27.2.12

Roupa Preta

Eu uso uma roupa preta,
Eu vivo de luto por tanta gente morta,
Eu sou uma roupa preta,
Eu vivo de luto por tanta gente morta,
Não pedi para me ver, ou para me reparar,
Eu sempre serei uma roupa preta e isso não vai mudar.
O fim pode estar próximo,
Os mares podem transbordar,
Mas ainda serei uma roupa preta,
Vestida no couro do garoto diabo para matar.
Eu serei sua amiga preta,
No momento de reclusão do luto,
No momento do individual ou do grupo,
Do começo da nação do milagre.
Eu serei sua amiga preta,
Na decisão final do xadrez,
Na decisão mortal que não tem vez,
No começo da loucura da morte.
Eu sou uma roupa preta,
Eu uso preto.
Eu sou o luto desgraça,
Eu sou o preto e escuro.
Eu sou o além do exato.
Eu sou aquilo tudo no mundo.
Eu sou preto e sou descente.
Eu sou aquilo que sempre acende.
Eu uso uma roupa preta,
Eu vivo de luto por tanta gente morta,
Eu sou uma roupa preta,
Eu vivo de luto por tanta gente morta,
Não posso falar tanto sem dizer que já fui torta,
No começo da costura e da fabricação.
Eu vejo o preto, eu sou de lua,
Eu sou tão preto a cor mais pura,
Que nem me olho no espelho.
Tenho medo de não ser uma roupa,
Ou de fingir que não poderei ser.
Cansei dos jogos enjoativos,
De roleta russa com o azul e o vermelho,
Ou da distância dos começos,
Do nada que nunca existiu.
Não preciso me explicar. Sem palavras que digam o contrario,
O começo dessa guerra é agora,
Por isso que não perco o foco ou meu rosário,
Preciso da fé para me salvar.
Reze por mim nessa guerra.
Eu sou capaz de não durar.
O tempo desgasta as fibras,
O tempo destrói as pregas,
O amigo lhe indica a verdade,
O inimigo é a salvação.
Quem tem o preto no coração,
Sabe o que é ser uma roupa preta.
Eu uso uma roupa preta,
Eu vivo de luto por tanta gente morta,
Eu sou aquilo que cresce sobre o seu nariz,
Cheio de mentiras baratas e inexatas,
Que nunca pediram para existir.
Se não está feliz se mate!
Se não está satisfeito com a resposta ache outra!
Eu sou uma roupa preta,
Em liquidação, já bem barata,
Meu preço é sua comoção,
Não chore por mim não,
Chore pela desgraça que você é.
Eu? Eu sou uma roupa preta.

By: AyKe.HeineDef

23.2.12

Palavras Violentas

Feito em 14 de Janeiro de 2012...

Já me disseram tanta porcaria,
Já me pediram para me matar,
Já olharam em meus olhos,
E me atacaram sem parar.
Mas o lugar aqui de dentro,
Reservado para tal agressão,
Já havia sido suturado,
Na minha ultima operação.
Nunca fui capaz de ser a verdade,
Fui tantas vezes privado de ser real,
Perdi a minha liberdade,
Mas nunca me senti normal,
A ponto de acreditar em tudo que me falavam.
Todas as pessoas são capazes,
De nos deixar sem direções,
Com algumas simples palavras,
Que mexem com nossas recordações.
Eu me lembro de tantos rostos,
Que sempre riam da minha cara,
Que sempre me ridicularizavam,
Tanta imundice da minha sala,
Nada. Eu nunca fui um nada.
Eu posso. Todos sempre estiveram enganados.
Lembrarei-me de cada palavra.
O mundo é dos humilhados,
Que se calavam quando precisam falar.
Cada lágrima perdida,
Cada segundo perdido e indesejado,
Cada pedaço que me caía,
Enquanto você me humilhava e sorria,
E eu tomando remédios para me acalmar.
Para poder viver e me controlar,
Mas isso tudo agora é passado.
Estou perfeito do meu juízo,
Você é que corre perigo.
Quem sabe é capaz de se matar.
Entenda como quiser,
Se precisar de ajuda é só me chamar.
As palavras podem ser violentas,
Mas eu não ligo mais para nada,
Por isso se você vier com elas,
Saiba que minha mente está preparada.
Violência verbal poderia ser um crime,
Mas prefiro ouvir a falar,
Por que falando pouco eu faço,
E ouvindo consigo te ferrar.
Sorte! Isso é o máximo que posso te desejar.
Sorte! Isso é o que te resta, seu lixo.

By: Ayke.HeineDef

22.2.12

Para Que Simpatia?

Feito em 16 e 18 de Janeiro de 2012...
Simpatia? Para que simpatia?
Eu preciso realmente sorrir?
Qual seria a minha lição número 01 do dia?
Era nunca parar de descobrir.
E daí se não possuo tanta capacidade,
De me entrosar e fazer amizade,
Ao menos uso alguma coisa,
A minha noção de criatividade.
Simpatia? Para que simpatia?
Qual seria a minha lição número 02 do dia?
Era nunca ficar no normal e mesmice,
Isso até parece coisa de louco e idiotice,
Mas e daí quem falou que quero ser simpático?
Eu preciso ouvir seus gritos e suas palmas,
Ou apenas os seus olhos admirados,
"Como ele consegue ser tão criativo?",
"Acho que ele é viado",
Bem lá no fundo eu não ligo,
Esses são os seus conceitos formados.
Qual seria a minha lição número 03 do dia?
Simpatia? Para que simpatia?
Ah, sim! Para fingir que eu me importo,
 O mínimo que seja com os seus problemas,
Para fingir e fazer isso bem feito.
Se eles voltarem querendo me acorrentar,
Nesse paraíso absoluto da miséria,
Já sei qual será a lição do dia,
Eu viro fera, eu viro fera!
Não sei, não quero, me deixe,
Não sei, não quero, me largue,
Não sei, não ligo, repasse,
Informação, informação, informação.
Simpatia? Você que vá se ferrar,
Nunca precisei dessa maldita simpatia,
Enquanto todos querem me ver morto e me caluniar.
Querido dia simpático, querido mistério do ar,
Querido dia simpático, terrível sensação de matar,
Eu mato alguém todos os meus dias,
Apenas com minha maneira de olhar.
Simpatia? Para que simpatia?
Qual seria a minha lição número 04 do dia?
Ignorância suprema, perdi o meu dissabor,
Virou um caos a minha mente. Simpatia? Alegria!

By: AyKe.HeineDef.

21.2.12

Secreto

Feito em 16 de Janeiro de 2012...
Circundado de montanhas é onde eu vivo.
Fechado em desamor, em luto.
Circundado de montanhas é onde eu vivo.
Fechado no meu desamor e luto.
Mas vejo a esperança!
Além daquelas montanhas,
Existe um mundo maior,
Capaz de ser apenas um sonho,
Risonho, risonho, risonho.
Além daquelas montanhas,
Existe uma profecia,
Os lábios se abrem em alegria,
Viver, viver, viver.
Eu sei que existem pessoas,
Capazes de manipular,
De te fazer rir ou chorar,
Será? Será? Será?
Eu sei que existem pessoas,
Capazes de não amar,
Que desistem sem tentar,
Porquê? Porquê? Porquê?
Além daquelas montanhas,
Existe um belo jardim,
Repleto de rosas e jasmins,
É belo, É belo, É belo.
Talvez ame demais e não veja,
Os defeitos da vida tão repleta,
No fundo tudo que você deseja,
É apenas uma vida secreta.
Circundado de montanhas é onde vivo,
Isso é um belo sonho!
Quem sabe isso já seja secreto,
Quem sabe apenas delírios abstratos.

By: AyKe.HeineDef.

18.2.12

Gritos

Feito em 12 de Janeiro de 2012...
Minha alma geme em agonia eterna,
Minha dor é um caos do meu regresso,
Eu sei que posso por isso não peço,
Que você derrame suas lágrimas por mim.
Os gritos da noite, a alma da lua,
É escuro, meu medo, não posso mais enchergar.
Os gritos da noite, eles sempre aparecem,
Naqueles momentos que quero viver e me libertar.
A dor é intensa, prefiro a morte,
E fico jogado em uma cama na sorte,
De acordar melhor sem os gritos na minha cabeça.
As idéias surgem, as idéias aparecem,
As idéias são novas, as idéias me enlouquecem.
Pare de gritar, pare de me prender!
Pare de me fazer ser aquilo que eu não sou.
É obra da noite, desejo do mar,
Desejo do começo, de parar de chorar.
Essa dor que não passa,
Esse gosto amargo do inferno,
Eu serei alguém lembrado,
Viverei no espaço eterno.
Pare de gritar! Pare de gritar!
Não gema dentro de mim sua desgraça,
Você deve morrer, você será sufocado,
Me abandone, eu sou da guerra,
Do começo dessa era, um condenado.
Não ligo se você aprendeu a contar,
Ou se aprendeu a escrever seu nome.
Não ligo se sua mão dói,
Ou se os gritos lhe consomem.
Não grite! Não grite! Eu quero paz!
Morra! Morra! Sufoque esse trouxa!
Enterre seus ossos, enterre seus osso.
Você sabe o que fazer,
Você sabe o que fazer,
Repetir para frisar,
Gritar para não se esquecer,
Grudar para ajudar,
Separar para nunca mais doer.
Grite! Grite! Gema de sua dor!
A agonia lhe incomoda?
A guerra é a minha paz,
Somente ela que traz,
A felicidade desejada no mundo.
Amém! Amém! Badalam os sinos!
Amém! Amém! Alguém vai querer se jogar,
Da beira do abismo imoral,
Da beira do "eu sou normal".
Supremo mar da anormalidade,
Eu existo, eu gemo, eu sou,
Aquilo tudo do resto não sobrou,
Eu grito por seu contrato,
Por seu comando exato,
Por ainda ter um pingo de fé.
Em minha cama eu tenho dor.
Aquele mundo que vejo da janela já acabou,
Já acabou e só ouço os gritos.

By: AyKe.HeineDef.

17.2.12

Momento Do Medo

Feito em 15 de Janeiro de 2012...

Eu cometi um grave erro, comecei a ter medo.
Eu cometi esse grave erro, agora eu não ando.
Fiquei parado e pensado,
No que será de mim.
Quem sabe comece a ficar meio comovido,
Pela forma que me tratam em minha casa.
Quem sabe comece a ficar desprotegido,
Pela forma que me tratam em minha casa.
Às vezes eles mentem de mais,
Ou não ligam se você está bem ou não.
Apenas nos perguntam por obrigação,
Se nós precisamos de alguma coisa.
Queria poder ter o poder de sumir da vida,
Te todos dessa maldita casa,
Seria um incomodo a menos,
Iria parar de dar tanto trabalho.
Eu tenho medo do que eu possa fazer,
Ou do que eu possa me tornar,
Tenho medo de quebrar a minha cara,
Depois de tudo que eu passei e voltar a retornar.
Como posso chegar nesse ponto,
Em que tenho medo de dar o próximo passo,
Pensando sempre no pior?
Como seria melhor se nunca tivesse acontecido nada.
Mas aconteceu. E isso é real.
Já pensei em me perder, em dar uma de louco.
De me revoltar e deixar de ser tão santo.
Mas não cheguei tão longe para deixar tudo se perder.
Se um dia eu for embora vai ser para sempre.
Se um dia o mundo me chamar,
Não conte que eu volte para o Natal ou as férias.
Não espere que eu ligue dando noticias de como estou,
Ou de como minha vida anda.
Eu espero chegar ao meu fim sozinho,
Em um sanatório com muito dinheiro no bolso.
Eu espero morrer em uma cama de hospital,
No silêncio do branco e do frio, morrendo de dor e agonizando.
Espero morrer novo e não velho,
Sem nenhuma ruga na minha cara.
Perdi as minhas esperanças que essa vida possa mudar.
É nessa minha moradia que sinto o medo,
É aqui que não me deixam alcançar,
Todos os meus desejos,
Que sempre me propus a sonhar.
Está na hora de usar da estratégia,
Enquanto eu puder agüentar,
Assim que pegar meu diploma,
Nenhuma família vai me segurar.
Eu sou do mundo, e tenho um pouco de medo,
De quem eu possa me tornar.
Se eu for embora não me ligue,
Não tente me mandar noticias,
Para onde eu for pode ter certeza,
Que será melhor que qualquer dos meus dias.
Se você não me valorizar agora,
Não apareça nunca mais no meu depois.

By: AyKe.HeineDef.

14.2.12

Minha Große Dépression

Feito em 16 e 17 de Janeiro de 2012...
Was kann passieren?
Meine kopf tut weh,
Meine augen öffnen sich nicht,
Dienen nur zu weinen.
Scheißleben ich verachte,
Jene leute idioten,
Dass lachen wie die motten.
Ich glaube, ich werde überleben.
Meine schmmerzen kamen zuruck.
Não sei o que se passa dentro de mim,
Eu sinto que não estou mais vencendo,
Que a dor de dentro de mim está crescendo,
E que meu controle não é mais o mesmo.
Je ne sais pas ce qui se passe à L'intérieur de moi,
Je me sens comme je ne suis pas gagnante,
C'est la douleur en moi est en croissance,
Et que ma commande n'est plus le même.
Eu choro com mais frequência,
Eu me isolo com mais facilidade,
Até mesmo em meus sonhos,
Já perdi a paz e a tranquilidade.
Je pleaure plus souvent,
Je m'isole plus facilement,
Même dans mes rêves,
J'ai perdu la paix et la tranquillité.
Eu preciso chorar. Preciso tirar esse peso do peito.
Eu preciso chorar. Me sufoco e isso não tem jeito.
J'ai besoin de pleurer. J'ai besoin pour soulager mes larmes.
J'ai besoin de pleurer. J'ai perdu mon espoir dans la mer.
Tem alguém dentro de mim já morto,
Que fede e acumula podridão.
Tem alguém dentro de mim já morto,
Que perde o foco e a direção.
Quelqu'un at-il mort à l'intérieur de moi,
Une personne qui est pourri et ça pue,
Quelqu'un at0il mort à l'intérieur de moi,
Que quelqu'un a perdu le focus et la direction.
Ich bin müde zu versuchen, die handgelenke geschnitten,
Ich habe versucht, meine haarfarbe zu ändern,
Sie wollen mich nicht, auf keinen fall.
Meine große drepression.
Un jour je vais être une star,
Exposée dans le ciel pour que chacun puisse voir.

By: AyKe.HeineDef.

13.2.12

É Todo Meu

Feito em 20 de Janeiro de 2012...

É como se pudesse abrir e folhear,
Um livro do qual eu escrevi,
Um livro com meu nome na capa.
Um livro onde o tema sempre sou eu.
Um pouco narcisista, devagar e cavalgando,
Mas continuo te inspirando,
Com meus relatos e mentiras sobre verdades.
Mas esse é o único lugar onde,
Posso ser uma estrela sol,
Onde tudo gira em torno de mim,
E onde eu faço minhas vontades.
E aqui nesse lugar em que escrevo,
Pode ser deprimente, ou uma fuga da realidade.
E daí? Não gosto de viver em tudo que é real mesmo.
Talvez nunca acorde desse sonho,
Ou nunca acabe meu livro com o fim esperado.
Mas fins nunca são esperados,
E só podem ser concluídos com um ponto final,
Com um desfecho bom ou mau,
Do personagem quase sempre principal.
Alguns dão seu lugar de destaque para outros,
E seu próprio livro não é seu.
É um modo educado de tentar dizer a você,
Que muitos vivem a vida dos outros,
Mas isso por que os outros deixam viver.
Concorda comigo?
Especulo demais em tanta mentira,
Ou nas minhas próprias opiniões,
Que às vezes nem percebo,
Que existe alguém ainda que leia toda essa babaquice.
Mas no final saberei se foi tolice,
Minhas horas perdidas aqui nesse lugar.
Capítulos. Parágrafos. Versos. Estrofes.
Isso tudo pode cansar, mas não parar.
Não são tantos que no mundo vivem do que pensam,
Ou pensam para viver e transformar.
Mas isso é o que eu acho sobre tudo.
Não que não goste de ouvir opinião.
Mas esse lugar é onde me faço,
Onde sou eu mesmo e não me importo,
Com o mundo lá de fora que é real.
Apesar de que esse também às vezes me mostra,
Uns amargos sabores de realidade.
Mas não vivo dessa mentalidade,
De ser normal e não um louco.
Posso falar também que de santo não tenho nem um pouco,
Muito menos que não vou mudar meus conceitos e minhas palavras.
Mas esse capítulo da minha vida,
Só poderá ser meu. Eu sozinho. Eu sem ninguém.
Não digo que não irei me perder entre outros olhos,
Ou que não irei sentir nada,
Mas nesse capítulo quero ser apenas eu.
Eu e este lugar sem um fim.
Eu e este começo de estrofes e mais estrofes.
Quem sabe ainda termine com um feliz para sempre.
Não que prefira isso.
Sempre preferi romances com finais trágicos.
Mas aqueles nunca foram livros escritos por mim.
Apenas li eles. Apenas imaginei como seria comigo.
Mas meu livro é diferente.
Não o classifico como um romance.
Não o classifico como um conto infantil.
Acho que nem irei classificar.
Já enchi seu saco demais com esse papo,
De escrever livros e livros,
E versos e mais versos sem algum sentido.
Quem sabe você leia isso daqui uns anos.
Quem sabe daqui uns dias ou meses,
Quando não tiver nada para fazer.
Eu me dedico apenas a isso.
Eu apenas faço isso por que gosto,
Nunca usarei isso como uma desculpa para passar tempo,
Ou para me esconder das vontades que todos já tiveram,
De desabafar por muitos motivos,
Não que isso não seja bom. Eu aprendi a gostar disso dessa forma.
Mas hoje aprecio muito mais que isso,
Aprecio que escrever é ter o domínio,
Das letras, das grafias, dos versos impossíveis.
Dos temas imaginados, irreais e manipulados.
Dessa magia toda de você poder fabricar um algo novo.
Desculpe minha grosseria,
Estendi-me demais em tantas linhas,
Acabei perdendo totalmente o meu controle.
É por isso que escrevo. Para perder o meu controle.
É bom escrever, assim deixo muitos capítulos,
Escritos no meu livro.
O único algo que é todo meu,
É meu e é minha vida.

By: AyKe.HeineDef.

12.2.12

Fome De Você

Feito em 04 de Janeiro de 2011...

Eu sinto o seu cheiro,
O doce da inocência.
Eu sinto um desejo,
Sem um pingo de decência.
Eu quero seus pedaços,
Eu quero seus inteiros,
Eu quero um dos seus olhos,
E queimar todo o seu cabelo.
Um suicida com fome,
Um suicida com fome de você.
Um suicida com fome,
Um suicida só você não vê.
Se seu sangue descer,
Entre as pedras do nada,
E as partes se forem,
Sua carne já devorada,
O doce do novo preto.
Seus felizes momentos de agonia,
De castidade e selvageria,
Um dos poucos que gera moscas,
Um dos poucos que gera moscas mortas.
Eu sinto seu cheio,
Você é inocente,
Quem sabe descente,
Um nada no nada.
Diga uma aleluia aos céus,
Alguém ainda tem fome de você.
Seus pedaços devorados,
Seus pedaços pendurados,
Suspensos no ar do abismo da colina.
Os abrutes e os corvos,
No ponto cego da sua cara.
Os urubus e os corvos,
Revoando sua mente de nada.
Pessoa pequena, pessoa sem sorte.
Quero seus pedaços e seus inteiros,
Quero o seu sangue e seus devaneios,
Eu sinto sua pele fritar no inferno,
Eu sinto seus olhos queimarem minha alma,
Eu quero a sua carne usada,
Um demônio que perde a calma.
A fome aumenta e a população padece,
E começa o canibalismo da espécie,
O canibalismo moral de viver.
Quem não devora é devorado,
Quem não degola é degolado.
Eu sinto o seu cheiro e quero você,
Quero seus pedaços assados em fogueira,
Tenho fome de você e te quero.
Perdido nas fronteiras de alguma coisa,
Perdido e com fome de sangue.
Sua carne é macia,
Você é inocente. Como eu pensei.
Que se desvirtuem os virtuosos,
Que se queimem os grandiosos,
Que se faça um banquete,
Para matar a fome do mundo.
Tenho fome de poder,
Tenho fome de você,
Apenas tenho fome.

By: Ayke. HeineDef.

11.2.12

Sem Planos

Feito em 21 de Janeiro de 2011...
O melhor da vida é correr riscos.
O melhor da vida é não fazer planos,
É começar a enxergar os belos momentos,
E nunca mais olhar para o passado de anos.
É como se nunca nada tivesse acontecido,
Por que é esse presente que importa,
Não digo para não ter objetivos,
Mas não fique planejando como uma mosca morta.
Sem planos. O que vier será aceito de bom grado.
Sem planos. Por que é assim que tem que ser.
Tudo pode acontecer,
Basta estar aberto a novas experiências.
Conversando com um amigo eu me lembro,
Que não cheguei onde estou por acaso,
Não foi por que fiz algum plano,
Mas por que apenas deixei a vida ir me levando,
Mas nunca fui ficando ou parando,
Sempre continuei e não é agora que irei parar.
As coisas podem estar péssimas,
Eu posso até pensar em acabar,
Com minha própria vida, mas me diga,
Como isso pode me ajudar?
Não busco mais pelo futuro.
Tenho que viver esse aqui e agora.
Não posso me lamentar por não conseguir,
Ou por não ter a vida que desejei.
Ao menos tanta coisa pior eu já superei.
Tantos que param e não podem nem mais se mexer.
Quer saber? Tudo é sem planos.
Aonde eu chegar, eu não irei parar.
Eu sempre fui aquele expresso do oriente,
E hoje consegui encontrar-me.
Antes tarde do que nunca.
Tarde e nunca. Futuros. Palavras que devem ser descartadas.
Melhor seria substituir as palavras por um agora.
Tarde pode ser passado dependo de sua situação de tempo.
Então esqueça a palavra tarde.
Melhor agora do que um nunca de um futuro que é presente.
Não posso exigir que tolere esses meus delírios,
Ou que entenda no menor ou mínimo o que penso.
Esse presente é meu. Esse presente sou eu.
Planos? Não. Hoje estou sem planos para o futuro.
Hoje não penso mais em nada,
A não ser aproveitar aquilo que eu conceituo vida.
Abrir meus olhos e poder ver,
Aquilo tudo que sempre fui eu.
Aquela razão perdida, mas no agora.
Sem pensamentos distantes. Sem planos.
Sem perspectivas do que pode me acontecer.
É assim que quero viver.

By: AyKe.HeineDef.

10.2.12

Frases Soltas

Feito em 21 de Janeiro de 2012...
Meu caminho. Tanta história.
Cabeça ausente que pensa sem parar.
Olhar para a parede,
Segredos a guardar. Orgulho? Nem pensar.
Às vezes eu consigo ver,
Que vivo, e vivo sem tentar,
Me encaixar em tantos eixos,
Eixos que não posso controlar.
Imagino um velho carvalho, que fica parado,
Há anos ele já sabe o que fazer.
Velho carvalho, com tantos galhos,
Direciona-se a luz sem nada a perder.
Então me descabelo eu não nego,
Me descabelo sem pensar no amanhã.
Me descabelo, sim eu confesso,
Talvez tudo não passe de uma morte de Roldán.
Ás vezes as coisas que eu digo são imorais,
Mas, são tão reais,
Que não consigo mais distinguir,
Algo imoral como uma coisa ruim.
A realidade às vezes é boa,
A imoralidade também.
Essas são minhas frases soltas,
Prendidas em um contexto final,
Essas são as minhas células,
Prendidas em um corpo normal.
Eu relaxo, eu choro, eu dou risada,
Já passei, já inventei, história passada.
Eu danço, eu canto, eu sou humano,
Eu sou normal, só não sou comum no engano.
Tudo é uma questão de sobreviver.
Sobreviver o inexplicável,
Sobreviver ao impossível.
Sobreviver onde tantos querem morrer.
Mas isso tudo apenas são regras.
Eu não sou aquele que dita regras.
Mas quem o é?
Para mim regras foram feitas para serem quebradas.
São paradigmas idiotas da fantasia humana.
Minha única regra é viver.
Imagino um começo, após um passado.
Coisa estranha de um caso acabado.
Nunca negue seu passado,
Você já foi ele um dia.
Mas, não se prenda no passado,
Você já foi ele, não é mais.
O passado só pode ser passado.
É por isso que o inventaram e você o faz.
Uma palavra chamada presente,
Não foi em vão inventada, você não sente?
Como pode ser tão grande nosso universo?
É com isso que me despeço,
Desse fim de curtas palavras já prontas,
Que formaram as frases soltas.
Não que seja do meu feitio, foram eleitas,
Por suas intensidades e belezas.
Pequenas frases soltas serão mais bem feitas,
Do que um texto incompleto de incertezas.

By: AyKe.HeineDef.

9.2.12

A Colina

Feito em 26 de Dezembro de 2011...
Alguém domina aquelas fronteiras.
Alguém limita a miséria.
O sacrifício é para os doentes mentais,
Diferentes do existente nessa guerra.
Alguém domina aquelas fronteiras.
Alguém limita a fome.
O sacrifício é dos humanos inexatos,
Toda a vida que existe some.
Alguém domina a sua fronteira,
Alguém do conjunto,
Alguém do "não estou sozinho".
Alguém domina a sua fronteira,
Alguém que é alguém,
Alguém do "eu sou uma estrela".
A solidão é desgraça,
O domínio é exato.
A solidão é desgraça,
O domínio é a força do laço,
Que lhe prende, que lhe faz,
Que lhe prende e lhe traz,
A vida é um domínio do nada.
Colina abstrata que vaga na luz,
Da peste da fome, nas mãos de Jesus,
É bento o cento, tormento da guerra,
É a hora, é agora, a era da paz,
Do reino do doce, da dança do cais,
O amor é sob o domínio,
O domínio é a nossa paz.
Alguém domina aquelas fronteiras!
Largue seus escudos, nós estamos em mais.

By: AyKe.HeineDef.

8.2.12

Horror

Feito em 14 de Janeiro de 2012...

Horror? Ele me descabela.
Horror? Ele me faz fera,
Que devora os meus próprios medos e monstros.
Alguém grita enquanto é decepado,
Um de seus olhos é separado,
Do restante de toda a merda que sempre foi.
Não adianta chorar após perder nos lances,
Você sempre teve todas as chances,
Mas nunca quis dar certo. E esse é o horror?
Mas essa é toda a merda que eu serei capaz de te dar,
De te oferecer ou lhe entregar.
Essa é a porcaria da porra que eu sou,
Que eu sou sem seu horror ou medo.
Essa é a porcaria da porra que eu sou,
Que eu sou sem saber quem eu serei.
Eu aceito minhas obrigações.
Eu aceito minhas obrigações.
Eu aceito minhas obrigações.
Eu aceito minhas obrigações.
Vá para o inferno com essa onda de novo,
Vá para o inferno com esse tal de amanhã.
Horror? Ele não é mais minha guerra.
Horror? Já lhe disse que me fez fera,
Que devora os meus próprios medos e monstros.
Para que uma vida? Diga-me, para que?
Eu sei para o que eu fui feito,
Eu sei para onde vou quando fechar os olhos.
Eu sei onde eu quero chegar.
Só não me peça para mudar,
Quem sabe já seja tarde demais para mudanças.
Horror? É isso que eu sinto.
Horror? Eu não posso mais pensar.
Mas já cheguei a tantas conclusões,
E já é tarde para eu esperar.
Devo cumprir com minhas obrigações,
Devo parar de me torturar.
Se compactuasse com o sangue,
Na verdade sem a inocência.
Mas do mundo aonde venho eu não sou exceção.
Não sou aquele desprezado da minha nação,
Do planeta do controle e do domínio.
Não ligue se eu desaparecer após começos,
Ou se eu padecer em alguns dos meus tropeços,
Ao menos não fui tão inútil quanto à maioria.
E pode ter certeza que minha alegria,
Sempre foi ver seus lábios falando sobre meus modos.
Horror? Já tive um dia.
Horror? Não é irmão da monotonia.
Não, eu nunca mais irei chorar,
Aprendi a me amar e me valorizar,
Por que ninguém poderá ser como eu sou.
Não adianta adiar o inevitável,
Uma hora você vai ter que me aceitar,
Por que se um dia eu chegar onde eu quero,
Ninguém será capaz de me derrubar.
Horror? Não obrigado, aceito o meu sem açúcar,
Ou com algumas gotas de limão, para diferenciar.
Entenda, alguém como eu não nasceu por nascer,
Nasceu para aprender a ser,
Aquela estrela que você vê todo dia lá no céu.
Horror? Sim eu quero. Aceito o meu em dose dupla.
Eu sei que tudo isso me machuca,
Mas vou querer ser levado a sério.
Por isso não me desespero,
Por isso vou ser alguém memorável.

By: AyKe.HeineDef.

7.2.12

Meu Cajado

Feito em 18 de Janeiro de 2012...
Por sobre a luz do mundo um cajado.
Por sobre a luz do mundo um iluminado.
Por sobre os escombros civilizados, um destemido,
O jovem sonhador do século passado.
Você aí de cima ainda me vê?
Isso tudo sempre foi para você.
Esse pode ser o fim, possuo um dos cajados,
A reza é forte, a alma não teme, o jovem amado.
Geração sem fé. Queima com a destruição.
Um meteoro já sem tempo, destrói toda uma nação.
Eu ando por sobre os escombros,
Por sobre a luz do mundo um cajado.
Por sobre a luz do mundo um iluminado.
 Olhe para a luz e dance para o cara lá de cima.
Nenhum fogo me atinge, meu cajado.
Não me importo com os restos,
O rastro de fogo está chegando.
Entre verdes matas e florestas o encontro,
Todos com os cajados dançam,
Não se importam com seu futuro ou o amanhã.
Eles dançam para seu pai,
Eles seguem e acham,
Aquela é a nova cidade,
Para os senhores dos cajados.
Você aí de cima ainda me vê?
Isso tudo sempre foi para você.
Rastro de fogo acaba.
Cajado da luz é entrada,
Todos riem por terem concretizado,
A missão dos escolhidos e iluminados.
Por sobre a luz do mundo um cajado.
Por sobre a luz do mundo um iluminado.
Por sobre os escombros civilizados, um destemido,
O jovem sonhador do século passado.
Onde posso cruzar essa realidade?
A mais cruel de todas as realidades.
Você aí de cima ainda nos vê?

By: AyKe.HeineDef.

6.2.12

O Melhor Dos Mundos

Feito em 14 de Janeiro de 2012...
Ninguém me olha e isso é bom,
Ninguém me olha e eu penso.
Meu cabelo se liberta e voa,
E esse é o melhor dos momentos.
Um chinelo nos meus pés,
Posso baixar a arma da minha mão,
Areia, sim isso é areia,
Eu nunca fui tão cego da razão.
Mas, ninguém me olha e isso é o melhor de tudo,
Melhor do que dominar o mundo,
Ou aguentar as mesmas caras de bosta.
Foi bom, meio irreal, encontro-me com o mar.
Foi bom, até um pouco lunático.
Mas tudo que sempre quis alcançar,
Me parece apenas uma parcela do fantástico,
Mas aquele é o melhor dos mundos.
As luzes do céu, os prédios que crescem.
O vento que é frio, e ninguém me olha.
Aqui dentro de mim, os pensamentos esquecem,
Daquela maldita cidade do inferno.
Aquilo sim é que foi um lugar exato,
Onde deixei "um dos meus" morto no mar.
Embora agora? Não quero mais voltar.
É duro encarar a verdade,
Mais duro é tentar não chorar,
Mas enfim eu posso dizer que sei,
Que lá foi o meu momento de me libertar.
O que eu quero fazer e ser?
Não posso mais parar para pensar.
O melhor dos mundos. Foi assim que eu cresci.
O melhor dos mundos. Foi assim que eu aprendi.
Existe sim um mundo melhor lá fora!
O que está me olhando? Perdeu alguma coisa?
O mundo é maior do que um Atlas,
Lá fora ninguém nos ensina as ciências exatas.
As pessoas daqui me enojam.

By: AyKe.HeineDef.