30.7.12

Nação Feijão Com Arroz

Feito em 23 de Junho de 2012...

A linha é sega.
Preguiça me mata.
Uma faca abstrata,
Uma roupa barata.
Atitude abusada,
Que grita e não fala.
Linha deformada,
Que cala, que dita, é bala.
O rio que corre,
A água que sobe e desaparece,
O olho que dorme,
O filho que se esquece.
Um dragão para São Jorge,
Esperanças para o futuro,
Um susto do lobisomem,
Para a base do momento puro.
O sertão é quente, doce e duro.
A opinião desorientada,
É vidrada, é calada, é usada,
É controlada, a manada, arroz com salada,
Feijão manipulado que olha por uma nação,
A nação feijão com arroz,
A nação do feijão e do depois,
Feijão com arroz,
Futuro do depois,
Manada com fome que pede,
Que usa o barato e fede,
O cheiro da nação,
O cheiro do governo da podridão,
Hoje dia de Bento,
Hoje é dia do arrependimento,
O começo da explosão solar.
Exortasse o demônio do poder,
Reza-se muito ainda para crer,
O futuro desse feijão com arroz.
Prisão de algemas,
As rosas serenas,
As lunas, as dunas, as curas,
O percurso de todo feijão.
O beijo negro de toda uma nação!
Cultura de massa, que entra na massa,
No lar daquele que quer o feijão,
Na batalha constante,
Na pura luta com o coração.
A nave que pousa,
O milharal do mal,
A bela mariposa,
Que abre as assas para o final.
Isso é fácil, é compra barata,
É roupa barata, é marca barata,
Amazônia é a legal,
Derrubar para o ilegal,
O crime de um padre sem tutela,
A voz que grita pela mesma doce e bela,
Criança de uma grande nação.
O verde marrom,
A música sem tom,
A cor de bombom,
O carnaval da mulata,
É dia de feijão e de passeata,
Nação feijão com arroz.
Se a esperança existir não será no depois,
A faca abstrata, a roupa barata,
Avise a população,
Exortasse o demônio do poder,
Querido governo, salve nosso feijão.

By: Loans Darie

26.7.12

Ritual Das Borboletas Selvagens



Selvagem na mata, o ritual.
Dosagem de velas, dosagem de fé.
Alguém perdido embarca,
Alguém me puxa pelo pé.
As belas borboletas presentes na lua,
Encantam com as doses de euforia,
Apenas o fim de uma rua,
E o começo da alegria.
Espírito secreto: você foi convidado!
Entre no círculo que está fechado,
Ouça as palavras dessa noite insana,
Alguém chamado JeAAne me chama,
Damos as mãos, viramos o começo,
Está aberta a sessão,
Doce e pequena obsessão,
A saga da lagarta, bela lagarta, lagarta,
Assim alguém me devora e me mata,
Está aberta a sessão:

JeAAne ELeVen: declaro hoje aberta a nova confraternização dos egos. A partir de hoje seremos uma equipe que lutará para persuadir valores nessa sociedade cada vez mais sem valor algum. Se me foi empregada à missão de matar todo e qualquer tipo de vestígios de outros que habitavam dentro de um corpo, será meu objetivo trazer as mudanças e renovações para a atualidade. É por isso, que juntamente com meus princípios eu invoco das profundezas da mente e alma aqueles dos quais fui capaz de dar fim. Serão eles que iluminarão a nova sociedade, e trarão as reais mudanças desse novo no novo. Pelos poderes aos quais me foi dado esse dom, pelos mesmos que morri em todos os meus outros passados, eu revogo a decisão suprema e os faço vivos. Mas não todos, apenas aqueles. Se eu fui criado para fazer mudança, eis a minha primeira. Para que matar a si mesmo e criar outro? Juntos nós faremos o que um só de nós, nunca foi capaz de fazer. Que assim se façam as luzes dessa nova era.

Do meio do nada eis que surge,
Da escuridão de um lugar abandonado,
Aquele mesmo garoto, o pobre coitado,
E a lua incendeia em fogo,
Mais alguém está no jogo,
O começo do casulo.
Diga-me o seu por que:

Ayke Hernandes: sei que fiz muita coisa, sei também que não tracei objetivos, mas ao menos consegui libertar aquele garoto que acabava de perder sua mãe de uma vida de muita dor. Eu aprendo rápido as questões do jogo, mas mesmo assim não o compreendo bem. Às vezes posso fazer um refrão sedutor, ou quem sabe uma frase interessante, mas eu sei que sou o inicio de tudo, e por isso concordo em ser empolgante. Obrigado por não deixar meu pontapé inicial morrer, obrigado por me fazer viver e obrigado por mais essa chance.

Aqueles começos que não terminaram,
Aqueles sorrisos que não terminaram,
As velhas manias de escapar dos problemas,
As velhas chances de nunca ser fiel,
Mais uma camada de casulo.
Está ficando no nulo, ficando no nulo.
Quem mais está aí?
Diga-me seu por que:

Ayke Hanedef: eu ainda sofro pela troca. Mas obrigado por me dar uma chance que nunca tive. Não se esqueça de que foi comigo que você descobriu muitas coisas. Eu sou muito grato por você e por tudo que pude passar ao mundo e ao seu lado. Quero apenas ser seu amigo, não me importo se não irei aparecer sempre nos textos. Obrigado.

Orgulho e soberba,
Desperdícios de chances,
Alguém mais reina onde eu reino?
Escuridão da noite, floresta vazia,
Invoco o fogo para a fantasia,
Alguém mais reina aí na escuridão do abandono?

Ayke Aera: eu sempre fui muito detalhista em tudo que fiz. Não seria correto você me descartar da maneira como fui descartado. Mas já superei isso. Ao menos hoje fui reavivado. Aqueles refrãos de que essa é Aera da poesia, isso nunca irá morrer em mim. Eu me preocupei com você, apenas isso. O que ganhei em troca? Fui trocado. Mas tudo bem eu já superei isso. Só não consigo acreditar que mesmo depois de todos os acessos, você me veja como uma segunda opção, como...

Desculpe querido ego. Seu tempo acabou, prosseguimos com isso que não tenho toda a noite. Depois disso tudo, ainda não sabe por que será a segunda opção? Essa nova fase é do nós, seu esnobe.

Antes que padeça me responda:
Ainda sou uma lagarta? Ainda vivo dessa sombra?
Casulo fechado, alguém repousa em sono,
Invoco o ar para os acertos,
Alguém mais ainda falta nascer?
Espere que se una a fé e as nações.
Espere cair o governo popular,
Você que falta o que me diz? :

Ayke HeineDef: o que falar? Acho melhor começar a falar dessa reedição. Digamos que você não tinha tanta predestinação do sucesso. O mundo do sucesso é sujo! Desculpe-me, mas você sempre foi muito comedido demais para o meu gosto. Eu sei o que é uma celebre arte. Mas também sei que o dinheiro é a forma que o homem moderno sobrevive em sociedade. É por essa razão que não sou segunda opção mesmo sendo uma reinvenção de você. Eu fui provido de uma missão semelhante a sua querido JeAAne e substituto. Fui eu que matei aqueles egos primatas no mar. De lá? Nunca mais sairão! Enfim pretendo fazer novamente alguma coisa que seja franca, clara e objetiva, mas também original. Quero ajudar a todos vocês para conseguirmos o sucesso!

Feche o abandono.
A noite é escura, perdi o meu sono.

JeAAne ELeVen: bom, após esses depoimentos aos quais abri mão de meu tempo para ouvir, eu devo dizer que se quisermos fazer algo realmente novo, nós precisaremos de coisas novas, personalidades completamente novas ou reeditadas com personalidades as quais nós não temos. Para tal instância, eu convido todos os presentes egos para a reedição de um Ayke completamente novo. Surja, surja, surja, surja, surja, surja, surja, surja...

Invocamos agora a água,
Invocamos também a terra.
Que nasça dos elementos uma quimera,
Que surja da noite um dragão,
Que nasça da lua a perfeita e divina,
Obra mais prima de toda criação:

Eyke AtaaJa: Crescimento. Essa é a palavra que me rege. Luz. Essa é a palavra que eu um simples ego dou como partida. Sereno como o mar, relutante como o julgamento final. Eu nasci da pura liberdade. Serei curioso, trarei o duvidoso, sou Zen, sou Zen. Alegrai-vos, alto astral geral. Seremos nós a alma do futuro? Medite, e ache suas respostas!

O barro do chão e o sopro nas narinas,
A luz das velas acesas e das lamparinas,
Essa é a grande hora da piedade,
Doce são os sonhos da lagarta,
Que quase rompe o casulo com suas asas,
Moonrise, occasum, moonrise, occasum,
Mantenha em minha mente,
Apenas o um, apenas o um.

JeAAne ELeVen: hora da criação. Mãos na massa, construiremos uma nova nação!

Es, carmina, litteris,
Moonrise, occasum, moonrise, occasum,
Sempre vivi. Já fui tudo!

Artus KieDake: Por que eu existo? Não quero ser apenas uma imaginação repentina! Eu sou pequeno, esse mundo é tão grande! Poderei voar com minhas assas de borboleta? Se eu puder ver os mesmo campos de flores, os mesmo amores, terá sido válido essa minha existência. Da onde eu venho à vida é uma eterna arte. Floresce na música, na pintura e na poesia. Floresce em todas as estações e todas as alegrias, ela é contestada assim como o do por que eu existo. Não teime comigo, a vida é uma arte, e tudo faz parte, tudo faz parte.

Es, carmina, litteris,
Moonrise, occasum, moonrise, occasum,
Sempre vivi. Já fui tudo!

Loans Darie: apenas digo algumas palavras: tenho grande poder de ação. O talento vem do faça, eu tento, o psicodélico do espiritual e virtuoso. Nasci para o eterno grandioso. Amém.

Es, carmina, litteris,
Moonrise, occasum, moonrise, occasum,
Sempre vivi. Já fui tudo!

Lord Swaam: Quero ser franco! Entre todos os criados eu posso mais. Não me subestimem. Meu orgulho me fez um Lord. Quando usar minha capa preta e sorrir com meu sorriso torto, mexendo os pauzinhos e alfinetes do meu vodu. Quando uivar para a lua ou sair á caça na rua. Eu sou um lord! Veja se não me amole, eu posso ser o pesadelo que lhe assombra a noite. Posso pegar pesado, gosto do fogo incendiário. Aprecio os horrores dos lugares, quero mais que você e o mundo se explodam. Depois não diga que não sou o melhor de todos.

A luz que é rompida,
As asas que sempre estiveram à espera,
O mundo que é a minha vida,
Virei a borboleta selvagem dessa Terra,
Pantanoso, dor do doloroso, piedade das minhas assas azuis!
Concebido em mim a ligação,
Não me venha nunca mais com lição,
Sempre vivi. Já fui tudo!

JeAAne ELeVen: acabamos de criar um monstro. Mas concebemos a mudança. Enfim vamos dar nossas mãos e sair para o mundo crianças!

Eu sou o vento que sopra pelos mares,
Eu sou o macho selvagem,
Eu sou a águia no penhasco,
Eu sou rápido como o gavião,
Eu sou guerreiro de muitas batalhas,
Eu sou forte como uma lança,
Eu sou a ponta de uma espada,
Eu sou a pele do tambor que conclama à guerra,
Eu sou a corda da harpa,
Eu sou o campeão dos fracos,
Eu sou a vista da montanha mais alta,
Eu sou a sabedoria do poço mais fundo,
Eu sou o vencedor do dia e da noite.
Sempre vivi. Já fui tudo!

Apagam-se as velas,
Todos nós vamos embora,
Todos nós vamos embora.
Exortasse os elementos,
E bate as assas a bela borboleta selvagem.
O mundo é nosso, crianças!
O mundo é nosso!

By: Borboletas Selvagens.

23.7.12

Teoria Dos Homens Da Caverna

Feito em 21 de Junho de 2012...
O homem vira um bípede,
E começa a pensar em seu futuro,
Aquele ser ignorante e macaco,
Passa a ser um pouco mais burro.
Mas ao menos a verdade era uma essência,
Pois os gestos sempre foram verdadeiros.
Surge então a primeira palavra,
Um bunga, um uga, um bunga-uga por inteiro.
A fé era verdadeira, pois não existia um passado médio.
E nenhum homem vivia pelo dinheiro, isso até parece um tédio,
Mas ao menos a verdade era uma essência,
Pois os gestos sempre foram verdadeiros.
Descobre-se o fogo para assar carne,
O mesmo fogo que queimou as bruxas,
O fogo que levou o homem a lua,
Se essa for uma verdade nua e crua.
Radiotelescópios que vêm até nossas almas,
Televisores publicitários de todas as paradas,
E nunca mais mergulhar em águas rasas e calmas,
Pois é aí que se esconde o dinossauro das ciladas.
Morrer ou padecer da luta.
Destruir com a mente ou com a força bruta.
Jorrar petróleo pelos oceanos,
E esculpir e cumprir todos os meus planos.
Enquanto dançam nas fogueiras,
Lá atrás no fundo da caverna,
Existem aqueles que projetam o futuro,
Que nascerá assim como na primavera.
São pinturas realistas e rupestres,
São decisões pensadas com tinta,
São desenhos de seres campestres,
São desenhos mágicos das sete e trinta.
Hoje em dia diminuem os pelos,
Crescem as dores e os apelos,
E os rumores de uma grandiosa civilização.
Hoje em dia diminuem as vontades,
Crescem seres sem capacidades,
E os rumores de uma grandiosa destruição.
Nada realmente poderá ser melhor do que irá.
Nada realmente poderá ser melhor e não cegar.
Fechei os olhos para nunca mais poder enxergar,
Foram as brasas da descoberta desse tesouro,
As brasas do fogo que eram de ouro,
As asas amigas de um falcão decadente e ultrapassado.
Enfim mais um dos fins avisados,
Anunciado pelos meios decadentes e exagerados,
As partes do todo sem interpretação.
As gotas das lágrimas das dores antepassadas,
Os gritos dos povos e tribos dilaceradas,
Transbordam os mares e invadem as nações,
Quem foi que me disse que não existem noções,
As mais básicas para se prevenir e sobreviver?
Juntos com o inicio da era da escrita,
Juntos com a presença de Jesus em carne viva,
Juntos, juntos, juntos. Todos nós morreremos.
No começo eram tribos. No final, tribos iguais.
A língua única do Bunga-Unga.
A religião única das escritas da caverna.
O homem bípede é feliz por ser um macaco.
Se lutar por borboletas eu me jogarei nesse buraco.
Posso ser esquecido, não posso ser fraco,
O homem-macaco, o homem-macaco.
Um sonho, uma selva, e nós vamos.
Damos as mãos para os nossos doutores,
Buscamos as curas dos belos conselhos,
Buscamos a selva e nunca mais valores,
Bravos senhores, bravos senhores!
Teoria dos homens da caverna?

By: JeAAne.ELeVen.


17.7.12

O Cara Da Grana

Feito em 17 de Junho de 2012...
Sentado em um montante alto de esperanças,
Hoje irei apostar na bolsa de valores,
Para ver se assim eu ganho alguns dos senhores,
E tento me quebrar nessa crise mundial,
Ou talvez sair da minha crise emocional,
Preciso produzir mais bens no meu nome.
Mas o que produzir? Em que quantidade?
Preciso ser bom? Posso usar a maldade?
Seduzir-te para querer-te, fazer-te, pensar-te.
Seduzir-te para querer-te, querer-te, perder-te.
Aposto minhas fichas em algo maior e superior,
Aposto minhas fichas assim sem maior dor,
Espero que chova dinheiro hoje sobre mim,
Espero que chova dinheiro,
Quero me entregar sempre por inteiro,
A minha causa, a minha causa, por inteiro.
E aí homem da grana? Ainda pode me sustentar?
Você sempre vem com suas palavras,
Isso não pode mais me assustar.
Vamos fazer valer a pena,
Vamos fazer valer o que ganhamos,
Quem sabe seja assim que excitamos,
A ira de mais e mais pessoas,
Que não fazem nada e ficam apenas à toa,
Na margem dessa linha limite,
Não darei mais nenhum palpite,
Pois sei quais cavalos ganharão o páreo de hoje.
Quando somos crianças sempre nos aconselham,
A nunca apostar, a nunca perder dinheiro,
A lutar por nossos objetivos e não ficar alheio,
Entre tantos trapaceiros, entre tantos trapaceiros.
Desculpe mais vou ter que me por em aposta,
Mesmo que isso que faça seja uma bosta,
Eu quero ganhar dinheiro, eu quero ganhar dinheiro,
Quero sair dessa depressão e inconstantes,
Eu quero ganhar dinheiro, eu quero ganhar montantes.
Nem que seja mais um viciado em remédios,
Ao menos eu me livrarei totalmente desses tédios,
Eu quero dinheiro, cara da grana, eu quero dinheiro!
Eu sou a nova economia do mercado,
Eu sou um novo produto embalado,
Eu posso ser bom, mas prefiro meu lado macabro,
Eu sou novo no mercado, novo no mercado.
Vamos inflacionar por essa causa,
Vamos infeccionar por essa causa,
Vamos controlar por nossa causa,
Vamos impor uma nova ordem nesse mercado!
Querido Papito preciso de Money!
Como comprarei o ego de meus adversários,
Como serei um incrível notário?
Vamos dominar nossas casas com mão de ferro,
Implantar um maldito nazismo do inferno,
E ver todo esse planeta pegar fogo!
Faça suas apostas! É assim que é o jogo!
Pague o preço de um por cinco,
Às vezes eu não sou tudo, eu minto,
Mas não garanto que isso é tudo o que eu sinto.
Eu sou a nova economia do mercado,
Eu sou um novo produto embalado,
Eu posso ser bom, mas prefiro meu lado macabro,
Sentado em um montante alto de esperanças,
Hoje irei apostar na bolsa de valores,
Para ver se assim eu ganho alguns dos senhores,
E tento me quebrar nessa crise mundial,
Ou talvez sair da minha crise emocional,
Preciso produzir mais bens no meu nome.

By: JeAAne.ELeVen.


14.7.12

Amor Paranormal

Feito em 11 de Junho de 2012...
O que é o amor? É uma idealização?
O que é o amor? É uma obsessão?
É um futuro começado com paixão?
É impróprio de decisão?
O que eu sinto por dentro é uma dúvida?
É uma insegurança de uma curva?
O que era comum permanece comum.
O que era idealizado continua idealização.
O que era planejado acaba em ficção,
Onde um fantasma assombra mais um sonho.
E insistimos na brincadeira com os mortos,
Nesse incrível e insaciável amor paranormal.
Moldamos um futuro incerto,
Mas quem me garante que não sou uma incerteza?
Quem pode garantir um amor de todo dia?
Um amor de felicidade e companhia?
Quem me garante que isso tudo ainda seja paranormal?
Um grande e imenso oceano doce, sem sal.
Lágrimas de recomeços e mudanças.
O que eu posso fazer?
Nada pode salvar um barco que entra em colapso.
Nada pode salvar um mundo inteiro sem chamar-se Cristo.
Se desagrado me perdoe.
Se eu iludo me perdoe.
Não nasci para tamanho amor paranormal.
As decisões são tomadas no final.
Andorinhas, vidas vazias, caixas incompletas.
Respiro e agradeço por estar vivo e por mais um dia,
Apesar de desejar sobre mim palmos de terra.
Se eu estou frio hoje, eu não garanto.
Madrugada das solidões e dos gritos,
Uma eterna agonia dos esquisitos.
Eu não quero discutir relação com os vivos,
Quero fazer amor com os espíritos,
Com os anjos sacros e líricos,
Desse universo de meu Deus.
Sabe aqueles amores de Hollywood?
Os amores de parques e piqueniques de sorrisos?
Aquelas músicas cativantes que nos apaixonavam,
E sempre esperávamos pelo dia que seriamos nós.
O primeiro amor e a idealização de casamento.
O segundo amor e tudo é normal,
Mais e mais sofrimento, e sempre esse é o mal.
Acima de mim existe o universo,
E tudo mais que sempre é o inverso,
Das escolhas as quais sempre busco.
Procuro a vidência dos fatos,
E leio a bíblia para todos os meus atos,
Amor paranormal, amor paranormal.
Após setenta outras tentativas eis que surge,
O Telepata em mim ruge.
O que é o amor? É uma idealização?
O amor foi feito para ser paranormal,
Para durar e viver também de todo mal,
Para desencadear fronteiras indizíveis,
Para transformar lugares impossíveis.
Quem sabe seja burrice idealizar a pessoa amada,
Isso nunca vai ajudar em nada.
O amor é uma transmutação da alma,
Do grandioso e divino senhor todo poderoso,
Do incrível universo do belo e do saboroso.
Leio mão, leio o tarô, leio até pensamento,
Mas o amor que é paranormal,
A gente nunca esquece em nenhum momento.
Pode ser o amor por uma mãe,
Mas sempre será um amor sem julgamento.

By: JeAAne.ELeVen.



8.7.12

Na Margem Da Lei

Feito em 09 de Junho de 2012...
Humor apocalíptico, sentimento analítico.
Voz estrondeante que desmorona o pecado.
Mais e mais almas, tudo consumado,
Esse é o grande fim do aguardado.
Os ratos correm nas ruas,
Os assassinos se escondem em becos,
Sujas são as palavras suas,
Usadas para persuasão de momentos.
Na margem da lei, na margem da lei.
Na margem da lei se escondem os problemas.
Abrem-se janelas para ver o sol,
E fecham-se mais cortinas para se esconder,
Os movimentos de mãos atônitas.
Tremem os prédios com mais uma,
Das tantas explosões atômicas,
E fecham-se mais e mais cortinas,
E abrem-se mais e mais janelas.
Na margem da lei se escondem os problemas.
Cavaleiros de negro e machados,
Todos exaustos e marcados,
Pelos gritos do inferno.
Choros de filhotes de demônios,
Vultos do macabro,
Enfim é hoje que me acabo,
Eles ouvem, mas eles cantam,
E cantam e cantam para levar-me,
Para levar-me, para levar-me.
Escorrem de mim lágrimas negras.
Arranham pratos, sobem nos gatos,
A cera da vela com o fogo fraco.
A hora da morte, do pesadelo, o seu julgamento.
Sofrimento de feridas abertas com desprezo de pensamento.
Bem por dentro inunda mais uma vez,
Aquilo tudo que era minha falta de fé.
Sussurros na cozinha e um bicho no mato.
Gritos no porão querendo um pedaço,
De mim. Na margem da lei.
Por todo um momento,
Sabendo que é mesmo todo.
A desgraça do jovem ao relento,
Que prova desse lodo.
Tudo do todo na margem da lei.
Os sonhos não acabam agora.
A vida é quem chora,
Por que não me derruba sobre a lei.
Se os mais fortes são fortes,
São por pessoas como eu, eu bem sei.
Quatro dias sem dormir,
Nove dias para explodir.
Programa de um robô da margem dessa lei,
A lei dos fortes, a lei dos da lei.
Almas baixas e sujas,
Por mim escrevem a história.
Almas feridas e sábias corujas,
Por mim e comigo escrevem a história.
Na margem dos problemas insolúveis,
Na beira dos problemas resolvíveis,
A lei é fazer aquilo tudo.
A lei é fazer aquilo tudo.
Quem condena um ladrão não vê os lados.
A liberdade é sua, escolha pelos menosprezados.
Borboletas voam, anjos dominam os céus.
Borboletas voam, a liberdade é sua então faça.
Cansei da lei me dizendo isso ou aquilo.
Cansei da vida e dos seres de trapaça.
Na margem da lei é onde se escondem os problemas.

By: JeAAne.ELeVen.


5.7.12

Imprecisão

Feito em 26 de Junho de 2012...
Eu olho nos olhos e vejo lágrimas,
Mas fico na minha cruel imprecisão.
Os toques nunca foram feitos dessa maneira,
Minha cabeça só pensa besteiras,
E o horizonte sempre me encara nos fins de tarde.
Até mesmo pareço um covarde,
Mas de minha boca sai apenas mais imprecisão.
A vida me pede por decisão. Não compreendo minha ação.
Se pudesse encarar o fato da não existência,
Quem sabe seja minha falta de competência,
Ou fui eu que não quis ser eu mesmo.
Meu passado me condena pelo balanço,
Pois me embalo em muitas recordações,
Em todas aquelas impressões,
Naquele eterno e bendito,
O fruto e o senhor maldito,
A peste traiçoeira que corre para dizer,
Que tudo está acabando e recomeçando,
Naquele lugar perdido, naquele mesmo balanço,
Momentos que sempre tentei esquecer.
Passado não se esquece, mas não se deve reviver.
Não sei mais se quero que isso tudo dê certo.
O silêncio, o mudo, o garoto quieto,
A condição ineficaz de tentar tudo que é incorreto,
Da minha cabeça só sai imprecisão.
Imprecisão, imprecisão, precisão:
Apenas sei uma coisa,
Não quero mais que isso tudo dê certo.

By: Vinicius André


3.7.12

O Meu Silêncio

Feito em 14 de Junho de 2012...
Eu tenho o direito de ficar calado,
Apenas eu e meu mundo inacabado,
Apenas eu e mais eu e o silêncio.
Eu tenho esse direito.
Não me peça para mudar ou para entender,
Se quiser ficar comigo tente me compreender,
Ou se não faça o gosto de me esquecer,
Sou assim e não mudo.
Eu não falo, não me peça, não me diga,
O problema sou eu e minha fadiga,
Eu tenho o direito de meu silêncio.
Quando resolver mudar um dia desses, eu mudo,
Até lá vou ficar no meu silêncio profundo,
Inquieto pelo universo que acabo de abrir.
Tenho o direito de não me encostarem,
De opinar mesmo que não gostarem,
E de ficar só com meu silêncio,
Não posso ser o mesmo de outros momentos.
Desculpe a sinceridade, mas das pessoas eu gosto,
E amo apenas uma que já partiu de minha vida,
A minha eterna mãe e amiga,
O resto é questão de gostar ou não gostar.
Eu sei que isso vai machucar,
Mas é o que eu sou e pronto.
Sou racional e não uso a emoção,
Sou silencioso e não tenho compaixão,
Nem mesmo daquele que chora.
Só espero que isso não lhe ofenda,
Mas meu mundo é assim e não posso mudar,
E meu silêncio? Só Deus sabe quando vai acabar!
Não posso acordar todo o dia sendo o mesmo.
Minhas atitudes nunca foram as melhores,
Fui criado pelo método das “crianças piores”,
Aquele método onde você fingia e fingia,
E sempre conseguia tudo para satisfazer a alegria,
Da inocência escondida por trás de atitudes pensadas.
Sim! Eu sou um monstro!
Sim! Sim! Sim! É isso que eu sou!
Sobre quatro velas direcionadas aos cardeais,
Com sal e sangue e muita fé,
Eis que surge o meu silêncio,
E entro em um rio que não dá pé.
Estou inquieto pelo universo que acabo de abrir,
Pelos meus sonhos incompreensíveis,
Pelas minhas frases irreconhecíveis,
Pelas minhas vontades indesejadas.
Enfim isso que sinto é uma das badaladas,
Do mesmo sino que sempre ouvia no Natal.
Eu tenho o direito de ficar calado,
Apenas eu e meu mundo inacabado,
Apenas eu e mais eu e o silêncio.
Eu tenho o direito de ser e fazer o que quero,
Apenas eu e meu mundo do inferno,
Apenas eu e mais eu e o silêncio.
Escuridão. Abra a janela, os vizinhos querem olhar!
Enfim quando tudo isso acabar,
Poderei dizer que o meu silêncio foi bom.
Não me faça perguntas bestas,
Não me venha dizer que mudei,
Eu sou o mesmo, apenas me calei.
Não garanto que faça as mesmas coisas,
Ou que diga as mesmas coisas,
Mas garanto que em mim algo morreu,
E que aquela sua criança cresceu,
Só espero que isso não lhe ofenda,
Mas meu mundo é assim e não posso mudar, compreenda.

By: JeAAne.ELeVen.