanho.
Pensamento sem fé. Um vazio tão profundo.
Humilhe-me por quem eu era. Pois quem eu sou não lhe agrada.
Você se lembra? Eu não me lembro.
Aceita mais um gole? Acabou. Quer mais vai ter que comprar.

By: AyKe.AeRa.

Redizendo O Que É Cor

Feito em 27 de setembro de 2011...

Sem cor tudo natural, mas pensamento negro.
Sem cor tudo natural, sem uma personalidade.
Com o loiro de tinta, alguém sem limites.
Com o loiro de tinta, alguém e seu rosário.
Com o chocolate, alguém e depois de uma festa.
Com o chocolate, alguém e a natureza.
Com o chocolate, alguém comendo folhas.
Com o loiro e barba, alguém acabado.
Com o loiro de tinta, ele não é o mesmo.
Com o loiro de tinta, ele olha para o lado.
Com o loiro de tinta, seu perfil é mais claro.
Com o loiro e barba, face debilitada.
Com o loiro e barba, ser assustador.
Com o loiro e barba, o ser e seu quarto.
Com o preto azulado, ele vem pela noite.
Com o preto azulado, seu cabelo é escuro.
Com o preto azulado, seu olho é só.
Com o preto desbotado, sua face é melhor.
Com o preto desbotado, seus olhos são verdes.
Com o chocolate, ele sorri.
Com o chocolate, brinca de ser feliz.
Com a escuridão, ele vem pelas madrugadas.
Com o chocolate, ele chega a dar medo.
Com o preto azulado, ele se vê no espelho.
Com o loiro de tinta, ele come uma maça.
Sem cor tudo natural, ele nunca foi o mesmo.
Fantástico é o mundo surreal e abstrato.
Recordações dos refúgios com cheiro de vergamota.
Ou dos passeios com cabelos desconcertantes.
A cidade se torna dourada.
O loiro se torna pastel para enfim ser cor.
Seu mundo é um tédio em seu quarto.
Seu mundo é feliz em um parque.
Seu loiro frisado assusta quem olha.
Seu mundo é externo do moderno, ele vê o vermelho do campo.
Com o verde ele pode te assustar.
Com o verde, ele é alguém melhor.
Com o bicolor, não sabe quem é realmente.
Com a franja roxa, ele pensa em melhorar de vida.
Com o preto azulado, ele é sua sucata.
Com o preto azulado, brinca de mãos de tesoura.
Com o loiro de tinta, ele é doente.
Com o vermelho já púrpura, ele é um desbotado.
Com o loiro de tinta, ele é alguém que sempre desejou.
Com o azul de cabelo, ele é feliz, pois ele é azul.
Com as mãos pintadas ele agradece ao céu.
Por poder ser assim desconcertante,
Um ser desconcertado.
Redigo que minha cor agora é vermelha,
Redigo o fogo é abstrato.
Se alguém me disser que ficarei sem cor,
Eu redigo: não fico e me mato.
Pelas horas da tarde sem nada para fazer.
Ou pelas ruas asfaltadas, pensando no poder.
Eu sei o que faço, e escrevo nos mundos.
A graça é ser colorido. A graça é ser feliz.
Pessoas monótonas. Que quebrem o nariz.
Ouvi por seis dias, e por isso me alucinei.
E agora eu entendo o porquê cheguei aonde cheguei.
Realizando um sonho de cabelo preto,
Realizando um sonho de cabelo verde,
Realizando um sonho com o vermelho,
Realizando um sonho com o roxo,
Realizando um sonho com o azul,
Realizando um sonho com o loiro.
Redizendo o que é cor.

By: AyKe.AeRa.

28.10.11

Submerso Em Sangue

Feito em 09 de Setembro de 2011...


Milhões de vozes me sufocam em agonia,
As pessoas não podem me ver com alegria,
Eu sei que no fundo é uma fantasia,
Da minha mente de aberração e do passado ficção.
Não respiro eu estou submerso,
Eu danço no sangue que corre disperso,
No espaço que é chão. No espaço que é único.
Não olhe para trás e não vire seu rosto,
Não mexa a cabeça ou se quer o pescoço.
Lá se vai mais um mar de sangue,
Lá se vai apenas o começo.
As mãos dadas com a morte,
Que lhe olha e diz: ”Lhe agradeço!”
Pessoas sem vozes e sem espíritos,
Que me roubam tanta alegria e prazer,
Em ser alguém assim sem sentido,
Imerso no caos do sangue e do viver.
Todos abraçados no escuro,
Dançando sobre a luz do luar.
As mãos são submersas,
Os pés são amarrados,
E todos olham para você na festa,
Como se fosse o ultimo dos amados.
E quem não lhe dirige a palavra,
Como de esperança por um momento,
Tenta lhe cumprimentar com sorrisos,
Para lembranças que não me trazem contento.
Todos correm assustados pensando ver o que não vêem.
Mas eles olham para o lado, e se deparam com a paixão.
Querem sangue pros momentos,
Desce sangue já pro chão.
O sangue que vem de mim, meu sangue já sem sentido,
Escorre pelos meus braços que mantenho erguidos,
Estou submerso no sangue,
Derramado por nenhum motivo.
Estou submerso no sangue,
Derramado por meus tantos progressos.
Enfim posso não ser mais um cego,
Ou um idiota qualquer que tenta viver.
Espero sim, é você morte.
Quero enfim poder padecer.
Mas quem quer nunca pode.
Então vocês vão precisar ainda me ver,
Por bons longos anos, até me cansar e me matar,
Mas por minhas causas, não por você mera pessoa.
Submerso em sangue e lágrimas eu sei o é correto,
Não respiro, tomo sangue, me afogo em meu próprio sangue.
Não sou vampiro, não sou Jesus, sou assim algo macabro.
Quem sabe um pouco louco ou isolado,
Dessa real maneira de estar sangrando sem saber.
Submerso no sangue da madrugada se pensa.
Submerso em lágrimas que dizem querer viver.
Ou em tantos conselhos e experiências já trocadas.
Mas tudo isso durante minhas madrugadas.
O sangue não corre. Mas ele sangra.
O sangue não corre, mas ele me engana.
Quem é a merda?
Submerso em sangue acho meu foco,
E meu sangue pelo chão.
Submerso em um tonel de sangue eu vivo,
Aprendi minha lição.
Aqui meio desfocado, desregrado, perturbado,
Chacoalhando minha cabeça em transe total.
Quero ser sangue, tomar sangue, fazer o mau.
Breve síntese de um sangramento,
Breve síntese do que passo. Doença do meu mal dei-me seu abraço.

By: AyKe.AeRa.

25.10.11

Envolver as Palavras

Feito em 21 de setembro de 2011...

Neste mesmo clima de decepção,
Onde se enterram os mesmo mortos.
Envolvo as palavras como testemunhas da ação,
Morto que é morto não fala,
Põe nas palavras escritas toda sua vida.
Tudo tão na sua cara, e na minha que me espanta.
Tudo na sua cara, e na minha sou uma anta.
Precisa evitar lembrar assim esses passados,
Que de memória me atrasam e me deixam perdido no presente.
Hoje posso falar sim que sou uma pessoa descente.
Dentro dos meus padrões quem morre é outro.
Dentro do que me sobra sei sim que sou meio louco.
Às vezes rezo alto pedindo para Deus me mudar,
Outras vezes rio das minhas loucuras sem parar.
E envolvo tantas palavras nisso que me desespero.
Nos dias felizes em que vejo tantas soluções,
Eu corro, eu morro, eu canto para as estações.
Nos dias amenos em que vejo motivos,
Para a morte, tenho sorte, mas volte, perdi o meu foco.
Nos dias do fundo do poço,
Com a corda no pescoço,
Com tanta dor que nem se imagina,
Penso no tudo e mato a mim mesmo, tomo minha sulfalazina.
Pessoas têm crises. E eu não sou anormal.
As pessoas têm crises. E isso é para ser normal.
Sou louco no que vivo, no que escrevo, no que abraço.
Sou louco no que faço, no que não faço ou no que finjo fazer.
Minha cabeça coça e eu respiro.
Estou envolvido com vocês palavras.
Casei com as letras, transei com as letras, os textos são os frutos.
Pretendo ir dormir, e sonhar com mais palavras.
Pretendo sair, e buscar minha estrada.
Quem sonha desde criança e não se vende.
Quem busca por algo sem sentido, mas busca.
Isso pode ser um terço do que sou.
Ou um terço do que eu era.
Os alvos podem ser grandes. As promessas maiores ainda.
Se eu sou louco? Isso é questão do meu gosto.
Se eu te incomodo? Melhor ainda, motivos para viver.
Posso olhar a mim mesmo e confiar no que vejo.
Posso escrever sem pensar em nada.
Apenas sai. Apenas sou eu. Apenas sou você.
Faço-me esse porta-voz do mundo além das palavras.
Compreenda! Esse mundo é da ação. Esse mundo pode ser mágico!
Sabe aqueles sonhos que sempre tive?
Pois bem, alguns sempre existiram e nunca percebi.
Outros nunca foram impossíveis.
Alguns ainda podem ser planejados.
Outros podem ser executados.
Mas o que eu mais amo fazer é me envolver.
Com as rimas tão perfeitas,
Com as palavras todas refeitas,
Com as pessoas emocionadas,
Por lerem algo que tanto buscavam e não encontravam.
Se me envolvo com os outros?
Se me revolto com as palavras?
Isso tudo é óptico e perfeito,
Isso são as maravilhosas promessas sagradas.
Sabe o garoto do popular menos comum?
Ele ainda está aqui guardado.
Sabe o garoto dos domingos tenebrosos?
Ele ainda está aqui guardado.
Se me envolvo com você? Ou com as palavras?
A sorte sempre esteve ao meu lado.
Apenas busquei seu nome.
Apenas apostei minhas fichas nessa sorte. Envolvi-me com palavras.

By: Ayke.AeRa.

As Pedras Do Calçamento

Feito em 23 de setembro de 2011...


Elas enfeitam, mas machucam.
Elas enfeitam, mas podem ser jogadas,
Na sua cara, por motivos ou sem motivos algum.
Coloridas ou sem cor alguma.
Por algum motivo insistem em ser jogadas na sua cara.
Tantos desaforos podem ser ouvidos.
Tantas calúnias ou difamações, que nem ligo.
Sou um maldito, diz um.
Sou um viado, diz outro.
Vendi minha alma pro diabo, dizem tantos.
Sou louco, isso quem sabe.
Sou um drogado, por que uso preto.
Era um santo, por que queriam que fosse padre.
Sabe o que sou? Essa merda, sua porra.
Essa merda que você tanto diz ser tanta coisa.
Sou eu quem recebe essas pedras de calçamento,
Mas sem cair ou chorar. Sabe por quê?
Por que você não tem condições de ouvir críticas,
Ou de agüentar metade do que você me faz.
Por que você vê sim em mim, alguém mais forte.
Por mim que você morra.
Não preciso sair pro mundo dizendo quem sou eu,
O mundo faz questão de mostrar na sua cara.
Se eu sou maldito? Sim, isso eu sou,
A vida e você me ensinaram a ser assim.
Se eu sou viado? Olhe com seus olhos,
E prove do próprio gosto amargo da sua língua.
Se eu vendi minha alma pro diabo?
Você ainda acha que estaria aqui nesse fim de mundo!
Se eu sou louco? Reveja seu conceito de vida,
Quem sabe sempre quis agir assim como eu.
Se eu sou um drogado? Nossa que emoção,
Se me drogo quem sabe seja por que me cansei de ver sua cara,
E prefira muito mais as caras dos elfos e elefantes coloridos,
Do efeito alucinógeno do mundo mágico do sol. Que desgraça.
Se eu fui um santo? Nunca em um milhão de anos,
O mesmo que dedicava sua vida a Deus,
Matava seus porquinhos-da-índia em casa envenenados.
Sabe quem eu sou? Essa merda.
Insista em me atacar essa pedra, que eu posso revidar.
Vamos ver se você terá justificava,
Para poder se revelar. Vamos ataque!
Se eu agüentei coisas tão grandes, tão ignorantes,
Se me estressei com tão pouco, sem saber ver longe.
Essa merda sou eu. E quem é você afinal?
Não vivo da sua sombra, ou da sua vida.
Não vivo do que você faz ou não faz.
Não vivo do que você diz ou pensa.
Vivo do que eu faço, do que eu sou, e do que eu acho.
Não preciso das suas opiniões, seus conselhos,
Ou de suas pedradas, toques ou fofocas.
Quem diria que morderia sua língua.
Quem diria que quem ri de tudo sou eu.
Quem diria meu caro. O mundo gira.
Sabe aquelas pedras que guardei por milhares de vezes,
Depois de tanto receber suas pedradas?
Pois bem, foram com elas que construí meu caminho.
Foram com elas que ergui tudo que sou hoje.
Foram com elas que realmente aprendi a ser alguém.
Sim, obrigado por fazer parte do chão que eu piso.
Obrigado por decorar o chão onde cuspo.
Obrigado por me fazer ver das formas mais belas,
Quem são as pessoas, o que elas querem,
Ou para onde elas vão. Obrigado.
Se algum dia repensar em tudo que foi dito ou feito,
Pode ter certeza que eu sempre estarei lá. Você querendo ou não.

By: AyKe.AeRa.

21.10.11

A Terra Do Semivivo

Feito em 20 de setembro de 2011...

Todos se olham e estão sozinhos na terra dos semivivos.
Os olhos se explodem na mais pura fantasia de um Halloween.
As crianças se mutilam na brincadeira do sangue,
As mulheres riem com suas tantas fofocas nas varandas,
E bordam com velhas bruxas já cansadas de escravizar aranhas.
Os homens batalham em suas surpresas diárias e assustadoras.
Papai Noel está no trenó, e as crianças assustadas já planejam,
Como derrubar aquele velho barrigudo do céu.
Querem seus doces e seus presentes.
Os jovens dançam em tonéis de tinta,
As moças dançam nuas pelas ruas,
E os moços dançam como palhaços sob a lua.
E divertem-se com tanta história para contar,
Para descontar ou fingir concordar.
As árvores de algodão-doce infestadas de ratos,
E as pessoas a rirem como pôneis mágicos do sol.
E o sol se nega a aparecer por rebeldia,
A lua encanta na noite por ousadia.
Essa é a terra da alegria do semivivo.
Tudo pode ser colorido e excitante, quando se vê.
Vamos lá! Você não gosta disso?
As sereias encantadas do inverno escaldado de chocolate.
Regadas ao melhor dos pecados marrons,
Da merda que cai do céu como milagre.
As estradas estão amarrotadas de pessoas,
De pessoas e suas carruagens encantadas,
Hoje tem o baile de Rapunzel,
A jovem de cabeleira comprida e dourada.
Ela é falsa como os sorrisos que me encantam.
Como as pessoas podem ser tão palhaças?
Nas esquinas os mendigos dão esmola,
Para os poderosos que não querem mais nada.
Nas escolas é estudado o crime,
Facilitando a morte dos que não morrem,
Ou dos que fingem viver sem saber vivendo.
Nas estradas de chantili as fadas pagam os seus pecados,
E os gênios presos em lâmpadas ficam admirados!
O que pode ser assim tão lunático?
Você pode dançar se você quiser.
Você pode matar se você quiser, é claro.
Mas quem é aquela galinha que me manda ser feliz?
Semivivo. Vivo quase sem cair. Você se acha tão galinha?
Sem pensar você consegue me ver?
Sem fechar os olhos os coelhos se rebelam.
As crianças se descabelam, e o sol entra em greve.
Cynara, cycynara, dança sobre o vento.
Pois ela nasceu em um determinado momento.
As estrelas lá do céu fazem fofocas sobre quem está aqui em baixo.
Sem saberem que estão sendo observadas,
Pelas peruas que gastam a língua e o salto alto.
Ninguém se esconde. Aqui é semivivo.
Ninguém reza. Aqui tudo é verdade.
Ninguém é assim trouxa, isso é saudade.
Eva é ainda amiga da cobra. Jesus ainda faz milagre.
Os cegos acham tudo uma bosta. Não estou pra caridade.
Bem feito é aquilo que se faz.
Bem feito é aquilo que é feito.
Que magia, que susto. Como pode?
Semivivo ou não, você já morto.
Semivivo ou não, você é torto.
Hoje o tempo não está para sair.
E lá fora as crianças malham Judas.
E as velhas idosas olham tudo com muito espanto,
Cantando as músicas de Cristo.
Escute os tiros. Você é o próximo semivivo, querido.
Sai dessa agora. Vamos, saia dessa! Vai criança má. Malhe Judas.

By: AyKe.AeRa.




Regulado Poder De Fogo

Feito em 27 de setembro de 2011...


Sai do ventre bendito,
Da maldição de um fruto maldito,
A guerra que domina esse lar.
As escolhas que estão na cabeça,
Colorida por tanta tinta,
A pele feita com tanta pinta,
O melhor é não se queimar.
Regulado é o poder do fogo,
Que abastece o meu medo,
Que me põe em prontidão,
No abismo eterno da escuridão desgraça.
Cabelo fogo, que me chama pro mau,
Eu quero o meu tudo, sou anormal.
Eu posso ser tudo, não sou irreal.
Bravo cavaleiro negro, da sorte e do desejo,
Da escuridão do fim de um arco-íris,
Do poder de cem mil homens,
Do que é certo a se fazer e do que eu sou.
Regulo-me, sou assim louco.
Perco-me no tempo de tanto rezar.
Apenas prostituído em desejos,
Dos quais não posso nem contar.
Quem quer sua alma maldita,
Vagando por entre pessoas,
Que cheiram o podre desejo,
Que comem os restos mortais.
Tomam as lágrimas dos mais fracos elos,
Da raça desgraça, da raça sem belo,
Da cor do pecado, da imensa paixão,
De um Cristo condenado, morreu em plena razão.
Ficção por doença, por peste e morte,
Hoje creio em mim mesmo,
Abuse do senhor sorte,
Pois sei que bem sei,
Pois sei quem é a morte.
Como você pode saber se é assim,
Ou se assim tão assado?
Você não pode ver o seu fim?
Um rato preso em seu lar enjaulado.
O lar nem é seu. O lar é tão nosso.
O lar pode ser seu, mas você isso sim é nosso.
Quem dera ver esse arco-íris grandioso,
Do planeta dos macacos, da gloria de um povo,
Que luta na face de sua desgraça,
Que geme e que morre sem pestanejar.
E se você estiver pronto agarre sua arma,
O mundo sempre muda você também deve mudar.
Como posso ser tão idiota e iludido?
Como posso acreditar em quem não acredita em mim?
Apenas sei o que todos sabem.
Apenas conheço o meu fim.
O fim do mundo. O fim do que eu acho mundo.
O poder de fogo do cabelo vermelho,
Da paixão pelo deserto das provações,
Ou dos mistérios e das decifrações.
Os gritos tão claros, dos sopros do escuro,
Da guerra dos mundos, do fim do saber.
Quem faz acontece, não fica no povo.
Quem dorme padece, eu morro é de sono.
Meu poder morto de fogo.
Meu poder tão normal de puro-sangue.
Meu doce mundo colorido,
Meu doce mundo de mortes.
Meu doce paraíso já perdido,
Das pessoas e suas sortes infantis.
Vasto é o universo. Fogo do espaço sideral. Jesus você me vê?

By: AyKe.AeRa.

20.10.11

Caminho Errado

Feito em 10 de setembro de 2011...


Pode ser que sempre fosse assim meio errado,
Ou um tanto complicado,
Que não pudesse entender.
Esse caminho difícil, às vezes problemático,
Não sei se posso fazê-lo vencer.
Criança não tão crescida, enfim bem reprimida,
Só fazia era errar. Mas errando sabia: posso mudar.
Onde futuro e passado se encontram,
Na nostalgia de um momento tão presente.
Faço coisas erradas? Fiz e ainda faço.
Omito minhas coisas erradas? Omiti e omito.
Quem pode ser melhor que alguém para julgar?
Todos desejaram, fizeram, foram e aprenderam,
Com os próprios caminhos errados,
Mas voltaram e recomeçaram não ficaram indignados.
Quem não erra não vive. Quem não vive não erra.
Uma espécie de troca, em que se vive para errar.
As belas fortunas de dinheiro que caem do céu,
Não são um simples acaso do destino,
São os esforços e nossas trocas por algo melhor.
Quem diria que um dia poderíamos ser algo.
Antes éramos todos iguais. Nascemos com a mesma cara de bunda.
Segui o caminho errado? Sim e muitas vezes.
Não digo que não sigo mais hoje.
Mas hoje quebro menos minha cabeça com isso.
Quem sabe já vivi um pouco mais que suficiente e tenha aprendido.
Ou apenas cansei de ser trouxa ou levado por opiniões.
Quem antes pensava em dormir, hoje sai para beber.
Quem antes lia sobre ficção, hoje faz real.
Quem antes sonhava com a vida, não se limita a sonhar mais com ela.
Quem antes? Já nem lembro mais.
Quem depois? Isso o futuro dirá.
O caminho pode parecer errado. As escolhas não.
O caminho pode parecer errado. Mas você não é.
Quem pode ser considerado errado, por errar ou querer algo melhor?
As tantas conveniências que podem ser vistas e revistas,
Ou cegadas na mais pura mentira sem nexo algum.
Escolhi meu caminho errado. E por isso vivo feliz.
Escolhi meu caminho errado. Sim, eu sou feliz!
Eu não quero cair, sem antes cuspir na sua cara,
Pobre animal. Animal já morto e incerto.
Você se foi. Meu caminho é errado.
Feliz eu sou, feliz e compromissado.
Saber fazer, eu quero e faço.
Fazer o que posso sem motivo ou pensando ser correto.
Quem sabe ainda chova dinheiro aqui sobre minha vida.
Ou quem sabe meu caminho só é errado se der a partida.
Mas quero sim viver da maneira errada.
Quero viver da maneira mais desgraçada.
Sou um egoísta. Mudo facilmente.
Pelo menos sou errado, mas sou um pouco descente.
Meu caminho errado é esfregado na minha face.
Meus momentos perfeitos de puro combate.
Sim eu posso, não, não quero então me despedaço.
Quebro-me pelos cantos sem direção.
Meus caminhos são todos ligados. Isso tudo é errado.
Ética cristã. Valores morais. Valores da minha educação.
Praguejo sobre a cruz. Cuspo na sua cara. Crente em poder tudo.
Meu caminho é errado? Meu destino já certo.
Sabedoria é conquistada. Sou apenas um charlatão.
Sabedoria é planejada. Sou um humano sem educação.
Errei, admito que eu errei. Mas foi certo.
Errei e por meus motivos não cederei,
Meu futuro é sem redenção.
Não escrevo para os fracos. Aqui quem pode é forte, meu caro,
É forte meu caro. Errei no meu caminho? Não.

By: AyKe.AeRa.

Que Nós Erijamos

Feito em 27 de setembro de 2011...


Caído no chão chorando como um louco,
E mentindo para o espelho, meu cabelo não cai.
Eu subo apressado, o que é isso do meu lado?
Obrigado por me ajudar a erigir.
De mãos dadas com a sorte, menino mau.
Chamando a sorte para pecar, menino mau.
Caí no chão e me erijo.
Não preciso de sua voz ou palavra para me ajudar.
Somos assim tão fracos que sempre vamos ao chão?
Somos assim tão enganados quanto ao nosso lar?
Onde eu estou? Com quem eu posso ficar?
Quem sou eu? Onde eu posso chegar?
No chão. Ou torcendo para não cair.
Erigir não é assim tão fácil.
Você não erige se você quer, mas se você pode.
Você não vê nos olhos de seu criador,
Ou nos seus próprios olhos,
Que de pessoa você não é,
Alguém simples assim, nascido ao simples acaso.
Você percebe que tudo em você é contrário,
Há tantas leis que regem o universo.
Que nós erijamos esse novo mundo.
Seu lar nem é mais seu!
Caía sobre os outros não caía no chão.
Derrube com a sorte tudo que puder derrubar.
Conquiste com a sorte tudo que puder conquistar.
Vá com a sorte por esse caminho que é seu por direito.
Não totalmente seu, mas parte da sorte que é sua.
Se alguns lhe querem fazendo coisas,
Ou outros querem lhe fazer alguma coisa,
Tenha certeza que quero alertá-lo. Que lhe aguarde.
Erija assim como fizeram tantos nessa história.
Você pode ser o mesmo peso morto que sempre foi.
Você pode valer alguma coisa para alguém ou um mundo.
Caído no chão nunca achei minhas respostas.
Chorando no meu quarto também não.
Olhei para os lados. A mágica me inspirou.
As respostas são as pessoas.
Ergui-me, me pus erétil. Eu posso ser alguém.
Se considere alguém de sorte por poder saber.
Ou por fingir participar de toda essa palhaçada.
Você acha que estou aqui por pura sorte?
Pois pense que sim. É pela sorte.
Não sei quem pode ser assim o mesmo louco.
Ou por que me atraio assim por motivos errados.
Não sei por que desviei as perspectivas,
Ou por que sempre sonhei ser assim um desgraçado.
Vagar por tantos perdidos mundos, e sempre negros,
Tão vagos e distantes de uma luz profunda.
Não sei se o pior é cair ou erigir após tantas quedas.
Não sei o que eu posso fazer,
Ou quem realmente eu possa ser sem a sorte.
Que nós erijamos com a sorte.
Que nós erijamos para nossa sorte.
Que nós erijamos assim, da mesma forma que os sóis da noite.
Vamos erigir com todos nossos medos acabados.
Vamos acabar com as pessoas e todos os fatos,
A eminente guerra que você enfrenta em seu lar.
Quem pudera ver assim o mesmo mundo.
Quem quisera ver assim tão diferente.
O caminho é seguido assim, tão só.
O caminho é da vigília da retaguarda.
No chão em prantos? Erija! Vá com a sorte.
Naquele lindo céu lá fora repousa a lua.
Naquele belo espelho estou eu erigido.
Que nós erijamos. Boa sorte, caro amigo.

By: AyKe.AeRa.

14.10.11

Fechando A Porta

Feito em 07 de Setembro de 2011...
Comecei algo hoje que já deveria ter começado,
Pelo meu almoço provei tudo,
Como se fosse minha ultima refeição.
Eu sei que posso estar errado, ou não.
Mas sinto isso neste momento.
Quem sabe esteja na hora de fechar algumas portas.
E quem sabe não abrir mais nenhuma.
Não sei mais como vai ser,
Ou quando vai ser. Aprendi que com o tempo não se brinca.
Hoje pensando no meu passado eu me lembro,
Daqueles momentos felizes quando criança,
Em que por pior que eu fosse,
Eu sempre queria era chamar atenção. Nada mais que isso.
Quando brincava de correr pela rua,
Ou ficava sozinho na minha casa no meu mundo só meu.
Lembro-me das tantas histórias engraçadas do colégio,
Lembro-me das brigas com todos, por que nunca consegui ser assim,
Tão normal para me encaixar em tudo.
Acho que tanta anormalidade me deixa assim, meio doente.
Por mais que quisesse sumir na adolescência,
Mais queria provar que não precisava seguir ninguém,
Que nasci sozinho nesse mundo,
E que as opiniões não me derrubavam.
Mas muito pelo contrario. Lembro-me daqueles dias que não agüentava,
Que sucumbia de tanta fúria e chorava,
Por que não podia ser assim tão normal?
Não sei o que acontecia comigo.
E chegam tantos momentos,
Que não sabemos mais o que pode ser certo.
Hoje vi realmente o que pode me acontecer.
Não sei mais o que dizer. Acho que vivi bastante e diferente.
Não sei como, mas foi diferente.
Pensei quem sabe grande demais.
Ou não me desliguei das pessoas, e sofri.
Mas minha vida não foi só sofrimento.
Por que sempre sorri. Apesar de tantas tragédias eu sorri.
Não me arrependo de quase nada que não fiz.
Como é difícil se lembrar de coisas.
Das tantas voltas pra casa, já bêbedo.
Não sei. Eu acho que pelo pouco tempo,
Eu vivi. Sim eu vivi. E não quero fechar essa porta.
Quando um ano começa mal, ele acaba pior.
E nesse ano começa a minha sentença de morte.
E é nele que aprendo a ser diferente ser ter vergonha,
Ou receio do que vão dizer.
Quando morrer simplesmente não vou mais poder fazer nada.
Eu não precisava disso. Mas me foi dado.
Não posso negar que gosto de ser assim diferente.
Mas vejo que podia fazer mais. Mas não posso.
Meu mais pode ser que nunca exista.
Mas foi necessário esse fechamento de portas.
E é necessário hoje para mim.
Vou continuar a sentir o sabor da minha comida,
E matar minha cede com água gelada,
A respirar e a sentir o aroma daquelas rosas brancas,
Que tanto me emprestaram seu cheiro em tantas primaveras.
Quero rir de tudo. Não preciso chorar como um adoidado.
Só sei que quando se sabe que logo é seu fim,
Você nem pensa mais no tempo,
Ou se é dia ou se é noite,
Tudo é hora e tudo é momento,
De fazer aquilo que tanto sonhamos quando criança,
Ou que tanto desejamos alcançar.
Se não puder acabar meus planos em vida,
Tenho certeza que alguém um dia vai achar e acabar.
Fecho essa porta. Não falo mais nesse assunto. Quero viver.

By: AyKe.AeRa.

Celebridade

Feito em 16 de setembro de 2011.
Kathica-Katheca. Flash. Kabúm.
Katharine, Isabelle, isle, Cancun.
Diana, Germany, Presley, Loca.
Katrina, Givania, Valez, is outra.
Abreu, Crist, Klaus, Lee.
Da-de-di-do-du, bunnie.
Are one, two, and three, little boys.
Are four, five and six, little toys.
Flash. Flash. América, São Paulo.
Flash. Flash. America, New York.
Bird, Black, azul, céu sem fim.
Turtle, dragon, fly and bee.
Awesome, pretty, pretty is true.
Awesome, dance of song, dance is you.
This is the celebrity. (Celebrity, one)
This is the celebrity. (Celebrity, two)
Pernas à mostra, palito de dentes,
Troca, piruá, piranha, é Gina.
Sabor? De pecado, enjaulado, Lola buzina.
Palavra mista, rainha, Jesus e sua avó.
Palavra abstrata, princesa, uma corda sem nó.
Lá Donna, Lá gaga, Lá El, Lá Vinci.
Lá price, lá passe, lá Lion, lá Princy.
Vitaminas, a engorda, o abate, o medo.
O jovem, a morte, o desastre, é cedo.
Feliz. Meus olhos podem te ver e brilhar.
É marte, faz parte, é parte, me parte, me vou.
É dia, sorria, que alegria, eu sei quem sou.
This is the celebrity. (Celebrity three)
This is the celebrity. (Celebrity four)
The Queen, de quando, amanhã é tarde.
Limpeza é já: é escova, é pano, é balde.
Água desce, água sobe. To the right.
Garoto torto. Mac this Queen,
Abóbada do zigurate. Tão saturno. Tão marte.
É hoje, eu sei, não sei, eu sei sim.
Só mais tarde me invade, a moda da invasão.
O podre, que cheira e que aparece, mas que emoção.
This is the celebrity. (Celebrity Five)
This is the celebrity. (Celebrity six)
Your face, your kut, your dance, your gut.
Just is mine, just smile, just cry, just shit?
Corrupção, ação, eu não creio ele se esqueceu.
Buscou, modificou, planejou e alterou.
Intrometeu-se, espatifou-se, desmiolou-se, apenas perdeu.
Bingo! Charada, estrada, gruta, dor.
Mistério! Abstrato, palavras, vida com cor.
Cabelo! A fé, o pé, o réu, o céu.
Um Deus! Poder, Jesus, eu quero, eu sou.
Que dor. Um tiro, um giro, um suspiro.
O vaggio. A misia. O laudo, delícia.
Sabão, para a boca. Experiência louca.
A Riri. A Mariri. Uma tal de uma cigana.
As cartas, a vida, a sorte, uma cama.
Quem vive, quem sonha, quem se ofende?
Quem briga, quem chora, quem te defende?
This is the celebrity. One, two, three, four, five and six.
Ew-Ew-Ew-Er. Er-Er-Er-Ew.
Ew, ER. Assssssssssss, celebrity!!!
Soul, pray, loud, song may.
Lil, Kill, Frog, Floyd, você viu? Jay.
Rain Money, rain Money man.
Money, rain man, money rain bill,
Red, blue, Yang, Brazil.
Por um fio. Isso é viver. Mais uma taça, por favor.
Celebrity, a celebridade. Momento vazio. Eu vou lá dor.

By: AyKe.AeRa.

12.10.11

A Perfídia

Feito em 18 e 20 de Setembro de 2011...
Seus próprios princípios o faz trair.
Não vivem por seus princípios. São outros.
Seus próprios pensamentos o faz trair.
Não vivem por seus princípios. Eles sim, são outros.
Como pode ser assim este monstro?
Os mesmos olhos que tanto choraram,
E a mesma boca que tanto reclamou de tudo.
O mesmo cabelo de um assustado,
E o mesmo sentimento do condenado.
A perfídia o faz mentir. E mente sim, para o mundo.
O mesmo profícuo, o mesmo mundo sujo.
Mas se o espelho enfim convencesse.
 E enfim você crescesse.
Mas ele também insiste em lhe trair,
Assim como seus princípios e pensamentos.
Condena-se por não saber verdades.
Julga-se por não ter certeza dos fatos.
Humilha-se por acreditar nos espelhos,
De tão vagas imagens sem almas,
Cópias inversas. Cópias baratas. Simples cópias.
Seus caminhos sempre o levaram a algum lugar,
Alguns sombrios, assustadores por sua falta de fé.
Alguns falsos, traídos pela falta de felicidade e de cor.
Alguns tão empolgantes, que de falta só você,
Você e seus princípios que lhe traem,
E lhe jogam na cara que nunca poderiam ser outros.
Os pássaros voam tão longe,
Lá naquele lindo céu cinza e nublado.
Aquela dor não é física,
O frio ajuda, sua alma clama por perdão.
Seus olhos queimam no inferno dos traidores.
Sua fé não liberta mas quem antes nunca sofreu,
Por mínimo que fosse a dor.
Você se trai e não se trai só.
Morre por sua falta de esperança,
E chora por não ter dó,
Você é assim. Simplesmente uma criança.
Como é bom viver e acreditar nisso e em tudo.
Como é bom viver e não crescer,
E acreditar que pode ser o Peter Pan,
Na mesma Terra do Nunca,
Onde nunca, nunca chega.
Quem usa da perfídia para não viver,
Trai a si mesmo por não acreditar em si.
Mesmo dia ameno, sem emoção,
Mesmo dia ameno, a mudança é tão grande.
As pessoas me entediam, me mostram que estou certo.
Não existe ninguém no mundo,
Que não pense em si mesmo antes de tudo.
Sabe qual é meu problema?
Isso não lhe importa, você não liga para ele.
E muito menos é obrigado, pois não ligo para você.
Apenas não se traia ou use da perfídia como desculpa.
Apenas não minta para mim, quando finge que me escuta.
Quem trai não trai só. Quem pensa perfídia obtêm.
Apenas o céu de hoje é cinza.
Espero hoje pelo final do outono,
Onde o frio pode ser pouco, mas é frio.
Onde o cinza pode ser louco, mas é cinza.
Dias melhores virão. Pessoas melhores nunca.
Essas nuvens negras, desse seu cinza céu,
Que me encobrem o sorriso,
Que escondem de mim o sol.
Não negue a si mesmo, você nasceu comum.
Não traia a si mesmo, você é apenas mais um.
A perfídia ainda me mata, ou me faz crescer. Acabou mais um lar.

By: AyKe.AeRa.

11.10.11

Que Deus Escuse Meus Pecados

Feito em 16 de setembro de 2011...


Posso me desculpar Deus?
Fui um mau garoto. Um mau garoto mesmo.
Não me arrependo, por que sou mau.
Pode me perdoar Deus?
Fui um mau garoto. Um mau garoto mesmo.
Não me arrependo, mas tenho essa cara de pau.
Pode livrar de mim esse peso Deus?
Eu não sou apenas um revoltadinho?
A síntese de meu arrependimento,
Isso, eu falo com Deus.
Pessoas passam por mim de joelhos chorando,
Pessoas passam por mim me olhando,
O que foi não posso me dirigir assim todo de preto?
Qual o problema com meu amuleto?
Olhe para seu sapato que antes de eu nascer,
Já havia sido fabricado, como Deus.
Eu posso subir essa sexta-feira sozinho?
Apenas eu e Deus, sorrindo sem me rastejar.
Apenas eu e Deus, sorrindo sem chorar.
Quantos milagres são feitos pelo silêncio.
Quantos milagres são feitos por sorrisos.
O que você tanto olha? Não posso subir assim?
O calvário é para todos. Por que não posso?
Não quer me crucificar por ser assim diferente?
Não me olhe, não me toque e não me despreze.
Se você nasceu é para ser visto.
Se você está vivo é para respirar.
Escuse Deus meus pecados. Vou voltar a rezar.
Se permanecesse na minha casa, no conforto do meu lar,
Rezaria com mais motivação.
Lá poderia ficar nu e rezar, sem ver ou ouvir opinião.
A opinião que salta dos olhos de terror das pessoas,
A opinião que me devora com olhos assustados,
E tantos comentários pelas costas.
Eu sou mesmo um revoltadinho. Um revoltadinho.
É que sabe sempre reagi muito mau a tudo.
Pelo menos não virei uma vítima.
Uma vítima do mundo. Uma vítima infeliz.
Desculpe Deus, essa é minha maneira de rezar.
Como escrever sobre pessoas, sem falar sobre a fé.
Homem que é homem, nunca será ateu.
Por que acreditará em si mesmo. E isso já é algo.
Os absurdos divinos dessa sexta-feira,
Que de santa é só o nome. Quem a respeita?
Se não podemos comer carne, e devoramos o outro com o olhar.
Se não podemos fazer barulho, e o silêncio de alguém assusta.
Quem salva a si mesmo sempre esteve certo.
Quem reza por si mesmo sempre esteve certo.
Os outros? Na primeira chance te crucificam pelas costas.
Desculpa senhor, não tenho a glória de um santo,
Desculpa senhor, não falo bonito como um padre,
Desculpa senhor se meus pecados são tão grandes,
Desculpa senhor sou um revoltadinho e um covarde.
Sabe aquela noite em que bebemos além da conta?
Desculpe senhor, posso ter pecado.
Ignorância na fé tão santa de alguém que chora por seu Deus,
E te repara da cabeça aos pés, dizendo com o olhar: “O que é isso?”
Não rebaterei essas críticas tão antagônicas.
Não me estressarei com apenas alguns olhares,
Onde o medo já povoou centenas de faces.
Quem sabe não tão preparadas para tudo que aconteceu.
Um verde tão inveja e superação.
Afinal de tudo me perdoa Deus por ser assim tão revoltado.
Por não saber distinguir uma revolta de uma personalidade,
Tão marcada pela mesma dor, meu Deus.
Que Deus escuse meus pecados. E que não queime no olhar do inferno.

By: AyKe.AeRa.

Quero Ver O Sol

Feito em 23 de setembro de 2011...


Você é tão deferente quanto diz?
Você presta tanta atenção naqueles pequenos detalhes?
Como sentir o último pingo da chuva,
Ou a ultima das brisas da tarde,
Ou o último raio do sol?
Pois quero ver o sol,
Quero ver e fazer como sempre,
Aprender a olhar diferente,
Para minhas esperanças mudarem.
Pois sei o que faço, pois sei para o que vim.
Só não sei o que aguardo,
Minha vida é vivida sim!
Se eu passar as minhas noites aqui sentado nessa cadeira,
Ouço sempre os barulhos lá de fora.
Ouço as vozes da minha cabeça,
Dizendo o que eu posso ou não escrever.
Meus momentos de ver as respostas,
Nos galhos verdes dos funchos da horta,
Ou de ficar meia hora,
A apreciar o por do sol.
Como são bons todos os meus dias,
Até os piores que tive,
Pois sei que em alguns casos,
Nem o vento parecia me compreender.
Às vezes sou meio lunático,
E penso tanto nos meus fracassos,
Que não vejo tudo de bom que já fiz!
Eu sinto que é este o momento,
De poder ver assim deferente,
Tudo que me cerca, ou tudo que eu sou.
Se puder vá olhar o sol hoje.
Vá olhar a vida lá fora.
Como é bom poder reparar em tudo,
Crescendo, evoluindo, mudando e me alegrando.
Minhas dores são meras dores,
Minhas alegrias são maiores e outras,
Meu esforço é propicio à morte.
Quero ver todos os dentes dos sorrisos,
Quero ver o sol nascer hoje,
Quero ver a primavera chegando,
E me mostrando seu céu.
Se chorar é de tanta alegria,
Pois bem sei qual é o motivo,
Hoje eu não corro mais perigo,
Vou viver, pois eu sinto as energias.
Se puder ainda em vida,
Poder viver meio louco ou doidão,
Nunca quero perder essa emoção,
De poder viver assim tão atencioso.
Por um instante pude sentir a mudança,
E por este instante percebi que sou diferente.
Mesmo sabendo o lugar de tudo nesse mundo,
Ainda posso sentir você me abraçando,
Com seu dizer, seja bem vindo,
Queria estar lá fora na chuva me molhando.
Eu sei que demorei realmente para perceber.
Amanhã por mais que não esteja bem eu sei meu lugar,
Nesse mundo tão grande e distinto.
Quero ser bravo como o sol,
Quero ser lúdico como a lua,
Quero ser forte como o vento,
Quero ser frio como a chuva.
Nem que me sobre apenas nada,
Nem que padeça na primeira curva,
Obrigado sol por aparecer nessa noite,
Obrigado equinócio por me trazer alegria. Quero ver o sol.

By: AyKe.AeRa.

10.10.11

Nada A Declarar

Feito em 21 de Setembro de 2011...
Quando penso em todo o ocorrido,
Mas isso quando realmente me ponho a pensar,
Não tem como eu não ficar comovido,
Ou como não começar a chorar.
Os destinos tão incertos nas curvas,
De tantas dores e tantas decepções,
Não sei acho que não posso me lembrar.
São tantos os caminhos, são tantos os fatos,
Não, não posso me lembrar.
No céu um cinza intenso,
Em meu coração tantas facadas,
Meu mundo pesa, mas eu o carrego,
Não acredito mais em conto de fadas.
Busquei as forças necessárias na semana,
Em que me propus a continuar a viver,
Mesmo com uma dor que nada sana,
Eu posso com tudo isso crescer.
Como se passa o tempo sem você,
Ainda hoje não acredito em sua morte,
Acho que se me fizer crer,
Fico vivo só por sorte.
Esquecer? Isso nunca poderei fazer.
Esquecer? Não e nunca. Obrigado mãe.
Quando eu caía em prantos,
Por não saber o por que me ignoravam,
Ou por que tanto falavam de mim e me humilhavam,
Apenas você me dizia que eu valia a pena,
Que eu era sim alguma coisa.
Era você que chorava por mim e comigo.
Tudo que sempre fiz era para você ter orgulho,
Você sempre me disse que eu teria um futuro.
O único cargo que nunca será ocupado,
É o seu mãe e rainha. Rainha-Mãe.
Você não merecia seu filho, você era muito melhor que ele.
Como pode acabar tudo assim?
Tive meus motivos para me revoltar,
Mas não me revoltei, por que somente eu sei,
O que nós tanto conversávamos.
E durante uma semana, o seu silêncio naquela cama,
Sem poder dizer que me ama,
Você vai para um lugar melhor.
Mas ainda habita em minha vida.
Por que te trataram assim como um bicho?
Por que fizeram você sofrer?
Eu não posso suportar essa desgraça,
Em certos momentos tenho vontade de morrer.
Ainda quando trabalhava e lhe via chegar,
Com a mesma alegria de quando saía,
Eu sabia, para sempre iria te amar.
Quem viu você naquele caixão chorando,
Como na mais profunda depressão,
E lhe entrega aquela rosa,
Com todo o amor do seu coração,
Jura fazer valer a pena todo o esforço,
Que fez para me criar.
Somente eu sei o que me ocorreu,
Ou como aconteceu aquele encontro,
Entre tudo que era e o que pensava em ser,
De tudo bom que era e do que estava prestes a acontecer.
Naquele cemitério maldito,
Onde se enterra uma rainha,
E onde não se ouvem gritos,
Mas choros e tristeza, uma rainha.
Cinza céu. Família assustada. O que pode me acontecer?
Preciso pensar. Bem vindo a minha vida!
Faça de mim sua morada, Ayke Aera.

By: AyKe.AeRa.

Meu Pássaro Azul

Feito em 23 de setembro de 2011...

Pássaro azul daquele céu.
Bravo é sua cor que meu coração estremece,
Bravo é sua cor, não morra, meu coração padece.

Se tu morres, não sei o que faço,
Minha cabeça está atormentada,
Minha mente está perturbada,
Acho enfim que me despedaço,
Pois eu sei que sou um fracasso,
E que meu coração endurece,
Pois quando sinto, você me enaltece.

Se tu me amas lá do alto,
Só seu coração poderá dizer.
Enquanto tu voas pode sim ver,
Que aqui em baixo meu coração dá um salto,
E se mistura com a cor do planalto,
Que floresce em cada amanhecer.
Belas flores e suas cores para eu descrever.

Eu não pertenço a seu mundo,
Eu não vôo assim tão distante,
Mas acredito no seu amor flamejante,
E não mais nem um segundo,
Para ver seu azul tão profundo,
Cheio de tantas penas de seu suplício,
Tão intrigante e tão fictício.

Se você pudesse ver realmente o que te espera,
Aqui em baixo nesse campo de descanso,
No mesmo período eu que choro e danço,
Por sobre o vento da fiel primavera.
Que serve de amor para quem quisera,
Poder ver o sol na sua forma habitual,
Sem farsas, sem marcas, tudo normal.

Se meu amor pudesse ser explicado,
Em tão poucas palavras falaria,
Pois lhe prezo de paixão, para minha alegria.
Lembro-me assim como ontem você enjaulado,
Sem poder sair ao céu, do meu lado conformado.
Não vá tão longe meu pássaro azul,
Minha saudade é muita, volte meu êxul.

Senhor pássaro que me comove,
Suas asas batem rumo ao sol,
Vive sua vida agora em prol,
Do pequeno pedaço azul que não se locomove,
Para enfim que sinta e prove,
Esse momento feliz de liberdade,
Pelo qual voa sem saudade.

Se seu lar está dominado,
Você não poderá regressar sem me contar,
O que você tanto faz para se alegrar,
E não voltar a ser enjaulado,
Meu cupido azul, meu cupido alado,
Volte ao seu lar minha pequena corrupção,
Seu mundo é do ouro, seu mundo é aqui o chão.

Aviste aquela tempestade que te leva,
Para longe de mim, assim tão distante,
Eu vejo seu peito tão relutante,
As nuvens negras deixam o céu uma treva,
E debaixo do céu da pequena Eva,
Você volta ao seu corrompido lar.
Não se preocupe tudo vai passar.

Seu céu hoje em dia é outro.
Você vê os pássaros lá longe,
Para além do mosteiro do monge,
E se diz achar tão louco,
Mas isso tudo pode ser pouco.
Apenas te amo meu pássaro azul,
Não me abandone nesse fim de mundo do sul.

By: AyKe.AeRa.

9.10.11

A Polição Dos Diamantes

Feito em 06 de Setembro de 2011...

Como os dias passam não é mesmo?
Quem sabe os exemplos sejam tão poucos.
Ou não tão óbvios assim como sempre pensamos.
Tantas histórias que deveriam ser revistas,
Ou simplesmente passadas a limpo durante tantas trajetórias.
Um passado tão encalçado e enraizado em tantas memórias,
Que insistem em te fazer viver o hoje.
E tantas portas são abertas assim como do nada,
E você não sabe qual das possibilidades escolher.
Se seu coração diz que você é santo e puro,
Se sua alma geme em prantos sufocado pelo pecado,
Onde um Jesus sempre te diz amém,
E seu corpo diz vá se perder.
O que fazer entre tantas chamas e escolhas dos lapidados.
Quem sabe quantas predas brutas são educadas,
Ou quantas apenas são despercebidas e deixadas,
Passar correnteza abaixo já sem sentido para nada.
Tantas pessoas que apenas são e não sabem,
Ou que apenas fingem brincar de ser.
Mas me diga, você é um diamante?
O mesmo diamante das doze tribos de Israel?
O diamante é duro, imperfeito quando bruto.
O diamante é resistente, não desiste entre tantas pedras.
Um breve bruto sem forma.
Um breve bruxo sem futuro. Causa própria. Perdição.
Quem poderá desbravar os desconhecidos lugares,
Ou mesmo ousados em sabedoria?
Quem poderá não mesclar um raio da bela alegria do dia?
O diamante do sol, pai e filho do amém,
O diamante da lua, mãe e filha do amém.
Quem poderá ser polido assim meio constrangido,
Ou apenas renunciar uma vida pela conquista do sol?
Quem pode ser assim louco o suficiente,
Para buscar pelos raios profanos da paz do mundo.
O silêncio proferido pela boca que tanto diz não se importar,
Com o que você pensa ou deixa de pensar,
Um estranho talvez meio imprudente,
Ou um pouco complicado e diferente.
Ele sonha pelo mundo, o mundo o prende.
Quem sabe quantas horas ainda faltam,
Para quem sabe ele não mais regredir,
E apostar todas suas forças,
E com toda sua vida partir.
Uma peneira não passa, mas ela pode passar?
Entre tantos, você não pode ser apenas um,
Esperando sua hora chegar. Sabendo que não chega.
Ou já sabendo que nunca vai chegar.
Diamante que é diamante não é escolhido a dedo,
Quem sabe por pura sorte.
Não é achado por aí em todos os lugares,
Ou vão ser assim tão fáceis de serem comprados.
Um diamante possui um preço.
Uma lapidação não. Quem sabe apenas seja isso.
As escolhas não podem ser representadas,
Por alguém que ainda não passou de tantas fases,
Apenas regrediu em passado,
E vê seu futuro tão distante.
Pessoa má e destino tão inseguro.
Por quanto você ainda tem que passar?
Um presente controlado por atitudes de merda.
Mas isso é ser alguém, sim meu diamante.
Não diga nunca um não. Você sabe o que todos passam?
Nunca diga um não. Seu futuro é tudo e também nada.
Depende apenas da decisão do agora tomada.
A tantos que nem se sabe. Quem financia uma corrupção?
A tantos que nem se imagina. Pura lei do mundo.

By: AyKe.AeRa.

Irregular Mundo Das Fadas

Feito em 06 de Setembro de 2011...


Tudo que é anormal ofende.
Tudo que é irregular não presta.
Tudo que é tudo é ser humano.
O mesmo anormal pela genética.
O mesmo animal irregular chamado homem.
Que bela representação sobre a face da Terra.
Quem tudo sabe morre calado.
Não abre a boca para morrer pelos pecados,
Ou que de nada aprende ou que finge esquecer.
Tantos períodos de grande revolta,
Em que as falas da razão são sufocadas,
O que me resta são os contos de fadas,
Para quem sabe me animar.
Há quem diga que não seja o vilão,
Que ande apenas na contramão,
Ou que lute por viver.
Mas há quem diga que só não presto,
Que sou idiota e não me interesso,
Ou que viva por viver assim à toa.
A tantos que vejo em esquinas,
Tão sujos e tão calados.
Esperando a sorte oportuna de serem enfim valorizados.
A tantos que vejo no topo,
Falando pelos cotovelos,
Humilhando os pobres coitados,
Que fazem de tudo para subir e não podem,
Ou apenas não vêem com os mesmos olhos,
Que a torre é torta e um dia ela cai.
Quem poderá reescrever um futuro,
Ou ter aulas mágicas com Merlin,
Num breve perfeito túmulo,
Ou na paz das bruxas de Salém.
O ouro dos druidas que cega, ou que apenas tanto faz cegar,
A mesma multidão enfurecida que acompanha sua morte devagar:
“A fogueira todos os hereges, o mundo não pode mais pecar!”
E viver pode ser tedioso, quando não se tem nada para inventar.
Quem sabe surge novas religiões,
Ou novos clones perfeitos.
Que massifiquem a geração das fadas.
Ou apenas finja massificar. Que dó!
Quem evolui são os que não pensam.
Ou que fingem assim como do nada não pensar,
Que somos assim nascidos perfeitos,
E fantasiamos tanto a nosso respeito,
Que não sabemos mais nem no que acreditar.
Eu posso me respeitar pelo que sou ou deixo de ser?
Eu posso viver nos contos de fadas sem fingir crescer?
Eu posso. Sim eu posso. Pena que isso tudo é tão irregular.
Isso tudo é tão irreal. E figura tantas cabeças que são e são por serem.
Não me importa. Eu sou assim. Isso tudo não me importa.
Posso ser assim meio louco, mas quero subir na torre torta,
Quero poder ver o mundo de cima,
De tantos cruzamentos mais que infiéis de um povo,
De seu futuro com sua geração.
Quem quer isso é certo que pode,
Quem não quer é certo que se fode,
Por que isso é um conto de fadas meu caro,
Isso tudo é pura ingenuidade infantil.
Acreditar que tudo mude um dia meu caro,
Isso tudo que nunca caiu.
Olhe que pode ser complicado ficar assim meio de lado,
Ou fingir que excluiu. Mas isso é certo também.
Na floresta dos elfos e das fadas,
Onde cantam pássaros azuis,
Onde se ouvem a melodia dos motores,
Tudo é irregular meu caro. Irregular.

By: AyKe.AeRa.