29.4.12

Vida Campestre

Feito em 30 de Março de 2012...
Quem é ele que anda lá longe?
Busca por serviços e coisas intermináveis.
Quem é ele que vai tão longe?
Com os pés fixos no chão que o segura.
Ele sobe e desce montanhas,
Ele governa um rebanho,
Ele sobe e desce montanhas,
Ele governa um rebanho, um sonho.
Conseguimos parar por cinco minutos?
Esse mistério eu deixo para o final,
Mas quem é ele?
Cinco minutos: no meio nada.
Apenas uma vida campestre e você.
Os pássaros que sussurram ao longe,
Daquele imenso horizonte coberto,
Por uma selva vertical, mas verde,
Não uma selva de pedra,
Não uma selva de pessoas.
O barulho de água do riacho,
Gota por gota batendo nas pedras.
O mundo aos seus pés em segundos,
Em apenas alguns dos segundos dos cinco minutos.
Todos aqueles sonhos e medos,
E você podendo pensar sem ver um relógio.
Todas aquelas chances e seus desejos,
O medo de morrer ali sem ninguém, você e você.
A terra é mais firme onde pisamos,
O ar é mais limpo e não nos importamos,
Se existe alguém melhor do que nós nesse mundo.
O pensamento vira o universo,
Vira um verso,
Uma rima cantada na sombra das árvores,
Na luz de um dia,
Na refrescante paz da água,
No doce sorriso da águia,
Que te observa, que te observa.
Cinco minutos: no meio do nada.
Quem é ele afinal?
Aquele que planta e colhe frutos.
Aquele que ignora os vultos,
Brancos, tão brancos de uma manhã fria.
Ele que leva e não leva a lenha,
Que queima e não queima os gravetos,
Que alimenta e não alimenta,
Que sonha e não sonha um sonho.
Sonha uma realidade digna,
Uma realidade tímida,
Mas a sua realidade.
E quando acaba mais um dia,
A noite é sua religião,
É hora de descansar dos esforços,
Do dia da luta, do dia missão.
Sua missão é fazer brotar vida,
Onde sempre faltou compaixão.
Sua missão é fazer brotar vida,
Do fundo da Terra, plantando no chão,
Uma bela semente, regada, regada, a luz da escuridão.
Se de dia ele leva sua boiada,
De noite ele descansa da emboscada,
Dos seres vultosos que brilham.
Amor eterno amor pelo silêncio.
Gestos dizem mais do que palavras.
Quem é ele que faz isso e mais um pouco?
Só pode ser um louco, só pode ser um louco!
Quem é ele?
Ele sou eu.

By: AyKe.HeineDef.


28.4.12

Exato Momento

Feito em 30 de Março de 2012...
Foi nesse exato momento em que perco mais um,
Que começo a fazer e não mais apenas pensar.
Alguém de alguma forma vai ter que pagar,
Por que ninguém faz nada sem consequências.
Cansei de ser polemica em assuntos passados,
Quero a polemica desse momento,
Quero fazer o que sempre tento,
Por que dessa vez eu tenho uma razão.
Uma vida negra de um felino,
Que poderia se tornar um grande hino,
Ou apenas mais um momento de sonho,
De sonho, de sonho.
Nada é sonho. Tudo é real.
Se não for dessa vez nunca mais vou fazer mal,
Á aqueles que me destroem aos poucos.
Eu não chego mais no fundo do poço.
Eu apenas sei, aprendi a fazer o correto.
Que uma vida seja um grande recesso,
Por que sem justiça eu não dormirei hoje.
Minha mão grita por sangue,
De coisas culpadas, seres culpados,
E dessa vez chegou sua hora, seu covarde,
Mate a mim e não a um gato.
Diga-me quem irá ser como meu gato?
Como você que o matou, um trouxa, todos são.
Eu quero alarde. Não vou ser covarde,
Já matei por mais pouco.
Não mexa comigo, nem seja louco,
Por que quero o sangue dos culpados.
Meu gato. O único preto. O primeiro.
Meu gato. Isso já foi longe de mais,
A vida é jogo, os movimentos você faz.
Mata um aqui, ali, quando vê você morre.
Pelas mãos de alguém que não é covarde,
Assim como as minhas.
Passe em cima de mim, não de meu gato.
Passe em cima de mim.
Ainda não cometi nenhum ato.
Espere a vida, espere a vida.
De hoje em diante você ganhou um inimigo,
Enquanto não pagar pelo preço da vida de meu gato,
Eu não sossegarei. Eu não sossegarei.
Mas de uma coisa eu bem sei!
Já não posso mais ser covarde.
Espere por meus atos.
Espere por meus atos.
Mexa comigo, não mexa com meus gatos.

By: Ayke.HeineDef.


27.4.12

Deja-Vú

Feito em 26 de Março de 2012...
Velhos momentos e eu sentado em uma mesa,
A escrever sobre expressos e coisas aleatórias,
Sorteadas como palavras em um dicionário,
Acreditando ser um patético missionário,
Que pregava um conceito único de pensamento.
Mas a única coisa que fazia era um julgamento,
Das ideias que achava interessante,
Que me excitava e me deixava estonteante,
Por mais, por mais, sempre por mais.
Sozinho cantando músicas aleatórias,
Pela tarde inteira que era vazia,
Após uma grande manhã fria,
Em que tinha que ver pessoas que detestava.
Naquele período negro de transição,
Do que eu queria e do que eu amava.
E como amava. Mas a vida sabe o que faz.
Uma mãe nos céus. Um filho perdido na Terra.
Um filho perdido que de ingênuo passa a fera.
E assim foi que começou.
E assim foi que começou.
Uma semana foi o tempo que levou,
Para criar em mim alguém mais forte,
Que fosse capaz de não me deixar pra trás,
E mostrar quem era a verdade escondida,
Que sempre se sentiu recolhida,
Por trás daqueles cabelos virgens de um santo.
Por uma semana não entrei em prantos,
Mas eu cresci todos aqueles dias.
Venci-me todos aqueles dias.
E para minha alegria cresci e fui outro.
Foi assim que mudei aos poucos,
Até toda essa porcaria que me tornei.
Como eu tentava esquecer uma coisa daquelas?
Acho que por certa culpa que me afligia,
Por que semanas antes ainda naquele dia,
A mulher da minha vida me pedia:
“Não me deixe morrer”!
Eu trouxa, acreditei que a vida sempre foi flores,
E que apesar daquelas dores,
Ela voltaria como sempre, e sorriria,
E eu ficaria feliz por mais algumas décadas.
Acho que por isso que tive que optar por mortes secretas,
Onde cada dia morria um pouco,
Para poder nascer outro,
Mas não outro igual.
Quis deixar minha vida com um pouco mais de sal!
Mas quem que pode crescer sem perdas?
Tudo começou naquelas tardes, naquela mesa.
Ouvindo músicas e escrevendo aleatoriamente,
Palavras listadas em dicionários.
Meu Deva – Vú de onde nascia,
Os cadernos do mau,
Ou alguém alter-ego.
Acho que embarquei mesmo naquele expresso.
Acho que estou em movimento.
Acho que o ciclo é vicioso,
Acho que eu sou um tanto misterioso,
Mas que vida não é bela sem esse gosto,
De deixar intrigados os outros,
Sempre esses outros.
Naquele quadro negro,
Apenas risquei as piores opções,
E o que me sobrou é esse que eu sou,
Esse que eu sou.
Naquele pedaço do céu,
Apenas roubei um dos talentos,
E o que me sobrou é isso que faço,
Isso que faço.
Naquela mesa eu comecei,
A desenhar minha vida e meu espaço,
Com aquele expresso aprendi,
Eu não vou cair, eu vou sempre sorrir,
Eu vou ser um palhaço.

By: AyKe.HeineDef.


26.4.12

Os Rasputins

Feito em 25 de Março de 2012...
Chame-me de Rasputin o mago,
Chame-me de Rasputin o vidente,
Alguém que prevê o que você sente,
Que faz por tudo do tudo que é tudo.
Chame-me de Rasputin o mago,
Chame-me de Rasputin o vidente,
Alguém que prevê o que você sente,
Que faz por tudo do tudo que é tudo.
Não tenho razão, por que é absoluto.
Não tenho paixão, isso é um luto.
Amor é verdade. Mas, amar e amar.
A verdade é loucura, é Sabah de mistura,
É acreditar nessa absoluta razão.
O que você faz diante desse mágico espelho,
Olhando fixamente à ele a fim de enxergar,
Quais serão os seus problemas futuros?
Quem nunca precisou de mais,
Quem nunca precisou de paz,
Quem nunca? Quem nunca?
A vida é uma eterna luta.
Eu estou incomodando a sua falta de fé?
Não fique ai parado curve diante do meu pé!
Chame-me de Rasputin o mago,
Chame-me de Rasputin o vidente,
Se vingue, se mate e se humilhe,
Se deseje, se atreva, você é descendente?
Agora eu posso ver, pois abri meus olhos,
Agora eu posso ouvir, pois abri meus ouvidos,
Agora eu posso sair e correr perigos,
Por que antes eu morria e agora eu vivo.
As estrelas cadentes que caem,
As estrelas que fazem um céu,
Na madrugada cheia de corpos celestes,
Da névoa que encobre com um véu.
Uma mágica lua, que dança com seus servos.
Os Rasputins estão de volta,
Para a grandeza dos que são lerdos,
Por que tudo é rapidez, rigidez, amor sobre tudo.
Os Rasputins estão despertando para a alegria do mundo.
Chegou mais um outono,
Mas uma estação tão amena quente e fria,
Tão excitante e vazia,
Tão Rasputin, tão Rasputin.
Vida maravilha. Vida gloriosa.
Alguém que me desperta para essa prosa.
Chame-me de Rasputin o mago,
Chame-me de Rasputin o vidente,
Não ria de minhas palavras você não sente?
Um mundo melhor é um mundo descente,
Um caldeirão? Uma vara? Uma poção? Não!
Uma imensa carga positiva de vida.
Os Rasputins estão acordados.
Fique atento, você pode ser chamado.
Que seja um amém. Que seja um amém.

By: Ayke.HeineDef.


24.4.12

Salve-se A Si Mesmo

Feito em 26 e 28 de fevereiro e 25 de Março de 2012...
Está na hora de correr por sobre as águas,
Está na hora de chorar pelos oceanos,
Está chegando a hora de criar e recriar,
Está chegando a hora de agir sem planos.
Salve-se por si mesmo,
Não é tempo de agir com brincadeiras,
Hoje ninguém mais lhe ama,
Ande sozinho por suas próprias pernas,
Não seja dependente, pois o mundo independe de você.
Os velhos hábitos que nunca mudaram,
E o ser humano ainda a acreditar em tudo sem questionar,
Pois sempre viveu acostumado,
A viver e sonhar, nunca em praticar.
Erros serão tolerados por serem erros.
Apenas serão acertos futuros, daquela vida futura.
Se todos hoje em dia são maus,
Então se salve sem pensar,
Não é hora de recuar,
Esse pode ser o ultimo dos momentos.
Eu não sou aquela pessoa típica de fracassar,
Por que o caminho às vezes complica, mas não quero parar,
Por que é de grande valia tentar,
Isso nunca matou ninguém na vida.
Estou no caminho certo? Isso quem sabe?
Nunca fui convidado para merda nenhuma.
O problema é questão de salvar-se.
O problema é que sempre foi você e mais ninguém no mundo.
Quem realmente se importa com os outros bem lá no fundo?
Não vou ser o primeiro a me preocupar!
Montem em seus unicórnios alados,
Prendam-se e sejam bem amados,
Salve-se a si mesmo,
Pois o fim pode estar próximo!
Vá embora e se esconda,
Por que quando a guerra chegar,
Que suas armas estejam prontas,
Todos querem lhe prender e matar.
Salve-se. Salve-se. Salve-se.
Não olhe para trás e corra.
Não olhe para trás e não morra.
Ninguém poderá lhe salvar,
Nem mesmo sua fé maníaca,
Nem mesmo sua ignorância fatídica,
Pois os mares estão chegando,
O fim está apenas começando,
Um Jesus está nascendo,
E dentro de você todo o ódio do mundo esta crescendo.
Não abra a janela! Não abra a porta!
Por que deus no seu alto céu,
Com você não se importa.
Salvando-se terá futuro.
Mas deve cair para um dos lados do muro,
Por que escolhas são melhores que não escolhas.
Abrigue-se em si mesmo,
Salve a sua mente.
Se você ainda se acha descente,
Viva tudo e mais um pouco.
Posso parecer agora o louco.
Mas minhas manias acabaram.
Salve-se a si mesmo ser imprestável,
Se não quiser ser carta fora do baralho.

By: Ayke.HeineDef.


22.4.12

Madrugada Do Silêncio

Feito em 25 de Março de 2012...
Começaram com risos aquela madrugada,
Que depois de tantos gritos foi silenciada,
Bela madrugada! ,
Madrugada do vinho e do silencio nada exato.
A sublime paz na minha alma invade o espaço,
Que era ocupado por essa antiga mania de nunca acreditar.
Quem diria que eu pudesse mudar,
A madrugada silenciosa me fascina.
Um céu muito bem elaborado,
Com estrelas nos lugares certos e aquele ser iluminado,
E aqueles pequenos ruídos de gente como eu,
Que não dorme. Que não dorme.
Que comtempla aquele silêncio e não dorme.
Não me engano quando digo,
Que esse sublime medo de viver me assusta,
E que apesar das minhas tantas lutas,
O amor que me invade me muda,
Por que eu sou novamente novo.
Tudo parecia uma grande mentira,
Sem pingos nenhum de verdade.
Era como se minha vida me fizesse uma caridade,
Após tanta coisa passada e sofrida.
Enfim podia ver a saída,
Apenas tinha que aceitar a vida,
E ser feliz com tudo que eu tenho.
Apesar dos ganhos às vezes não compreendemos,
Que pequenas coisas são mais importantes,
São mais gratas e brilhantes,
E nos libertam das coisas ruins e pensamentos negativos.
Consigo ouvir tudo aquilo tão longe,
Que antes apenas eram ruídos sem espaço,
Enfim eu pude entender tudo que eu faço,
E sorrir mais uma vez para o céu da madrugada.
Felicidade tem, felicidade me invade,
Felicidade vem, felicidade felicidade,
Às vezes o melhor é não acreditar.
Tudo se resumia aquele casal em baixo da árvore,
Embaixo de um céu, embaixo, bem embaixo.
Enfim alguém viu que existem chances no espaço,
Para o sublime sentimento de ouvir nada.
Madrugada silenciada, coberta por corpos.
Madrugada silenciosa, repleta de viradas de copos,
Madrugada, madrugada, madrugada.
Bela madrugada! Bela madrugada!
Felicidade não se faz se completa,
Madrugada não se faz se completa,
Amor sublime, desejo de tudo.
Começa no silêncio de ruídos,
Termina no silêncio do mudo.

By: Ayke.HeineDef.


20.4.12

Eu Retornei

Feito em 25 de Março de 2012...
Não posso dizer com palavras o que vejo,
São coisas de outras vidas, mas nem percebo.
Como posso estar com tanto sono e ir dormir cedo?
O que passei em outras vidas?
Os relances que me vem na cabeça,
Enlouquecem-me a ponto de me fazer chorar.
Não posso mais ser eu mesmo nessa vida,
Eu me lembro de coisas que fizeram me matar.
Não sou eu que estou programando-me para vê-las,
São eles que estavam programadas para me ver,
Às vezes algumas visões se tornam grandes problemas,
Mas sempre nos fazem enquanto pessoas crescer,
Na nossa incansável busca espiritual.
Posso sair por ai com uma moto sem mal,
No meio do nada com o vento na minha cara,
Mas eu retornei a me ver,
Retornei a ser aquele jovem destemido,
Que vivia sua vida com sua moto sem fronteiras,
Que vivia e só pensava em besteiras,
Por que era assim que em outras vidas ele vivia.
A moto e o horizonte. Um belo sol um ser estonteante.
Meu rosto coberto por um capacete,
E minha vida levada por impulsos,
Apenas via dos meus lados os vultos,
Das árvores daquela floresta no meio do nada,
Eis que em momentos minha alma desesperada,
Derruba-me da moto e eu fico ali caído,
Naquele lugar no nada e evoluído,
E morro ali sem ninguém dos meus lados.
Apenas uma estrada sem fim.
Apenas uma floresta sem começo.
E aquele bibliotecário viciado,
Em tantas palavras um ser indomável,
Um velho sem vida,
Com palavras velhas e sofridas.
Um ambiente medieval,
Com paredes sombrias e velhas.
Tijolos sem revestimentos,
Tudo visto à luz de velas.
Tantas prateleiras com tantas informações,
E aquele velho que sabia tanto,
Vivendo de remorsos e decepções.
Esse eu não posso lembrar-me do momento exato,
Em que deixa o físico do espaço,
Para viver em luz e desconhecimento.
Tudo muito relativo para seu contento,
Que sempre buscava informações em livros.
O outro prefiro censurar,
Por que ainda não compreendo a lição,
Ainda não entendo a situação,
Que o fez voltar e voltar.
Apenas peço que me deixe viver e sonhar,
Sempre com mais, sempre com mais.
Não posso dizer com palavras o que vejo,
Por isso termino, por isso desejo,
Que nunca me entenda.
Viver pode ser um aprendizado ou um eterno sonho.

By: Ayke.HeineDef.


19.4.12

Tromperie

Feito em 27 e 28 de Março de 2012...
Decepção.
Tantas encruzilhadas onde damos sempre adeus,
Aos pedaços de nossos passados sem soluções,
E a pedaços de nossas almas sem compaixões,
Que façam algum sentido em algum caminho.
A vida é distorcida,
Com todos os seus valores,
Após tanta luta perdida,
Para os verdadeiros senhores.
A fé não é fraca,
Fraca é a razão.
A fé não é santa,
Santa é minha falta de religião.
Eu enquanto pequeno nesse caminho,
Acordo na noite sozinho,
Escutando as vozes da minha cabeça,
As vozes das minhas lutas internas,
Que permaneciam mudas, permaneciam mudas.
Devo acender uma vela e ir para a escuridão,
Com os meus pés descalços devo pisar no chão,
E entrar nessa estrada que tanto me assombrava,
Mas eram apenas velhos vultos que me assustava,
Deixados em tantas encruzilhadas,
Em tantas memórias passadas,
Em tanta história vivida,
Decepção de uma vida,
Decepção de uma vida.
Tentar escolher e não ser escolhido,
Tentar demostrar, mas ser mal entendido,
Tentar ser vermelho no meio do azul.
Um vermelho puro e não um roxo.
Apenas a mesma vida sempre, não tem graça,
A vida deve ser uma eterna desgraça,
Um grande vermelho no azul.
Mas não um sonho de “everybody is cool”,
Sonhos não são vidas, são apenas sonhos.
Fazemos trocas de roupas diárias,
Fazemos trocas de pensamentos diários,
Somos seres de trocas. Somos seres de trocas.
Alguns são mercadorias baratas,
Outros são mercadorias de luxo,
Alguns nem se importam com o custo,
De ser uma mercadoria de segunda mão,
Outros vendem,
Vendem, vendem, vendem.
Outros nasceram para vender e não serem vendidos.
J'ai troqué mon cœur pour un rêve
J'ai changé ma déception avec un rêve,
Pour un rêve. Un beau rêve et de luxe.
Aujourd'hui, je vis une partie de ce rêve.
Aujourd'hui, je suis mon rêve,
Mon rêve avec vous.
Lune qui brille mystère qui se cache
Qui marchent enfant par la marche,
Si l'échange avait été faite,
l'identité de cours,
Mon rêve avec vous,
Similitude dans à coup sûr!
Nuit obscure de mes souvenirs errent encore,
Cette route du désert et dangereux,
Vie de l'autre côté de la peur,
Si l'échange avait été faite,
Je voudrais être le même, le même,
Déception.

By: Ayke. HeineDef.


18.4.12

Sábado De Sol

Feito em 03 de Março de 2012...
Começa o dia, mais um sábado.
Um dia de sol, um dia bem humorado.
Hoje todas as minhas esperanças se centralizaram,
E tudo que sempre foi experiências ruins se acabaram,
Hoje é mais um momento feliz.
Começa o dia, mais um sábado,
Posso perder a noção e fingir que sou retardado,
Por que é assim que gosto de viver.
Mas não me ache sem noção,
Por que quando quero eu me revolto,
Eu te mostro quem sempre teve razão.
Esse sábado alegre, em que fico perturbado,
Em que penso em pintar meu cabelo,
Em que eu me sinto livre e sossegado.
É assim que eu me manifesto,
Não na exatidão, mas no progresso,
Na filosofia do regresso,
Por que eu votei a ser alguém feliz.
Hoje estou inspirado e inspirando,
Estou sorrindo para o mundo e o mudando,
Por que é essa a função de um palhaço.
Eu gosto disso dessa forma,
Onde ninguém mais nem dá bola,
E nem se pergunta o do por que dos fatos!
Isso é bom, afinal não quero encher o seu saco,
Com meus sorrisos e gargalhadas tão altas.
Quero mexer minhas pernas e ir para o lago,
Quero poder viver e ser lembrado,
Por aquilo tudo que te intriga,
Aquilo tudo que me convém escrever sem briga,
Com os meus superiores de outro mundo.
Quero poder demostrar alegria sendo mudo,
Sendo surdo, sendo absurdo,
Quero poder influir sobre sua maneira de se ver,
Para você enfim poder aprender,
Que é parte desse todo que chamamos universo.
Posso? Vou fazer mais um verso.
Posso? Essa é minha pergunta de manifesto.
Ou sim ou não é o começo do meu sucesso,
Por que estou feliz e é isso que é selado,
Por que o dia é meu, e é sábado,
Então é assim que vou viver por hoje.
Deixe-me ter meus próprios erros,
Quero poder bater de cara no muro,
E poder contornar os obstáculos no escuro,
Mas sair vitorioso de todas as batalhas.
Eu só posso é ser orgulhoso,
E aprender a sentir o gosto saboroso,
Do ar que entra nos pulmões,
E respira tantas informações,
Deixadas como rastros por outras pessoas que já passaram.
Meu paraíso perdido, onde encontro o meu amor,
Onde posso me amar sem sentir receio ou dor,
Por alguma atitude errada que cometi,
Por que não posso ficar no chão quando eu cair,
Não nasci para o fracasso.
O azul do céu hipnótico,
Que é lírico e simbiótico,
Eu o amo e ele me ama,
Por que é assim que se fazem os casamentos.
Sábado de sol, dia do começo,
Do tropeçar mais continuar a andar,
Sem perguntar se esse é o preço.
Hoje o sorriso é meu,
Hoje o céu é meu,
Hoje não tenho mais condições de dizer,
Que tudo não valeu a pena,
Por que posso sempre ter problemas,
Mas é em dia como os de hoje que vejo a importância,
Da simbiose com o universo e da relevância,
De poder sorrir sem mostrar os dentes.
Começa o dia, mais um sábado.
Um dia de sol, um dia bem humorado.

By: Ayke.Heinedef


15.4.12

Mãos Amarradas

Feito em 06, 10 e 16 de Março de 2012...
Belos sorrisos falsos como o ouro dos trouxas,
Palavras sorrateiras que inventam conceitos,
E deixam minha mente em chamas soltas,
Para a glória dos poucos eleitos.
Mãos amarradas que não podem sair desse trilho de trem,
Por que o único dos motivos desse bem,
É tirar de você aquilo tudo que você pode controlar.
Não vai ser dessa vez que vão me agarrar,
Por que não existem vezes e chances em um fim de mundo.
O interesse. Minhas mãos amarradas.
O interesse. Minha alma selada.
O selo de compromisso com a verdade absoluta.
O selo de compromisso com a verdade ainda bruta.
O meu selo de compromisso.
Não me venha dizer que você ainda confia,
Em tudo que lhe cerca e não sabia,
Que isso tudo não existem mais em sonhos.
Mãos amarradas, eu ouço gargalhadas, nesses momentos bisonhos,
Eu sou sequestrado de mim mesmo,
Eu passo a ser um estranho,
Por que é assim que é o mundo,
Um belo e doce anjo risonho,
Que me testa nos pecados para enfim me amarrar,
Com as mesmas mãos de um demônio,
Para o início do matrimonio,
Onde a luz é redesenhada.
Não entenda uma alma ainda em formação e não acabada.
Não entenda nada sobre mim, nem sobre o que eu falo.
Não nasci com um manual a ser descrito e seguido,
Não nasci com botões pré-definidos.
A genética ás vezes falha, e traz algumas mutações,
Capazes de fazerem suas partes,
Mesmo não envolvidas com os processos de destruições.
Uma vertigem muito grande, um exemplo de estupidez.
Um grande terror errante, mais um que passou dessa vez.
Por que minhas mãos estão amarradas?
Não posso mais parar de pensar,
É tanta informação nesse mundo!
Às vezes eu paro para chorar,
Por que é que eu pesquiso as questões tão ao fundo?
Um homem de branco prepara uma agulha.
Um homem de branco prepara a sedação.
É chegada a hora da minha cirurgia,
Para o doce do mundo e sua salvação.
Minhas mãos são amarradas,
Meus pés paralisados,
Minha alma é desvendada,
E eu fico extasiado.
Como posso ser assim tão manipulado?
A tontura é muito grande.
Alguém ainda não acredita em sua fé?
Amortece o meu rosto,
E o homem de branco me vê de pé.
Seria agora a transfusão da minha alma?
Foi o passado que me condenou,
A viver dessa forma no mistério,
Onde posso ouvir as palavras,
Daqueles que repousam no cemitério,
Por que eu sou um louco esvaído,
Sem pressa para chegar,
Posso às vezes estar um pouco comovido,
Mas isso é questão de não me amar.
Será assim para o resto de minha vida,
Minhas mãos amarradas sem um destino.
Por que não nasci para ser nada,
Por que nasci assim um eterno filho,
Da arte, da noite, da submissão, e da eterna proeza.
Quem nunca sonhou com essa nobreza?
Minhas mãos estão amarradas no eterno.
Vazio, fascinante, sorrateiro, o mundo meu.

By: AyKe.HeineDef.


14.4.12

Monstro Narcisista

Feito em 19 e 20 de Março de 2012...
Vagou por todos os tempos,
Por todas as eras e todos os momentos,
O grande monstro soberbo,
O senhor da grande gruta,
O senhor do cajado negro.
No meio do nada,
No meio da estrada,
Eu ando sem rumo buscando uma coisa.
É hora da guerra do amor e dos trouxas,
Lalalalalalallalalaa eu não posso estar de boa.
Eu estou precisando me libertar,
Eu sou um alguém com ideias,
Eu sou um alguém com ideias.
Eu preciso me libertar,
Eu preciso me libertar.
Eu preciso de alguém que me ouça,
Eu preciso de alguém que me ame.
Alguém que ame o que faço,
Alguém mais alguém desse espaço.
Eu sei que eu sou alguém que si ama.
Eu me amo e eu me quero,
Eu me desejo com sal
Eu me desejo com sal.
Eu me quero e eu te quero,
Por que eu sou um monstro secreto que devora,
Todas as suas boas ideias.
Eu sou um buraco negro,
Que destrói uma vida.
Grite mais, que não te ouço,
Eu não posso ouvir aquilo que me deixa surdo,
Nem mais um pouco.
Eu sou uma estrela dourada,
Muito bem elaborada,
Um superstar de cristo.
Um pesado céu carregado de nuvens,
Encobre o soturno momento desse sonho.
E um incrível brilho em olhos alheios,
Sempre tão cheio de desejos.
E todos aqueles anseios,
Sim, eu me quero com sal.
Quatro braços e alguém que grita no escuro do inverno,
Da neve que amedronta até o inferno.
São aqueles velhos assassinos fantasiados de primatas,
Que ainda procuram as pinturas abstratas,
Para libertarem aquilo que desejam esconder.
Os espelhos mostram a versão macabra de um candidato,
Ao posto de senhor do mundo do perfeito sapato.
Ao posto de monstro narcisista,
Não um monstro dominador nazista,
Um monstro dourado desse vazio eterno.
Eu me quero com sal.
Eu me desejo com sal,
Por que é isso que os monstros narcisistas fazem,
Devoram-se a si mesmos,
Com sal. Com muito sal.
Preciso saber se apenas eu me desejo!
Esse mundo é meu, esse mundo é meu!
Espelho, espelho meu, existe alguém mais belo do que eu?

By: AyKe.HeineDef.


11.4.12

A Cereja Do Bolo

Feito em 02 de Março de 2012...
Não consigo manter meu pensamento focado nesse lugar,
Por que ele se expandiu apenas para me atormentar,
Qualquer coisa pode ser melhor do que eu sinto,
Eu não sou tão forte assim eu admito,
Estou dividido entre tudo aquilo que sempre quis,
E todos aqueles princípios morais que sempre acreditei.
Qual a porta correta para ser aberta?
O que eu visto para viver?
Um belo vazio negro de um abismo?
Um belo e maravilhoso paraíso perdido?
Minha visão escurece e meus pés não me obedecem,
Não posso mais mandar em mim.
Como posso descobrir assim,
O que fazer com minha vida?
Por que essa vontade de dor me invade?
Eu nunca aceitei ser um covarde,
Mas por que devo passar por mais essa fase?
Esse lugar me entristece.
Não tenho mais gosto para nada,
Eu não consigo focar na minha estrada,
Eu não sei mais o que fazer.
Passei por tanta coisa pior.
Passei por tanta coisa que até seria melhor,
Não ter vivido até onde vivi.
Não sei se devo explodir para os lados,
Tanta informação que eu desejava nunca ter sabido,
Não sei se devo guardar para mim e morrer aos poucos,
Por nunca acreditar e ter aceitado algo tão cheio de perigo.
Eu sou pequeno! Não posso me vangloriar!
Tudo que eu fiz sempre foi mera besteira,
Coisa infantil de minha cabeça de anos atrás,
Que ainda sonhava com aqueles sonhos belos,
Que via beleza onde nunca existiu.
E esse mundo monstro que me pariu,
Nunca me alertou que poderia enlouquecer,
Que não aceitaria essa tranquilidade,
De poder rir sem motivos um dia.
Eu sempre busquei andar sozinho.
Até mesmo sem a perseguição da minha sombra,
Mais o que eu desejei apenas é obra,
Do mau que sempre me corrompeu.
Pode ter certeza que aquele que era trouxa cresceu,
Mas não se valorizou e não aprendeu,
Que sua fraqueza sempre é passageira.
Minhas noites solitárias e rotineiras,
Minhas vagas lembranças das memorias sorrateiras,
Que me deixam um misero ser sem valor.
Eu queria poder mudar de vida sem tanta interrogação,
Sem tanta depressão momentânea de dor,
Eu não tenho mais nenhuma ação,
Aquele é um belo dia no horizonte.
Posso estar totalmente equivocado em minhas escolhas,
Mas antes agora do que possíveis desgraças futuras,
Antes de inventar tantas desculpas tolas,
Para nunca mais abandonar as atitudes escuras,
Que permeavam minha mente e me povoavam.
Se for para ser assim que seja.
Cansei apenas de ser a cereja,
Quero poder um dia ser o bolo.
Eu sei que posso me achar um insignificante tolo,
Mais um dia eu poderei dizer que isso tudo valeu a pena,
Que essa maldita dor nunca foi um problema,
Apenas uma adaptação a mais na minha vida.
Quem sabe hoje esteja abaixo,
Mas amanhã estarei em cima, nesse negócio.
Um belo vazio negro de um abismo.

By: AyKe.HeineDef.


10.4.12

Ekvilibrigi

Feito em 12 de Março de 2012...
Existe uma gaiola vazia,
Onde desde muito tempo existia,
Um bando de pombas brancas engaioladas.
Grades redondas. Asas que batem.
Pensamentos que aos poucos me invadem.
Um grande aracnídeo negro,
Que dança na grande capela,
Um grande Deus que me mete medo,
Enquanto acendo mais uma vela,
Para o bando de pombas brancas engaioladas.
O lugar realmente é seguro?
Jovens dançarinas com suas caras pintadas de branco,
Que dançam em harmonia a coreografia para os santos,
E para o senhor de cartola e paletó preto que entra no recinto.
E o palhaço que encanta, tirando das mangas uma rosa,
Para matar o público com risos e interromper minha prosa.
É esse espetáculo que dentro de mim eu omito.
Um grande leão dourado leva de mim,
O meu coração e não me pergunta,
Se eu vi seus olhos castanhos ou se me assustei com seu rugido,
Se eu passei por tantas mentiras ou se sempre fui comovido,
Com seus belos olhos reluzentes de um felino do inferno.
Um pedaço de árvore travestida,
Com um pedaço da via láctea,
Cheio de estrelas que iluminaram minha vida,
Comparadas a belas pombas brancas engaioladas.
Um crisântemo amarelo e uma bela mini borboleta.
Um começo de um riacho para um começo de um mundo.
Refletido tudo isso, o que se observa?
Refletido tudo isso, o que se observa?
Refletido tudo isso, o que se observa?
Refletido tudo isso, o que se observa?
Existe uma gaiola já cheia,
Onde desde muito tempo já se conhece,
O bando de corvos negros engaiolados.
Grades quadradas. Asas que matam.
Pensamentos que aos poucos quase me enfartam.
Um grande unicórnio branco,
Que dança no grande templo,
Um grande Deus que me usa,
Enquanto acendo mais um incenso,
Para o bando de corvos negros engaiolados.
O lugar realmente é inseguro?
Velhas dançarinas com suas caras pintadas de preto,
Que dançam com desgosto a coreografia do decreto,
Do senhor de cartola e paletó preto que entra com seu séquito.
E o palhaço que alucina, tirando das mangas uma motosserra,
Para matar o público e começar a minha guerra.
É esse espetáculo que fora de mim eu omito.
Uma grande pantera negra leva de mim,
Os meus olhos e não me pergunta,
Se eu senti seus dentes ou se me assustei com seu rugido,
Se eu passei por tantas mentiras ou se sempre fui conduzido,
Por seus belos olhos reluzentes de um felino do inferno.
Um pedaço de árvore seca travestida,
Com um pedaço da via láctea sem vida,
Cheio de estrelas que iluminaram minha razão,
Comparadas a belos corvos negros engaiolados.
Um sorriso amarelo e um belo morcego.
O começo do riacho de sangue para o começo do mundo.
Vulto maligno, pessoa beirando á maldade,
Se você não viver equilibrado em vontades,
O seu universo é um caos.
O seu universo é um caos.
Refletido tudo isso, o que se observa?

By: Ayke. HeineDef.


9.4.12

Qual é o sentido?

Feito em 28 de Fevereiro e 02 de Março de 2012...
Você já se perguntou o do por que levantou de sua cama hoje?
Porque seus olhos abriram, se poderiam nunca mais abrir?
Você já se perguntou o porquê ainda possui sonhos,
Nesse mesmo mundo onde eles não existem, e onde é tão fácil cair?
Você tomou café, assistiu TV e não perdeu a fé,
Você foi para a academia, voltou, viveu sua rotina.
Quem sabe acordou de meio dia já cansado,
Soterrado de tanta briga de sua mãe para levantar.
Você já pensou no dia, que isso não acontecer?
E você simplesmente desaparecer, dormir entre mortos, nunca acordar.
Todos os banhos de chuva que você perdeu,
Todas as chances de provar o contrário,
De mostrar que é mais forte!
Todas as refeições, as músicas preferidas, as festas,
Todas as alegrias, as tristezas, as brigas,
Será que tudo valeu mesmo à pena?
Você amou o necessário?
Você aprendeu a se amar?
Você gostou das miudezas,
Dos afetos que faziam você perder o ar?
Você fez sua vida valer todos os minutos?
Você foi feliz sem motivos aparentes?
Você viu o pôr-do-sol e chorou,
Por que mais um dia de vida se acabou,
E nada de mais aconteceu?
Não reparou que tudo sempre acontece,
Que o coração e Deus nos compadece,
E que por viver já deveria estar feliz.
Mais um dia? Não!
Quero dias e mais dias de vida.
Já reparou que você sempre recebe,
E que a vida nunca lhe tira?
Analise! Isso é sempre certo!
Já distinguiu hoje, os tons de verde da natureza?
Ou a cor diferente das pedras?
Já reparou que tudo é tão equilibrado,
Que você passou por tanta coisa, foi humilhado,
Mas que mesmo assim, hoje quem dá as cartas é você?
Qual é o sentido de estar aqui vivo?
Não posso ser covarde e fingir que não entro,
Nesse jogo de viver e de não ser um ornamento,
Por que eu nunca acreditei naquilo que me disseram,
Por que com minhas ideias, pequenas pessoas nunca puderam,
Entender-me por completo. Da maneira correta.
Posso não ter aquela postura esbelta,
Mas sei o que é bom para os momentos.
Nunca desisti de meus sonhos,
Nunca desisti de minhas verdades,
Daquilo que sempre sonhei,
Daquela odiosa piedade,
Eu sei o que fazer.
A vida é bela, sempre foi bela. O problema são seus sonhos?
Não existem sonhos impossíveis,
Apenas pessoas impossíveis de transforma-los em verdade.
Você é uma delas? Qual é seu sentido?

By: AyKe.HeineDef.

7.4.12

Patéticos!

Feito em 20 de Março de 2012...
Lembro-me como se fosse hoje,
Aqueles malditos olhares que me devoravam,
Aquelas malditas pessoas que me odiavam,
Aqueles malditos que respiravam o meu ar.
Lembro-me como se fosse hoje,
Daquelas malditas palavras que me humilhavam,
Daquelas malditas pessoas que sempre se achavam,
Com a maior de todas as morais.
Isso? Nunca mais.
Hoje, como você me diz ter alguma moral?
Quem é você para dizer alguma coisa?
Um belo e grande balão amarelo,
Um belo e grande balão amarelo!
O patético da história é que aprendemos na escola,
Que o mundo é daqueles humilhados,
Daqueles seres estranhos,
Que eram sempre deixados de lado,
Por que não eram normais,
Nem um pouco sociais.
Apenas eram os mais verdadeiros e com objetivos,
Sempre foram eles que correram mais perigos,
E que modificaram o mundo.
Mas eu sei que bem lá fundo,
Você sempre quis tê-lo como um exemplo.
Como é patética sua cara quando me olha,
E quando vê que suas palavras nunca me afetaram,
E que enfim eu mudei e todos vocês não mudaram,
Continuam com as mesmas caras patéticas de sempre.
Nunca acreditei nas palavras ruins,
Ou nas tantas vezes que riam da minha cara.
Nunca acreditei nas fases passageiras de tristeza,
Ou nos meus ataques de fúria instantânea, pois tudo para.
Parei. Cresci. Mudei. Agora sei que nunca estive errado.
Parei. Cresci. Mudei. Ainda encontro gente com cara patética na rua.
Lembro-me como se fosse hoje,
Da cara dos patéticos na minha formatura,
Em que eu apareci com o verde na cara dura,
Por que eu sempre fui diferente daquela patética rotina.
Eu sou a pessoa mais ridícula! Mas, ao menos a mais verdadeira.
Não estou aqui querendo ser uma grande Superestrela,
Mas o palhaço psicótico que ri de sua cara.
Não sou um grande balão amarelo,
Não mais um dos normais condenados,
A viver uma vida que nunca gostou,
Por que no fim das contas você nunca será o que sonhou,
Por que não sabe correr atrás dos seus sonhos.
Quem se contenta em viver a vida dos outros,
Perde as chances de crescer,
Fica estagnado na miséria,
E mais que isso nunca mais vai poder ser.
Obrigado por ter me feito um palhaço.
Melhor ser um palhaço com utilidade,
Do que ser um patético sem função como você.
Nunca precisei ser um grande balão amarelo,
Para chamar atenção,
Basta apenas a minha verdade,
E muita história de vida e compreensão.
Patético é o que você aparentará ser,
Enquanto eu subo, eu subo, eu subo.
Parei. Cresci. Mudei. Agora sei que nunca estive errado.

By: Ayke.HeineDef.


6.4.12

Embriagado

Feito em 25 de Março de 2012...
Alguém pode arrumar o meu soro?
Meu braço dói, minha cabeça é preta.
Alguém pode me explicar,
O motivo dessa buceta?
Não quero mais esses remédios que falam,
Que cantam em pequenas caixas,
E me mostram que sou um ser falho.
Não quero ficar na fila,
Na espera da grande rima,
Que me consagre por um grande mérito.
Alguém ainda pode me ouvir?
Para onde foi aquele inquérito?
Como posso levantar se me embriagam,
Se me humilham e não dialogam,
A respeito de nada. De mais nada.
Quero ver o médico. Quero ver meu tratamento.
Quero. Quero. Quero........
Na verdade não quero nada,
Quem sou eu para querer ou reclamar?
Estou me embriagando,
E isso está apenas começando,
Por que a verdade de tudo pode assustar.
Alguém possui uma chave,
Que abre essa porta fechada?
Desliguem essas câmeras que me vigiam,
Eu quero apenas ser um pouco mais feliz.
Meu Deus se compadeça!
Às vezes todas as pessoas querem que eu desapareça,
Por que será que vivo dessa forma?
Tirem de mim esses tubos. Isso apenas me deforma.
Eu quero minha vida de volta.
Eu quero ser alguém mais feliz.
Eu sempre sonhei com esse momento,
Então me deixe sair daqui e ser alguém mais feliz.
Doses certas de remédios,
Tomados nas doses certas de horas,
Doses certas de remédios me deixam embriagado,
Nas doses certas de toda minha alegria.
Paredes brancas. Paredes hospitalares e brancas.
Paredes brancas. Paredes hospitalares e brancas.
Essas paredes são os meus problemas!
Eu quero sol, eu quero vida.
Eu quero viver minha alegria reprimida.
Enfim alguém me viu nesse espaço.
Eu digo um grande não, mas já é tarde.
Minha vida é assim, mas não sou um covarde.
Hoje quem manda aqui é eu,
E aquele mísero garoto infantil morreu,
Enfim ele sorriu e aprendeu,
Que se embriagar é bom. Se embriagar é bom.
Primeiro você não quer,
Depois começa a tontura,
Depois começa a verdade,
Depois você não é mais covarde,
Depois você não para,
Por fim cai no chão e desmaia.
Eu sou mais feliz embriagado com meus remédios,
Assim minha vida sai da rotina do tedio,
Assim eu posso enfim rir de você,
E sair dessas paredes brancas hospitalares.
Que se faça uma nova vida, e que se queimem os lares!

By: AyKe.HeineDef.


1.4.12

Vinho Tinto

Feito em 25 de Março de 2012...
Fantasias, tonturas e vontades autônomas,
Coisas para rir, para se fazer,  e para pessoas anônimas.
Gostos para discutir, vontades para debater.
Tanta, mas tanta coisa para se aprender.
Um debate de ideias sem informações ou nexos.
Um debate de humor regado a vinho tinto.
Eu posso estar um pouco bêbado isso eu não minto,
Mas é a vida meu caro amigo. Essa é a vida.
Alguns que ainda não podem sonhar o futuro.
Alguns que ainda não podem fazer nada,
Por que essa é a mensagem por trás,
Daqueles olhares e encaradas,
Por que é a diversão que é regada,
Com vinho tinto meu caro amigo, com vinho tinto.
As ideias saem como vômitos.
As ideias saem e nem percebo.
Então enfim eu compreendo:
“Estou no escuro, quero dormir!”
Nesse imenso vazio de um 25,
Nesse imenso vazio quero sumir.
Quero gritar. Mas quem é que me ouve?
Preciso desse maldito vinho!
É isso que me liberta da escravidão do nada.
O sono que vem, mas o que me aconteceu?
Enfim quem sabe ele aprendeu a ver e cresceu,
Como são boas essas memorias regadas a vinho.
Para onde foi minha dor?
Para onde foi minha falta de fé?
Estou aqui me comovendo,
Esperando que me olhem de pé,
O pé para baixo, no quatro do espaço,
O pé para baixo enfim eu me encaixo,
O lixo, do lixo, quer lixo, ser lixo.
O lixo quer ser, o lixo que quer.
O lixo que pode, o lixo de conquista,
O lixo que abusa, o lixo que “lixifica”.
Traduza as palavras abra mais uma garrafa.
Traduza o que eu digo, não faço trapaça.
Jesus que me guarde, e que oriente meus paços.
A questão sempre fui eu, e todos os meus pedaços,
Que me guiam para esse caminho,
Que não me trazem respostas.
Quem sabe seja o vinho,
Quem sabe falem pelas costas,
Que nunca fui um solitário bobinho,
Que nunca fui tão viciante.
Mas o vinho é tão doce,
A tentação dessa era,
Quem sabe eu abuse, quem sabe e quem me dera.
Essa é a verdade que você deve ouvir.
Encho mais um copo de vinho.
Apenas um beijo com gosto de bebida.
Um corpo que clama por pecado,
Onde almas descansam na madrugada.
Posso estar sim com minha mente embriagada,
Mas estupido quem não vê,
Que essa vida é um sonho,
Basta acordar, parar de não tentar e viver.
Aceito mais um a taça.
Um vinho tinto que me liberta,
Desse maldito cárcere da vida.
Se hoje eu sou quem eu sou, ouve uma partida,
E quem era mais forte ganhou.
Não pare de viver, aceite mais uma taça,
Uma vida tão sóbria, às vezes não tem nenhuma graça.

By: Ayke.HeineDef.