28.3.13

A Faca Que Nunca Acertei

Feito em 28 de Março de 2013...
Estou no escuro, na roleta russa.
Está caindo dinheiro na mesa.
Eu subo na cadeira, não tive um blefe,
Carrego a arma e pago para ver.
E agora o que vai ser? E agora o que vai ser?
Estou aumentando a minha aposta,
Ponho em jogo a alma do meu negócio.
A faca que nunca acertei eu não posso,
Quero um litro de gasolina e um fósforo,
Eu quero é pagar para ver.
Quanto custa tudo aquilo que eu sonhei?
O preço é caro, isso foi tudo o que eu herdei.
E agora eu não sei! E agora eu não sei!

Eu sou a merda de um reflexo quebrado.
Sou otimista, sou um artista, um quadro inacabado.
Sou a opção para sua vida, sou um doente degenerado.
Alucicrazy, Alucicrazy, alucinado.
Abram as jaulas dos leões aprisionados.
Eu quero a luz iluminando o meu corpo,
Quero o refletor iluminando a minha alma,
Quero condenar o insuperável,
Explorar o inexplorável,
Eu sou a última gota da água do poço,
Sou o começo, o meio, estou no alvoroço,
Eu sou a luz, eu sou cometa, o circo e o elenco,
Eu quero demonstrar, eu posso e aprendi, tenho talento.

Eu sou o ritmo empacotado para o mercado,
Sou a arquitetura solene de um estado,
Ainda tenho a faca que nunca te acertei.
Sacrifico a minha causa sem uma razão,
Sou um jovem dotado da pura ciência,
Perdi o meu testamento de vocação,
Para criar e formular uma resistência.
Você é o meu alvo essa noite,
Você é a matéria que eu devo acertar.
Minha faca nas suas entranhas lhe dizendo oi,
Eu sabia que um dia iria ganhar.
Quanto custa tudo aquilo que eu sonhei?
Um pedaço do que sou, daquilo que tenho e de você.

By: Pierre Faurier...

20.3.13

Pão e Circo

Feito em 20 de Março de 2013...
Dei-me o pão e o circo,
Dei-me o público e o espetáculo,
Dei-me um pouco mais eu insisto,
Sabedoria de um manipulador barato.
“Ligam as luzes do meu exorcismo,
Eu sempre fui a aberração do palco,
Querem ver mais do meu popular erotismo,
Acrobacias, malabares e saltos.”
Me contorço, me contorço e me rebato.
Um humor barato, uma vida de fato,
O olhar de estar farto. Um manipulador barato.
Dei-me o pão e o circo,
Dei-me o público e o espetáculo,
Eu gosto de agir com cinismo,
Me contorço, me contorço e me rebato.
Eu sou cigano, africano e mulato.
Americano, Japonês e sensato.
Entretenimento é deterioração de espaço.
Vazio, é vazio, seu amigo é abstrato.
No Brasil, no Brasil, eu sou patriótico,
Simbiótico, habitável, um protótipo.
Mate minha fome com pão, mas quero tâmaras,
O circo chegou ao sul ao norte e nas Bahamas.
A frança é minha pátria, Paris meu recomeço.
A tanta gente na platéia, enfim lembrei e não me esqueço.
O seu nome é lembrança, uma pedra e meu tropeço,
Por favor, me deixe em paz, eu quero pão, me dão e adormeço.
O circo abriu suas portas, espere pelo pior avesso.
Pierre Faurier, a França, o circo, desapareço.
Rola água, chove lá fora,
Eu quero pipoca e algodão, alguma esmola.
Dei-me o pão e o circo,
Dei-me o público e o espetáculo,
Não posso regredir, eu fiz, farei e ainda o faço.
Foca em mim a sua luz, chame um amigo e volte alucinado,
São as grades de uma prisão, de uma visão, de um condenado.
Na luz, na luz, dei-me o melhor espetáculo,
O pão e o circo amenizam a situação, estou fraco, estou fraco.

By: Pierre Faurier...

1.3.13

O Fim de MaveRiC

Feito em 28 de Fevereiro de 2013...
Não posso ouvir nenhum som.
Não posso ouvir um resquício de vida humana.
Estou morto. Estou morto. Estou morto.
Não posso mais matar, não posso mais pecar.
Estou morto. Estou morto. Estou morto.
Não posso mais pensar, não posso mais falar,
Não posso mais fazer, muito menos não me amar.
Estou morto. Estou morto. Estou morto.
É um adeus. É um fim. É um fim.
Aí de mim, é o inferno, sim, é o inferno sim,
Aí de mim, aí de mim, é o fim.
Eu matei, eu julguei, eu condenei,
Eu vivi, eu destruí, eu operei,
A obra, a vida, o que me aconteceu?
Para onde foi aquilo tudo que é meu?

Eles estão me seguindo, todos os que eu despachei,
Eles me querem e não me arrependo, pois eu matei,
Eles voltaram, eu não sei o que faço,
Se eu fico e me finjo de morto, se substituo por alguém do espaço,
Eu fiz, eu farei e eu faço,
Eu nunca serei um fracasso.
É o fim. Adeus. É minha hora.
Um grande adeus, um viva e uma glória,
Beije-me com seus lábios morte senhora,
Por que eu matei, eu matei e vou pro inferno,
Por que eu bem sei, serei julgado pelo eterno,
Estou morto. Estou morto. Eu me desespero.
Vazia solidão, juízo de opinião, a paz é tudo que eu quero.
Foram belas as lembranças, os rostos pedindo para não morrer,
Uma hora eu fecharia meus olhos e pediria para não sofrer.

“Levei um golpe da vida e agora?
O que fazer se essa é a minha hora?
Uma grande emboscada, uma morte dolorosa,
Eu MaveRiC a alma mais que impiedosa.
Adeus. É o meu fim alguém enfim vai me entender,
Fui criado para falar, para criar e escrever,
O personagem que assume essa autoria está morto,
Levou um tiro no coração e mais um no rosto,
RiCke MaveRiC é a droga do meu almoço.”É o fim.

By: RiCke MaveRiC.