21.4.13

Meu Último Adeus

Lembro como ontem aquela vida normal que eu tive. Aquela vida rotineira. Uma infância para ser vivida. Eu cansei das pessoas, cansei do mundo em que elas vivem, cansei de tudo, e isso não é de hoje. Cansei dessa porcaria injusta que é o mundo. Cansei de ter que ser assim, das coisas continuarem como um ciclo vicioso. Cansei da imoralidade, cansei das porcarias que sempre faço, cansei. Cansei de não poder encher a minha cara, cansei de ter que tomar remédio controlado, cansei de ter que ir no médico, de fazer exames, cansei de passar meu dias fechados em um quarto. Cansei de pensar no meu cabelo, no que eu vou vestir, no que eu vou fazer, do que irão dizer, de como eu posso melhorar. Cansei de fazer projetos, cansei de escrever, de fazer qualquer coisa. Cansei de falar das mesmas coisas, de ouvir as mesmas opiniões, de acreditar que isso muda, de acreditar que o que está por vim é melhor. Cansei de acreditar que as coisas mudam, que as pessoas pensam em mim por que gostam de mim... Cadê aquele mundo mágico que eu já vivi? Por que as pessoas precisam dessa maldita ambição de vingança, de provar pros outros alguma coisa, por que eu tenho que ser assim? Por que eu tenho que ser obcecado por porcarias que não me levam à nada? Queria apenas estar morto, morto com minha mãe e mais nada. Ninguém mais me ouve, e em mais ninguém eu posso confiar. Cansei de dar adeus... acho que esse vai o meu último.

17.4.13

O Jogo Dos Espelhos

Feito em 17 de Abril de 2013...
Vivi no meu cativeiro de pássaro.
Com as assas cortadas e rasgadas pelo meu dono.
De frente para um espelho velho, de um tempo passado,
Com visão para o meu grandioso sonho.
Tinha outra cor de cabelo, outra cor no olhar,
Tinha partes a mais na minha vida, partes que resolvi tirar.
Quem realmente eu quero ser?
O que mais em mim pode mudar?
Encarnei em mim o frio de Paris,
O espírito do ultraje, do melhor da arte de empinar o nariz,
Eu sou a minha limousine zebrada, sou minha bagunça arrumada.
Sou o apresentador de um show de horror,
Um show de glamour e terror,
Baseado na minha experiência do que é o real.
O jogo dos espelhos não tem um final.
O que você pode ver eu vejo mais além,
Vejo o começo, o final e os entre meios,
Toda sua inveja e todo o seu desdém,
Isso é o meu jogo dos espelhos.
Fascinação é um começo, o doce vermelho,
Temor é o meu preto, meu azul e meu dinheiro.
Esse sempre foi o meu jogo, o belo jogo dos espelhos.
O que mais tenho que fazer? Até quando devo esperar?
Quando devo ser eu mesmo? Quando devo me matar?
O que mais posso viver? Quem mais eu devo matar?
Será mesmo tudo uma verdade? Quem ainda vai me humilhar?
O que eu fiz para não poder, abrir minhas assas e voar,
A altura do sem limite, do espaço a me girar,
E gira, e gira, e gira sem parar,
A energia contagia e todos que vão se ferrar.
Quem é você? O que quer de mim ainda?
Seja quem for me faça viver, achar a saída.
O jogo dos espelhos faz parte da minha vida.
Eu sou essa bagunça arrumada, o reflexo quebrado.
Eu sou o dominador, o popular, o gosto barato e dominado.
Preciso de você, quero parir um novo mundo.
Quero asfaltar todas as vias, fechar meus olhos e respirar fundo.
Lágrimas, um fim de tarde, uma motivação superior,
Não serei apenas mais um jovem do interior.

By: Pierre Faurier...

11.4.13

Mastering

I'm orange and crucifix
Mountaineer, unreal and a wikileaks.
Love and hate and your consideration,
I am the fog that plays the sound generation.
I can tame a lion a day
Can I empty your opinion, ok?
I'm a perfect polygon within algebra.
I'm orange and a pentagram,
The dread and fear of fame, have fun!
I am this and that moment,
The moment that never goes away.
I am in eternal contentment,
I am the ruin and disgrace.
I can tame a lion a day,
Give a slap to my face, pray!
I can tame a lion a day
I'm orange and soda cans.
I am the war, lies and cowardice,
I'm a glass of vodka and a farce
I am my hair, my desire and deja-vu
I am a disgrace generation equal to you.
I'm orange and hexagram and I do not understand,
What is happening? It's a Neverland?
Abnum, abnum, abnum, mund, abnum.
I am the life cycle of life, I can tame a lion.
Abnum, abnum, abnum. The tamer and his lion.
The history remembers Island aquarium,
Remember the elite and not on who submits
I want a happy day without worrying about what they will say.
I want to walk and talk without compromising myself. OK?
I know I'm to blame, the day that never comes
The easy money of a game, a trump card without betting.
I know I did and still do a lot of shit, fighting!
Missing six and I'm the water,
It's five I'm the fire,
Missing four and I am the earth,
It's three and I am the air,
I'm the fifth element, spirit and will dominate
Mastering dominated Abnum will arrive. Is that fair?

By: Pierre Faurier….

Dominando Dominado

Feito em 09 de Abril de 2013...
Eu sou laranja e crucifixo,
Alpinista, irreal e um vício.
O amor e o ódio e sua consideração,
Eu sou a névoa que toca o chão.
Eu domo um leão por dia,
Domo a sua opinião vazia,
Sou um polígono perfeito da álgebra.
Eu sou laranja e um pentagrama,
O terror, o medo e a fama,
Sou o momento que não chega,
O momento que não passa.
Sou eterno em contentamento,
Sou a ruína e a desgraça.
Eu domo um leão por dia,
Dou a minha cara à tapa.
Eu domo um leão por dia,
Eu sou laranja, refrigerante e lata.
Eu sou a guerra, a mentira e a covardia,
Sou um copo de vodca e uma farsa,
Eu sou o meu cabelo, meu desejo e nostalgia,
Sou uma geração de desgraça.
Sou laranja hexagrama e não entendo,
O que é que está acontecendo?
Abnum, abnum, abnum, mund, abnum.
Eu sou o ciclo vital da vida, domo um leão.
Abnum, abnum, abnum. O domador e seu leão.
A historia lembra-se de Jorge e não de seu dragão,
Lembra da elite e não de quem a sustenta,
Eu quero um dia feliz sem me preocupar com o que vão dizer.
Eu quero poder andar e falar sem me comprometer.
Eu sei que sou a culpa, o dia que nunca chega,
O dinheiro fácil de um jogo, uma cartada sem aposta.
Sei que fiz e que ainda faço muita bosta.
Faltam seis e eu sou a água,
Faltam cinco eu sou o fogo,
Faltam quatro e eu sou a terra,
Faltam três e eu sou o ar,
Sou o quinto elemento, espírito e vou dominar,
Dominando o dominado, Abnum irei chegar.

By: Pierre Faurier...

2.4.13

O Palhaço Sou Eu?

Feito em 01 de Abril de 2013...
Comprei um balão colorido,
Cheio de gás venenoso e tóxico,
Fingi não haver mais motivo,
Esquecer o anormal, o neurótico.
Comprei um pacote de pipoca,
Jujubas coloridas e algodão doce,
Sentei na platéia, caí em uma cova,
A vida nada mais me trouxe.
E agora? E agora? O palhaço sou eu?
E agora? E agora? Cadê o meu espetáculo?
E agora? E agora? Quem me ofendeu?
E agora? E agora? Irreal o meu ato,
Eu sou a vítima, eu subo no palco,
Me olham, eu sei, mais nada é o que querem,
Me ferrem, me ferrem, me querem, me ferrem,
Estouraram o meu balão,
Comeram as minhas balas,
Me explodiram com um canhão,
Eu fui embora sem minhas malas.
Não sei, não sei, cansei de tentar.
Sei lá, sei lá, a vida é injusta.
O canto, a infância, cansei de lembrar,
Aquele, aquilo, a roleta russa.
Eu sei que nada que eu faço,
Pode condenar todos os meus fracassos,
Ás vezes me pinto, usando um nariz,
Vermelho, vermelho, eu sou o palhaço.
É chato saber que eu sou um nada.
Mais chato ainda é caminhar para um nada.
Você me conhece? Vê se cresce! Aparece!
E agora? E agora? O palhaço sou eu?
Me julgue o incerto, detesto o seu jeito de ser,
E agora? Não amola! Sua vida sou eu?
Então leia, compare, exploda, eu não quero ter,
Um futuro tão burro, tão tolo e nulo,
Jesus! Não sou nada e ninguém.
O sujo não fala de si, não é puro,
O sujo não toma cuidado no escuro,
E o palhaço ainda sou eu? Não mesmo.

By: Pierre Faurier...