29.6.12

Vodca Russa

Feito em 19 de Maio de 2012...
Eu sou um americano,
Sou da América,
Mas o que sinto por dentro é o frio siberiano,
Sul da América.
Vamos brincar de vodca em vez de roleta,
Tudo é russo e tudo é fantástico,
Sem choros, sem drama, algo pragmático,
Eu sou do sul da América.
Eu quero uma vodca russa,
Quero tramar um plano de destruição,
Eu quero uma vodca russa,
Eu sou um humano não me peça perdão.
A vodca que me ajudou a superar os ensejos,
Quero duas doses, por que é isso que eu desejo,
E hoje não é você e nem ninguém que me separa,
“Querido Deus, perdoe-me minha mente não para”.
Eu vejo a neve da Sibéria,
Eu sinto o frio na primavera,
Por que minha alma é fria,
Por que minha alma é fria.
Marchei, mas achei o lugar da minha cabeça.
Louco, um dia louco, talvez eu me esqueça,
Mas eu tenho sonhos,
Eu tenho muitos sonhos.
Eu quero uma vodca russa,
Quero brincar de roleta russa,
Eu quero uma vodca russa,
Quero brincar de roleta russa.
Minha fantasia às vezes é alta,
Minha realidade às vezes me mata,
Mas isso não me impede de ser aquilo que quero,
Por isso quero o frio e não me desespero,
O frio da Sibéria. É isso que eu espero,
A vodca russa. É isso que eu espero,
Desenterro, desenterro, desenterro, desenterro,
Um cadáver cheira a podre no meu jardim.
Podre coitado de mim, um vilão. Coitado de mim.
Digo sempre eu nunca mais vou beber,
Nem mesmo um problema de saúde pode me deter.
O que uma alma viciada pode fazer?
Um dia todos mesmo vão morrer!
Desenterro, desenterro, desenterro, desenterro.
Давайте играть с водкой вместо рулетки
Все русские и это просто фантастика,
Не плачь, не драма, то прагматичные,
Я из Южной Америки.
Я хочу русскую водку,
Я разработать план уничтожения,
Я хочу русскую водку,
Я человек, я не прошу прощения.
Desenterro, desenterro, desenterro, desenterro.
Isso tudo foi meu passado,
Eu hoje estou com um prazo limitado,
Rússia, Rússia, Rússia.
Vazio é o tempo, nítido o espaço,
As lembranças das noites de festas,
A lembrança é o meu fato.
Vazio é o tempo, vazio, vazio, profundo.
Assim é que sempre fazem,
Com que você acredite sempre em tudo.
Россия, Россия, Россия.
Россия, Россия, Россия.
Eu sou um americano,
Sou da América,
Mas o que sinto por dentro é o frio siberiano,
Sul da América.

By: JeAAne.ELeVen.

27.6.12

Meu Grotesco

Feito em 11 de Maio de 2012...
Começo pelo começo, pela paixão e pelo feito.
Assim gera-se um embrião, o futuro do imperfeito.
Cresce ríspido, bem criado, evangelizador.
Cresce livre, explorado, sem nenhuma dor.
Acorda e cresce, pois a vida nunca é o que parece,
Assim se fez mais um grotesco,
Alguém que sempre ponha tudo do avesso.
Se a sociedade o olha com estranheza,
O problema é social.
Ela cria um monstro e depois o despreza,
Por ser diferente desse tanto de normal.
Meu mundo é grotesco,
Minha mente pensa todos os dias,
Em como mudar cada vez mais,
Todos os meios de suas alegrias.
O espelho não enjoa de mim, pois eu mudo,
Assim como minhas palavras eu sempre luto,
Para me sobressair, para chamar a atenção e me divertir,
Para mudar e não parar, para sair,
Com tantos olhares que focam seu tempo para mim.
Posso ser um objeto manipulado,
Posso ser um produto com prazo de validade não estipulado,
Posso ser qualquer coisa,
Não sendo normal como você.
Resgate histórico na era do fim,
Resgate eufórico, nostalgia de um começo.
Tocar o céu com as mãos,
Mais alto do que Deus possa chegar.
Se a vida lhe der um começo não brinque com as opções,
Siga em frente sem tropeços, busque uma das direções.
A ideia nunca foi minha,
Pois bendito é o fruto de um ventre.
As pessoas que não crescem são as primeiras,
Que nunca ouviram um “esse mundo é seu, então entre”.
Meu mal é grotesco,
Eu sou um grotesco,
Mal que é mal é um começo,
Dessa porcaria toda que é anormal.
Desculpe-me se lhe ofendo,
Na próxima vez eu acho que compreendo,
O problema social.
Pode ser que todos estejam atrasados,
Mas começos verdadeiros sempre foram recusados,
Em nome da tradição. Em nome da fiel tradição.
Geração que é diferente não morre.
Não fica na mesmice passando fome,
Da vontade de ser ou fazer alguma coisa.
Da vontade de começar um grotesco do mau,
Um grotesco sem rotina e sem sal,
Mas que todo mundo come.
Quando o ultimo dos meus pensamentos se somem,
Eu fico a mercê dessa porcaria toda.
Termino pelo começo, da paixão pelo perfeito.
Aqui nasce um embrião, o futuro de uma nação.
Crescerá ímpio, bem criado, evangelizador.
Crescerá livre, intocado, com sofrimento e amor.
Pois acordado ele cresce, a vida nunca é o que parece,
Mas, assim se faz o grotesco,
Mais um começo. Mais um começo.
Eu sou grotesco além do normal,
Mas nunca acreditei que fosse especial,
Não existem sem sangue que conseguem.
Enfim meu caminho é aberto,
Meus olhos flamejam o fogo do inferno,
Minha mente se expande e fico coberto,
Pela minha fantasia. Pela minha fantasia.
Quem fantasia uma vida é decadente,
Passa a vida esperando e só mente,
Nunca será feliz. Nunca saberá o que é viver.
Tenho orgulho de ser grotesco.
Tenho orgulho de ser o avesso.
Meu grotesco, meu grotesco,
Enfim posso dar o paço do começo,
E do fim.

By: JeAAne.ELeVen.


22.6.12

Tardes De Maio

Feito em 20 de Maio de 2012...
Onde está a felicidade?
Quem sabe se encontre nas minhas velhas tardes,
Com minha família e um jogo de dominó,
E mais um fim de tarde ensolarado.
Quem sabe nas mesmas músicas do passado,
E nas brincadeiras de rua,
E mais e mais fins de tarde ensolarados.
Quem sabe esteja no sol,
Ou quem sabe no meu passado,
Quando eu apenas sonhava com tudo aquilo,
Que eu tenho e sou hoje.
Sem tudo isso eu era mais feliz,
Nas minhas tardes ensolaradas.
Eu matei minha mãe de desgosto,
Odeio meu pai por meus princípios,
Diferente de todas aquelas tardes amarelas,
Onde o sol sempre me acalmava após mais um dia,
E onde sabia que sempre teria um amanhã.
Por que sonhava com tudo aquilo que queria,
E não fazia nem metade do que podia,
Era uma criança feliz.
Naqueles jogos da rua onde nada se ganhava,
Apenas mais e mais tempo gasto e energia,
Tudo aquilo sempre foi tão bom,
A vida não cobrava nada dos perdedores.
Ali nada tinha consequências,
Bem diferente dos jogos de hoje em dia.
Os mesmos fins de tarde ensolarados,
E muito pouco ainda resta daquele outro em mim.
Mais um dia? Não. Mais um fim.
Minhas festas alegres e um mês de maio.
Muitos e muitos dos meus melhores aniversários,
E tantos fins de tarde ensolarados,
Onde a terra e o horizonte devorava o sol.
Sempre desconfiei do meu mês de maio.
Sempre desconfiei do meu mês de maio.
Hoje em dia conto como um dia a menos de vida,
E nunca mais canto um parabéns sem me lembrar de um hospital,
De uma mãe e de mais desconfiança.
Onde está a felicidade?
Hoje em dia todos cobram de mim esse alguém que me tornei,
Cobram de mim tudo aquilo que transformei,
Apenas cobram e cobram cada vez mais de mim.
Mas, onde está a felicidade?
Como eu sonhava em construir lugares novos,
Coisas novas e sonhos novos.
Depois sempre podia destruí-los sem consequências.
Quem me dera ter o dom de destruir sem ser destruído.
Hoje em dia tenho que ser até precavido,
Por que nunca sei quando alguém vai me passar uma rasteira.
As lembranças das risadas viraram cobras sorrateiras,
E sempre procuram o lado que se acha mais forte.
Não que me importe,
Mas aquilo tudo já foi parte de minhas tardes de maio.
Tudo é diferente hoje,
Fazer o que se até o meu horizonte muda,
E o sol de hoje é devorado por outras linhas,
Interpostas sobre o meu horizonte do passado.
Amigos muito amigos viraram ilhas.
Amigos só amigos viraram pó.
Onde está a felicidade?
Tenho o que quero, sou o que eu quero.
É por isso que me desespero,
O que eu vejo é mais um fim de tarde ensolarado,
Nesse maldito mês do meu aniversario,
Mês de maio. Mês da culpa e do culpado.

By: JeAAne.ELeVen.


19.6.12

Cansei De Desenhar Rosas

Feito em 25 de Maio de 2012...
Bordados nas paredes que não estavam,
Reflexos no espelho do meu quarto,
Um desenho de mim mesmo que surge no ar.
As belas rosas vermelhas que estão em botão,
Servirão como ornamentos de velhos mortos.
Sépia é essa lembrança,
E lá vem mais tempestade no horizonte.
Eu me encaro e sou meu reflexo,
Qual é o seu problema meu caro?
Balanço-me na mesma rede,
Não consigo entrar nas lembranças,
Histórico de vida que incendeia,
E queima mais um pedaço do que eu fui.
Sentado no silêncio com os ouvidos abertos,
Escuto o relógio de um quadro abstrato,
Vago pelo nada, uma luz na janela,
Fico cegado pelo ofuscamento que me cerca.
Se meus olhos não veem, meu coração sente,
Por que em mim eu sinto a confiança.
Posso não ver mais tenho um sentido,
Que me foi empregado quando criança.
Um dente amarrado em meu dedo me desperta,
Esvazie sua mente, você é real, mente aberta!
Madrugada é silêncio mortal,
E começo a enlouquecer pensando, pensando, pensando.
Sou um louco frenético que não pode mais parar.
Lembranças da infância me invadem,
Ao som de caixinhas de bailarinas que rodeiam,
Um ambiente sutil e meu ressinto,
Verdadeira prova viva do velho.
Na minha mente posso correr,
Vou para campos abertos e sorrisos manipulados,
Pelo vento, pelo sol, pelo momento e emoção.
Na tristeza de um fim,
Na alegria de começos,
De inúmeras das razões para se falar adeus,
Das inúmeras vezes que sempre tropeço.
Uma faca destrói todo o quadro pintado,
Pronto e manipulado,
Com as cores e vidas já prontas e existentes.
E ao som de Amy me despeço,
De meu caixão com outro dentro.
Posso desenhar com aquarela o mundo,
Posso cair nos piores horrores do profundo,
Mas minhas mãos sobem ao céu,
Mas minhas mãos sobem ao céu.
Madrugada é silêncio mortal.
Procuro o lugar em mapas,
Procuro as minhas respostas no deserto,
Na mais pura das incertezas,
Na cura do que é meu certo.
Eu sou uma lembrança e passado.
Encho um copo com gotas de lágrimas derramadas.
Muda o clima e lá vem o vento.
É época das chuvas, tempestades e tormento.
Um raio cai, um raio cai na plantação dos meus sonhos.
A chuva é forte e me manipula,
Como eu posso ajudar se essa dor me anula?
Maracujás são doces, maças pecadoras, fascinação!
Velhas opiniões impróprias para o horário, decepção!
Ecoa em mim alguma mudança nova,
É a lua e a madrugada silenciosa.
Cansei de desenhar rosas,
Com os mesmos parâmetros do sempre.
A partir de hoje desenharei covas,
Para ver se me torno um pouco mais descente.

By: JeAAne.ELeVen.


11.6.12

Bolhas De Sabão

Feito em 11 de Maio de 2012...
Brilham, brilham bolhas,
Bolhas, bolhas brilham,
Será que brilham as bolhas?
Será que as bolhas brilham?
Ao tempo do arco-íris,
Que se faz em um céu anil.
Ao tempo da boiada,
Que sempre é tocada,
Por todo tipo e forma vil.
As amarelas bolhas das crianças,
Que nascem em torno de um sol,
As eternas amarelas bolhas,
Sem causas, sem normas, bolhas do farol.
Bolhas sem causa. Bolhas que brilham.
As vermelhas bolhas dos parques,
Que nos levam ao vento e a marte,
As belas vermelhas bolhas,
As bolhas do incrível senhor Night.
Bolhas incríveis, que nos levam. Bolhas que brilham.
Sigamos as bolhas, sigamos um rumo,
Impulso do vento, o autoconsumo.
Na noite elas brilham, e se amam com sabão,
Ao toque do vento, no pulsar de uma mão.
São belas as bolhas, misturas de estrelas,
Ouça sempre o que digo, há quem diga bobeiras.
As bolhas verdadeiras são as azuis.
As bolhas do capitão as verdes,
Elas nascem em impulsos e sopro,
No gosto de alguns entrevedes.
Elas retornam, apenas sorrisos,
Crianças que pulam, crianças que pulam.
Elas retornam, alguns sofrimentos,
Lugar noturno, lugar noturno.
Não leia. As bolhas que brilham,
As belas bolhas que brilham,
Os brilhos das bolhas, que brilham,
Que brincam de brilhar e brilham,
Não leia. Eu calo. As bolhas que brilham.
Diga-me o que fazer?
Você sopra com seu coração,
Você me vê como a um cego,
Você me vê como a um cego.
No puedo hablar su idioma,
Pero yo hablo a su corazón.
Burbujas que brillan, tantas burbujas,
Burbujas violetas de lá revolución.
Não posso dançar no vento,
Sabão e mais sabão.
Eu posso fazer e eu tento,
Sabão e mais sabão.
 Construo um mundo de bolhas de sabão,
Construo um mundo sem pessoas,
Apenas as velhas bolhas,
Minhas belas bolhas que brilham de sabão.
Um pai e seu filho. Um parque animado.
Um adeus e um começo.
Um lugar mais que encantado.
No meu castelo de bolhas eu fico,
Aqui eu tudo faço e multiplico,
Criamos um monstro de bolhas,
Criamos um monstro.
Apagam-se as velas das escolhas.
Brilham, brilham bolhas,
Bolhas, bolhas brilham,
Será que brilham as bolhas?
Será que as bolhas brilham?

By: JeAAne.ELeVen.

9.6.12

Janela De Vidro

Feito em 13 de Maio de 2012...
Uma janela de vidro e amarela,
Uma janela tão grande e tão bela,
É o que me separa do que eu posso ser,
É o que me separa do que eu posso ser,
Posso fazer, posso crescer, uma janela.
Uma janela de vidro é tão bela,
Uma janela grande e amarela.
Eu observo toda a paisagem do sul,
Todas as cores, as paisagens Yellowstone, Pink and blue.
Uma janela.
Não nasci para agradar por isso nem tento,
Nasci para isso que faço com talento,
E meu tempo até hoje foi bem gasto.
Eu sou uma estrela perdida no espaço,
Eu sou um cometa que entra em colapso.
Eu sou um alguém. Uma interrogação.
Os fantoches me disseram um oi.
Eu os mandei para aquele lugar,
Não posso e nem quero explodir.
Não posso mais eu quero. Hora de acordar.
Sou uma bomba nuclear da Coréia,
Sou o sol da florida primavera,
Um vulcão em erupção na tarde bela,
O profundo de um profundo sem fundo.
As mãos me invocam então fico surdo.
Crescendo, crescendo eu transpasso a janela.
Crescendo, crescendo eu estou lá fora dela,
Agora alguém vai ter que me dar bola,
Pois é assim que são fabricados,
Pouco a pouco, cada sonho é montado,
Em um grande balão amarelo.
O vulcão é grande e tão belo,
Sorri mostrando todos os dentes.
Eu preciso de ajuda, de alguém que saiba,
Eu preciso de ajuda, do senhor que salva,
Ajude-me, ajude-me. Alguém pode me ajudar?
Os fantoches me disseram um oi. Que vão se ferrar!
Vamos dar nossas mãos?
Esperamos um destino incerto,
Vagando pelos campos de flores,
Que nascerão em pleno deserto.
As tantas janelas envidraçadas,
As tantas janelas de vidro e amareladas.
Venha comigo e quebre mais uma.
Para a paixão do inferno e do rei Zuma.
Essa é minha vida! Não dou chances para fantoches.
Ei Zuma, Zuma, Bumba Zuma.
Bumba, bumba, Zuma bumba.
Essa é minha vida! Não dou chance para fantoches.
Esperamos um destino incerto,
Vagando pelos campos de flores,
Que nascerão em pleno deserto.
Deixe-me esconder atrás das suas cortinas,
E proteger-me de todo o mau amém.
Deixe-me esconder atrás das suas cortinas,
Todo o segredo que nunca vai mais sempre vem.
As belas cortinas da janela de vidro amarela.
As belas cortinas azuis de um maldito leão e sua cela.
Deixe-me libertar o libertador,
Deixe-me ser o carrasco e o vingador,
Vagando pelos campos de flores,
Que nascerão em pleno deserto.
Voar com dragões por entre muralhas,
E navegar com piratas entre tantas mortalhas,
Abra-se a janela, os fantoches me dizem oi,
Uma janela de vidro e amarela.

By: JeAAne.ELeVen.


4.6.12

Idade Média

Feito em 29 de Maio de 2012...

Vitrais magníficos, povos pacíficos,
Imposição, imposição.
Grandes hospícios, matadores e frigoríficos,
Imposição, imposição.
O tempo em que o dinheiro era a bíblia,
E Jesus ainda fazia nascer feridas,
Naqueles pecadores, por que pecadores?
Levamos todos os dias às velas,
Que iluminam nas noites todas as capelas,
Enchemos de flores, pintamos com cores,
Adoramos a Deus, e a tantos senhores,
Grandes cargos da religião.
Aramos os campos para o nosso senhor,
E no fim dia sempre mais temor,
Para onde foi seu coração?
Qual é seu sacrifício meu pai?
Ódio e rancor, coisa amena,
Eu irei para a igreja ficar com a alma plena,
E comprar por mais um pedaço do céu.
Arrepios, calafrios e gritos,
Idade da sujeira e do esquisito.
Levado por uma ambulância,
A caminho de um hospital,
Às vezes rodopiam as rodas,
Outras vezes as faço rodopiar.
Criança, criança, criança, o mundo é jovem.
Criança, criança, criança, dois por dois é a dança,
A dança de Noé e os animais da canoa.
Infância, criança, levado por rodopios do ar,
Queria um algo ou um alguém para falar.
Um ventre saído, um tempo gastado,
Um filho perdido, um tempo rasgado.
Uma lembrança triste e o dia sem dente.
Relâmpagos e raios partem-me como a um cordeiro,
Que esmola e retira o pecado do mundo inteiro.
Você perdeu sua fé? Cuidado com a fogueira!
Para onde você vai? Para onde você foi?
Meu quarto escuro, meu sono.
Escondam-me das tochas que ardem como o inferno.
Fechar os olhos e nunca mais pensar.
Fechar os olhos, fechar os olhos.
Frio e chuva, momentos depressivos.
Pedras, arados, lágrimas sem motivos.
É peste. Eu sou a peste que castiga esse povo cristão.
É luto na escuridão, é vulto, é motivo sem razão.
Palavras sobre palavras erguem muralhas e castelos.
Ferreiros atônitos que forjam espadas com martelos.
Voltando a era das trevas e do terror,
Dei-me sua mão não sinta ódio ou rancor,
É na merda que se vê o melhor lado dos sorrisos.
Voltando a era do ódio e do rancor,
Dei-me sua mão não sinta as trevas ou o terror,
Sorrir, sonhar, sorrir, sonhar, comando do sorrir,
Sorria para sonhar! Circuito.
Um sonho maldito esculpido em pedras,
São sete bilhões de palhaços que dizem sim,
Sete bilhões de pontos sem brilhos.
Solitária Idade Média!
Jorram cabeças ladeiras abaixo.
Jorram pessoas e transbordam os temores.
Lá vem o carrasco, essa foi a sua escolha,
A forca, a guilhotina, o homem de preto e mascarado.
Imposição, imposição.
Voltando a era das trevas e do terror,
Dei-me sua mão não sinta ódio ou rancor,
É na merda que se vê o melhor lado dos sorrisos.

By: JeAAne.ELeVen.