28.1.16

Demagogia do Caos

Você poderia me perguntar: Porque você escreve? Porque você é feliz?
Eu poderia lhe perguntar: Porque motivos não fazer? E porque não ser?
Que tal achar as soluções em vez dos problemas, o que você me diz?
Um dia parei para pensar e então comecei a perceber...
Dentro de todo caos existe uma ordem de grandeza matemática,
Maior do que as coisas que poderiam ou não acontecer,
Se isso tem haver com física, biologia ou estática?
Eu não sei, para mim esta pergunta é difícil de responder.
E se eu errasse nos mesmos erros eu teria resultados diferentes?
E se acertasse nos mesmos acertos a minha vida seria vulgar?
O que se passa dentro de nossas próprias mentes,
Quando resolvemos achar uma solução cabível e mudar?
Se uma borboleta pode gerar um grande tornado,
Apenas batendo suas assas de alguma forma diferenciada,
E se todo dia temos o poder de mudar o não mudado,
Obtendo outra equação matemática com ordem alterada,
Por que não partir e se jogar para escrever a nossa história?
Mudar as consequências com um pouco mais de soluções.
Então acordar em uma manhã dourada e cheia de glória,
Que domina no mundo inteiro todas as mentes e corações,
Como um canto ou um hino que não se anuncia,
Pois em todo caos existe uma ordem e uma escolha,
Por que motivos eu não vou fazer minha própria alegria,
Dentro de um círculo ou espiral que não me encolha?
Sem que me diminua ou me deixe para baixo,
Sem um sentido literal de uma demagogia barata,
Dentro de um texto bem pessoal que eu me encaixo,
Em águas marítimas onde eu sou um pirata.
Eu não quero ser o mesmo todos os dias e me esquecer,
De todas as causas e consequências que me trouxeram aqui.
Se hoje eu me chamo de homem é por que crescer,
Foi a melhor coisa que já me aconteceu ou que eu vivi.
Há mais pessoas barulhentas e bem mais barulho,
E não existe mais a apreciação por períodos nublados.
E há muito mais prazer e tesão em se ter orgulho,
De viver a precisão dos caminhos que já foram trilhados.
Onde está o risco de se perder um pouco mais?
Onde estão as teorias que não existem?
Vivemos dentro de nossas demagogias animalescas irracionais,
Reclusos, obscuros e com intenções que ainda insistem,
Em regrar apenas o que é certo e esquecer de todo caos,
Acreditando em uma política incerta que não leva a nada.
Não estou colocando a minha fé sobre a humanidade dos maus,
Apenas restituindo um direito de errar em uma jogada,
Mas não ser um perdedor ou um mal ganhador,
Saber exatamente quais foram as causas e consequências,
Dominar todo o gosto das facetas de uma dor,
Para ganhar a Teoria do Caos em minhas experiências.
Um dia parei para pensar e então comecei a perceber...
Por que eu não posso errar? Ou por que motivo me entender?
Eu posso todo dia mudar aquilo que vai me acontecer...
É a Teoria do Caos em um conceito que não podemos esclarecer.
Você poderia me perguntar: Porque você escreve? Porque você é feliz?
Eu poderia lhe perguntar: Porque motivos não fazer? E porque não ser?
Se dentro de uma tragédia eu não aprendi e não fiz,
Como espero que as coisas possam me acontecer?

By: Vinicius de Góis
Feito em 28 de Janeiro de 2016.

19.1.16

See Paulo!

See Paulo! Aquele ritmo está tocando novamente.
O que você faz sentado neste canto depressivo?
Está bebendo! Você parece que nunca aprende,
Por que parou de se divertir meu grande amigo?
“Por que eu parei? Você não enxerga tudo isso?”
“Isso é tão desanimador, você não acha?”
“Eu nunca fiz parte daqui e nem disto!”
“Isso é uma fase tão ridícula que logo passa”.
See Paulo! Eu sei que passa, você já cresceu,
Mudou as suas perspectivas sobre a vida e as pessoas ao redor.
Está bebendo! Você parece que nunca aprendeu,
Como resistir á suas mágoas na sobriedade do seu pior.
“Você se esqueceu do gosto da indiferença?”
“Beber agora é tudo que faço para conviver”,
“Acima da moral de sua fé e da sua crença”
“Minhas dores e mágoas passaram a me entreter”.
See Paulo! Olhe bem e veja o que eu sou!
Olhe aonde você chegou sem precisar abrir um sorriso!
Você não se importava e nunca se importou,
Com o mundo de fora do seu mundo secreto, meu paraíso!
See Paulo! Está tocando a sua música, cuidado!
Você e eu sabemos que isso é tudo que lhe resta,
O dinheiro você já gastou e está embriagado,
Levante a sua bunda e faça algo que presta!
Sua mãe lhe orientou para não misturar remédios e bebidas,
Você nunca confiou neste pensamento atrasado e bobo,
É um adolescente que possui ainda suas sete vidas,
E não precisa de regras, por que já é o dono de si todo.
See Paulo! E se seu coração parar de funcionar?
Você não pensa que ainda é jovem e tem que crescer?
Você terá o seu tempo para pensar e mudar,
Por que se não quem é que vai estar aqui a escrever?
“Eu já vi sangue por toda a pista de dança”,
“Com meu copo de vodca vazio na mão”,
“Eu sei que eu não sou mais nenhuma criança”,
“E não gosto nem da ideia de ir para a prisão”.
“Aquele ritmo está tocando e eu encontro meus amigos”,
“Depois vou para fora conversar e fumar cigarros”,
“Somos jovens inconsequentes por que perdemos os juízos”,
“Quando dizemos tchau para os nossos pais nos carros”.
“Como eu tento ser como todo mundo aparenta ser!”
“Mas eu não posso negar esta natureza que me desvirtua”,
“A tendência natural que eu tenho para não entender”,
“O porquê todo mundo é uma droga e gosta de estar na rua”.
Eu só não quero ser um ninguém fracassado,
Quero ter o que agradecer no final do meu dia.
Quero mais o presente e bem menos o passado,
E quero fazer apenas o que me traz alegria,
Aquela alegria de sorriso que os ritmos traziam,
Que os amigos e os cigarros já me trouxeram,
Que foram substituídos por outros vícios que me seduziram,
E pelos sentimentos reais e imaginários que eles me deram.
Mary Jane eu não lhe evito na minha vida,
Por que a evolução humana precisa de um defeito.
Cada linha com você me parece uma boa saída,
Para uma vida entre mim e o que não é aceito.
See Paulo! Você é um viciado esporadicamente,
Bebe nos fins de semana para esquecer a segunda feira.
E escreve como um mentiroso que inteligentemente,
Não perde os maus costumes de nenhuma maneira.
Seu garoto vagabundo, eu odeio a sua fraqueza,
Entendo a sua dor bem lá no fundo, mas eu trato com maior frieza.
“Eu caí, beijei o asfalto e fiquei deitado”,
“Desisti do ritmo, da vida e da bebida”.
“Cheguei em casa bem mais amargurado”,
“Com menos dinheiro e com uma noite perdida”.
See Paulo! Você nunca foi e nem é ninguém especial.

By: Vinicius de Góis
Feito em 14 de Janeiro de 2016.

17.1.16

Rain de Janeiro

Cibila é o nome que dou para a tempestade de Janeiro,
Aquela que está se formando no horizonte da madrugada,
Com tantas dores e relâmpagos eu me congelo por inteiro,
Por que eu não quero mais sentir por um bom tempo nada.
Esta chuva está se formando em um turbilhão de vento,
Rodando como meu moinho dentro da minha cabeça,
“Você é um ninguém, o que é aquele garoto sem talento?”
Eu não sou mais, mas não sou menos, então me esqueça!
Rodando dentro da minha cabeça! Se esqueça, se esqueça!
Rodando dentro da minha cabeça!
Eu não sou o combustível que abastece de bom grado,
Um filho da puta de merda que não cresce,
As piores palavras eu nunca falo por que sou educado,
E esta tempestade toda vem e me escurece,
É the Rain de Janeiro que me assusta e dá medo,
O final do verão climático e sintomático,
Depois vem o carnaval de um Fevereiro ameno,
Muito mais simbólico e muito mais prático.
O céu se revira entre nuvens escuras e densas,
E meu corpo se contorce em cólicas crônicas e tenebrosas,
Eu acalmo a mim mesmo e todas as minhas crenças,
Por que sempre existiram tempestades grandiosas.
E no fim de Janeiro após tanta água cruzar a ponte,
Quem sabe o que poderá me ocorrer!
Se eu encontrar dentro de mim aquela secreta fonte,
Nada mais irá conseguir me parar ou me deter.
É the Rain de Janeiro que me assusta e dá medo,
A gripe de escuridão que me deixou bem apático,
Depois a dor que me abateu hoje bem cedo,
Me deixou um pouco mais agressivo e dramático.
Eu não sou mais, mas não sou menos, então me esqueça!
“Você é um ninguém, o que é aquele garoto sem talento?”
Rodando como meu moinho dentro da minha cabeça,
Esta chuva está se formando em um turbilhão de vento.
É the Rain de Janeiro no horizonte da madrugada,
É the Rain de Janeiro que me assusta e dá medo,
É the Rain de Janeiro que não se parece com nada,
Apenas com o funeral da minha morte sem um enredo.

By: Vinicius de Góis
Feito em 13 de Janeiro de 2016.

14.1.16

O Que Me Faz Bem

O que me faz não desejar mais o querer e não querer?
O deixar de amar facilmente para me isolar e escrever,
Sobre desejos, sobre ligações, sobre sentimentos que não alcanço,
Dentro de um ritmo no qual nem mesmo eu danço,
E com estas rimas patéticas e ridículas que não fazem sentido?
Mas também não entendo por que elas deveriam querer fazer.
Eu sempre preferi o banheiro acabado da minha casa,
Do que a cama desconfortável de um hospital.
E não sei por que quis pensar em algo que me arrasa,
E que não me deixa nada bem, só me faz mal.
Eu queria um beijo de sua pupila dilatada,
E não a cegueira de um adeus de liberdade.
Estou escrevendo o que me faz bem e mais nada,
Por que faz tempo que não sou mais um garoto covarde.
É pecado iludir quem apenas quer ser iludido?
E amar com uma faca que ultrapassa seus preconceitos?
É errado escrever para si um testamento, já precavido,
E achar que terá algum valor mesmo com tantos defeitos?
E o que você esperava ler? O que você esperava de mim?
Eu sou uma miséria e você não esperava era nada.
Faltou tanto sentimento por que eu sou arrogante sim,
Mas, me faltaram sentimentos de pessoa normal amada.
Somos tão pequenos e tão miseráveis que isso me enfraquece,
Querer sentimentos estranhos como o porquê eu estou encarnado.
O ser humano é a espécie que mais odeio e que não merece,
O meu respeito, mas quem falou que eu quero ser respeitado?
Sim, eu quero que... Mas como eu queria...
E se isso não fosse de sua conta, quão bom tudo isto seria...
“Abra um sorriso seu moço, dê a mão e diga bom dia!”
Ninguém aceita lamentação com a sátira de uma melancolia.
Eu não quero ser traduzido, nem sequer quero a compreensão,
Quero o meu banheiro velho e os meus remédios vermelhos.
Quero meus remédios brancos e apagar as luzes da minha razão,
E poder parar e respirar sem precisar pintar os meus cabelos.
Queria querer tão menos e ser um pouco mais.
Queria querer o tanto que quero, a vida é cansativa.
Tenho poucos anos, mas já desejo descansar em paz,
Queria querer que viver fosse uma questão de escolha optativa,
Sem relacionamentos fracassados, sentimentos mudados,
Frustrações sobre o futuro e toda aquela expectativa de bosta.
Viver com os dias contados, diminuídos ou acrescentados,
Já esgotou a minha paciência, me diga quem é que gosta?
Eu não gosto. E do que é que eu gosto? Eu sou chato.
Sou um mandão com um ego para lá de inflado.
Tentar não é conseguir por isso que eu não me mato,
Por que acertar para mim é um tanto quanto complicado.
Sou um garoto assustado que teme o que não pode controlar,
Como o cabelo natural, o amor sentimental e o pesadelo do medo.
Será que se aprende a aceitar e como gostar de amar,
Mesmo que dentro do silêncio de um grande segredo?
Estou escrevendo o que me faz bem e mais nada,
Faz tempo que eu queria querer este dia.
A minha feição até parece bem mais corada,
Como num piscar de olhos ou num passe de magia.
O que deixar sobre a Terra é um tanto quanto cômico,
Quando não se sabe nem ao certo como viver.
Eu queria querer um amor não tão platônico,
Por este testamento que eu acabei de escrever.

By: Vinicius de Góis
Feito em 13 de Janeiro de 2016.