26.5.14

Meu Senhor dos Condenados

Feito em 25 de Maio de 2014...
O Senhor dos Condenados me mostrou um processo,
Para toda e qualquer obra, o despertar do progresso,
Um pedaço de pecado, uma dose de sucesso,
Uma taça de atitude, um passo atrás, um retrocesso.
“Por que não aceita? A sua luta é luta quase inocente!”
“Por que rejeita? Por que finge que não sou sua mente?”
Sim Senhor dos condenados, sim senhor da noite e universo,
Atrevo-me a lhe citar ou repensar todo meu verso,
E fico preso dentro da minha própria armadilha escondida,
E fico inverso no processo que me repudia até de vida.
Mas, tudo até agora não provou que minha tese está errada,
E muito menos desviou para mim a atenção desejada,
Uma ideia que implantei dentro da minha cabeça iluminada,
Não quero a luz, quero o processo, uma certeza fabricada,
Uma dose de razão, um pouco de sabedoria programada,
Quero fechar os meus olhos, apenas isso e mais nada.
E eu posso me divertir com o seu sofrimento por uma noite,
Posso ser grande, posso ser Senhor de todo um refrão,
Posso casar e transar com minha própria morte,
Posso desacreditar na vida e perder a minha compaixão,
E se posso ser tirano também posso ser vilão,
Sendo um pouco mais engenhoso, sendo frio e sem coração.
Devo admitir que até a morte é um pouco a mais do que a vida,
E devo aceitar que o meu narcisismo não tem mais saída.
Enfim eu me condeno, não há nada para mim em nenhum lugar,
Não há luz que me faça aceitar uma realidade já morta,
O que tanto eu busco, há alguma coisa para se buscar?
No que tanto eu acredito? O que tanto me importa?
Por que tudo é tão justo? Queria ter uma vida de volta.
O Senhor dos Condenados veio me visitar pela madrugada já tarde,
E me disse uma palavra que até hoje nos pensamentos ela invade,
E se eu não sair e ir a luta padecerei como um covarde,
Ficando quieto no meu canto, sem fazer nenhum alarde.
Sim, estou condenado. Roubaram minha alma e eu deixei...
Sim, existe o caos do meu lado. Como acreditar que assim eu viverei?
E para encerrar este processo, eu lutei contra este sentimento,
Mas o Senhor dos Condenados me beijou dizendo que tenho talento,
Enfim fui cegado pelos heróis da minha vida.
Eu fui condenado, Senhor o meu pecado, me serviu como uma saída.

By: Rickey Mouse.

Celebração da Morte de John

Feito em 25 de Maio de 2014...
Abaixe sua cabeça se não quer ser decapitado,
Andando em um corredor, John o homem mascarado,
Usando traje de gala, luta com uma espada na mão,
Deixando rastros de seu sangue por onde passa pelo chão.
Pobre John lembra-se do dia choroso naquela janela,
Com o vento trazendo a notícia que ela foi embora,
Em uma linda carruagem cravada com a rosa vermelha mais bela,
O belo sorriso e olhar foram junto com aquela senhora,
No dia choroso e nublado, que o impedia de ir para fora.
Velas pretas se acenderam para o Papa que mudou a memória,
John pobre John, criatura que agora apenas chora,
Ficou louco e demente, largou tudo e se abandonou,
Saiu trilhando um caminho que ele mesmo traçou.
E a espada cravou em sua alma lhe trazendo sofrimento,
Pobre John voltou para o fato do atual momento,
Andando em um corredor mascarado e sem medo.
Toda a sua angústia foi embora, agora ele tem um segredo.
Julga-se John? Mas quem julga a si mesmo?
Julgam-se seus atos? Mas quem julga a si mesmo?
Abaixado neste ninho vazio de mãe, é John abrindo suas assas,
E voando sobre o abismo, sobre as torres e o profundo,
Acima do total, abrindo caminho entre as massas,
Que relutam em nascer ou crescer neste mundo.
John o vingador. John o alterego mais meu.
John o seu sofrimento, até mesmo me comoveu.
Renuncia a Deus e a tudo aquilo que já foi criado?
Renuncia ao inexistente e desconhecido termo do que é pecado?
Renuncia a tudo que está corretamente ajustado?
Renuncia a si mesmo, ao futuro e ao passado?
Nesta luta entre a vida e a morte, todos apenas assistiam,
Com seus olhares entre máscaras, olhares negros que o seduziram,
E foi assim que se houve, que se haverá, e que há,
A celebração de John que acabou de morrer e ressuscitar.
Abra os olhos querido John. A espada que lhe fere lhe transforma.
Sua máscara e o paraíso é o que lhe muda e lhe deforma.
Jogo meu, jogo meu, John como direi o seu nome?
John apenas John, sem nem mesmo um sobrenome?
O cone negro sobre a cabeça é o mesmo carinho de sua mãe.
Celebração para John, o nosso filho da conspiração,
Jogue a espada, aceite ou tome uma decisão.
John deitado sobre a cama, John deitado em seu caixão.
John trancado em sua casa, John trancado na escuridão.
John que renuncia a Deus que já foi criado,
John que renuncia a tudo que já foi pecado,
John que renuncia a tudo que não é deformado,
John que renuncia ao seu futuro e ao seu passado,
A si mesmo. Enfim tudo está consumado.
Levante-se John. Levante-se e coloque sua roupa,
A espada não lhe feriu, deixou sua mente louca,
Você agora está por trás de uma máscara de gesso.
Se eu corro eu não fujo e se eu ficar eu padeço.
Mas renunciei ao meu passado, virei o universo do avesso.

By: John Phomet.