30.8.12

O Circo

Feito em 20 de Julho de 2012...
Abram alas que o circo chegou,
Deixando alegria por onde passou.
Esse vai ser mais um grande espetáculo.
Você é a plateia ou soube no palco?
No centro do picadeiro,
Mostrando para o que veio,
O grande senhor do tempo inexato.
Algodão doce e muita travessura de caramelo,
O circo chegou e tudo ficou belo.
A tarde se iluminou, quando a noite chegou,
Ouve alegria até no cemitério.
O circo chegou chegando,
Sem pedir se podia ir parando,
Ou sem pensar se podia ir levando,
Os sonhos que ele trouxe de outra cidade,
De outro período ou outra idade,
As fugas são inevitáveis.
O elenco se torna pessoas incontáveis,
Lutando para entreter todas as faixas etárias,
E acumular um pouco mais de felicidade monetária,
Afinal ninguém mais vive sem o dinheiro.
O povo assiste comendo pipoca,
Esperando o começo do ritual de invocação,
Atrás nos camarins os grandes artistas,
Pensam no seu número com empolgação,
“Esse será mais um grande começo!”
“A vida é a escolha, é aqui que eu apareço!”
Ligam-se as luzes, pessoas sorridentes,
O circo é alegria, pessoas que lembram.
Os sintetizadores e as cores florescentes,
O circo é um negócio, pessoas que celebram.
O refletor ilumina, o povo combina,
Há uma grande salva de palmas.
Os grandes senhores, vestidos de branco,
Pintam suas caras, suas almas estão calmas.
Domamos leões, andamos em triciclos,
Pulamos nos ares, nos somos do circo.
Arcos de fogo, palhaços no jogo,
Elefantes, girafas, macacos e o povo,
Debaixo de uma lona colorida e isolada.
O circo chegou, para uma tarde iluminada,
Cheia de magia com a mulher barbada.
No fim do espetáculo,
Alguns ficam pelo caminho,
Outros entram na jogada,
Mas o circo nunca fica sozinho.
Em cidade para outra cidade,
Se essa vida é solitária, felicidade,
O picadeiro é o sonho de todo grande artista.
Do palhaço ao trapezista.
As crianças querem ser palhaças,
Ou viver pulando de trapézio em trapézio.
Os pais já crescidos não pensam no tédio,
Relembram ainda o quanto a vida tem graça,
Ficam parados sem lembrar as desgraças,
Que se escondem lá fora da lona colorida.
“Quando você enxergar já é tarde nessa vida!”
“Mãos calejadas que morrem na cruz”,
“A cruz que é santa, o show de Jesus”.
O circo é essa grande jogada,
Mãos à obra, o espetáculo nos aguarda.
Peguem suas armas,
Precisamos incrementar os números da noite.

By: AyKe.HeineDef.


Vênus

Feito em 07 de Julho de 2012...
Um foco de luz, posto contra o vento,
As rosas já prontas para um nascimento,
As velas dispostas para a anunciação,
Por que os anjos disseram: “Ouve com o coração!”.
Alguém martela dentro da minha cabeça,
Palavras, momentos, alguns pedem: “Se esqueça”,
As cenas horripilantes dos lobos.
E nasce Vênus com seus olhos flamejantes,
Com seus cabelos ondulantes,
Querendo o amor e querendo amar.
Alerte ela: “O mundo vai acabar!”.
Depressão bipolar. Depressão bipolar.
Se nos amam por que nos matam?
Se nos querem por que nos matam?
Matam-nos, nos levam na boca.
Caçados na selva, buscados em casa,
Jogados nos campos de batalha.
É o amor. É Vênus que é vendida,
Como uma refeição é servida,
Em uma grande porção de sopa.
Isso não é drama, isso é realidade.
Não me leve, me deixe aqui com meu povo.
Eu não posso ser mais um do novo.
Eu quero a minha vida que não volta,
Perdão, perdão, eu sou embalado.
O amor novamente foi fabricado.
E vai embora. E vai embora.
Isso não muda mais a situação,
As velas e Vênus-produto no chão,
Glória! Glória! Glória!
Soltem minha boca, apertem a minha face,
Saibam que de mim nada terão,
Apenas esses joguinhos de base.
Fuja com o vento, pequenina!
Vá embora enquanto é tempo!
Não me abandone. Devolva-me. Eu quero o seu julgamento.

By: Lord Swaam.


29.8.12

Desejo de Principiante

Feito em 08 de Julho de 2012...
Andar pelas ruas, buscar um destino.
Desejar profundamente, acordar com os sinos.
Os desejos de um principiante da luz.
O frio de domingo, um jogo de bingo,
Um passado com blusas e cabelos louros.
Montado nos sonhos,
Montado em unicórnios,
Que os levavam para o mundo de Oz,
Para o mundo dos nós,
Das famílias perfeitas de comercial de margarina.
“Sorria sua besta, não perca a compostura!”
“Deus está lhe vendo, lhe dará algo a sua altura!”
Esse desejo é espiritual. Vem da alma.
Esse desejo é o princípio. Ele me acalma.
E vem de um passado, já feito, já pronto.
Encerrado em lembranças que me deixam tonto.
Pois tudo muda. E isso me intriga.
Será falta de opinião? Será minha fadiga?
Devo sair por aí buscando um destino,
Desejando profundamente, acordando com sinos.
Sonhando com flores em momentos de guerra,
Adorando os senhores que me fazem essa fera,
Da história da mágica, do mundo mágico, dessa maldita Terra.
A fábrica de doces existia, e ela me engolia, me engolia!
Tirava de mim a beleza de viver com alegria.
Nas paredes brancas de um hospital,
Eu ficava olhando para minha mãe,
E a vida me adoecia, e eu ali ficava cantando,
Da minha janela o mundo andava quase parando,
E sempre aprendi a confiar nas pessoas,
Mas elas roubam nossos sonhos,
Elas manipulam nossas palavras,
E se eu terminar esse texto,
Poderei dizer que desejei como um principiante,
Cavalgar pelos meus sonhos, com portas pivotantes,
E sair pelos campos alegre e confiante,
Sendo aquilo que meu destino sempre desconfiou em me fazer.
Enfim depois de alguns anos tive que crescer,
E encarar toda essa liberdade e verdade que não aceitava,
Minha família então se acabava,
E mais uma vez em historias sem sentido eu me encontrava,
E não sabia mais o que fazer.
Seria a melhor hora para eu começar a rever,
As mesmas escolhas de minha infância,
Adoecer nas minhas fantasias de criança,
E me fazer viver, para sempre no mundo de Oz.
Convença-me de que nunca fui capaz de criar,
Convença-me de que nunca fui capaz de nada,
Você viveu minha vida? Conheceu minha jornada?
Ouviu e imaginava o que eu fazia?
Você passou comigo na verdade um dia?
Eu sempre tive grandes motivos para reconhecer,
Que um dia isso tudo mudaria e alguém fosse me surpreender,
Dizendo coisas sem sentido que eu já sabia.
Mas isso é apenas um desejo de principiante,
Um dom a mais de um ajudante,
Que cresceu entre tantas paredes brancas e felicidades mortas,
Por que eram assim as minhas brincadeiras sorrateiras e tortas,
Que me envolviam em tantos começos e fins de dias.
Enfim, devo andar pelas ruas e buscar por um destino,
Desejando profundamente, que isso que eu escreva vire um hino,
Ou mais um desejo de um principiante da luz.
“Não há lugar como o lar!”.

By: Loans Darie.


Ele?!

Nunca saberemos bem ao certo,
Ele esconde-se por trás de um pano.
Mas quem pode ser ele?
Diga-me você, quem é ele?
Uma incógnita, um ser estranho.
Vamos mudar o que começou no passado?
Ignorado por normais, e acolhido pelo mundo dos justos.
Está cansado de ouvir desaforos, desse bando de bichos sujos.
Vive sua realidade e seu universo paralelo, tudo tão belo.
Tem segredo e inspiração nessa arte,
Quer ser escravo do "POP" de Marte,
Pois na vida é vivendo e aprendendo.
Amado pelos seus nove.
Odiado por multidões. Não tenho vocação.
Apedrejado em praça pública:
"E a plateia vai ao delírio!".
Escravo de sua arte, de sua vida e seu destino.
Sufocado por palavras indizíveis,
Por promessas incompreensíveis,
Que a vã filosofia humana não entende.
Recebeu sua grande recompensa, mas não compreende,
Por que quer ter relações com o espelho.
Odeia o próximo que lhe odeia,
É um poderoso, ideias ele semeia,
Como é grandioso esse caminho!
Ironia? Medo de viver?
Ele te dará apoio à noite, te fará crescer,
Quero ver você brilhar!
Mais com um brilho mais ofuscado,
Para não chamar atenção das grandes estrelas do espetáculo.
Ninguém é inocente,
Mas isso não é defesa, é fraqueza.
Se entregue a sua causa, o corpo nada vale, a alma é do universo,
Dos prazeres e pecados, dos poemas e meus versos,
Odiar e ser odiado. Nada que seja tão usado.
Um templo erigiu-se nesse tempo, sobre bases sólidas. Esse sou eu.

By: Ayke. Hernandes.


28.8.12

O Meu Tempo

Feito em 29 de Junho de 2012...
Já consegui me sentir onipotente,
Mas não nesse momento presente,
A vida vira um cercado de fogo,
E ninguém mais a vê como um gozo,
Apenas mais um dos tantos jogos,
Onde você esquece que é humano.
Como se sentir parte desse todo?
Voltamos à era glacial,
Onde as pessoas são frias e mortas,
São desertas e tortas,
São mamutes glaciais tentando sobreviver,
E não congelar no tempo,
Tentando sempre, da pior forma, aparecer.
Um dia já fui o dono do mundo,
Hoje me contento com esse vazio profundo,
Das minhas palavras solitárias,
Das minhas obras imaginárias,
Que é a contramão dessa corrente morta.
Eu ando sozinho, perdido em meu tempo,
Sentindo-me dependente, vendo tudo lento,
Já consegui me sentir onipotente,
Mas não nesse momento presente.
Hoje penteio o meu cabelo curto,
Preto e curto sem presença.
Amanhã rego meu travesseiro com lágrimas,
Brilhantes e redondas sem decência.
Meu tempo é do céu azul e da tarde,
Das cantigas de roda e da amizade,
Lento, lento, sem vontade de se acabar,
Lento, lento, vazio e profundo momento.
Lento, lento, o vento que me chama.
Acordo de manhã já sem presença,
Pois a vida me desencadeia em sequência,
E eu convivo nos extremos por esses dias,
Sorrindo pelas manhãs, chorando nas tardes frias,
E lutando para um dia voltar a ser onipotente,
Ou me fazer um pouco mais presente,
Nos olhos daqueles que me cospem na cara.
Meu coração é uma caixa secreta,
Minha cabeça uma bola aberta,
O universo é essa caixa musical de magia,
O universo é a arte da diversidade e alegria,
A grande magia, a grande magia,
Abrir os olhos e acordar todo dia.
O meu tempo reflete,
Na ideia e na arte.
As nuvens que passam,
E me deixam aqui meio duvidoso.
Para onde foi o meu poder e confiança?
Para onde foi toda aquela minha arrogância?
E minha mente me leva para um vale de choro,
Os mesmos campos verdes, e os desertos, cor de ouro,
Ao menos ainda tenho essa liberdade.
O meu tempo é lento.
Posso viver na eternidade desse momento.
Mas as nuvens que passam,
Deixam-me aqui mais duvidoso.
Será mais um dos tantos vales dolorosos?
Por que as pessoas são frias e vazias?
Eu ando descalço nas minhas memórias,
Lembro-me das minhas tantas glórias,
Meu tempo é lento, lento, sem vontade de se acabar,
Lento, onipotente, vazio e profundo momento.

By: Artus KieDake.


Novela Mexicana

Feito em 13 de Julho de 2012...
Que merda, padeço de um mal que me foi dado.
Ainda criança, um pedaço de gente, eu já fui programado,
Um drama. Uma cena. Perdoe-me te odeio.
Não que seja assim, um filho desordeiro,
Mais me desculpa, drama é o problema do mundo inteiro!
Não posso. Não posso. Se erga!
Você não pode é enxergar o que tanto te enverga!
Cansei de errar pensando sempre no erro.
Cansei de salvar o pecado do mundo inteiro,
Sou revoltado, sou aclamado, sou um centelho,
Da margem do todo que encobre os olhos dos fedelhos,
Que acham que a vida sempre foi um mar de rosas,
Um sentimento analítico de vitórias gloriosas,
Pare e pense! Drama é em novela.
Ande e repense! Chega de drama, a vida é bela!
Absolutamente cansei de toda essa palhaçada,
Muitos por aí se queixam e não fazem nada,
Para mudar a infernal vida que lhes foi dada!
Tentei mudar é conversa furada!
Ou se muda ou se entra em ciladas,
Por que a vida nunca será um conto de fadas!
Destruição é um caminho,
Não viver nunca será solução!
Ou encaramos os problemas de frente,
Ou seremos os destroços de um furacão,
Sem dono do destino, sem dono do pesadelo,
Apenas uma margem de não ser um modelo,
De fé, de esperança,
A vida não tem um repertório. Entre para essa dança!
Posso ser parecido, mas não sou igual.
Partes diferentes de um todo sem final.
Não gosto de me queixar pela vida que eu tenho.
O poder que vive em mim, me levanta e eu me condeno,
Por fazer tudo girar em torno das minhas vontades,
Mas, eu posso. Sem medo faço a minha realidade!
Chega de drama, novela mexicana.
Só falta alguém fazer caridade!
É um santo, é honesto,
De drama ganha o posto, de pai da humanidade!
O último capítulo sempre tem sorrisos,
Mas isso em novelas. Abra seus olhos!
Se nós nascemos no jardim, terminamos em nossos velórios!
Também já cansei de fazer drama.
Não sou um ator de uma novela mexicana,
Sou feliz pelo que eu sou e não preciso de cena,
A vida me sorri, e Deus não me condena,
Por erros cometidos em meu passado.
Enfim mudei, e se mudei estou mudado,
Não me venha com palavras,
Já estou muito bem despertado!
Posso ser parecido com você por questão de genética,
Mas em minha vida eu sempre mudo a minha fonética,
Não posso, não sou, nunca serei!
Substituí por eu posso, eu sou e eu sei!
Desculpe pela minha arrogância,
Mas foi você que nunca me limitou na infância,
A viver a vida sem dramas meu caro,
Se a sua vida é dura, mude otário!
Não preciso mais ouvir nada por hoje. E fim.
Algumas frases me despertam saudade,
Conhecimento, repulsa ou um amor.
Outras são iguais as de sempre,
Sem nenhum absoluto valor.

By: AyKe.HeineDef.


27.8.12

Domingos II

Feito em 15 de Julho de 2012...
Não sei mais o que é ruim.
Uma vez odiava o silêncio.
Hoje o admiro com mil palavras.
Domingo de sol, eu na minha casa,
Por que não estou me importando com o mundo lá de fora.
Não sei se isso é depressão,
Mas continuo a me sentir alguém vazio,
Alguém que não é mau, mas é frio,
Nem tudo são flores, isso é bem específico.
Hoje nem sei mais qual é o problema.
Ao mesmo tempo em que eu quero,
Já não quero mais nada.
E se eu sorrio isso não me basta,
E o domingo me domina e me mata,
E eu fico perdido sem saber o que fazer.
Quem sabe sejam os anos que me façam crescer.
Se eu errar hoje não é mais como antigamente.
Tenho que tentar todo dia viver como gente,
Mas sem atitudes infantis e impensadas.
Perda de tempo, essas palavras já estão ultrapassadas,
Mas não sei mais como eu faço para sair do lugar.
Os mesmos dias amenos e estranhos do passado.
Mas, se antes era sobre uma condição,
Hoje é por uma verdade.
Mais tardes virão em que ficarei no meu silêncio,
No meu mundo depressivo de domingo.
Deitar,Ouvir,Mergulhar em dor. Imaginar,Nunca parar. Gostar,Orgulhar-se. Sonhar.

By: Ayke Hanedef


26.8.12

Anti-Egos

Feito em 26 de Julho de 2012...
Saio por ai procurando nas ruas,
Motivos para querer acreditar em mim mesmo,
Vou me esquivando pesquisando por abrigos,
Entrando em becos e encarando os perigos,
Por onde vocês se esconderam?
A liga assassina procura por egos,
Que façam as pessoas sofrerem ou padecerem.
A liga assassina os mata eu não nego,
A família Zolanski cansou de lutar.
Batalhas perdidas não fazem vitoriosos.
Um dia no azul, cardeais assombrosos.
Alguém ai me empresta uma arma para caçar?
Fazemos uma aliança com egos que caíram,
Ou os tantos egos que acabam de chegar,
Bem vindo ao mundo vocês nada sabem,
A guerra das estrelas vai apenas começar.
Laboratórios elétricos, capelas secretas,
As cabeças vazias não podem mais pensar.
Eu quero é Nárnia, um conto de fadas,
Cansei das lembranças que tenho que lembrar.
O caminho do amor é a segurança,
Se você se chama Titanic tenha confiança,
Um iceberg ainda vai querer te afundar.
Somos nós os anti-egos.
Segure a fronteira da mente e da reserva.
Você que nasceu cuidado com essa selva,
É hora e dia de começar a matar.
Leões, pumas, demônios viciados.
Um ego na rua é um ego mutilado.
Vamos fazer algum barulho nessa noite,
Se você não tiver arma pegue a sua foice,
Os egos vilões não irão nem perceber.
Quando alguém me diz: “Você vai morrer”,
Eu contradigo dizendo o contrário.
Foi assim desde minha infância,
A bela criança. Um retardatário.
Segure as rédeas da situação,
Armamos os jovens, pistolas nas mãos,
Se alguém mais ousar me tocar,
Ouça bem claramente: “Isso não vai prestar!”.
Libertem de mim esses pesadelos,
Eu quero sim ser, eu quero sim tê-los.
Não abra mais a boca. Suja, desregrada.
Sua mente pervertida, sua mente viciada.
Não me diga que não posso,
Mas caçar é com minha adaga,
Quero erguer uma bandeira, a felicidade que me aguarda.
Hoje azul e amanhã cemitério.
Uma face do sul, outra face do inferno.
Um ego maldito dedurou minha conquista.
Quem pode dar valor, a uma guerra narcisista?
Aquele ponto de fuga e encontro.
Aquele ponto de fulgor e revolução.
Não posso é ser mentiroso.
Fazia parte de uma conspiração.
Quem é você para pensar tal absurdo?
Se hoje eu sou raso, amanhã serei profundo.
Alguém ai me empresta uma arma para caçar?
A família Zolanski cansou de lutar.
Laboratórios elétricos, capelas secretas,
As cabeças vazias não podem mais pensar.
Eu quero é Nárnia, um conto de fadas,
Cansei das lembranças que tenho que lembrar.

By: Lord Swaam.


25.8.12

X-90 Segunda Parte

Feito em 2009...
Parte III

   O vermelho ganhou força, agora eram em 10.
   Cada qual pensava diferente e vivia de sua maneira, sem medo de ser realmente feliz. Os azuis vendo a dificuldade de resolver o problema tentaram isolar os vermelhos em lugares que ninguém pudesse chegar. As crianças foram impedidas por seus pais de saírem às ruas, com medo da tal peste vermelha que assombrava a população. Já era tarde de mais. Cada 1 dos 10 fizeram a cabeça de mais 100, que fizeram a cabeça de mais 1000, que fizeram a cabeça de mais 1000000. Era um número muito grande para os azuis. A solução era mudar-se de planeta, e continuar a viver sua vida azul de sempre.

Parte IV

   Chegada a hora da partida, apareceram apenas 10 azuis. Todos se perguntavam: “O que teria acontecido?”. “Simples: viraram vermelhos!” disse um azul para os demais. Outro indagou: “Por que nós não viramos vermelhos também? Somos o elo mais fraco. Fomos abandonados. Um único vermelho tornou X-90 o grande planeta azul, em X-90 o planeta que tudo pode: vermelho”.
   Todos pensaram na proposta do azul e resolveram ser vermelhos.

Parte V

   Isso nos traz ao começo novamente: [...] Tudo no planeta era vermelho, inclusive as pessoas. [...].
   O planeta X-90 agora é um planeta vermelho, onde todos fazem o que querem, pensam diferentes, gostam de coisas diferentes e sonham em um dia se tornarem pretos.

FIM...
By: Ayke. Hanedef.

Vômitos De Sujeira

Feito em 07 de Julho de 2012...
Senhor Deus me perdoe.
Eu pequei, eu sei que tive muitas faltas.
Pequei contra a igreja, contra meu irmão,
Estou arrependido e lhe peço perdão.
Deveria começar assim?
Não, não. Isso é mais o ato de confissão.
Sentados na igreja, rezando para Deus.
Começam alegrando e celebrando a cruz.
Depois da humilhação, espiam os próprios pecados,
Depois da liturgia o cordeiro é imolado.
Depois é a hora da face a face com Cristo.
Depois é mais um fim. Depois mais um fim.
E dão as mãos e cantam hinos.
E bem no fundo da alma, desejam o mal,
Para os irmãos e para os filhos.
Reparam na roupa, no que você faz,
No que você “doa” e no que você fala.
Reparam na roupa de marca,
Ou na blusa amassada.
Olham o seu cabelo, te analisam por inteiro,
Para depois pedir perdão para Deus de uma forma fútil.
Diga-me por que vai à missa, se isso para você não é útil?
Deus é imolado como um perdão as faltas,
Como um ordeiro de provações a se cumprir.
Onde foi a fé no criador,
Que move céus, que move terras?
Posso parecer um revoltado vomitando sujeiras,
Um monte de besteiras,
Que não valem nada, por que você deve me achar um nada.
Mente aberta é secreta. Mente vazia analisada.
Se pudesse gritar para os quatro cantos,
Toda essa porcaria que inventaram,
Para distorcer valores, aumentar o adultério,
Seria alguém feliz em lápide no cemitério.
Confie em você e não na igreja,
Confie em sua mente e não em milagres,
Confie no poder de Deus,
Ajudando-lhe e não fazendo caridade,
Você não precisou de caridade para nascer ao mundo.
Pare, reflita, respire profundo.
Todas as desgraças causadas pela maldita religião do mundo.
Onde foram aqueles espíritos livres que cantavam,
Que não precisam de missas, simplesmente adoravam,
As coisas boas que um espírito maior lhes oferecia?
Queimem-me na fogueira por tanta heresia,
Não fecho minha boca dominada na ocasião.
Ganhei um inimigo de grande escala.
Estarei perdido se tirarem de mim a fala.
Senhor Deus me perdoe.
Eu pequei, eu sei que tive muitas faltas.
Pequei contra a igreja, contra meu irmão,
Estou arrependido e lhe peço perdão.
Deveria terminar assim? Isso você que sabe!
Nasceu livre, não foi por caridade.

By: Lord Swaam.


24.8.12

Álbum De Fotos

Feito em 03 de Julho de 2012...
Sépias ou em preto e branco,
Colorido é demais para minha época.
O batismo em uma igreja com nome de santo,
Colorido é demais para minha época.
Um salve á Maria, na romaria,
Das tantas histórias, igrejas já mortas.
Casamentos com noivas felizes,
Com noivos desesperados,
Com grandes decepções,
Ou com um triunfante final dourado.
Sorrisos que servem para molduras,
Pessoas que servem para o nada,
Vidas em campos e em festas que cruzam,
A batalha da vida com as mãos amarradas.
O prazer em mostrar as velhas medalhas de guerra,
Ou os grandes bigodes febre do tempo.
As noites da fogueira e da pesca,
Ou as de euforia pelo exato momento.
Grandes desejos, pessoas que sorriem,
As férias de verão inesquecíveis,
As tantas histórias de amor indestrutíveis.
A falta de fé no ultimo instante da vida,
O mistério do arco-íris na descida,
Tão belo em um quadrado parado no tempo.
Apenas um quadrado com imagem e parado,
E um grande e belo sorriso!
Não precisa fazer sentido,
Não precisa ser assim tão eterno,
Uma manifestação de vaidade em fotos do inferno.
Um álbum de fotos, de vários momentos,
Além de um instante, além dos tempos,
Colorido é demais para minha época.
Alguém ainda vai ter que me parar!
Álbum de feras, de versos, de casamento,
Álbum sem sentido, sem fotos, sem desenvolvimento.
As fotos do instante, das passagens, do pensamento.
Vamos tomar nossos remédios?
Tirar umas fotos para sair do tédio,
E fazer algum sentido em alguma coisa errônea.
Talvez uma grande festa para uma coletânea,
Sem o colorido, que é demais para a minha época.
Sem movimentos, parados com sorrisos,
Naqueles instantes, cabelos lisos,
Sépias ou em preto e branco,
Colorido é demais para minha época.

By: Loans Darie.


X-90 Primeira Parte

Feito em 2009...
Em um planeta muito distante, onde todos eram iguais, havia uma pessoa que resolveu mudar de uma hora para outra a ordem de tudo. Um pequeno embrião, que embalava um futuro. Não foi uma boa escolha, mas no fim todos pensariam como ela? Viveriam suas vidas da maneira que desejassem?...

Parte I

   Nosso planeta em questão é X-90, um lugar misterioso e quieto, onde coisas estranhas nunca acontecem e onde ser diferente não é visto com bons olhos.
   A ordem prevalecia em todos os sentidos. Ninguém era mais que ninguém e todos concordavam com o que lhes era imposto.
   Tudo no planeta era azul, inclusive as pessoas. Todos tinham a mesma rotina e os mesmos sonhos. Só existia uma opção de escolha e nada mais. Gostavam de comer somente uma coisa e de se vestir somente com suas calças azuis, combinando com seus sapatos, cabelos, pele e blusas, todos azuis.
   Em um dia comum fazia muito frio, em um dia diferente também.
   O único sentimento que tinham era a alegria. Mas, a alegria não era uma alegria normal, era mais uma paz de espírito por tudo estar em ordem. Tinham medo de mudar, e não sabiam como fazer tal coisa.

Parte II

   Vindo de um planeta vizinho, um ser diferente resolveu mudar-se para X-90. Não se encaixou nos padrões. Ele era vermelho e todos os seus vizinhos e tudo a sua volta era azul. Chamava muito a atenção. A única coisa vermelha em um planeta azul! Permaneceu muitos anos isolado e sendo discriminado por ser vermelho. Mas, um dia resolveu mudar e com seu poder de persuasão, fez com que uma pessoa azul se toRnasse vermelha. No começo todos ficaram chocados e pensaram até mesmo em expulsar tudo que fosse vermelho do planeta.

By: Ayke. Hanedef.


23.8.12

Morte Da Década

Feito em 22 de Julho de 2012...
Não posso esconder que isso seja uma ameaça,
Quem sabe seja apenas o começo de uma desgraça,
Um treinamento militar barato,
Onde se treina para morrer lentamente.
Abrir e fechar os olhos, ser mais sorridente,
Usar a melhor das hipóteses,
E fingir ser um grande vidente.
Não espere, isso acontece,
A morte sempre chega e nos envaidece,
Queremos ver você querida lua,
Um beijo para a grande Rita,
Se soubéssemos o valor da glória,
Mas tudo isso só me irrita.
E agora Rita? E agora Rita?
Na reunião do mês debatemos ideias,
Na sessão anual falaremos das férias,
Na maneira mais prática de se matar com veneno,
Ou de se fazer um grande companheiro,
Da infiel e grotesca senhora da morte.
Quem sabe se nessa década ainda teremos sorte,
De provar uma tropicália musical,
Ou fazer sem saber sobre o final,
Aquelas atitudes humanas impensadas,
As mesmas dos antepassados, as já usadas,
Escrachadas, abusadas, molestadas, vinculadas,
O Brasil ainda tem voz.
Esse Brasil ainda tem voz, e somos nós,
E somos nós.
Não posso esconder que isso seja uma ameaça,
Começo pela terça acaba em uma farsa,
Esse gosto musical não pode ser o correto?
Mas me diga Rita, o que pode ser certo?
Se você ainda tem fé, levante não banque o cego,
Queremos ver qual será o seu remédio,
Para tanta enxaqueca social, mais que banal!
Um país que lucra mais com carnaval, que absurdo!
Mas será a morte da década?
Mas será a morte da década?
Mas será a morte da década?
Tudo muito incerto.
Badalam os sinos, queremos justiça,
Os anjos do céu cantando sobre as cabeças,
Pode ser que seja novo, pode ser que nunca cresça,
Aquela tropicália toda musical,
Pode ser que me esqueçam, pode ser que nem percebam,
Que uma estrela brilha mesmo até o final,
Não abandona o barco,
Apesar de ele estar fraco,
O Brasil é uma salada tropical,
O Brasil é uma salada tropical.
Quem sabe seja apenas o começo de uma desgraça,
Um treinamento militar barato,
Os trejeitos que nunca mais voltam,
As velhas escolhas que foram pro saco.
No Brasil se treina para morrer lentamente,
Tanto faz se não sabe, tanto faz se não intende.
Abrir e fechar os olhos, ser mais sorridente.
Não espere, isso acontece,
A morte sempre chega e nos envaidece,
Queremos ver você querida Rita,
Se soubéssemos o valor da sua glória,
Mas tudo isso só me irrita.
O Brasil é uma salada musical.

By: Lord Swaam.


O Último Aniversário II

Feito em 10 de Julho de 2012...
Tragédias não se esperam. Apenas acontecem.
Mesmo assim, você ainda continua morando em meu peito.
Devemos atravessar por mais caminhos e por mais tragédias,
Isso se chama vida, uma grande e eterna batalha,
Onde devemos levantar a cabeça e tentar seguir,
Mesmo sabendo que nunca mais seremos os mesmos de antes.
Acho que compreendo agora.
E ao menos já sabia que deveria continuar a seguir.
Meu aniversário? Ainda não o comemoro,
Mas pior mesmo é o dia das mães, onde eu choro,
Mas isso se chama vida. Uma grande e eterna batalha.
Se eu rezei não me arrependo,
Tinha fé que o melhor iria lhe acontecer,
Não o melhor que eu sonhava,
O melhor que Deus planejava,
Mesmo sendo contra a minha decisão.
Só queria era estar ao seu lado.
Às vezes é difícil, mas eu me mantenho forte,
Não que precisem de mim,
Mas necessito ainda expandir algumas ideias,
Que sejam entendidas, ainda em minha vida.
Já pensei em suicídio tantas vezes,
Mas isso não resolveria o pior dos problemas.
Cansei da minha amargura, cansei da minha revolta,
Cansei de minha mente, das coisas que são tão tortas.
Quando vemos, momentos passam,
E tudo muda. Tudo pede mudança.
Mas, não quero que o passado volte.
Quero viver o meu presente com sorte,
Falando para o mundo o quanto te amo.
Semeando ideias, pois você me criou para ser forte.
Qual é o Deus que é verdadeiro?
Procuro respostas na frente do espelho,
E sei que nada do que disse mais é válido.
Hoje dia 10/07, revogo minhas palavras,
Não posso renunciar a mim mesmo,
Não posso me entregar na batalha.
Vivo com minhas esperanças,
A custo do que acho que é verdadeiro, e não imposto.
Sobre mim paira o espirito do universo,
Da criação e do não regresso,
A pensamentos de meu passado.
Tudo aqui se reinicia como já combinado,
Por mais dias e dias de minha vida.
Que assim se faça pelo amor que foi me dado, quanto filho amado.

By: Ayke Hernandes.


22.8.12

Brincadeira Do Sucesso

Feito em 15 de Julho de 2012...
Vamos começar o jogo?
Quem pode mais, eu ou você?
Levamos isso para a vida, quem é que vai vencer?
Fantástica pode ser a batalha,
O caminho para o sucesso,
Libertar-se da família que o atrapalha,
E nunca mais ver a palavra regresso.
E julgar ser apto, apostar nas regras,
O jogo da fama e cobiça,
O jogo de jogadores que a visão nega,
O sabor da liberdade simultânea da injustiça.
Brincamos de perdão,
Brincamos de sedução,
Das maneiras mais baratas,
Mas quem é que não nos compra?
Julga-se o correto? Sua vida é toda torta!
Quer ganhar dinheiro? Vai ter que anunciar seu preço.
Trabalho honesto não garante,
Nem metade dos apreços,
Dos apelos populares, da imensidão dos lugares,
O mundo é sujo, e nós fazemos parte da sujeira.
Esqueça sua vida pessoal, se sacrifique a vida inteira,
Pelo último ato final de desonra.
Se o tumulto crescer não seja curioso, corra!
Ao menos nunca mais será uma vergonha.
Vamos começar o jogo?
A brincadeira nunca acabará.
Assim que morrem 10, aparecem 18,
Que sonhavam muito antes do mundo acabar.
E a vida se recicla e tudo muda a sua volta,
E você joga grande, põe tudo nessa aposta,
Quem pode mais, eu ou você?
Demora anos e séculos para perceber,
As regras do contrato nunca serão cumpridas.
O tempo acaba e a fama se vai. Pessoas perdem suas vidas.
Sacrifícios não acalmarão o senhor do tempo.
O jogador que era amigo se torna o alimento.
Roda viva que tudo tem o seu fim.
E o jogo é assim!
Mas quem é que não nos compra?
Vamos brincar de ser importante,
De criar fortunas e montantes,
De abusar das cores vibrantes,
De criar um mundo de mutantes,
De pessoas cegas e ignorantes,
Alguns nunca pensarão mesmo.
Eu desejo o seu beijo negro,
A sua cruz, sou eu que carrego,
Não me desespero, quero um futuro não nego,
Quem é que vai vencer?
São as regras do jogo. Apostas que não se devem dizer.
Um pouco materialista,
Um dos desejos da minha lista,
Esse caminho não é trilhado por ilusões.
O comandante avisa: “Queremos emoções!”,
Então é isso que se dá para o mundo.
Quieto no escuro, um abismo tão fundo.
A brincadeira nunca acabará.
Quem pode me dizer quando uma chance voltará?
O tempo obedece a seus limites,
Não somos é nada para dar palpites.
Cansei dessa brincadeira de anonimato,
Se hoje eu sou um jogador, amanhã já sou um fato.

By: AyKe.HeineDef.


Ameaças

Feito em 19 de Julho de 2012...
O texto é curto. Esperam por calamidades?
A vida é curta. Esperamos milagres.
Às vezes eles chegam. Outras vezes nos invadem,
Aquela mesma culpa que sempre nos assola.
Toca o telefone, você atende, uma ameaça:
“Se você não fizer lhe acontece uma desgraça”,
E produzimos em série monstruosas ideias baratas.
Pintamos uma revolução com figuras abstratas,
Retratadas na mídia social e mental,
No controle sobre o medo paranormal,
Das profecias de grandes homens pirados.
Devemos fechar a boca. “Lábios Selados!”.
Vivemos à mercê de uma guerra.
Um futuro nuclear, uma explosão solar,
Um precipício que se abre,
As ameaças nos invadem,
Levantamos o pó que abarrota nossas cabeças.
Uma nuvem de aviões, implorando: “Se esqueça!”,
Eterno, eterno, eterno, eterno ás avessas.
Palavras contadas na simetria dos nove.
Palavras montadas e a minha mentira some.
Preciso me recuperar em alguma clínica,
Preciso tomar minhas doses de veneno,
De um metil, propil, isobutileno.
Preciso me dopar com algum vinho chileno,
Preciso me amar como a um nazareno.
O texto foi curto, mas fácil e tentador. Oh Senhor!

By: JeAAne.ELeVen.


Drama Juvenil

Feito em 18 de Julho de 2012...
Estamos quebrados, fomos derrubados,
A vida nos esfrega na cara,
E nós nada mais podemos fazer.
Vivemos de um passado,
Nunca deixaremos de lado,
O que as pessoas nos fizeram, devemos nos defender.
Levamos um fardo pesado,
Às vezes nos chamam de desalmados,
Mas ninguém pode saber o peso das questões,
Que nos envolvem sem soluções.
Somos deixados de lado,
Pois as pessoas sempre nos viram como segundas opções,
Sempre davam valor à razão,
E ao status de um social de misericórdia.
As lágrimas nos matam a sede,
Se você está mal todo mundo pede,
“O que foi? Está tudo bem?”
Queremos o silêncio será que não veem?
Precisamos de um tempo para pensar,
Para quem sabe entrar em depressão e chorar,
Ou tentar sem coragem se matar,
São as nossas soluções dos problemas.
Precisamos criar um novo refrão,
Dar novamente sentido a canção,
E voltar a erguer a nossa cabeça.
Precisamos mudar antes que tudo aconteça,
Antes que o mundo nos derrube no eterno, nos enlouqueça,
E antes de tudo mais não valer a pena.
Devemos virar atores e vivenciar cada cena,
Sabendo que aquele não é o capítulo final.
Quando quiser desabafar esteja certo,
Ouvirei você mesmo que tudo não for correto,
Eu lhe darei apoio, mas não serei o seu consolo,
Serei sua escora e seu firmamento.
Tudo será beleza, até maus pensamentos.
Nunca poderemos saber se a vida é justa com suas solicitudes,
Mas o que eu quero ver em você são atitudes,
Compressíveis pela sua força e por sua grandeza.
Acredite! Você tem o seu valor nessa mesa,
Nesse jogo de cartas que é a vida.
Ame sua vida, sorria com frequência,
Nem que seja para manter certa aparência.
Eu lhe darei apoio, pois sou o seu amigo,
Ajudar-lhe-ei nas horas em que corre perigo,
Posso não ser uma catedral, mas forneço um abrigo,
Não eterno mais por um tempo,
Dentro de você existe um talento,
Oculto pelos prantos internos e lágrimas derramadas,
É hora de erguer o rosto e enfrentar essa parada,
Se estamos quebrados, se fomos derrubados,
Esse não é o fim de nossas vidas.
Nunca pense que nada nunca vai ter saída.
Sinta-se livre e detentor de suas escolhas,
Escreva até nas margens das folhas,
Não vire uma página sem antes ver o seu fim.
O seu problema não são os outros é você,
E devemos começar a abrir os olhos para ver,
Que nunca estamos sozinhos no universo.
Quando menos esperamos viramos tudo do avesso.
Não sou um aproveitador, sou um amigo,
Daqueles que zelam pelos entes queridos,
Quando quiser desabafar esteja certo,
Ouvirei você mesmo que tudo não for correto.

By: AyKe.HeineDef.


21.8.12

Burocracia Das Estrelas

Feito em 16 de Julho de 2012...
Queria ser um vencedor absoluto,
Fazer uma obra prima no bruto,
Vender como água os meus desejos,
Acreditar em tudo que eu almejo,
Sem precisar ser mais um burocrata sem valor.
Queria beijar a noite, e dormir nas estrelas,
Queria fazer a vida ser uma eterna centelha,
De mistério, de poder e de arte,
Sem precisar de um tempo ou de papéis para assinar.
Quem sabe o tempo esteja ao meu favor,
E não faça a questão de nunca chegar.
Queria ser uma grande estrela,
E ter o poder de sempre brilhar,
Entre tantas vidas partidas,
Uma simples palavra para um recomeçar.
Um dia serei citado, serei lembrado,
Mas em outro tempo, outro momento.
O tempo onde não existirá a burocracia,
Que a arte virará democracia,
E que as pessoas chorarão a cada fim de dia,
Pois o dia será maravilhoso,
Será eterno e glorioso,
Será retrato de uma verdade cheia de poder.
Se estiver escrito em estrelas?
Apenas o tempo poderá saber.
Eu serei parte de tudo do todo,
Serei a partícula de vida do misterioso,
Um passo a mais para uma vida no paraíso.
Meus sonhos de hoje estão amaldiçoados,
Eu tento ir à luta, mais fico com meus pés amarrados,
Por que essa luta não é minha, é celestial.
Os anjos e as estrelas sabem do poder de erigir uma catedral,
De princípios futuros, regado pela noite.
Preciso assinar papéis, preciso de carimbos,
Dos poderosos senhores que fumam cachimbos,
A burocracia patrimonial detentora do medo.
E devemos esconder nossas ideias,
Mascarar o nosso rosto,
Desvendar apenas um sorriso.
E estar na frente dos momentos,
Decidir sobre o perigo.
Eu gosto de ler o paranormal!
A vidência dos fatos na vida,
O desejo enjaulado da dor,
O começo de uma grande partida.
Partiremos no mesmo rumo,
Iluminado, azul e profundo,
Se algum burocrata assassino, não destruir o mundo.
A ida é mais lenta, mais complicada e flácida,
A volta é mais rápida, mais dolorosa e mais ácida.
E assim nunca poderemos acabar com o sofrimento.
Para onde foi a paz de espirito e de pensamento?
Se estiver escrito em estrelas?
Apenas o tempo poderá saber.

By: Artus KieDake.


Dias Felizes!

Feito em 13 de Julho de 2012...
Memórias passadas,
Senhores que fraudem,
Que roubam as palavras,
Dos dias felizes!
Servimos de molde,
Para os dias felizes!
Servimos de molde,
Para os dias felizes!
Que dia, que dia, que dia feliz!
Dançando, cantando, que dia feliz!
Às vezes, não nego,
Eu me pego pensando,
Será uma tragédia?
Será um engano?
Não deixe que vejam,
Pois eles não querem,
Não deixe que percebam,
Os choques elétricos.
Que dia, que dia, que dia feliz!
Dançando, cantando, que dia feliz!
Ajuste sua roupa,
Arrume sua casa,
Não deixe vestígios,
De sua vida passada.
Servimos para o mundo,
Servimos para o nada,
É dia, feliz! É dia, feliz!
Coelhos, cartolas, magia no ar,
Do circo, do picadeiro,
Da alegria de se usar.
Que dia, que dia, que dia feliz!
Dançando, cantando, que dia feliz!
Modele o seu corpo,
Não deixe que vejam,
Raspe a sua cabeça,
Pelo seu desejo.
Se verem já sabe,
Lá vem mais tortura,
É dura a margem,
Dessa doce loucura!
É doce! É dia! É dia feliz!
Dançando, cantando, o doce dia feliz!
Não vejo, lembranças?
Invadiram minha emoção.
Que horas será que chega?
Para onde será que vai?
A busca secreta, buscar!
Para onde eu vou? Hora de pensar.
É dia, medonho,
É dia, é um sonho?
Quem disse que rosas,
São feitas de amor?
Quem decidiu que prosas,
São feitas de amor?
É dia medonho, perdido em um sonho.
Maldita, maldita, perdido e risonho.
Não me leve agora,
Não vou mais dar bola,
Não quero, é dia,
É dia feliz!
Senhor, por que Jesus?
O que é que eu lhe fiz?
Agulha, a bula, remédio sem solução.

By: Loans Darie.


20.8.12

Me Olhe!

Feito em 19 de Julho de 2012...
Como nascem os textos?
Não posso dizer ao certo como nascem os meus,
Vem-me na cabeça uma ou duas frases,
Então do nada me surge um tema.
Pode ser uma palavra ou algum problema,
Pode até mesmo ser um dilema.
Tento por um pouco mais de empolgação,
Pois quase todos gostam de ação,
Não gosto de me afligir ou de não chamar atenção,
Gosto de selecionar as palavras mais exageradas.
Eu gosto de correr atrás de rimas modernas,
Que completem o meu pensamento de outras eras,
Que realmente sejam sinceras o máximo do possível.
Às vezes amo ser um poeta desprezível,
Outras vezes me empolgo e sou revolucionário,
Em outros tão dramático e nada visionário,
Mas acho que são assim que nascem os textos.
Nunca subestime os meus pensamentos,
Apesar de às vezes eles serem meio lentos,
Mas sempre jogarei palavras contra o vento,
Esperando que elas me tragam noticias agradáveis.
Cortem meus pulsos, façam sabotagens!
O que eu escrevo é apenas uma parcela.
Minha mente às vezes me irrita de tão tagarela.
Acho que não posso mais explicar,
Há tanta coisa ainda para eu desvendar,
Então se me pedir como nascem os textos,
É o mesmo que pedir a uma criança como nascem os bebês.
Não existem receitas,
Não existem questões que não são aceitas,
Tudo pode ser explorado,
Desde uma colher á um desejo indomado.
Temos que se entregar no próprio ritmo,
No onde posso chegar ao depois,
Onde posso aplicar o que sei,
Onde posso calar a minha alma.
Temos que vagar por campos irrequietos,
Sem pensamentos, sem ninguém, sem malas.
Temos que ser verdadeiros e acreditar naquilo escrito,
Não adianta fazer tudo perfeito ou bonito,
Usando por trás de suas escolhas um monte de mentiras.
Acho que essa é a resposta que mais me agrada.
Até hoje todos os meus melhores textos,
Foram feitas com esta resposta dada:
“Use a sua verdade, mesmo sem saber se ela é a correta!”.
Por isso acho tão bom ser um poeta.
Como nascem os textos?
Na verdade absoluta que você conhece,
Não naquela falta de fé que te enlouquece.
Aceitar-se como realmente você é,
Pode ser a melhor das respostas da fé.
Os meus textos nascem assim,
E se não fossem dessa forma seriam de outra.
Os bebês nascem da vagina de suas mães.

By: AyKe.HeineDef.


Insinuação

Feito em 21 de Julho de 2012...
Aos pés do morro do Cristo, da minha cidade,
Não em um Rio de Janeiro, não em um pão de açúcar,
Eu traço na minha mente uma insinuação,
Uma coisa para lá de maluca.
Será mesmo que existem tramoias no universo?
Fico perdido em meus pensamentos, eu confesso,
E ouço música na sala para tentar entender,
E não cometer nenhuma loucura, capaz de lhe ofender,
Por que palavras escritas ofendem mais que as faladas,
Por que elas apenas são vomitadas, sem o filtro de uma boca.
Será mesmo que existe tanta coisa louca?
Será mesmo que tudo tem que haver algum motivo?
Será mesmo que estou escrevendo?
Quem sabe seja uma ideia, um sentimento já perdido,
Daqueles sentimentos que não esperamos chegar,
Vai se apossando e nós com medo o deixamos entrar,
Por que somos sim vulneráveis em alguns pontos.
Eu odeio admitir mais com a minha idade eu sou fraco,
Pois ainda às vezes quando tudo aperta, eu quase me mato,
E quem sabe isso um dia aconteça ainda no meu anonimato,
Para um final grandioso, para o grande espaço.
É. Sempre tento bancar alguém superior,
Mas sei muito bem o que é sentir tanta dor,
Sem poder fazer nada, sem poder evitar,
Sem poder mexer um músculo ou sem poder respirar.
Não estou insinuando que sou um coitado,
Ou muito menos que precise de alguém ao meu lado,
Apenas estou tentando ser um pouco mais verdadeiro,
Entregar-me para os meus textos por inteiro,
Sem barreiras ou conflitos internos,
Sem egos maiores ou egos subalternos,
Quero poder duvidar das coisas e do universo,
Tudo sempre foi mesmo um único verso.
Pois é, consegui novamente.
Quando menos penso, é que sai coisa descente,
É assim que vou levando a minha vida.
Vou tirar a minha carne do fogo,
Uma das minhas receitas preferidas,
E essa é uma noite de sábado,
E eu fico feliz por estar sozinho na minha casa.
Por que duvidar dos fatos?
Acho que para achar respostas mais convincentes,
Daqueles que sempre melhor nos representem,
Usamos os sentimentos mais baixos e sujos que todos temos,
Talvez alguns pensem: “Por que ainda devemos?”,
“Quantos pecados mais, ainda nós cometeremos?”.
A vida nem sempre é uma maravilha cor de rosa,
Às vezes na vida para se mudar devemos evitar a prosa,
Viver mais com os versos da poesia barata,
Do que com os sentimentos que cada dia nos mata,
Mais e mais e mais e mais.
Se eu não fui verdadeiro desculpe, não olhe para trás,
Releia tudo que eu fiz. Quem sabe ache uma resposta.
Quer saber vou comer minha carne. Essa vida é uma bosta.

By: JeAAne.ELeVen.