29.5.12

Desbravando Deus

Feito em 01 de Maio de 2012...
Em nome de Jesus eu quero cura,
Em nome do pastor querem meu dinheiro,
Em nome, em nome, eu desbravo Deus.
A fé dos ingênuos filhos seus.
A fé dos ingênuos filhos seus.
E a mão de Deus toca e gera a cura,
Enquanto os sacerdotes não levam a surra,
Fazem o povo dar a própria cara a tapa.
Dei-me seu dinheiro que lhe darei sua cura.
Se não me der nada, lhe darei uma surra,
Por que é assim que funciona o processo,
O povo enganado sem senso de progresso.
Vamos treinar mais mentiras?
Vamos brincar de cura?
Vamos estilizar o Deus vingador,
O Deus onipresente,
Vamos desbravar a Deus,
Vamos desbravar esse bicho homem,
Que é sujo e mentiroso,
Que é sujo e é duvidoso.
Você me dá dinheiro. Eu te dou sua cura.
As pessoas acreditam em Deus,
Mas acreditam muito mais que ele faz trocas,
Acreditam que se ele lhe dá uma graça,
Vai querer algo de volta.
Para onde foi sua fé?
Desenterre de você aquela velha vontade,
De viver e sobreviver como um bicho!
Desenterre de você aquela velha fome,
De poder descobrir algo novo a cada dia.
Pegue essa merda que você passa na sua bunda,
E passe na sua cara, se faça o mesmo produto.
Pegue sua merda e coma o último pedaço da tumba,
Que o faz ainda pagar pelo seu milagre, em peso bruto.
Vamos brincar de cura?
Alguém te abre ao meio, alguém te segura,
Enquanto você beija a maça inicial,
E vê aqueles pregadores pegando o seu dinheiro,
E te matam por inteiro,
Por que te odeiam e isso é bem visto,
O motivo é o clero, um amém e nós desmaiamos,
Por que é isso visto. A cura é a troca.
E você é a mesma merda que adubo meu jardim todo dia.
A mesma merda que gruda nos nossos dentes,
Quando nos passamos por pessoas descentes,
E devoramos um belo prato de imundice pura.
Essa é nossa cura! Essa é nossa cura!
O que você nos pede em troca?
O que você nos pede em troca?
Esse mau cheiro vem de você ou do que você comeu?
Esse drama todo é por que você perdeu seu Romeu?
Desbravando Deus, Desbravando Deus.
Quero um grande milagre para encerrar,
Amanha de manhã quando você acordar,
Você sentirá a nostálgica sensação de alegria.
Não fuja como uma quimera,
Vá enfrentar sua vida.
Não é seu Deus ou seu dinheiro que fazem milagre,
Mas é força de vontade e coragem,
De enfrentar tudo de frente e acreditar,
O mundo pode mesmo acabar,
Mas isso não resolve nenhum dos seus problemas.
Se alimente de sua própria bunda,
Se farte com sua merda,
Depois me diga se Deus lhe concedeu um milagre.
Em nome do pastor devolvam meu dinheiro. Merda.

By: JeAAne.ELeVen.


27.5.12

O Palhaço

Feito em 24 de Abril de 2012...
Abra seus olhos!
Agora os feche novamente!
Tem gente que não sabe mais nem quem mente,
Ou quem diz a verdade sempre.
Mas é tão patética essa velha história,
De sempre ser verdadeiro,
De se entregar sempre por inteiro,
E não omitir, e não fingir mentir,
Sobre coisas tão ilusórias,
Tão desconectadas e provisórias,
Verdades feitas, fantasiosas e fabricadas.
A minha dor me fabrica um mentiroso,
Um palhaço com um futuro meio duvidoso,
Dividendo dessas opiniões usadas e escrachadas,
O poderio dessa velha geração já ultrapassada,
De abrir e fechar olhos com inteligência.
Eu puxo a corda para o meu lado,
Finjo-me de santo e hipnotizado,
E mesmo assim ainda compram essa bagaça.
Enfim quem fez toda a trapaça,
Fui eu, o palhaço. Fui eu, o palhaço.
Em mim me bastam essas muralhas frias,
Que apenas mostram sempre as mesmas manias,
De esvaziar aquilo que não se deve.
Enfim, tenha dó de mim e releve,
Posso não ter aquilo tudo que é bom,
Mas no fundo o que importa é esse chão,
Onde coloco meus pés firmes e ando.
Posso não ser tão fiel ou tão santo,
Mas eu ando. Sim, dou meus primeiros passos.
Uma doença já me devora logo fracasso,
E ninguém nunca mais falará nesses modismos.
Aceito qualquer proposta que me agrade,
Posso encarar ser um fiel ou um padre,
Posso aceitar um mundo inteiro em minhas mãos,
Só não me peça por compaixão,
Pois isso eu já perdi, em outra ilusão,
Aquela do futuro promissor e feliz.
Eu passo a culpa para o inocentado,
Finjo-me de pecador e hipnotizado,
E mesmo assim ainda compram essa bagaça.
Enfim quem fez toda a trapaça,
Fui eu, o palhaço. Fui eu, o palhaço.
E no fim com um adeus dramático,
Subindo aos céus com um olhar simpático,
A face já fria a face de um apático,
Eis que surge uma imensidão.
Entre tanta luz, um anjo de rebelião,
Que estragou a paz do mundo,
Que estragou a paz do mundo.
Sinto um aperto muito profundo,
Uma angustia e muita dor.
Sinto que eu posso lá no fundo,
Ainda curar-me desse temor.
Eu dou minha mão. Eu dou meus pés.
Então não sei mais quem é quem.
E se fiz tanta trapaça,
É por que sempre fui um palhaço,
Um fiel servo do fracasso,
Que olha enquanto seus restos pegam fogo.
Pode ser que seja assim esse jogo,
E que felizmente alguém possa ganhar.
Minhas esperanças irão acabar.
A Terra é o inferno onde pagamos.
No fim quem fará toda a trapaça,
Será eu, o palhaço. Será eu, o palhaço.

By: JeAAne.ELeVen.


18.5.12

Três Horas Da Manhã

Feito em 19 de Abril de 2012...
Amanhã de manhã jorrarei de minha boca vômitos,
E devorarei muitos vômitos.
Amanhã de manhã acordarei meio inspirado,
Então sairei por aí querendo vingança.
Belzebu me visitou com suas moscas,
Dizendo-me que isso tudo sempre foi uma farsa,
Onde ninguém se compadece com ninguém.
Então depois de tudo não pentearei meu cabelo,
Com medo que eles conspirem contra mim,
Mas tudo sempre terá um fim,
Pois sempre foi assim, sempre foi assim.
O céu de repente ficou vazio,
Por que os anjos andavam sobre a Terra,
Para liderarem a revolução,
Das almas perdidas e mutiladas por carbonato de lítio da guerra.
Mas todos nós somos explosivos,
Todos nós somos bem lá no fundo sujos e depressivos.
E junto com os vômitos da manhã farei uma prece,
Para ver se alguém no mundo me obedece,
E pare de lutar em batalhas perdidas.
As respostas de minha face eletrônica sempre vazia,
Aquela maldita vontade com tanta euforia,
E lá se vai mais uma vez minha alegria,
Por que eu perdi. Sim! Eu perdi a batalha.
Por que existem malditos ladrões?
O que eu fiz para roubarem de mim minha cor,
Minhas roupas e meus sentimentos,
Por que não me deixam dormir sem dor?
Por que ainda me atormentam?
Às vezes eu fico estranho sem saber,
E nas noites invadem minha janela e meu quarto,
Então eu grito e me debato,
Por que não quero ser assim como os outros.
Eu sempre tive tendência para o torto,
Mas não posso ser tão louco,
Por tão pouco, por tão pouco.
Eles me veem, então eu vomito.
Eles me seguem, então eu omito.
Você não pode me achar dentro de mim mesmo.
Você não pode controlar o que não vê.
Você não pode. Você não pode.
Então de repente a azia do meu estomago me explode,
E faz de mim mais um maldito pedaço.
Não adianta dizer querer ser,
Não adianta entregar seu suor e seu sangue,
Não adianta olhar as estrelas,
E não mover sua bunda da cadeira, seu idiota.
O que você tanto procura está na sua frente,
Você que é cego e só pensa em enxergar longe a linha torta.
Quando chega o natal com seus presentes,
Ninguém pensará que Cristo nasceu.
Quando chega a páscoa e os chocolates,
Ninguém pensará que Cristo viveu.
Quem foi Cristo? Quem foi Cristo?
Badalam os sinos da conspiração,
São três horas da manhã para sua confusão,
E alguém diz ser a estrela messias,
Mas não vi nada disso escrito em profecias,
Que anunciariam o apocalipse.
Então chega a hora de dormir,
De fechar os olhos, me jogar e cair,
Em mais e mais abismos.
Chega mais uma hora de cair.
Por que já são três horas,
E por que esse mundo não tem mais solução.
Eu durmo. Fecho meus olhos e durmo.

By: Jeaane.Eleven.



9.5.12

Mais Um Pouco

Feito em 12 de Abril de 2012...
Toda vez que eu choro a noite,
Morre um anjo no céu e cai sobre a Terra.
Hoje chorei por que não é primavera,
E por que acordei desejando o pecado.
Quem sabe seja a hora de estar sendo nomeado,
O senhor da água suja que chove lá fora.
Fique e não vá embora.
Essa é a hora! Essa é minha hora!
Velhos hábitos nunca mudam,
Velhos vômitos negros também não,
Velhos sonhos inacabados na noite,
Sem algum sentido ou emoção.
A vida que sempre sonhamos,
A um paço de decisão.
A vida de nossos sonhos,
A um paço sem direção.
Onde anda o monstro da dor?
Quem sabe ainda não sabe o que fazer.
Quem sabe seja com a água negra de um pântano,
Que me faça morrer para renascer.
Dessa forma serei um alivio,
Para minha família e para a sociedade,
Que não me aceita pelo meu jeito,
De um senhor diferente e com deformidade.
Quem no mundo salvaria um doente?
Quem no mundo salvaria um doente?
Quem no mundo se julga descente,
A ponto de não salvar a si mesmo.
Tudo que vejo são as mesmas formas,
De converter mais e mais convicções,
De que o fim pode estar próximo,
Para o começo das execuções.
Toda vez que acendo uma vela a noite,
Eu queimo o cabelo de Maria,
Para o meu pecado do dia,
Para o meu pecado do dia.
Toda vez que ouço os gritos, eu já sei,
Para o que nasci, no me transformei,
Sem pele, cogumelos. Sem pele, cogumelos.
Talvez exista. Mas não insista,
Essa maldita água podre que passo na testa.
Dinheiro. É isso que eu preciso.
Mergulho nessa imensa podridão.
Ao menos fui forte o bastante, não cai ao chão,
Pelas vezes em que me matavam todos os dias.
Que essa dor me leve embora,
Que essa noite eu seja a glória,
Daquela maldita alma imunda imersa em caos.
Não peço pela mesma coisa, peço a sujeira,
Peço esse pequeno pecado vindo do céu.
Não peço que me escute,
Não peço que me atenda,
Apenas peço mais um pouco e mais um pouco,
Mais um pouco e mais um pouco.
Apenas pouco, mais um pouco.
Quero pouco. Quero pouco.
Posso hoje estar parecendo um louco,
Mas toda vez que choro a noite,
Morre um anjo do céu.
Acendo a vela. Ave mais um pouco.
Quero pouco. Só isso e mais um pouco.
Um pouco. Um pouco. Mais um pouco.
Apago a vela. Chegou a minha hora.
Satã me espera. Deus não me dera.
Deus não me dera. Quero pouco.
Lá fora insistem em fazer chover água suja.

By: Jeaane.Eleven.


8.5.12

Chamas Do Inferno

Feito em 07 de Maio de 2012...
Você não sabe, eu sei e desejo.
Você não pode, mas não é isso que eu vejo.
As chamas do inferno. As chamas do inferno.
Tudo que é bom nunca será eterno.
Estou com sono e preciso me acalmar.
Preciso de um tempo antes de tudo isso acabar.
Tudo pode dar errado sempre,
Mas ninguém pode mais nada por que ninguém sente,
A verdade mais verdadeira de viver.
No fundo eu queria a terra.
No fundo não amaria a guerra.
Mas isso? Bem lá no fundo.
Se duvidar roubam de mim minhas ideias.
Se duvidar até o fim do texto eu caio,
Minha cabeça pensa e eu desmaio,
Para toda a eternidade.
As chamas do inferno são a agonia de um covarde,
Que não sabe mais nada da vida.
O que quer? O que deseja?
Eu nunca busquei a beleza,
Mas sinceramente hoje ela vale alguma coisa.
Posso não ser a melhor das opções,
Mas ainda assim procuro noções,
Que me façam ser. Que me façam ser.
Alguém ainda vai acreditar em mim,
E chegará o dia que direi: “Até que enfim!”,
“Hoje o sol é mais amarelo.”
Tudo que é bom nunca será eterno.
As chamas do inferno. As chamas do inferno.
Estou aprendendo com a vida.
Após a desgraça do hoje temos a partida,
Para o verdadeiro mistério meu caro,
Para aquilo tudo que eu não falo,
Para tudo aquilo, sim bem aquilo.
Na infiel luta de anjos,
No olhar necessário de um gato,
As vozes que pedem para que eu esqueça.
Então por fim eu não me aguento e mato,
Mais um a cada dia. A guerra é santa.
Dorme gato com seu olhar, o seu barulho me encanta.
Um suspiro no meio da noite,
A lua brilha além do normal,
Um arco e uma flecha, um Deus e uma lança,
É assim que me queimo nessa madrugada criança,
Pois tudo que é bom não é eterno,
Como as chamas do inferno. Chamas do inferno.
Pálpebras pesadas, vontade de me entregar,
De fingir que nunca existi,
De dormir para nunca mais acordar.
Eu quero doce. Muito doce para acabar com os meus dentes.
Apesar de tanta dor minha cabeça não sente,
Um intestino delgado que incendeia.
Posso cantar? Quero o total e não a meia.
Por que senhor? Por que senhor?
No fim o que me resta é sempre a mesma coisa,
Remédios, controles, manias, favores.
O senhor que é belo e forte, a morte.
Boa sorte, boa sorte.
O que me derruba em uma cama não é eterno,
É um pedaço do inferno, um pedaço do inferno.
Tudo que é bom nunca será tão belo,
Como o povo do inferno, o povo do inferno.
Uma, duas, três caveiras,
Uma, duas, três e costura.
Como eu falo tantas bobeiras?
Gosto de aparecer. O novo Jesus será nossa cura?

By: JeAAne.ELeVen.


1.5.12

Fria Sensação

Feito em 27 de Março de 2012...
Começa. Mais uma fria sensação me invade.
São coisas estranhas que não me abatem,
Mas, fazem-me pensar. Fazem-me pensar.
É como se estive chegando a hora,
De sair do nada e chegar ao nada novamente.
Quem sabe eu nasça da próxima vez descente,
Mas isso que fiz aqui e agora,
É único em uma vida. Sou único.
Já me matei tantas vezes que até esqueci,
O que é viver nos detalhes.
Já aprendi tanta coisa que me esqueci,
Que já fui sem conhecimento no passado.
Não que eu tenha um doutorado,
Em como viver a vida,
Mas sabe, eu cansei. Não quero mais chegar a nada.
Quero resultados, quero ser alguém,
Enquanto eu ainda posso ver.
Não sei mais se depressões constantes me fazem crescer,
Ou se me fazem saber cada vez mais,
Que nasci para nada.
Você que tem saúde que me perdoe,
Mas você não conhece é nada,
Problemas podem ser revolvidos,
Superados como páginas viradas.
Mas não saber ao certo o que se tem,
O que será do seu futuro,
Se eu precisarei sempre ser operado,
Se eu ficarei em uma cama invalido,
Perdendo o meu tempo de crescer ali parado,
Sem poder fazer nada.
É frustrante ser um doente pálido,
Raquítico e sempre falho,
E nunca em minha vida aceitarei esse mal que carrego,
Posso sempre sorrir não nego,
Mas é isso que mantém minha aparência de palhaço.
Eu não nasci para ser um fracasso!
Não posso me entrevar em uma cama.
A vida é minha, meu caminho me chama,
Preciso sair por ai e fazer minhas loucuras,
Projetar um mundo com minhas figuras,
Com a imaginação dos meus alter-egos.
Ainda bem que serei sempre um mistério,
Que passarei minha vida nesse adultério,
Onde eu traio os meus próprios valores.
Na vida quem manda são os senhores,
Aqueles grandes compradores de escravos.
Um ser de causa oculta,
Sempre me faz ir à luta,
Agora sou JeAAne,
Por que assim que nasci aceitei,
A me ver como um desconhecido ou um inexplicado.
Eu sou um segredo bem guardado.
Se um dia eu morrer, apenas diga,
Que não soube nada da minha vida,
E que tudo que escrevi aqui eram apenas palavras,
E nunca outras coisas. Nunca outras coisas.
Já estava até atrasado,
Mas hoje aprendi a viver enclausurado,
Dentro de um corpo,
Pequeno de mais para meus grandes feitos.
Ego inflado, meu defeito,
Mas isso é o de menos, ninguém nasceu perfeito.
Termina. Mais uma fria sensação me invade,
Não posso acabar como os fracos, sendo covarde,
Por que eu não nasci dessa forma,
Meu querido AyKe, boa eternidade.

By: JeAAne.ELeVen