25.11.11

Reconhecendo Você


Reconhece essa face que te vê e descansa?
Reconhece aquela criança ainda loira?
Reconhece essa face que te vê e descansa?
Reconhece aquela criança ainda loira?
Esse medo que te consome e essa luz do arriscado,
Essa vida tão vazia, tão pudica um esmolado.
Esse alguém não me emociona,
Esse alguém de um passado.
Reconhece o que você vê hoje?
Reconhece no que virei, está tudo acabado.
Alguém pode me dizer uma palavra verdadeira,
Alguém pode decifrar tudo que não deixo de pensar?
Alguém sabe as opiniões corretas dos fatos?
Alguém pode me deixar em paz para gritar?
Eu quero que reconheça você.
Eu quero que me reconheça.
Eu quero que seja assim tão fácil,
E que ninguém precise perder a cabeça.
Esse alguém vive na voz do povo.
Eu sei que você não dorme.
Eu sei que você tem medo.
Senhor Jesus que te console.
Reconhece essa face que te vê nessa balança?
Reconhece aquela loira e densa criança?
Reconhece essa face que te vê nessa balança?
Reconhece aquela loira e trágica criança?
Esse medo te consome e essa luz, ela não some,
Essa vida tão regrada, tão pudica e selada.
Esse alguém que te consola,
Esse alguém que te devora.
Reconhece o que você não vê mais hoje?
Reconhece o que eu sou, eterno futuro acabado.
Alguém pode me dizer o que eu fiz de errado?
Alguém pode decifrar o que eu ponho, na sua cara?
Alguém sabe tudo sobre tudo?
Alguém pode me deixar morrer em paz?
Eu quero que me reconheça.
Eu quero que reconheça você.
Eu quero ser aquele alguém diferente,
E que ninguém mais seja tão crente.
Esse alguém ainda sou eu.
Eu sei que você acorda assustado.
Eu sei que você não dorme.
Senhor Jesus que te console.
Reconhece essa face que te vê e menospreza?
Reconhece aquela pessoa já tão anormal?
Reconhece essa face que te vê tão para baixo?
Reconhece aquela pessoa já tão sem graça na dança?
Esse desejo te consome e você não some,
Essa vida de inveja, tão pura e boa seja.
Na sua frente e em seu olhar.
Na sua frente tão diferente e você não reconhece.
Você não desce, ou obedece,
Por que sabe o que é melhor para você.
Eu agora vejo a tão famosa luz,
A tão pesada cruz,
Essa divina menção dos céus.
Eu sei que você tem medo.
E acorda assustado no meio da madrugada,
Com a sombra nos seus pés.
Reconhece essa face que te vê e descansa?
Reconhece aquele brilho do olhar?
Reconhece essa face que te vê nessa balança?
Reconhece aquela trágica e loira criança?
Essa fácil compreensão do veneno,
Que te faz crescer e morrer. Reconheça a vida. Vá viver.

Feito em 05 de novembro de 2011.
By: AyKe.AeRa.

24.11.11

Em Chamas De Velas

Feito em 02 De Novembro de 2011...
Num útero o fruto bendito,
Da lama, da chama, que clama,
Que faz, que se desenvolve e não padece,
Dos frutos, da calma, do povo, és rei.
A palha, o cabo, o chifre, o passo.
Na dança que se acasala, que embalo, é sexo.
Placenta da mãe, que se alimenta e desinventa.
Não usa jeans, não usa roupa,
Sem espécie é capaz de sangrar.
Um nascimento de uma geração,
Com mil anos nas costas para carregar.
Forte, espelho, mundo, és rei.
Bravo, cavalheiro, mundano, quisera ser.
Vá com a sorte, tu nasces, tu podes, és tu.
Ele é o unicórnio, o corno dos córneos,
Ele é o unicórnio, o coro se forma,
A paz te devora, sua alma chora.
Ele é o unicórnio, o corno dos córneos,
Ele é o unicórnio, pequeno e tão doce.
É ele, é ele, vamos orar por amanhã.
É ele, somos nós, abra a porta da noite é o clã.
Salve ele, salve o povo, a guerra da fiel miséria.
Sobe e desce, abra as patas,
Ele nasce, ele é unicórnio.
Unicórnio, o corno dos córneos,
O uno, o corno, o córneo.
Posso ser, eu posso ver, sua fé lhe salva,
Posso ser, eu posso ver, sua alma mata.
Por que você é nosso. Por que você é unicórnio.
A massa, que passa, que reza, e eu choro.
Eu posso ser seu no escuro,
Eu quero ser seu no luar,
Eu posso nascer em cima do murro,
Que cai e desaba, o mundo vai acabar,
A pena é que caio, que saio,
Que desço de tudo sem reclamar.
Eu posso ser meu e teu, o universo. Vamos conversar?
Unicórnio que nasce, e cresce na tradição,
Que arma seu povo, e mascara o canhão,
Que desce na batalha e nos diz ser,
O caminho, a verdade e a vida,
Sim, isso também pode ser.
Quem apoia diga Woah,
Quem apoia diga Woah.
Ele é o unicórnio, o corno dos córneos,
Ele dança, ele é corno,
Ele dança, ele é córneo,
Ele é uni, de Uno e verso,
Do começo da luz, do começo do coro,
Do choro, da bela, da manhã de primavera.
Ele é o unicórnio, o corno dos córneos,
O bravo, o alado, o azul de um céu.
Ele é o sapato, é a noiva, o inferno é o véu,
Das senhoras do corno, dos senhores o córneo.
Divide opiniões? Não me pare, eu sei que choro.
Me faça, ele nasce, ele cresce, és rei.
Me fala, ele encanta, ele grita, é criança córnea.
Eu o olho no começo, isso é azul real,
Do começo da velha história,
Das lembranças de um mau.
Unicórnio, dos cornos sem córneos.
A fé que alimenta os sedentos.
Snapy-Snapy-Snapy mamada.
Fight-Fire orgulho de engordar?
Quem diz se ele nasce é a mãe,
A lua que espera o sol à engravidar.

By: AyKe.AeRa.

23.11.11

Vivendo Com Você


Eco, eco, eco, vazio profundo.
Eco, eco, eco, tudo tão escuro.
Eco, eco, eco, solidão do carma do vampiro,
Escuridão da praga do deserto, vil Nilo.
Rara, amém de Deus, da terra inteira, raraaaaaa.
As vodcas do limbo que me prendem no caos,
E vivo na espera de mais do sempre mau,
No que posso acreditar, escuro da minha glória,
No que posso acreditar, se não caio eu sou escola,
Pobre de coitado de pena sem fé.
Um pé de carvalho curvado,
Um pé de carvalho sem pé.
Muitos não vivem por temerem o escuro,
Outros não dançam na luz do luar,
Alguns impedidos de viver a vida,
Estragam as dos outros sem nunca pensar,
Saia da frente, eu posso ser o próximo,
A ir mais longe do que se possa imaginar.
Eu posso ser ruim e comer todo o mau,
Engolir as palavras e tantos olhares,
O estranho nunca fui eu. Estranha é sua ilusão.
Eu danço e não danço só.
Essa dança da vida que me sufoca e me enche de nó.
Eu vivo e não vivo só.
Sou um dentre os tantos que vivem por ser alguém melhor.
Eu danço na noite de tempestade,
Ou nos dias da saudade,
Do começo de um verão.
Eu danço a meia noite com as estrelas,
Sentado escrevendo poemas,
Ou tomando um bom café para acordar,
Para cantar, para ir, para rir, para ser e controlar,
Controlado é meu remédio de mariposas,
E controlada é a noite do claro e escuro do terror.
Essa noite é o fim, da alegria, do tédio e dor,
É a festa da partida de um cometa do amor,
Um vento de paz do começo redenção,
Da prática dos ensinamentos, do fim da religião.
Desaba o laboratório humano do viver,
Eu enfim posso enxergar, você enfim pode me ver.
Eu posso ser alguém que ainda come todo o mau,
Engolindo as palavras de um alguém sem fé,
No que faz ou acredita. Pobre coitado. Um amém, já é.
Eu faço e não faço só.
Esse fazer tão fanático que me sufoca.
Eu faço e não faço só.
Um olhar biônico e uma face robótica.
Eu vivo no escuro
Eu destruo as fronteiras,
Sou louco e eterno, perco as estribeiras.
Eu caço serpentes capazes de matar,
Eu colho as sementes da paz de Alá,
Eu sou o pecado enjaulado querendo acordar,
Querendo dançar, querendo cantar, querendo pular, querendo fazer,
De começar a por em pratica aquilo que crê,
Que vê que sabe. Que vê e não viu.
No escuro, eu sei que vivo.
Esse é o começo eu não me desligo.
Tantos outros que morreram solitários,
Na solidão de suas artes, eternos na glória,
Eu sei que posso, por isso faço,
Eu sei que vivo, você que chora.
Amém a vida, amém a Cristo.
Amém a tantos, que clama o grito.
Vivendo com você, nessa escuridão tão vazia,
Você pode me rejeitar pela glória, eu posso fazer a sua alegria.

Feito em 03 de Novembro de 2011.
By: AyKe.AeRa.

22.11.11

Senhor Hey Jack

Feito em 02 de Novembro de 2011...
Hey, olhe aquele caminho tão verde,
Hey, você me cega com a luz,
Hey, você é a fria transmutação,
Hey, eu sei que sou alguém,
Hey, o sol da manhã que brilha,
Hey, a vida me espera lá fora.
O dia tão ameno do desgostoso veneno,
De um interminável pesadelo.
Agora vá por aquela janela anjo amigo,
Me mostre como se faz para voar,
E alcançar aquele céu de fora além.
Hum, Vrum, Kabúm, que abra as assas.
Eu sou alguém muito especial,
Eu sou aquela velha lua amiga,
Que transforma e me cativa,
No fim esperado, do leão enjaulado,
Devagar quase parando.
Hey, Hey, a vida me espera lá fora.
Alguém canta aos seus ouvidos,
As palavras motivadas do supremo divino,
Alguém passa-se por santo,
E canta e dança aos sons dos sinos,
Do credo, da paz, esse mísero hino.
Hum, Vrum, Kabúm, que abra as assas.
Me olha, se olha e chora,
Comove por assim dizendo desmaiar,
As belas borboletas azuis e rosa,
Que alegria, o universo está a conspirar,
A união é bela, me descabela, sou fera.
Hey, olhe aquele caminho torto,
Hey, você me faz perder as palavras,
Hey, você é quente como o verão,
Hey, eu sei que alguém é alguém,
Hey, a lua da noite escura,
Hey, a vida me espera além janela.
Hey de Vrum, Bum, Kabúm, alguém me olha,
Hey, a vida me espera lá fora.
Por favor me escute agora,
Uma mágica capa que me cobre,
Sou um santo, sou um cisne, sou esnobe,
Sou a era, sou a vela que queima no ar,
Dos túmulos, dos condenados,
Do além do forte e mar.
Hum, Vrum, Kabúm, ainda é tempo de esperar.
Um dia um Hey Jack com vodca,
Um dia um senhor Hey Jack.
Um dia seu trono desaba e ele queima,
Um dia senhor Hey Jack e sua caveira.
Hey, onde está a felicidade alheia?
Hey, mestre arco sol do triângulo,
Aquele é o caminho, santo homem!
Buraco do nada, eu existo e estou aqui,
Buraco vazio me enterre e encha até a borda,
Sol senhor dos dias de melancolia,
Que cresce e padece no horizonte da janela,
Quem sabe eu cresça e padeça,
Á sorte da nova era, quem dera.
Eu vou lhe acompanhar, pego sua mão.
Eu posso voar, seu destino não é o chão.
Queime, folha de trevos e duendes.
Hey, você acha isso assim lunático?
Hey Jack da lua que encanta,
Que cresce que dança,
Com a capa mágica da aurora boreal.
Sim eu sei, não eu não posso.
Honre o horizonte. Desça sol anormal.

By: AyKe.AeRa.

21.11.11

Escolhendo Você

Feito em 21 de Outubro de 2011...
Não sei por que me escolher,
Entre tantos outros, ou tantos motivos.
Meu lado tão primaveril diz ser tudo insignificante.
Mas sei que devo escolher este sacrifício.
Não ando procurando por algo.
Não por favor, esqueça que eu existo.
Ás vezes procuro. Abro minha mente a pensar.
Mas como posso não escolher ou amar?
Bom, mas o que dizer? Você é o escolhido!
Também não sei mais no que pensar.
A tanto a se fazer naquele mundo lá fora.
Meu coração pode me dar o ar,
Que tanto é faltado nesse momento,
Bom o suficiente para escolher meus motivos.
O complicado pode me fazer cair,
O desgraçado beijar o chão,
Mais eu posso levantar de todas as quedas,
E complicar a vida do desgraçado,
Que cai e beija o chão sem razões à se levantar.
Se o especial de dentro de você,
Lhe escolher a ser alguém crente em si,
Que de valor de existência lhe mostra,
Que ninguém vale tanto a pena assim,
Parabéns! você foi escolhido a liderar,
A tropa imortal do negro abstrato.
Você aquele cara sem possibilidades,
Sem algum possível futuro?
Você admira alguém pelo seu real?
Pois hoje aqueles velho gritos agonizantes,
Que cativam pela proeza das suas escolhas,
E que vomitam aos seus ouvidos as porcarias,
Que nunca poderão ser descartáveis ao momento presente,
Pois quem vos fala é superior em mentira.
Todo erro pode ser contestável.
Todo acerto pode ser indesejável.
Toda alma pode ser conquistada,
Por motivos banais de querer mais o que já tem.
Os meus registros são esses.
Minhas promessas para um lugar melhor.
Pela janela a vejo tão monarca,
Pela porta a vejo tão acrobata,
A voz que me pulsa,
A escolha que me mata.
Entre todo o pensado e não feito,
Entre todo o pensado e refeito,
Onde a superfície de ar rarefeito,
Nos faz poder pensar,
E nos ajuda a escolher se equilibrar,
Por que hoje o céu é lindo e azul,
Assim como a escolha de escrever à tarde.
Eu odeio toda essa merda,
Odeio tudo que faço,
Tento parecer alguém empolgante,
Mas ao mesmo tempo eu desprezo,
Não subestime aquilo que sou ou posso.
O escolhido foi você!
Não me perturbe com suas palavras usadas,
Ou cheias de cinismo e erotismo barato.
Isso é tudo por hoje.
Isso é o que posso fazer por você.
Escolher! Isso é tudo incerto.
Escolher! Isso é o que fazemos de errado.
Os dias são perfeitos a tantas desgraças,
Como a sua existência no mundo,
Ou sua escolha errada de felicidade.
Quer saber? Vá se ferrar. A escolha é sua.

By: AyKe.AeRa.

20.11.11

O Frio Da Primavera Cristã

Feito em 01 de novembro de 2011...

Naqueles frios túmulos eles deitam.
Não por que querem ficar lá imóveis ou deitados.
Por que esperam aquele dia do juízo,
Onde serão redimidos ou condenados.
A glória da noite do doce cemitério.
O beijo do escuro que cega o vivo.
O silêncio mortal dos gritos dos lobos.
Eles podem e não podem. Terra fria de solidão.
O abismo do pecado, alucinógeno caixão.
O desprezo pela vida. O túmulo é uma prisão.
O túmulo. Frio. Vazio. Solitário. Imóvel.
O que se move são as baratas e os ratos.
E alguns dos vermes já citados em outras ocasiões.
Paixão do vermelho. Um Cristo da noite.
Um delírio ligeiro, uma lua que trouxe,
A neblina já densa. O cheiro de orvalho.
O frio é intenso. Os corpos imóveis no caos.
Endereçados no fim. Numerados por ordem.
Nascidos e mortos. A noite é nossa.
O grito de desespero. Alguma sendo morta.
Um crime na madrugada. Intriga o silêncio.
O barulho da noite, o caos da madrugada.
Ela se jogou da sacada. Uma a mais na noite.
Um cadáver, cheio de cor e vida,
Une-se as forças do frio do cemitério.
O frio e a madrugada.  A tortura do inferno.
Senhor da morte como pode?
Posso ser à noite. Posso andar na noite.
Os remédios que me drogam reservam uma cova,
Não tão rasa nem tão funda,
Uma fria cova e imunda.
Posso ser assim desqualificado, sem valor,
O doce da noite embalado com a dor,
Ouvindo um casamento do desprezo e a solidão,
Alguns me dizendo fique, outros que me empurram e dizem vá.
Alguns me puxando pelos cabelos, outros me sufocando para voltar.
Queria ter uma sacada. E poder cair sem pensar.
Poder ter minha queda, e ser enterrado para não mais voltar.
Ando por aí sem rumo, fugindo de mim mesmo.
Fugindo daquilo que não posso ser.
Fugindo daquele frio pensamento.
Um gelado e sombrio ataque da madrugada.
Um golpe de mestre. Mais um é enterrado.
Como as facadas da madrugada no dia,
Alguém foi esfaqueado e ensangüentado.
O frio não é vazio. Os mortos acompanham as cenas.
O corvo morre de desgosto, por não mais ter penas,
Já usadas para o testamento,
Das tantas viúvas que assassinam seu casamento.
Os berros vibrantes das malignas mentes,
Que voam nas estrelas, na grama e no luar.
Que vagam por mentes vazias e as incendeiam,
De coisas, de sonhos, sem um final.
O frio. Eu acordo, não quero ficar,
Aqui tão imóvel vendo tantos sempre a chegar.
A sala de espera do juízo final está lotada.
Não posso ficar aqui parado, esperando alguém voltar.
Jesus você é um desalmado, me deixe viver e me movimentar.
Eu sou aquele velho túmulo.
Aquele velho rascunho do luar.
O peso da terra que me consome.
O peso do ar que não pode me levantar.
Lá vem a noiva com seu véu,
A densa escuridão e a neblina,
Um casamento do nobre cemitério vazio,
Jesus me liberte, tenho medo e frio.

By: AyKe.AeRa.

13.11.11

Sendo Você

Feito em 15, 16 e 18 de outubro de 2011...

Você não pode ver-se assim em mim.
Uma boca pintada de preto. Um olho cheio de lágrimas.
Um cabelo tão vermelho. E um contorno preto.
Eu posso ser você. Eu quero ser livre.
Já me deparei com a situação dos momentos,
Que queria poder sair por aquela janela do quarto,
E nunca mais voltar a este mundo.
E acreditar que nada mais pode ser tão cruel.
Às vezes me pego neste escuro momento de perdição,
E me pergunto se tenho solução.
Quando se entende, se faz e se vive.
Faz-se e você acaba sendo.
Mas como poder julgar as atitudes que são teóricas.
Encontrei-me no silêncio, daquele cemitério e momento.
Aquele escuro que me dava tanto medo.
Mas as pessoas julgam por saberem tão pouco.
Entendo-as, sendo elas.
Mas isso é tudo que se espera de tantas incertezas.
Minha única certeza é que vivo.
Já tentei ser você por longos períodos.
Mas isso não dá. E isso é incerto.
Não se apavore com a aparência desgastada.
Não se comova com discursos capitalistas e hipócritas.
A vida pode ser essa beleza tão incerta,
Tão misteriosa e tão deserta,
Que não nos limita a tanta compreensão.
Você até pode tentar se retirar do mundo dos pensamentos inadequados,
Você pode parar até mesmo de pensar,
Sua vida vai ser a mesma porcaria de sempre,
Se você continuar a não acreditar,
Que pode ser. Que pode e será.
Quem sofre calado aqui nesse vazio.
Quem pode ser alguém que não ele mesmo e mesmo assim vazio.
Quem eu quero ser. Porém eu não espero.
Assim me calo. Assim choro sem desmanchar a face.
Assim me calo. Assim sendo mais um uivo da noite.
Assim me calo. Aqui nesse mundo vermelho e vazio.
As emoções tão fortes. As desgraças são piores.
Sendo você. Agora eu não posso.
Conformo-me com o meu tudo.
Mesmo sabendo de suas reais circunstâncias.
Deparo-me com a face negra da morte,
Que brinca com a sorte das vidas,
E deixa-me aqui nesse mundo vazio e frio de sentimentos,
De pessoas que são e não acreditam que podem,
Vazias por dentro, manchadas por fora.
Desgraçadas de minha vida ou memória.
A vida me ensinou, você pode ser um daqueles,
Ou daqueles outros. Ou apenas um.
Você pode e isso já é muito,
Muito para alguém que não é nada.
Muito pouco para alguém desgraçado,
Ou de tanta má fé como eu.
Mas hoje eu sou eu. Hoje eu sou aquele.
Aquele que sabe ser eu, mesmo sem saber.
Aquele que sabe quem sou eu.
Aquele que é você. Sendo você.
Sou aquele. O mesmo de alguns minutos atrás.
Nunca o mesmo dos anos.
Bravo a quem acredita em si mesmo,
Ou naquele que é em si ele mesmo.
Se lhe confundir a cabeça desculpa,
Não presto tanta atenção naquilo que não presto.
Sendo alguém com a boca preta.
Com uma lágrima no olho.
Sendo alguém. Sendo você. Sendo um mentiroso.

By: AyKe.AeRa.

12.11.11

Império Do Quem Eu Quero

Feito em 31 de outubro de 2011...


Quem eu posso ser ou quero?
Lembrei de quem eu sou e do que eu posso.
As muralhas da paranóia do divino,
Que hipnotizam e que fascinam,
E me deixam no mesmo mar de escuridão.
Quem pode ou quem não pode?
Você se lembra de mim? Pois bem vindo ao momento,
Do quem que pode e é.
Solidão vazia da casa da colina,
Da beira do penhasco vazio de ar.
Cai tristeza corre a baixo,
Como o córrego da paz do morro torto.
Tudo que posso é invadir,
É cair em tentação e iludir,
Pois eu posso e o império,
É daqueles do quem eu quero e sou.
Quem me diz que não posso viver?
Ou mudar com as estações na mais próxima nobreza?
Eu sim, eu não, quem sabe quero.
Mas não me assuste com suas palavras,
Não me desespero ou considero,
Elas, algo tão útil para me derrubar.
Posso me apossar do cinza que não é meu.
Posso me apoderar do azul do cabelo.
Posso ser alguém desconhecido.
Posso ser alguém conhecido sem saber.
O importante é imperar no que proponho,
Essa tal de nova geração de ouro,
Dos nascidos de mil anos e esperanças,
Que tudo pode mudar mesmo sem saber quem.
Um Cristo, um mistério e uma infecção.
Uma prostituição de mentes, do mau, pro mau, da guerra.
Que mágica esperança que alguém ainda me implanta.
Uma bruxa, um mau, um alguém rezando no escuro.
Uma vela de intriga, um rosário sem fé.
Uma pessoa que pragueja de pé.
Um coração que bate nesse solitário mundo do abismo,
Do asilo dos loucos e possuídos,
Dos alucinadores e paranóicos da nascença de ouro.
Um dos tantos que manipulam letras,
Afim de tudo poder ter sentido e se encaixar.
Um cuspe no fogo que sufoca em vez de queimar,
Um trago na melhor vodca do inferno pecado.
A perdida face do nobre jovem,
Ingênuo por não saber de tantas coisas,
Que supõe ser assim tão conhecido e tudo.
Eu me lembro daquele império,
O império de quem eu quero.
Um alguém que pode ser.
Um alguém já sendo sem saber.
Você pode me negar sobre tudo que tanto mente não fazer,
Ou vagar entre as mesmas verdades descaradas.
Um sentido paranormal de existência.
Eu me lembro coisas difíceis que já passei.
Mas sei quem sou. Sou aquele filho do sol.
O alado das asas cortadas e condenado,
A viver sua vida sobre o cárcere das letras.
Não tenha pena, você é um imperial.
Uma águia imperial do penhasco da colina torta.
Um nove da esquina que vira com o mundo.
Um dois de soma que te faz ficar espantado com tudo.
Lembrei-me de algo que deixaram no fogo,
Sua alma cozinhando de desprezo,
Aquele que tanto lhe mostrou,
Que tudo que você acha difícil,
É apenas a impressão do império de quem eu quero.

By: AyKe.AeRa.

11.11.11

Produzindo Você

Feito em 15 de outubro de 2011...


Eu solicitei que você me conhecesse,
Eu mostrei os motivos para me entender.
Como posso ficar na miséria do produzir?
Como posso acreditar na sua proposta?
Viciei-me em tantos planos,
Em tantas formas que encontrei de fazer tanta coisa.
Viciei-me em circunstâncias arranjadas,
Em tantos poemas tão conflitantes.
Agora posso produzir um único.
Posso fazer algo por você.
Agora me esnobo por algo,
Que nunca quis nem aparentar ser.
Posso fazer. Produzindo você.
Posso ver como é feito. E fazer tudo exatamente igual.
Posso prever o que é feito. E fingir ser uma das possibilidades.
Produzo esse mundo que de meu só são os fatos.
Produzo o mundo das mentes paranóicas e infantis,
Dos contos de fadas das cores sem fim,
Do negro e pesado céu de um inverno frio e negro.
São os fios de locomoção que dizem para fazer,
Ou que dizem não ser tão correto quanto pensava.
Mas quem lê o lembrete de advertência dos atos?
Quem pode prever que tudo é mera desgraça ou fracasso?
A linha de montagem contrata por prazer de ver tudo feito.
Tudo tão bem feito. Tudo perfeito.
A produção da massa emociona. E você bem sabe disso.
As ordens podem não serem tão claras.
Mas são ordens a serem obedecidas.
O respeito e a honra de alguém que produz.
O respeito e a honra de alguém que traduz.
Hoje quem pode, não vê mais que pode.
Hoje eu sei o que tanto se procura.
Hoje eu e você sabemos o que produzir.
Agora vejo seus antagonismos que lhe impedem de ser alguém,
Ou lhe atrapalham em tantos momentos.
Estou produzindo para relembrá-lo dos porquês,
Da vida ou algo tão similar quanto uma era.
Os olhos mudam bruscamente de cor?
As pernas não recebem mais seu sinal?
Você produz e agora, o que fazer?
O que pensar. Você já fez tanta coisa e não tem mais escolhas.
Mas a mesma orgia da cabeça volta a pairar,
E também o gosto do amargo cabelo castanho.
Alguém pode ser um perseguido e não perseguir?
Alguém pode ser eterno na solidão de seu mundo?
Produzindo você e relativamente a mim mesmo.
Sabendo das incertezas, razões tão inseguras.
Mas esse é estilístico para o momento.
E tudo é independente do seu juízo de gosto.
E sabemos o real e o não real. Produzido para compreensão.
Quem pode ser o estranho e mesmo assim seduzir tanto?
As produções tão mescladas do mistério.
Por que você perde seu tempo aqui?
Por que você realmente acha que posso fazer algo?
Por que acreditar em mim? Por que achar a razão?
Fascínio. Isso pode ser otimista.
Delírio. Isso é algo para turistas.
Quem se perde no meio de tantas produções tão grandiosas.
Tão infinitas no mistério e pavorosas.
Esse é o meu mundo de produção em série.
Isso é tudo que posso fazer sem pensar.
Sem erguer a cabeça para reclamar,
Ou fazer por pura sorte de um destino.
Produzindo você, para mim e para a era.
Para o além e algo tão perto.
Saiba suas verdades. O fim o espera. Por que você ainda lê isso?

By: AyKe.AeRa.

10.11.11

O Filho Da Luz

Feito em 24 de Outubro de 2011...
O tempo do calor e da luz,
E da brisa da tarde. É primavera.
Sou o sonho da estação tão próxima,
Do nada, do lúdico, da flora e fera.
Atrás da noite escura, solitária estrela,
Atrás dos olhos fechados, o sonho acontece.
Quem via que de nada adiantava,
Vê a primavera, a fera, a bela e cresce.
Um broto, um filho, um delgado ser da luz.
Um sopro, um além, um escuro, uma cruz.
É ele que desce, que sobe, que cresce, é Jesus.
Beija na face, ele é a primavera,
Ele é o doce mel e sonho. O sol aparece na tarde.
O calor é intenso, o começo o invade,
Ele busca, ele faz, ele regenera.
Ele educa, ele devora, é primavera.
Parece ser tenso, ou denso, mas o sonho é não acordar.
É não respirar, é conquistar e poder morrer sem reclamar.
Não dou a cara a tapa, sonhar não mata.
Não manipulo os carneirinhos, para me fazerem dormir.
O pesadelo da madrugada. O alado filho.
Se reflete no espelho, e a luz ilumina,
O olhar é quase cego, e sua cor o assusta e fascina.
O beijo alado do senhor da foice errante,
Um beijo gelado, sem vida e apaixonante.
Um sonho tão frio. É primavera.
Um sonho azul. O filho da luz.
Um sonho. Transpassa a madrugada do meu mau.
Um monstro, um anjo, um solitário egoísta.
Um demônio, um maníaco, os dentes que rasgam,
As partes ensanguentadas do imortal e sua glória.
É glória, é Mória, a escória, da glória, é glória.
Meu sonho indelicado, atormentado, a vela e a lua.
Se passa-se o tempo, e o sorriso estampa-se.
Se passa-se o tempo, e tudo acabasse,
Oh mais que tempo feliz!
Da janela eu vejo o tempo do fim.
Da janela me sinto um dos filhos,
Da luz do mundo, o empecilho,
Não posso bater as assas e voar.
Me debato na cama, não posso abrir meus olhos,
Hoje e agora quero ser real e acordar.
Posso beijar sua face sem morrer envenenado?
Posso morder seu pescoço e não ser condenado?
Posso voar pela janela e ser um filho da luz alado?
Posso vestir a primavera e ser coroado?
Posso acordar? Não quero dormir.
Posso acordar? Vejo o fim, não quero cair.
A caixa de música na surpresa do terror.
Sem ar nos pulmões e um coração que pulsa,
Uma sombra que se projeta, um belo natal,
Onde nascem ao mundo as crianças,
Tristes por não serem Jesus, ou um santo escolhido.
Tudo bem se não nascer no natal. É primavera.
Se me chamas as escondidas na noite,
Se clama meu nome e apaga minhas velas,
Se me abraça no terror do fim da noite,
No começo do destino incerto,
E me dá o beijo trágico do sonho psicótico,
Do torto, do tudo, do posso e faço,
Sei que tudo não passa da farsa,
Do destino programando um filho,
Um incerto caminho trilhado,
Pelo bem dos olhos fechados.
Um sonho. O filho da luz.
Acorde para a cruz meu filho. Acorde sou Jesus!

By: AyKe.AeRa.

9.11.11

Entendendo Você

Feito em 12 de Outubro de 2011...
Seus olhos transpassam o novo,
Você compreende a importância?
Você vibra nessa alegria?
Sim, posso ser seu.
Você, pode ser meu.
Isso é o que sempre sonhamos,
E que sempre planejamos ou buscamos.
Abriu seus olhos? Viu o céu de hoje?
Abriu-se a compreensão? Agora você me entende?
Limpe sua cara manchada por suas lágrimas,
Lave sua fé e vá viver a vida,
Você merece, nós merecemos.
Sempre busquei pela evolução,
Sempre busquei não seguir os lados,
Sempre centralizei o meu medo,
No pavor da noite tão eterno.
Agora entendo quando se dizia,
Que não se conhece as parcelas do universo,
Ou que brevemente chegaremos ao fim,
Dessa merda ao qual sempre pertencemos.
Você pode me entender? Você quer parar para pensar?
O que mais em sua vida pode dar errado?
Você já parou para respirar e viu,
Que tudo que vivia era turvado?
Então depois que conseguiu ler,
Começou a ver,
Enfim havia tanta coisa mentirosa,
Enfim havia motivos para se orgulhar,
De erguer as mãos pro céu e se ajoelhar,
Você viu e entendeu, não é mais um miserável.
Agora é só tentar, nunca desistir,
E nunca deixar ninguém te derrubar,
Agora é só seguir e nunca fracassar,
Pôr-se em pé toda vez que cair.
Posso entender. Sim eu posso ser,
Aquela luz que brilha lá no céu.
Como assim você não sabe?
Não acredita no que não pode ver?
Não acredita mais em si mesmo?
Vazia é sua alma. Vazio seu coração.
Vazia sua cabeça. Sua vida sem emoção.
Aquela voz ainda o enlouquece e diz,
Coisas que você não pode fazer?
Aquela voz ainda o enlouquece e diz,
Coisas que ninguém mais faz valer?
Entenda. Compreenda. Entendendo você.
O espaço é curto e pequeno.
O entender pode acabar.
Acabar com tantas vidas,
Com tantas de terror ou felicidade.
Você vê aquele céu cinza e pesado?
Carregado da mesma chuva dos milênios,
De dopagem cerebral e alegria disfarçada?
Talvez possa chover amanhã em mais lugares,
E eu entenda o por que das lágrimas.
Quem pode discordar do fato?
Quem pode interrogar o desprezo?
Quem pode alimentar a fome da humanidade,
Da sedenta bosta do jogo da vida?
Quem diria, o céu é tão cinza escuro.
Quem diria, é assim que se garante a vida.
Posso agora ver no que posso me tornar,
Um alguém. O alguém.
Esse miserável crente em sua própria desgraça.
Vamos ver extasiados pelo sol,
Você pode? Você entende? Você é um dos meus.

By: AyKe.AeRa.

8.11.11

A Noite Mágica

Feito em 02 de Setembro de 2011...

Corre sangue por minhas veias,
Não me deixe aqui sozinho na escuridão,
O medo é pavoroso, e você bem sabe,
Então corre para a noite meu sangue,
Então fuja com a noite meu sangue,
Então faça a noite ser minha.
Capture aquelas crianças que riem de sua cara,
Faça pedaços delas, elas merecem.
Capture aqueles prodígios de nada,
Que se consideram pessoas normais,
E as despedacem, elas merecem.
O refúgio da noite escura,
O refúgio do bem e do mal.
O meu refúgio escuro e secreto,
Das madrugadas e das noites mágicas do medo.
Podemos brincar de Resident Evil essa noite,
Podemos fazer jorrar sangue de cabeças inocentes.
Podemos matar os esquecidos,
Podemos torturar os mais favorecidos,
Podemos destruir esse mundo com um toque.
Hoje eu não posso mais acreditar, nessa noite.
Mas, porém o que fazer agora aqui na escuridão?
E se imacular sua santa imagem, meu caro,
Você pode tentar se matar ou matar alguém, não tenha compaixão.
Diga-me em quantos momentos te apunhalaram pelas costas,
Por quantos dias você buscou o conforto em alguém,
Mas apenas esse alguém lhe mostrou indiferença. Á Morte!
Se a merda fede igual em qualquer lugar,
E se outro reflexo do espelho disser que é real,
E se realmente eu puder sair de tudo isso,
Como sempre tentei mostrar a real situação,
Mas apenas esqueça a piedade, vá buscar por sangue,
Que possa exprimir tudo àquilo que não o deixam,
Fazer ou ser por ser assim tão anormal.
Eu sei alcançar a plena escuridão do universo,
Eu sei cuidar de boas relações com o universo,
Eu sei rastrear os seus pensamentos,
Eu sou indiferente quando o assunto é sempre o mesmo.
A mágica fantástica da noite tão bela,
Coberta de incertezas e prognósticos falsos.
A aparição cuidadosa dos pequenos astros do sol,
Que lhe interrogam pedindo respostas,
Que mostre o quanto você pode ser útil ou não.
Se você quer a perfeição, então morra.
Se hoje uivam os lobos pela escuridão,
Ou se amanha uivarem na minha cova,
Eu fui leal com a verdade que me interessava.
Mas isso é o que se ganha por fazer tudo valer à pena.
À noite, o caixão e uma cova da noite.
Os mesmos senhores impiedosos pedindo para morrer,
Os mesmos elefantes coloridos do mágico mundo.
Se em um único momento puder relembrar,
O do por que escrevo esse maldito texto,
E puder orgulhar-me por ser incompreensível,
Poderei ficar realmente feliz, por essa parada.
Se eu sou hoje assim escuro,
Se hoje almejo tanto o pecado,
Quem sabe tentei ser diferente, sem ser enjaulado.
Mas isso agora é da noite mágica,
Todo esse negócio do dinheiro que cai do céu,
Ou que brota da sua árvore de fogo e inspiração.
Quem conspira contra o mundo em baixo da lua,
Quem constrói esperanças falsas do futuro,
Que cuide bem do seu sangue, não saia por aí na rua,
Vá para um dos lados, desça já do muro.
A noite pode ser mágica, mas eu sou de sangue.

By: AyKe.AeRa.

1.11.11

Conhecendo Você

Feito em 05 de outubro de 2011...


Você pode ver seus olhos que choram sangue,
E tanta tristeza após tantos fins e recomeços.
Você pode ver-se assim tão normal e iludido,
E apenas como ilusão ou curiosidade,
Aprender mais sobre você mesmo.
Pois é assim que você conhece você.
E é assim que nasce você.
Mesmo que pareça ser assim tão longe,
Ou em apenas algumas semanas de reflexão.
Mesmo que depois de tudo que ocorra,
Você ainda não conheça ou despreze,
Os mesmos sentimentos que o levaram a ser esse alguém,
Onde destino e você mesmo sempre quiseram união,
Ou algo a mais de ambas as partes.
Mas o que esperar de alguém quase iludido,
Que vasculhava por motivos,
Para mantê-lo de pé? O que esperar?
Nada. Isso é correto. Nada. Mas isso não ocorreu.
Mas ele não pode querer ser um pouco sujo?
Qual pode ser o seu pecado?
Mas e se quiser ele pode ser algo tão revolto,
Tão insignificante, desprezível e invejável.
Se as cópias são tão baratas,
E mesmo assim ninguém pode comprá-las,
Ou se alguém o dissesse que o mundo acaba amanhã,
Ele estaria pronto para tudo. Para todo o pavor.
Esse chão não pode sustentá-lo.
Essa vida não pode mais ser sua.
O que lhe resta? Vá pintar o seu cabelo!
Esse mesmo cabelo que pode não ser mais só seu.
Hoje eu sei o quanto pode custar ser alguém,
Ou ser alguém meio estranho sendo outro.
Posso não saber o que faço. Não saber.
Mas, sei o que eu penso. Hoje conheço tudo do negro.
Hoje conheço o mundo que até estranho me parece,
Por ainda não achar palavra com Ç no começo.
Quem sabe um dia eu fale. A verdade é a de Cristo.
Meus membros enrijecem, e choro a pensar em tanta vida.
Meus cabelos me seduzem com a maestria de um polvo e seus tentáculos.
Meu espelho me assusta com tanta inveja dos alheios.
Penso no negro. Penso em tantos mutilados períodos,
Que quase caio nas minhas próprias enlouquecias diárias.
Você tem pena? Pois não tenha. Alguém está desdenhando você.
Você ainda chora seu sangue? Pois saiba que ninguém mais o faz,
Agora limpe sua face, você é alguém suficiente para não cair.
É assim que se conhece. Que tangenciam você a você.
Quando nascem belas feridas, em alguém além do normal,
Que se baseia sempre nesse mau, no seu destino meu caro,
Você sabe o que escolher. Essa besta fera pode ser você.
Não caía nessa aparência inocente ou elementar demais.
Se seu mundo pode ser preto. Mostre o preto então.
Se sua vida é uma merda. Vá e se jogue nessa merda.
Caminhos serão sempre caminhos. Em tantas incertezas baseio a fé.
Se me prostrar de joelhos ou não acreditar na prece,
Ou nas orações que tanto dizem “Deus me perdoe”,
O que pode ser de mim? O que pode me acontecer?
Esse mundo pode ser perdido. E então eu me conheço.
Mas volte aqui por esses dias. Vai dizer-me que você ficou com medo?
O quanto eu posso ser assustador? O quanto posso acreditar em sua fé?
Seja legal com quem lhe presta lealdade dos anos.
Traga você a sua vida. Conheça-te, tente não ser mais minúsculo.
Estrague com a vida. Eu sei enterrar tudo aquilo não feito.
Me descobri assim meio negro.
Me descobri hoje assim tão fadigado.
Cansei de chorar tanto sangue. E assim conheci o quanto posso...
Ser alguém melhor que você. Conheci você. E você me conhece?

By: AyKe.AeRa.