24.5.16

A Coroação de Um Outono Gelado

Lá estava ela. Com seu manto bicolor azul e negro.
Rodeada pela noite escura e pelas constelações universais.
Seus lábios cerrados e finos escondiam um segredo,
"Amai-vos, uns aos outros" como seres espirituais.
Anjos negros, de asas douradas cruzavam um céu de nuvens brancas,
Com texturas aveludadas feitas pelas mãos de Deus tão santas.
E a virgem Maria era a dama do universo Nuit ou como queira,
Uma dama universal, senhora mãe do que me rodeia.
E aquele lindo anjo, doce anjo bicolor que não sorria,
Estava coroado pelo frio que o cercava,
Em um Outono perfeito que nunca mais se via,
E onde nem mesmo o tempo modicava o espaço em que estava.
E veio até a mim olhou em meus olhos e disse:
"Onde mora a senhora vida que você habita?"
"Eu não sei para onde ela foi. Ainda não chegou a minha hora" respondi.
"Eu sou o anjo da morte, não me deixe com a mente aflita!"
"A minha vida não precisa de sua coroa, vá embora!" eu menti.
Ela olhou para os lados, abriu suas asas e me disse adeus,
Eu lhe mandei um beijo sabendo que iria voltar,
Chamei pelo universo que é o meu senhor e meu Deus,
A vida não precisava ser coroada para mim não mais voltar.
Não se volta do mundo dos mortos sendo o mesmo que se era,
E estou satisfeito com isso tudo que eu sou,
O anjo da morte com sua coroa e olhos de uma fera,
Um dia voltaria para buscar o que ele hoje ainda não levou.
E nesta madrugada fria, de um Outono gelado,
Encontrei a minha vida para me manter mais aquecido,
A morte coroa um homem que quer ser iluminado,
Pelos feitos em que nunca foi muito bem compreendido.
A beleza dos olhos divinos dos anjos seduzem,
São brancos como as brumas do mar ainda intocado,
A voz melodiosa, que eles emitem nos induzem,
A sermos rigorosos pelo padrão do que não pode ser alterado.
E ficamos parados dentro de uma Capela barroca que queima,
Rebuscados pelas vozes e pelos brilhos que fascinam,
Nossa velha opinião que aparece sempre teima,
Pela luxúria e obrigação da coroação que nos ensinam,
De que a vida é luta, é vida que deve valer alguma coisa na morte,
Vida só é vida se o sucesso e o dinheiro aparecerem de bom grado,
Para os poucos infelizes que vivem dentro desta enorme sorte,
A morte coroa e transforma em santo o que é pecado.
Não quero redimir minhas palavras escritas,
Nem blasfemar contra a minha religião,
Cansei de ler e rever as minhas antigas listas,
De textos contra tudo que sempre foi cristão.
Não é que fosse um demônio, era um jovem sem esperança,
E não é que não queira o trono, quero mais do que isso.
Quero desde de quando eu era uma criança,
Fazer mais e mais coisas, criar algum certo rebuliço.
E volto para o que disse no início:
Lá estava ela rodeada por estrelas e seu manto,
Seu olhar infernal de um inverno sem encanto,
Acompanhada de seres alados e bestiais,
Com todos aqueles que foram os pais de meus pais dos meus pais.
E vi quando abriu sua boca com sua voz recitando sete línguas,
Abriram todas as mágoas de minhas tantas outras vidas,
Mas não quis a coroa e nem a glória de meu nome,
Ainda era muito cedo para deixar de ser um bom homem.
Então eu vi que ela passou para o céu sua cor,
Levou embora com ela os meus antepassados e meu rancor,
Porque desta vida não se leva nada, só se leva experiência,
Com uma pitada do amor, do amor pela própria existência.

By: Vinicius de Góis
Feito em 24 de Maio de 2016.

22.5.16

Crise de Consciência

Vocês já tiveram uma crise de consciência e ficaram lembrando,
Aquilo tudo que vocês já foram, e aos poucos foi se deixando,
Aqueles velhos hábitos, os velhos gostos, as velhas músicas,
As amizades que existiam e que hoje não existem mais.
As experiências vivenciadas mesmo que ilusórias ou lúdicas,
As coisas que o tempo lhe lembra que ficou distante lá atrás?
Vocês não acham que alguns momentos deveriam se repetir?
Que certas coisas deveriam ser vivenciadas em câmera lenta?
Mas parece que o tempo faz questão de vir e destruir,
E aquilo que era bom acaba sendo o sentimento que mais atormenta.
Por que existem circunstâncias ruins entre momentos bons?
Por que as coisas não podem florescer em um campo fértil de felicidade?
As coisas sempre se misturam com os gostos sentidos e todos os sons,
Que já embarcaram dentro de nossa frágil e fraca força de vontade.
Tantos foram os animais que já se embrenharam perto da gente,
E tantos foram os rostos daqueles que já disseram um “eu te amo”,
Aos poucos tudo acabou se indo, se esgotando que nem se sente,
Como os anos lhe modificaram e lhe fizeram duvidar de um engano,
Daquele engano de que a idade não chegaria para você nunca,
De que a juventude seria eterna enquanto os amigos fossem eternos.
Você não é o projeto de um futuro, você é o seu presente de espelunca,
Você é todos aqueles seres humanos que você mandou para os infernos.
Você acabou sendo aquilo que sua escolha mais temia,
E tudo aquilo que de uma forma ou de outra sua mãe já sabia,
E aquilo que o seu pai jamais desejou para um filho que é seu,
Pena que ele não parou para ver que você mudou por que cresceu.
Você aprendeu alguma coisa por que perdeu a sua mãe cedo?
Você chorou por que olharam para você e o viram como um estranho?
Você amou um semelhante mesmo que apenas por um desejo?
Você já se perguntou: “com isso o que será que eu ganho?”
Já obturou seus dentes quantas vezes? Você já tentou estar perfeito?
Passou pela geração que era emotiva e usava franja?
O que você não fez para ser de um grupo ou para ser aceito?
Quantas vezes o seu horóscopo mandou você usar a cor laranja?
Não é bonito lembrar das cartas de amor, dos romances de infância?
Dos telefonemas e das mensagens que sempre encurtavam a distância?
Tantas coisas para lembrar e outras tantas para se esquecer,
As pessoas que nos fizeram chorar e as situações que nos fizeram sofrer.
Somos estes pequenos fragmentos de tempo, inseridos em um espaço,
Um espaço envelhecido pelos próprios fragmentos de tempo.
Quantas vezes eu já coube dentro de um singelo abraço?
Em quantas outras eu não quis sair de mim por um momento?
E já perdi as contas das vezes que pedi perdão por meus excessos,
Pelas minhas raivas e minhas dramaticidades ou pelo medo.
Quantas almofadas já sucumbiram por uma tesoura aos meus acessos,
De raiva, de ódio, de agressividade que apareciam em segredo.
Quantas crises a mais de consciência eu ainda vou ter?
Quanta vida a mais me espera?
Quanta pergunta ainda terei para responder,
Sobre o quanto a lembrança de uma vida é tão bela?

By: Vinicius de Góis
Feito em 18 de Maio de 2016.

20.5.16

O Meu Homem Social

Eu não estou reconhecendo esta pessoa que me tornei,
Alguém mais social em mim acabou brotando,
E sinto que tudo o que Deus arquitetou que nem imaginei,
Está fazendo com que as coisas acabam germinando.
Germinar e brotar como uma vegetação e uma espécie,
Ir contra a minha própria cultura do que é o correto,
Descer para uma sociedade mais humana que não padece,
Do mal que atormenta o nosso grande e precioso século.
Fiz uma auto aceitação dos meus problemas internos,
Omiti as circunstâncias que não queria mais ver para me culpar,
Roguei para Deus me ajudar a superar os meus infernos,
Agora eu sou mais vida dentro da perspectiva que acabei de criar.
“Gente. Sou gente até mesmo que nem sei o nome.”
Incerto como o frio que é para vir e acaba não vindo.
De uma coisa eu tenho certeza, eu acordei com mais fome,
O meu homem crescido quer comer a cultura do que é lindo:
Dos romances dos livros, da manifestação popular,
De um governo socialista que não pode me manipular.
Está na hora de eu pintar o meu cabelo e sair pela rua,
Não com as cores daquilo de querem que eu pinte,
Está na hora de lutar e dizer a minha opinião mesmo que crua,
E não omitir aquilo que todo mundo faz e omite.
Eu não falo a sua língua, mas mereço uma condecoração,
Eu luto pela classe trabalhadora e executora da revolução,
O meu time é do jeito que não tem jeito de ser gente,
Tem a haver com uma espécie de ser humano mais transparente.
E mesmo que me faltem injeção de ânimo capitalista como resposta,
Passarei para o lado mais revolucionário desta grande bosta,
Por que quanto mais leio, mais sei que tudo não pode ser mudado,
Por que alguém possui o poder aniquilador que me mantém conformado,
Eu sou a minha classe, eu sou aquilo que já predestinaram para mim existir,
Não posso descer para outro escalão e só por sorte eu poderei subir,
Não sou decisor dentro de um espaço cada vez mais segregado,
E na igreja continuam a pregar que o que eu faço é um pecado.
Pela primeira vez fui atingido na cara por água benta vendida,
Vendida pela companhia que trata a água como um produto,
No altar ela foi transformada em água santa e ungida,
Mas eu continuo a me perguntar para onde foi o meu dinheiro bruto.
Para onde foi o meu dinheiro corrompido?
Eu preciso rezar tanto para me sentir mais protegido?
E me proteger do que? De que espécie? Em que circunstância?
Viver para pagar impostos que não me levam a nenhuma distância.
Apenas aumentam ainda mais aquilo que eu vejo pela janela,
Dentro da minha cidade pequena, de pulsar grotesco de uma fera,
Que devora aquilo que eu não posso ser, o lugar que não posso estar,
Eu tenho que me iludir dentro da perspectiva de me encaixar?
Eu sou um problema? Eu sou uma solução?
Eu sou manipulável por que eu não tenho opção?
Eu não estou reconhecendo esta pessoa que me tornei,
Alguém mais social em mim acabou brotando,
E sinto que tudo o que Deus arquitetou que nem imaginei,
Está fazendo com que as coisas acabam germinando.
Permita-me acabar este meu raciocínio ideológico,
Ou nós pensamos ou simplesmente não existimos.
Roguei a Deus para superar os meus infernos.
Peguei uma pilha de livros e abri para ver o que aconteceria,
E eu não pude acreditar no que isso tudo me sucederia,
Não consegui mais parar de descobrir que era um homem social,
Somente parei quando cheguei a ler o que dizia no final,
Assim eu comecei a pensar. Comecei a me desconhecer.
Repensei: por que rezar? Eu preciso tanto me proteger?

By: Vinicius de Góis
Feito em 18 de Maio de 2016.

19.5.16

Espaço e Tempo

Existe um espaço vazio e sem cor e bem nublado,
Dentro de meu peito que é aberto e bem complicado,
Com um tom bem melancólico de um dia acinzentado,
Com cheiro de água santa misturada com o pior pecado.
E existe uma parte de mim que é colorida e brilhante,
Um pedaço da minha vida que é bem fascinante,
Um delírio de verão que não passa e é viciante,
Uma boa droga para alguém que é arrogante.
E existe um espaço em que eu fabrico as coisas erradas,
De trás para frente para não fazer nenhum sentido.
Um espaço onde eu fico com as mãos amarradas,
Enquanto alguém tenta me deixar um pouco mais colorido.
Eu sou espaço preenchido dentro de um universo e verso.
Eu não sou vazio ou um pastel de recheio de vento.
Eu estou lendo e escrevendo e me sinto imerso,
Dentro de um caos que pode chegar a qualquer momento.
1,2,3... Eu não acabei esta ideia. Estou discordando do tempo.
Quando se passa o tempo, e como ele se passa!,
Mudei de dia. A vida ficou mais complexa e densa.
O que era uma insensatez e uma desgraça,
Passa a ser mais uma coisa em que se pensa.
1,2,3... eu não acabei esta ideia.
Sentado logo pela manhã, com o “Sorriso do Lagarto” para ler,
Nada a mais para eu mudar, e tanta coisa a mais para eu fazer.
E não sei mais nada sobre a complexa ligação do espaço e do tempo.
Não sei mais se quero acabar os meus livros neste exato momento.
E voltei a discordar do tempo e da ideia que vem e some.
Eu não posso mais errar, eu sou agora crescido, eu sou um homem.
A vida pesa sobre os ombros. Alguma coisa parece errada.
Tenho que ligar a televisão e ver mais sobre o que aconteceu no mundo.
Se a presidente Dilma foi ou não afastada,
Se o mundo está mudando neste exato tempo de um segundo.
Eu pisquei e as coisas mudaram. O sol está caminhando.
Eu pisquei e as coisas não são mais as mesmas de antes do agora,
Estou discordando, sem tempo para ler, eu estou também mudando,
A vida passa, 1,2,3... Minha Nossa Senhora!
Este texto não é fundamentado dentro de uma lógica capitalista,
E esse assunto é uma ideia para outro momento,
Eu estava reparando que somente enchi mais linguiça,
E que você perdeu o seu tempo com alguém sem talento.
1,2,3... como passa o tempo e como ele passa!
Falar sobre isso até já perdeu o sentido e a graça.
Vamos voltar ao outro assunto? 1,2,3...
Existe um espaço que precisa ser colorido,
Um espaço que é meu onde eu faço questão de existir,
E pode ser que eu esteja um pouco dolorido,
Mas não me permito a situação de não resistir.
Eu tenho que fazer com que as coisas mudem,
Tenho que abrir a minha boca e sair do meu silêncio momentâneo.
Tenho que me regenerar do mundo em que me iludem,
Tenho que marcar o meu lugar desconhecido e simultâneo.
Eu só tenho este espaço e este tempo para fazer.
Uma hora as coisas acabam e a vida se apaga.
Estive pensando tanto e está na hora de eu estabelecer,
O meu império formado por apenas uma palavra.
A palavra é vida. É vida neste espaço e neste tempo.
E não consigo mais compreender a ligação existente.
Não sei mais se quero acabar este texto neste exato momento,
Passei a calcular a minha fala para parecer mais resistente.
A vida passa, 1,2,3... Minha Nossa Senhora!
Eu pisquei e as coisas não são mais as mesmas de antes do agora.

By: Vinicius de Góis
Feito em 12 de Maio de 2016.

15.5.16

O Que Eu Queria

Eu queria ter uma salvação clara em mente,
E não ficar dando círculos como uma bailarina com o pé quebrado.
Eu queria poder sentir o que muita gente não sente,
E poder dormir eternamente como um morto que já foi castigado.
E queria a serenidade de um dia amanhecendo no inverno,
Aquele branco sem fim de gelo, aquela sensação tão morna,
Poder me arrumar e adentrar a escuridão de estrelas no eterno,
E poder dormir dentro do universo sem linhas que não possui forma.
Queria ser Dali, queria poder ter bigodes escuros e compridos,
Queria poder saciar a minha mente com pouco ou quase nada.
Queria acordar feliz por não ter que tomar mais comprimidos,
Acertar pelo menos uma vez na minha vida em alguma jogada.
Hoje de meio dia eu falei: “Preciso de um psicólogo, pai”.
“Eu não estou mais bem por dentro!”.
“Alguma coisa em mim sempre vem e vai, pai”
“Eu acho que estou desmoronando, e isso já faz um tempo!”.
Eu tenho escondido de mim mesmo a verdade sobre este medo,
Este monstro assustador que é a minha depressão.
Eu não aguento mais viver e guardar a minha amargura em segredo,
Eu quero morrer dentro do meu mundo de solidão.
Eu cansei de evocar um passado que já não presta,
E muito menos estar convicto de que o amanhã já vem.
Estou acorrentado a um presente de merda que me detesta,
E não me faz mal mas também não me faz nenhum bem.
Eu queria ter uma salvação clara em mente,
E não ficar dando círculos como uma bailarina com o pé quebrado.
Eu queria poder sentir o que muita gente não sente,
E poder dormir eternamente como um morto que já foi castigado.

By: Vinicius de Góis
Feito em Abril de 2016.

6.5.16

Estranho e Diferente

Ontem estava pensando o quanto eu sou estranho.
Parei para rever os meus vídeos e ler alguns textos,
E realmente alguma coisa em mim não faz nenhum sentido.
Eu sou estranho. Estranho até de mais para alguém estranho.
Eu não sei o que pensar. Estava pensando antes na cozinha,
Agora nem sei mais o que queria dizer bem ao certo,
Quais seriam as cores que eu usaria para montar este texto.
Acho que é esta coisa de ansiedade que o doutor falava,
O doutor que me receitou escitalopram e risperidona.
Não o mesmo doutor que me receitou tropinal e vonal,
E que mantém a minha dose diária de mesalazina e azatioprina.
Eu lembrei antes na cozinha, e agora estou me lembrando da lembrança,
De quando estava trocando os canais de televisão e achei música diferente,
Música que não tinha ouvido ainda na minha vida. E acho que é isso.
Associei uma coisa com outra e lembrei de ontem quando me achava assim,
Deste mesmo jeito diferente, daqueles canais de televisão,
Um sujeito bem estranho. Um garoto bem peculiar, mas estranho.
E estava pensando hoje, bem nos dias de hoje, que me considero homem,
Um homem crescido e não mais um garoto,
Que continuo a ser o mesmo estranho. Um pouco menos quem sabe.
Mas hoje eu sou um homem estranho. Muito estranho para o meu gosto.
E é estranho escrever a palavra estranho. Então não vou mais escrevê-la.
Não aqui neste texto tão estranho. Bom, esta foi a última vez que escrevo.
Esse texto está ficando com muita cor para o meu gosto.
E para o meu gosto também é uma frase que não vou mais escrever.
Não aqui neste texto tão... Bom, deixe isto para lá, não é mesmo?
Eu estava receoso da opinião que vocês teriam sobre isso,
Sobre a minha volta todas as quartas feiras à missa,
Para passar água benta na testa e rezar pelas minhas preces.
Estava receoso mas não estou mais. A testa é minha, a fé é minha.
E beber um pouco da água benta católica me ajudou a superar feridas.
Não de agora. Isso já de algum tempo. Bem lá atrás eu admito.
Se voltei a seguir a minha religião? Não. Eu vou lá para fazer preces.
Eu vou lá para agradecer pelas minhas coisas.
Eu não sou um católico, nem um budista, ateu ou agnóstico.
Mas continuo indo nas missas e acendendo meu incenso,
Praticando quatro rituais por ano para proteção e agradecimento.
E sim, continuo sendo estranho e pintando meus cabelos,
Com uma frequência bem menos acentuada do que antes.
E acabei de quebrar mais uma promessa e escrevi estranho novamente,
Neste mesmo texto. Coisa que eu falei que não iria mais fazer.
Deve ser mesmo esta ansiedade. Essa coisa que me deixa agitado.
Só neste ano já li mais de 15 livros. Estou muito elétrico apesar das crises.
E sou bem dramático e bem cheio dessas tais de crises.
Mas hoje eu acho que já estou melhor sim. Deus e os remédios ajudam.
E fico sempre aqui na mesma. Escrevendo muita coisa sem sentido.
E nunca acabo os meus livros de anos atrás.
Livros e mais livros, repletos de textos coloridos de mais como este.
Um texto que nem sei mais por que existe, ou por que tem algum valor.
E este tipo de frase é bem usada em meus textos.
Eles sempre perdem o valor e acabam.
E acho que este não vai ser tão diferente. E diferente me lembra os canais.
Porque existe tanta coisa diferente nos canais diferentes de televisão.
E neles existe tanta música diferente. Música que a gente nunca ouviu.
E diferente me lembra estranho. E não era para escrever esta palavra.
Então perdeu todo o valor e como sempre chegou ao fim.
E fim. Fim como tantos outros que acabam assim.
Não adianta tentar escrever um final diferente.
Fica daí tudo muito estranho de mais para o meu gosto.

By: Vinicius de Góis

Feito em 06 de Maio de 2016.