31.12.16

Estar Vivo

Não cometa o mesmo crime que o meu,
Se pudesse eu meteria uma bala na minha cabeça,
Mas eu não tenho uma arma,
E não quero realmente fazer isso.
Não cometa o mesmo erro que o meu,
Você não precisa mudar, não enlouqueça,
Tenho mais amor pelo obra completa,
Você não precisa fazer isso.
Eu não preciso dizer o que você deve fazer,
Eu não preciso dizer que as coisas são temporárias,
Eu apenas digo que amo as palavras mais falhas,
Por que ninguém hoje recebe bem palavras bonitas.
E depois de 365 dias em um ano,
Eu acredito que não é um engano,
Não cometa o mesmo crime que o meu.
Não posso mais escrever tão jovem,
Mais jovem do que eu sou...
E não posso mais ser aquele jovem,
Por que hoje alguém enfim me mostrou,
Que eu sou um homem aberto às escolhas.
Não quero armas, nem crimes e nem folhas,
Eu quero a vida por trás desta tela.
Eu quero ver a vida por trás de seus olhos,
Eu quero ver um sorriso encharcando seu rosto,
Um belo abraço apertado, que eu não gosto,
Mas que é calor humano e vivo.
Respira. Você não é um desgosto.
Respira. Há tanto dentro de você, tão perfeito,
Não precisa focar no seu defeito,
Quem nunca quis uma gilete afiada?
Sorrir um pouco não lhe custa nada.
Não estou dentro de seus sapatos,
Não estou dentro da sua casa,
Não estou na sua cabeça,
E nem no seu corpo em brasa.
Eu estou aqui, na minha existência,
E não preciso ter paciência,
Por que eu quero a vida que está por todos os lados.
Não sou mais um jovem de gostos duvidosos e estragados,
Eu sou a minha própria vida. Vida. Vida.
A vida é respirável,
A vida é habitável,
Eu sou um corpo vivo que anda.
Eu não preciso acreditar em mais nada.
Amores fracassados, pessoas que duvidam.
Eu sou a minha maior barreira.
Mas eu amo viver desta maneira,
E não é uma solidão que irá me deixar mais fraco.
Eu quero viver, por isso não me mato,
E quero cozinhar hoje à noite,
Quero colocar a minha melhor roupa,
Abrir a minha melhor bebida,
E sentir a vida em todos os meus poros.
Você não precisa fazer isso.
Eu não preciso dizer o que você deve fazer.
Não cometa o mesmo crime que o meu.

By: Vinicius Osterer
Feito em 31 de dezembro de 2016.

7.12.16

Publicações :D

Parece irritante, eu sei, falar coisas aleatórias que venham do coração. Mas preciso conversar de uma forma mais realista e menos complexa. Em um diálogo aberto e franco. Ano de dois mil e dezesseis (quem que escreve por extenso isso?), pois bem... Começar por este calor, quem que fica trancado no quarto com um dia tão bonito para ser vivenciado lá fora? Eu fico. Preciso desse mundo isolado de paredes, protegendo um pouco daquilo que ainda resta de mim, aquilo que eu não entrego tão fácil assim para os outros. E não pense que vou escrever mais desta forma, eu não consigo escrever desta forma, eu gosto da poesia, gosto de rimar, gosto de amores exacerbados, de sentimentos intensos, dessa coisa toda de brincar e colocar palavras onde não existiam. Dois mil e dezesseis: eu não gosto tanto assim de arquitetura, eu não preciso controlar tanto assim tudo, eu posso sim colocar o amor sobre todas as coisas, eu não preciso justificar o que eu falo, eu amo exatamente tudo aquilo que eu sou, eu posso fazer as coisas se materializarem, eu nunca vivi dentro de um sonho, eu sou capaz de fazer o que quero, eu não tenho medo das pessoas, eu consigo falar em público sem temer ou me preocupar, eu posso ser normal quando eu quero, eu posso ser estranho quando eu quero, eu posso viver da minha forma, eu tenho o poder sobre minha vida. Dois mil e dezesseis e meu primeiro romance. Dois mil e dezesseis e a perca do meu medo de mostrar o que escrevo para os meus mais próximos, organização e publicação da minha "Coleção Alter Egos (nove livros de poesias destes meus sete anos de escrita)". Dois mil e dezesseis e muito amor, e mais amor, e mais amor e meu décimo livro "Amor Amado, Amor Amando". E Gullar (que se foi, mas que sempre vai ser eterno para mim), e Drummond, e Bandeira... Tantos e tantos que encharcaram minha vida com poesias e palavras e vida... Vida. Tanta vida em um ano que começou com cara de morte. Obrigado dois mil e dezesseis. Obrigado a todos deste ano muito bom. Faltam 24 dias para acabar. Agora é só ir empurrando, aí muda de ano, e nós novamente tentamos mudar de vida. Mas vida não se muda, vida se transforma. E eu acabei de transformar a minha naquilo tudo que sempre ouvi na pregação dos domingos: um grande e belo paraíso. Só este calor, mas nada é perfeito. Como eu lhe amo vida! E que não me falte vontade de agarrar todas as oportunidades. Boas Festas e até ano que vem. 

Um livro que envolve os dilemas religiosos e místicos de um garoto de 17/18 anos e seu mundo. Um livro de encontros e descobertas juvenis, com palavras coloquiais, de um jovem que acaba de perder a sua mãe e se depara com o desconhecido do mundo. A perca o motiva a conhecer-se para compreender melhor o mundo e as pessoas. É denso, complexo e desorganizado, assim como a mente confusa deste jovem. É um livro de iniciação para o lado oculto e sombrio da alma e para o espetáculo das palavras que fazem o sol brilhar mesmo na noite.

A insônia associada com a dor pode nos causar sofrimento. Mas, o desejo de superação misturado com a amargura de uma vida patética pode gerar um livro pragmático. Em "O Senhor da Madrugada - Segredo da Morte e da Escuridão", você é desafiado a ver a morte com outras cores. Uma mistura do que é profano com a perversão das ofensas, dos medos e das angústias. O livro representa um pedido de perdão pelo pecado e pela escuridão de uma alma que não tem sono. A morte é bela, e assim como o nascimento, é um sentimento único.

Ter um pouco mais de amor próprio e se amar. Conhecer o que passou para enfim saber aonde você quer chegar. Na obra "Eu me Quero com Sal: Apocalipse do Verão", você vai encontrar o amor de várias formas: o amar o que se teve, o que foi e o que ainda vai acontecer, amar a si mesmo, o seu jeito e a sua maneira de pensar, amar o fim para depois amar o começo. Tenha um pouco mais de amor próprio, você é o prato principal e não uma simples sobremesa!

Eu encontrei-o em uma tarde das minhas férias do ano de 2012, era um Diabo do Fogo pequeno, que alimentava em mim a fragmentação da mente em outras nove partes iguais. Então, eu o segui até uma floresta escura e densa e lá pratiquei o meu primeiro ritual de transmutação. No meio do caos surgiram as belas borboletas selvagens, que povoaram a minha loucura e a minha realidade daquele ano. Espero que não enlouqueçam como eu enlouqueci escrevendo estes relatos. O Diabo realmente sou eu?

Bem vindos a mais uma experiência de criação, Usando da força imaginária da ciência da sedução, À noite se fabricam pessoas sem decência e coração, Qual é a sua oferta para uma futura negociação? A noite é sedutora, me leva pra fora, De mim, sobre mim, a minha noite de glória. Minha mente quer dinheiro e uma visão indecente, Poupe suas palavras, posso ser surpreendente, Esse pode ser o começo da minha jornada, Uma vida vazia, perdida em um nada. Sou um novato tomando soro em um quarto, O meu preço é barato e é meu próprio retrato. Erguendo uma classe e subindo de status, A loucura arredia da noite dos fracos. [...]
Não perca sua vida lendo este livro. Sua cabeça é o alvo que a minha mira mais aprecia. Você é meu alvo e eu serei o seu carrasco, dentro da arte da sedução, que me liberta e me vicia!

“A todos aqueles autores que foram renegados ainda em vida, e que mesmo adentrando nesta incerteza que é a morte ainda permanecem incompreendidos e renegados.”

" - Eu não sou louco, só preciso de uma terapia esporádica, aqueles encontros e esbarrões com os espelhos das vitrines, com os espelhos dos banheiros e o vidro das janelas."

Nesta conversa solitária de um homem desprezado, o livro mostra a aceitação que eu nunca tive, o quanto enrustido eu sou, e toda a verdade sobre o mundo que me cerca. Pergunto a você: Você já se perdeu dentro da sua própria existência? Não quer pagar para ver?

O fim da coleção Alter Egos. O jovem acaba virando um homem adulto na literatura. Um livro bem misturado com os problemas sociais e os internos da minha existência, um livro com um pouco daquilo tudo que eu vejo, leio e ouço diariamente. Um livro que acaba sendo a cor que a dor e a rosa não me trouxeram, a vida que o medo da morte sempre me tirou, o amor ao próximo que meu egoismo não permitia, a realidade que a loucura me tirou, a poesia que eu não compreendia, o que eu reneguei, o que eu esqueci, o que eu descobri, esse tanto de ilusão. Eu não sou a depressão. Eu sou um homem. Sim, eu sou um homem e não um garoto.Vamos trilhar outros caminhos?

Eu estou te amando meu amado. Se você presta ou não presta, não me importo! Eu quero você mesmo que sendo um imprestável. Tenho uma foto sua no meu celular. Fico olhando para ela antes de dormir... Isso me faz bem. Me traz muito conforto. Por que você é uma pessoa reconfortante, com toda a sua juventude exacerbada. Pensei que tinha lhe esquecido, mas sabe como é... Querido amor estou lhe amando... E mesmo que você não me ame, eu não deixarei de sentir por você nem mais e nem menos. Quem sabe lhe mande um belo ramalhete de rosas vermelhas, com este livro de poesias e uma dedicatória dizendo: TE AMO, SEU IMPRESTÁVEL. VAMOS FABRICAR ALGUMA AÇÃO?


24.11.16

Homem, 23 Anos

Homem 23 eu lhe matei. Lhe guardei na floresta da memória.
Você foi para mim o melhor dia de glória,
Não precisei acreditar que isso fosse verdade.
Homem 23 eu também sou um garoto,
Que deita na cama com o fone no ouvido e sonha.
Que olha para o teto e imagina o futuro distante,
A vida dentro de um desejo colorido e brilhante,
Que aparece com os meus olhos fechados.
E eu também sou a criança sem a carga de pecados,
O menino inventivo, o menino loiro e solitário,
Que tem no pescoço o seu escapulário,
E fica pulando de piso em piso, não pisando nos escuros,
Correndo e pulando em todos os muros,
Deitado na grama contando estrelas.
Acenda uma vela para seu anjo da guarda,
Esqueça um pouco os problemas, esvazie a cabeça.
Você não precisa mais ter razão de nada,
Você precisa de paz antes que enlouqueça,
Coisa da sua cabeça! É coisa da sua cabeça!
Homem. Eu sou um homem.
E sou a consequência daqueles meus atos.
Enquanto as pessoas no mundo dormem,
Eu faço minha janta e lavo os meus pratos.
Isso nem é poesia, é mais um dos meus relatos.
Homem 23 eu lhe matei.

Espero que não abandone meu espaço.
Estou dando um tempo para colocar as coisas no lugar.
Me entregar é complicado, está faltando um pedaço,
É difícil para mim ter que me reinventar.
Floresta mental da memória.

Preciso pular nos pisos claros,
Sonhar acordado com espinha de novo no rosto.
Não quero mais a fumaça dos cigarros,
E aquela cerveja que para mim não tem gosto.
Vou dar algum sentido para a minha existência,
Homem 23, um pouco mais de paciência,
O mundo ainda nunca parou de girar.

Preciso parar de comer porcaria,
E voltar a tomar meu remédio para depressão e ansiedade.
Não preciso trocar a noite pelo dia,
E nem mesmo beber todo dia e só fazer o que me dar vontade.
Tenho que dar um tempo e me desligar,
Olhar o pôr do sol sem me propor à pensar,
Sobre mim, sobre você, sobre o mundo, sobre tudo.

Duas e vinte da manhã e eu estou nessa.
Com a luz da cozinha apagada, meu gato do lado.
Com a vela queimando sem pressa,
Deixando o meu caderno mais iluminado.
Te amei. Eu tenho palavras que nem lembro que escrevi.
São anos e mais anos em que eu sempre sofri,
E preciso dar um tempo. Preciso não pensar em nada,
Ser bem menos a pessoa que parece tão inspirada,
E só sente no peito um punhado tão grande de coisas.

Floresta mental da memória.
Homem 23 você mudou a minha vida.
Não desista tão cedo assim de mim.
Espere... Me dê uma segunda chance,
Respirar um novo ar de relance,
Irá clarear um pouco mais as coisas.
Não quero que seja mais sobre mim.
Nem sobre você.
Nem sobre o mundo.
Nem sobre nada.
Espere...
É difícil para mim ter que me reinventar.
Não me abandone.

By: Vinicius Osterer
Feito em 23 de novembro de 2016.

22.11.16

Crime Perfeito

Me deixe em branco. O futuro é agora.
Olhe para cima, alguém por você chora,
São lágrimas pesadas e prateadas, gotas de chuva,
Pastilhas de menta com sabor adocicado de uva.
Me deixe em branco. Foto de perfil sem identificação,
Um garoto vinte e três perdido e sem inspiração.
Cadê?
Para onde foi?
Eu não sei. Não tem como saber.
O mundo me apunhalou pelas costas.
Estou sangrando por dentro do meu peito.
Está tudo pesado neste exato momento.
Cadê? Cadê? Eu não sei. Eu não sei.
Eu tentei não chorar, mas eu não suportei.
Me deixa em branco.

Eu preciso de férias do Vinicius.
Eu não quero mais isso para mim.
Parece arriscado não deixar indícios,
Mas este crime aconteceu até o fim.
Cadê?
Foi embora. O futuro é agora.
Eu não sei. Não, nem tentei saber.
Me deixa borrado para desaparecer.
Me apague com uma borracha,
Com um corretivo, me amassa e me joga no lixo.
Me deixa leve, mas não seja o meu vício,
Eu esquartejei a minha certeza.
Cadê a minha firmeza?
Eu não sei.

Me deixa transparecer um pouco mais de verdade,
Sair com a cabeça erguida para o centro da cidade,
Evacuar as fronteiras dos olhares de maldade,
Poder ser um pouco mais leve, menos denso, mais ferro.
Para onde foi tudo aquilo que eu quero?
Eu não sei. Eu não sei. Eu não sei...
Não diga que eu não fiz, não diga que não tentei...
Cadê?
Cadê a rima?
Cadê?
Me deixa aqui onde posso ser feliz.
Onde posso viver.
Me deixa aqui sem explicação,
Nessas frases sem ponto, sem ênfases e travessão.
Sem ponto, sem vírgula, sem negação,
Sem a porcaria da palavra aceitação.
Cadê?
Eu não sei.
Por que eu deveria saber?
Me deixa borrado para desaparecer.

Abre os olhos e respira,
Abre os olhos e não pira.
Essa dor já vai passar.
Olhe só, está passando...
Limpe os olhos para sonhar,
As coisas um dia acabando chegando.
Mas cadê?
Me deixa em branco!
Não faz sentido me preencher com estas palavras – diz a folha.

By: Vinicius Osterer
Feito em 18 de novembro de 2016.

21.11.16

Olhos Nos Olhos

Existe uma barreira entre a sua verdade e a minha.
Eu não posso mandar em você ou na sua opinião.
Se eu fugir e cruzar a fronteira com o resquício do dia,
Eu estarei mais alto do que a sua certeza de ter razão.
E se você tiver razão pouco me importa,
Eu ouvi o que poucos ainda olham nos olhos e falam,
As pessoas praticam uma linguagem morta,
E aos poucos no silêncio dos gestos só se atrapalham.
Senhor me dê sua mão, isso não é coisa que se faça,
A vida não é justa é uma madrasta,
Mas se erga, o senhor não faz por mal beber.
O que é meu coração partido?
O que é a minha falta de decisão?
Por que eu não ajudei um homem, caído bêbado no chão?
“Você é uma pessoa boa. Muito obrigado!”
Me disse isso desta forma, e com os olhos molhados.
Eu não me importo mais com a sua opinião.
Eu abracei aquele senhor que estava no chão.
Ele acalantou um pouco a dor patética e fútil da minha existência.
O ser humano é uma raça em decomposição na sua decadência,
E eu sou mais comoção e brutalidade.
Ser humano cadê seu senso de humanidade?
Linguagem morta. Linguagem morta.

Eu não sou de rezar. Nem contra a religião.
Mas o que acontece com o homem sem dinheiro do chão?
Eu não sou apolítico. Nem tenho um partido político de preferência.
Mas o que acontece com o homem caído quase em demência?
Linguagem morta. Eu estava bebendo e tinha para onde voltar.
Não precisava beber para achar um lugar para deitar.
Isso não tira o seu sono à noite?

Nos seus olhos de humano, eu deixei de ser mesquinho,
Parei de pensar em mim por um simples minutinho,
E deixei de escrever a minha linguagem morta.
E se você tiver razão pouco me importa,
Eu ouvi o que poucos ainda olham nos olhos e falam...
“Você é uma pessoa boa. Você é uma pessoa boa.”

By: Vinicius Osterer
Feito em 15 de Novembro de 2016.

18.11.16

Agradecido

Eu não quero ser grande e nem pequeno.
Eu apenas quero ser um pouco mais eu.
Não quero mais ser póstumo, vou vivendo,
Não sou a biografia de alguém que morreu.
Quando vai acabar este constante ciclo de fases?

Deitado no chão do banheiro, com o chuveiro ligado,
Eu viro a poesia universal, o refrão que nasceu,
Com a cabeça cheia, olhos vermelhos e corpo molhado,
Não sou a biografia de alguém que morreu.
Eu preciso me poupar para os dias piores?

Eu tenho sede e quero água, tenho fome quero alimento,
Mas o que eu quero preencher aqui dentro?
Essa coisa toda que sempre não é assim tão pouca!

Andando pelas ruas da cidade, eu não posso ser o mesmo,
Os céus passam, a água passa por baixo da ponte.
Eu não sou único, mas sou diferente e não mais prevejo,
O quanto muda o contorno do meu horizonte.
Por que ficar remoendo coisas tão pequenas?

A imagem do espelho não mostra, o que eu guardo no peito,
Tento colocar um pouco mais de alento nos meus dias de cão.
Enfim eu aprendi a amar tudo o que eu tenho feito,
Nem sempre é bom reclamar tanto por antecipação.
E quando que paramos para agradecer pelo nada?

Somos a ingratidão. Só sabemos amar na saudade.
Não lidamos bem com a escuridão, depreciamos tanto a maldade.
Mas isso faz parte de toda a balança.

Exatamente pela metade. Nem mais e nem menos.
Nem tão grande para ser perfeito, nem tão pouco para ser ilusório.
Pelas coisas que nós nunca agradecemos,
E que fazem parte de tudo aquilo que sempre é tão notório.
Eu não estou aqui por acaso. Eu estou?

Quando vai acabar este constante ciclo de fases?

By: Vinicius Osterer
Feito em 12 de Novembro de 2016.

15.11.16

Eu Parei

Se eu pudesse decidir quando escrevo,
Sobre o que eu escrevo,
Pararia em definitivo de sentir assim tanta coisa,
Coisa até que já não tem mais importância,
Coisa que se pudesse nem escreveria.
Eu com Bad em mais um dia.
Bad total que não sai da minha cabeça.

Quero ficar quieto.
Por que não quero escrever palavras repetidas e estúpidas.
Não mais sobre você.

By: Vinicius Osterer
Feito em 07 de Novembro de 2016.

7.11.16

Anjo Miguel, Mãe Miguelina

Honestamente, lá fora está tão escuro e chuvoso,
Desde o dia frio de Maio que você foi embora,
E aqui por dentro foi tão doloroso,
Ver você pegar a mão de Nossa Senhora,
Anjo Miguel que olha por mim,
Mãe Miguelina que guia meus passos.

Honestamente, aqui dentro está tudo tão mudado,
Acho que foram todas aquelas circunstâncias,
Minha mãe, lá fora está tão nublado,
Acho que me adaptei um pouco às mudanças.
Anjo Miguel que me protege,
Mãe Miguelina que me traz conforto.

Honestamente, seu filho acabou escrevendo,
Aquele sentimento bonito que ele tem no peito,
E lá fora está tão frio e chovendo,
E aqui dentro está difícil neste momento,
Anjo Miguel que me governa,
Mãe Miguelina que me consola,
Por que você foi embora?
Meu anjo da guarda amado.

By: Vinicius Osterer
Feito em 26 de outubro de 2016.

2.11.16

Um Dia de Eclipse

Boca em sangue, Mãe Terrena,
A sua imagem entra selvagem em cena.
Capítulo um da minha história,
Escrevendo sobre minha vida e memória.
Parágrafo, letra maiúscula,
Um coração aberto à criança minúscula,
Que ainda vive dentro do meu tórax,
Da minha caixa cheia de costelas de Adão e criação.

Coração peludo, estrela da manhã,
A sua imagem é selvagem e tão vã.
Capítulo dois da minha história,
Escrevendo para Nossa Senhora,
Com as estrelas e os protegidos,
Aos santos e aos bandidos,
Que ainda entrarão na minha vida,
Cheia de espaços vazios e em brancos.

Coloque o dinheiro que eu danço para você,
Eu faço milagres com as minhas mãos abençoadas,
Eu uso as velhas cantigas amaldiçoadas,
Em torno de uma fogueira contemporânea e moderna.
Boca em sangue, vulcão em erupção,
Com a minha costela que é a de Adão,
Um pedaço da Terra Prometida e o apocalipse,
O sol do verão em um dia de eclipse,
Entre as montanhas e o sacrifício de uma virgem,
Nossa Senhora e os protegidos que surgem,
Com paus e pedras e os homens selvagens,
Que quebraram os altares e todas as imagens,
Despedaçando aquilo tudo que eu sempre fui,
E o que restará dos meus ossos e história?
Um, dois, capítulo três da minha memória,
Em uma caixa de vidro para a exposição em público,
Barrabás!!

Cafarnaum, Jesus é um santo!
A sua imagem com Nossa Senhora em um manto.
Capítulo quatro da minha história,
Parágrafo e letra maiúscula de glória,
Você não precisa me quebrar desta forma orgânica,
Pôncio para à merda, sua mente satânica,
Eu só quero lutar pelos meus pedaços, seus selvagens!
Seus covardes e seres humanos estúpidos!

Boca em sangue, cuspindo fogo,
Como um dragão que habita na lua.
Estrela marinha, rainha do mar,
Que me aparece brilhante e nua.
Mãe Terrena, esses selvagens não sabem o que fazem,
Perdoe esses miseráveis de pouca fé!
Sacuda as suas entranhas e se livre desta praga!
Seu futuro é brilhante, o ser humano lhe amarga!
Você não é apenas massa e religião.
Parágrafo, letra maiúscula e travessão:
Capítulo cinco e ponto final,
Um dia de eclipse banal.

By: Vinicius Osterer
Feito em 23 de outubro de 2016.

23.10.16

Twitter

Serio.... Querer vc é muito bom... Mas isso é bem estranho!!!
Chega... Tira o celular de mim...

Acordei agora 6:30 com insonia e dor de kbeça
Meu problema é skol beats... É do demonio.
Ia fazer merda, mas dai fui tomar um copo de juizo na cozinha
                  [e vim dormir... Nda como os anos para nos evoluir...
Vou voltar a dormir aki... Ainda é muito cedo
                  [e estou sem inspiração para nda.
Hj é só macarrao com molho.... Hsuhsushus
                  [nunca mais misturo vinho com nda....

Fome de carne absurda...

Genteeee Feliz Primaveraaaaaa!!!!
Gente parei para pensar e faz sete anos que escrevo....
                  [Isso é muito nostalgico....
                       [Tava lembrando do meu primeiro equinocio...
E hj é equinocio... E estou no meu numero 7... Muito bom isso!!!
                  [Vamo aproveitar q hj o dia e a noite possuem a msm duraçao.
Vou fazer minhas preces aki...
                  [Nem sempre o mundo esta tao equilibrado  para renacermos....
Acender meus incensos e admirar um poko o sol...
Mas com filtro solar e oculos escuros para nao dar confiança.

Qualquer coisa vou estar por aki... Olhando o por do sol... Pode chegar...
Posso nao ser tudo aquilo... Mas sou alguma coisa...
Que dia mais lindo!!!!!
Q coisa mais bonita ver orquidea em penca de flores....

Que ridiculo esse governo que nem eleito popularmente foi...
                  [tirar artes, educação fisica, sociologia e filosofia da grade?
Serio isso... está chegando por ai uma geração problematica,
                  [sem senso poético, alienada e sem a capacidade de pensar...

Vou fazer cachorro quente

Tava indo dormir mas me lembrei q hj tem AHS...
                  [Entao vou tirar minha camisola e ir assistir...
E olhe q já tinha passado até meu monage de abacate e castanha do Pará*...
*Tentando ser irônico...

Minha mãe você me amaria assim dessa forma?

By: Vinicius Osterer
Tweets do dia 22 de Setembro.
Feito em 30 de Setembro de 2016.

20.10.16

QuEros

Eros o cupido, eu não te quEros envolvido,
Deixa a minha poesia ser mais prática.
Pensei que tinha lhe esquecido, mas fiquei tão iludido,
Que acabei nem pensando mais na gramática.

Amar você é lento, vira a santa ceia e o cupido alado,
Meu amor morreu, mas ressuscitou ao terceiro dia.
Eu tinha um coração, você que procurou no lugar errado,
Me transformando em um monstro apático com atitude fria.

Eros o cupido, eu não te quEros envolvido,
Deixa a minha poesia ser mais realista.
Isso é amor não resolvido? Um sentimento perdido?
Ou só mais um pensamento de conquista?
“Hey hey é o fim!”
“Oh oh cupido, para longe de mim!”

Jabuticaba é uma fruta tão romântica,
Mas cai no chão e fica azeda.
Se você usa a filosofia da semântica,
Vai me pegar mudando de vereda,
Assim de uma hora para outra,
Eros o cupido, eu não te quEros nesta vida,
A minha cabeça está tão louca,
Minha realidade está com data vencida,
Eu tive outra recaída?
Mas eu pensei que estava nos seus olhos!

Eros demônio, eu não te quEros assim tão cínico,
Você brinca com a minha pessoa?
Pegue suas flechas e vê se voa,
Você é mitológico e não é um Deus Corno,
Vendo você passar eu me torno,
O último dos grandes vagabundos,
Me deixa viver nos meus poemas imundos,
Por que eu não te quEros.

Seu Deus negro, Deus abissal,
Você quer o amor seu animal?
Quer flechar e flechar corações.
Aceita este pequeno madrigal,
Que não faz nenhum pouco mal,
E está acima das suas lamentações.
Por que eu não te quEros,
Eros o cupido, que me deixas destruído,
“Oh oh cupido, para longe de mim!”.

By: Vinicius Osterer
Feito em 05 de Outubro de 2016.