30.9.16

Amor Psicótico

Cercado em um mundo caótico
Inserido em um fim de mundo qualquer
Com um pensamento psicótico
Sendo a pétala da flor do mal me quer.

Te amo. Já disse e acho que chega
Já disse tanto que não sei mais como dizer
As vezes tão perto mas tão longe,
Não sei o que pode ser pior,
Se a sua indiferença ou meu pensamento,
Se a sua opinião sem o certo julgamento.
Isso é meio amor psicótico.
Quero lhe ter mas quero lhe amar, como eu posso?

Menospreza porque eu não sou tudo aquilo?
Aquilo que mais fazem seus olhos brilharem?

Isso é meio ruim, eu sei
Mas não vou deixar de lhe amar menos,
Só vou sofrer um pouco mais,
Beber um pouco mais, sorrir um pouco mais,
Sair um pouco mais do meu limite,
Tentar amar outras bocas e não a sua.
Não é assim que funciona?

Não posso menosprezar o que sinto,
Não posso querer não lhe amar, lhe amando
Minha vida sem você está começando,
E não preciso de você para ser mais feliz!

Mas não vou deixar de lhe amar menos.

By: Vinicius Viniver
Feito em 30 de Julho de 2016

22.9.16

Equinócio de Setembro VII

Você aceita publicar o que você escreve?
Em uma grande editora de repercussão nacional?
Se expor para ver se com o que você ganha,
Você pode deixar de ser um homem sem sal?
Vai que você consiga se vender de corpo e alma,
E publicar um pouco a mais de você na história...
Vai que isso faça você perder os seus pudores,
E você fique guardado em alguma memória...
Não é difícil fracassar, é complicado admitir o fracasso,
Vivenciar cada dia como se nada fosse dar certo.
Mas aprendi a viver e amar tudo o que eu faço,
Acho que desta forma estarei cada dia mais perto.
Nada é assim tão fácil, meu caminho não é ruim,
Mas fico admirado e amando o meu torto correto,
A maneira que eu vivo nesta grande decepção artística,
Eu sou mais do que uma experiência mística,
E muito mais do que os olhos verdes e o cabelo raspado.
Sou a minha vida publicada, sou a voz mais baixa que não sai.
Sou o filho de uma cultura que não possui coração,
Que defeca pelos dedos a sua falta de consideração,
E isso dói. Como isso é estranho.
Tão calados e tão distantes do centro de seus sonhos.
Eu quero escrever, eu quero ser este equinócio,
O arquiteto escritor, quero viver deste meu ócio.
Eu sou as páginas em branco, as páginas escritas,
Sou as linhas encurraladas e os versos catedráticos,
Um punhado de informação e gestos performáticos.
Mas sou a naturalidade, sou a cabeça cheia de letras,
De todos os autores e de todos os poetas,
Sou um pouco de Vinicius, sou os Andrades,
Sou o Gullar e sou Gonçalves Dias das saudades.
Eu sou aquele que ama fracassar. Por que eu sei amar,
E na vida é isso que me resta,
Escrever em mim é o que presta.
De resto nada é tão bom assim.
E toda aquela luz que pisca é real?
Tanta gente que conheço pela rede social,
Mas não é física. Não é matéria. Não é palavra brava,
Não vem como uma tempestade virando o tempo,
Será que eu tenho algum talento?
Será que eu tenho alguma valia?
Viver dentro da escuridão, fugindo da luz do dia?
Onde é que eu vim parar?
Isso é poema ou uma gramática descartada?
Desculpe poetas anteriores. Acho que fracassei...
Mas bem no fundo eu escrevi tudo aquilo que amei,
Por que a verdade é o amor vivenciado,
Aquele pavor que vem e senta do seu lado,
Mesmo tendo um punhado de lugares vazios.
Eu quero viver este equinócio,
Escrever não é só um negócio,
E isso dói. Como isso é estranho.
Um punhado de dinheiro que só pensa em mais ganho.
Não faço odes, sonetos, poesias para ninguém por defeitos.
Por que eu sou um defeito. Sou uma caligrafia errada,
Uma letra toda torta de uma partitura deformada.
Mas continuo com Lispector, com Coelho, com Alencar,
Com Assis, com Wilde e com a maneira de sonhar,
Por que eu sou um pouco do Cony, e sou a minha biblioteca,
A literatura brasileira é a minha grande Meca.
Eu sou aquele que ama fracassar,
Mas, escrever em mim é o que presta.
É só o que me resta,
Será que eu tenho algum talento?

By: Vinicius Osterer
Feito em 21 de setembro de 2016.

21.9.16

Café Ocean

Meus pés balançam e minha mão se ergue,
Está chovendo em todo lugar lá fora.
E a luz crepuscular que ascende a minha memória,
Está encharcada com mais café e açúcar,
Café com açúcar e leite.
Então alguém me pega e me usa,
Por que eu quero ser como o mar,
Eu quero ser o mar, eu sou o mar,
E eu também sou seu em todo lugar.
Mais café com leite e açúcar, por favor.

Sou uma formiga bailarina enviesada,
Com patas para cima em um foguete de torrão,
O caramelo derretido na boca da diabete.
Um demônio triangular que se repete,
Em mais uma fatia de bolo com recheio.
E eu quero ser o seu cabelo,
Para ficar sobre você e com sua mão,
Em uma linda música acompanhada do violão,
Onde eu sou o mar e você é a canção,
E uma fatia de bolo com recheio.

Deixe que passem as horas e os minutos,
Eu não estou acorrentado nesta desgraça,
E essa chuva lá fora que não passa?
A terra está toda encharcada de vida.
Imergir como uma semente em solo fofo,
Imergir de um líquido viscoso e colorido,
Com a melodia perfeita de um brasileiro bandido,
Que faz crescer em mim um oceano estrelado,
Oceano de estrelas em um mar escuridão,
Imergir neste momento dentro do meu próprio refrão,
Por que eu quero ser a música, e eu sou a música,
Não sou as horas e nem esta porcaria toda de tempo.

Querer um pouco de ar que é respirável não é de se admirar,
E eu quero o seu inteiro assim como eu sou o mar,
Em um filme esquisito do expressionismo alemão,
Um oceano carregado de um tom escuridão,
Mas florido com as estrelas de um recheio de chocolate,
Meio doce e meio amargo, com leite, café e açúcar,
Molhando a minha boca, encharcando a terra,
Como chove lá fora!
Tem tanta vida lá fora!
Mas tem tanta vida aqui dentro,
Tem tanto mundo dentro do mundo,
Tem tanta gente dentro da gente,
Que não tem nem uma certidão de existência,
Café com leite e mais paciência,
Eu sou um oceano de escuridão e de estrelas,
Sentado aqui dentro do Café Ocean.
Como chove lá fora!

By: Vinicius Viniver
Feito em 19 de agosto de 2016.

18.9.16

Amor Filho da Puta

Eu fiz amor com você do futuro,
No sofá da sala, na área da frente
Com um homem muito mais seguro,
Maduro e muito mais envolvente.
E eu pedi que você nunca mais me procurasse,
Que deixasse as coisas em um tempo passado,
E que você simplesmente viesse e me beijasse,
E que transformasse o futuro no presente aguardado.

Eu pedi para sair com você no agora,
Você disse que estava muito ocupado,
Como sempre nunca me dá nenhuma bola,
E eu fico aqui reclamando e escrevendo calado.

Aonde foi parar o meu amor próprio?

Não sei por que ainda pergunto para alguém amargurado,
Se quer fazer alguma coisa sem ter que envolver o rancor.
Quantas vezes é melhor ficar sozinho e bem mais relaxado,
Do que enfrentar a indiferença de um amor?

Aonde foi parar o meu amor próprio?

Eu controlo os meus sofrimentos, as minhas melhores angústias,
Não gosto de ficar aos prantos inutilizando as minhas madrugadas,
Utilizo o conceito das palavras mais clássicas ou rústicas,
Do que as palavras sem sentimentos e tão amargas e não amadas.
O azedume da sua frustração causa a negatividade,
Você é um buraco negro de frustrações,
Parece um vulcão em fúria em uma grande tempestade,
Misturado com o gosto horripilante de vários limões.

Não peça por mim quanto você quiser,
Por que é também quando eu quero na situação,
E não é com o tão pouco que você disser,
Que vou lhe entregar de bandeja o meu coração.

Está aqui o meu amor próprio, seu filha da puta,
Está aqui o meu amor próprio, seu filha da puta.
Está aqui o meu amor próprio, eu guardo no peito,
Eu sei que ás vezes não sou nenhum pouco perfeito,
Mas está aqui o meu amor próprio!

Continuo com você no futuro,
De frente para você mais maduro,
Da forma mais convencional e romântica.
Amor próprio não entra na semântica,
Aonde é que você está?
Estou aqui seu filho da puta,
Estou aqui seu filho da puta.

By: Vinicius Viniver
Feito em 07 de Agosto de 2016.

16.9.16

Falando de Boca Cheia

Tenho medo de abrir a boca e a voz sair,
Como um grito apático, anêmico e sem força.
E aquela nuvem? Aquela casa? Com o que se parece?
Comigo? Nós somos apenas moléculas e matéria.
E se eu gritar? Se a voz sair tão alto que me assuste?
Eu não sou mais o mesmo garoto arúspice?
Eu não sou mais o homem amargo e aguado?
O chá castanho e tão aguado,
Meu cabelo já amarelado, já acabado.
Eu estou me expressando enquanto estou enjaulado,
Preso? Aquilo é matéria? Cadê o universo?
Está dentro da minha voz, do grito, da minha alma,
Rodopiando como um pião de madeira de criança.
Bailarina pequenina em uma caixa,
Tão matéria e cor de rosa que me desola.
Tenho medo de gritar, não me amola!
O tempo da nuvem e da casa passaram e foram embora.
A boca gira com os dentes, a voz entra e não fica.
A matéria da cabeça está me deixando pessimista.
O louvor pelo meu nome, estão gritando,
O que fazer?
Isso é matéria ou tão imaterial quanto o ar?
Mas o ar não é matéria?
Eu falei com minha boca cheia de matéria,
Completa com as palavras.
E se não vingar? O que está me acontecendo?
Estou virando uma massa ou estou me desfazendo?
Estão roubando a minha massa atemporal?
Já não levaram a minha massa cinzenta?
Por que eu fico com esta cara fechada, apática e burrenta?
E se a voz sair e nunca mais entrar?
Como poderei sorrir sem poder me expressar?
O grito vem até a garganta e não desce,
Não sobe e não sai do mesmo lugar.
O que fazer para não me engasgar?
Tomar água e encher o espaço vazio da matéria?
É o ar ou a alma que me preenche?
Se ar é alma então estou inserido na alma universal?
Eu preciso destruir aquela nuvem, aquela casa, aquele céu,
Com um raio ou um tornado em pleno mar,
Mar amando o mar de amar,
Como um grito afônico que não sabe gritar.
Mas o ar não é matéria?
Feche esta boca seu mal educado!

By: Vinicius Viniver
Feito em 30 de julho de 2016.

14.9.16

Navio da Esperança

Chore o quanto quiser, abra o peito e o escancare,
Vou escrever até que a vida um dia me pare,
Se não fosse o sol harmônico com Urano,
Fugiria de país e mudaria de nome e de plano,
“Todos à bordo do Navio da Esperança!”

Hoje eu sou o cheiro da flor de jabuticaba,
E sou tudo o que esse cheiro fez comigo.
Quando o cheiro é de mais eu sei que tudo acaba,
Com a festa da fruta em um belo domingo,
“Domingo de pé de jabuticaba preta”.

“Navio da Esperança, essa é a última chamada!”
“Pegue suas malas e deixe a pessoa amada”
O seu sonho egoísta em que não cabem dois,
Que tudo se encaixa se houver um depois.
“Deus está vendo você iludir e iludir”.

Hoje eu sou a praia, o mar, a vida além da montanha,
Vida que vive sem a sua presença castanha.
Eu tenho esperança em um porto bem longe daqui,
Um pedaço de Terra Prometida que eu sempre omiti.
“A Terra que não toca o universo castanho de seus olhos”.

Chore o quanto quiser, chorar faz bem para os olhos e acalma,
Não adianta me trazer a jabuticaba de seus sonhos utópicos.
O Navio da Esperança levou na mala a minha alma,
E me deixou em uma praia de desejos eróticos.
“Todos à bordo nos seus olhos redondos e castanho de jabuticaba”

By: Vinicius Viniver
Feito em 07 de Agosto de 2016.

13.9.16

Fim de Semana Existencial

Preguiça não é divino,
Muito menos procrastinar
Estou buscando um destino,
Mas só consigo lhe amar.
É noite e o frio congela meus dedos,
E só consigo respirar a tempestade do ar
Que encharca meu pulmão de vida,
E insere todas as coisas em uma coisa universal
Não é uma crise existencial
É uma massa de ar frio que possui a atmosfera,
Logo mais eu sinto que é primavera.
E tudo parece ficar mais doce.

Entre a faixa de transição entre o frio e calor,
Eu não posso pintar a cor universal do amor,
E não posso criar a flora e nem a fauna,
Nem correr como um rio que já está cheio
De vida e de água que desce até a foz.
Eu quero gritar mas não sai a voz,
Eu estou preso no meu copo de vodca,
De vodca vida. O que me parece normal
Beber não é assim tão mal,
Quando se está sem saber para onde vai o caminho.

Eu quero ser o escuro de tom e apagado,
Existir para cima e para o lado,
Sem renegar a Deus e a minha existência,
Mas que palavra mais tensa,
Depois digo que isso não é existencial.

Preguiça não é divino,
É pecado mais mencionado que inveja
Misture um pouco de cerveja,
E coloque um pouco mais de sorriso, seu besta.
A vida começa noutra linda sexta,
E os dentes estão brilhando,
As roupas estão cheirosas,
Os cabelos estão arrumados,
Tudo está no lugar que deveria estar.
O amor entrou nesta estação
E ele não tem as regras estipuladas,
Sábado a noite eu me entrego,
Até com as mãos amarradas,
Porque preguiça não é do divino,
Preguiça é do demônio,
E ele é sujo de mais para este texto amarelo.
Domingo a tarde eu visitei todos os cantos do inferno,
Mas não quero que chegue a segunda.

By: Vinicius Viniver
Feito em 14 de Agosto de 2016.

11.9.16

Good Vibes

Precisava disso em um tom mais sóbrio.
Ver mais o positivo, sem deixar de viver o negativo,
Sem deixar que as coisas me empalidecessem.
Uma taça de vinho, um pouco mais de inspiração
O amor batendo na porta esquerda do coração,
Naquela que dá reto para o pomar e a estufa de flores.
Quero lhe dar e não vender mais nada,
Um pouco do que é meu e do que pode ser seu.
Quero pegar a melodia e configurar uma jogada,
De letras e palavras que agradecem a Deus.
Transcende o etéreo, vem até a mim e me engrandece,
Good Vibes, Good Vibes...
Tudo acima do que pode ser o real.

E deixa transpassar a matéria e ser leve,
Deixa flutuar e fluir o líquido,
Deixa de ser atrevido garoto,
Vai embora daqui com suas malas,
Não olhe para trás, olhe para frente,
Continue irradiando amor a quem queira,
Não se importe se ninguém lhe ama,
Você não precisa ser amado para dar o amor.
Deixe as coisas boas chegarem, se aposarrem,
Dominarem o seu corpo material meio gasoso
Meio Deus e meio todo poderoso.
Tudo acima do que pode ser o real.
#Good Vibes
#Good Vibes

Preenche o vazio com os mares da sapiência,
Faz de você a morada de uma ciência,
Que sempre está errada para recomeçar do zero.
No momento exato em que me descabelo,
Por que tudo é bom de mais e é verdadeiro,
Good Vibes emanando para o mundo inteiro,
Tudo acima do que pode ser o real.

Tudo parece dormente para um garoto mentecapto,
Corrupto por um ácido corrosivo,
Um veneno intragável e mais dois passos,
A energia aparece como um símbolo.
E faz a junção com a palavra escrita nesta poesia.
Good Vibes, alegria!
Deixa fluir entre os seus dedos a areia do tempo,
Deixa escapar os segundos, os minutos e o momento,
Você é maior do que qualquer consideração temporal.
Tudo acima do que pode ser o real.
#Good Vibes
#Good Vibes

By: Vinicius Viniver
Feito em 10 de agosto de 2016.

10.9.16

Boneca Sydney

Eu não sou o seu mundo
Não pertenço a seu convívio social
Não sou aceito.
Igual a mim existem outros
E como existem outros e melhores.
E eu não posso ser outro,
Eu não posso mudar de eu como de roupa,
Não sou louco, não sou problemático
Sou mais um garoto no sol.
Eu e minha boneca Sydney,
Sydney minha filha no sol.

Eu vou me deixando levar aos poucos,
Tentando agradar os ouvidos alheios,
As vontades que não as minhas,
Mas não é nessa encarnação,
Nem outra vida,
Eu e minha boneca Sydney,
Sydney minha filha no sol.

Essa impressão não passa.
E acho que ela nem vá passar,
Quem vai passar sou eu,
E passando vou perdendo o que é meu,
Perdendo as coisas aos poucos,
Dando mais de mim aos outros,
Pedaços e mais pedaços que não voltam.
Porque ficaram lá nas palavras,
Nos olhares mudos e calados,
Nas frases com sentido figurado,
Eu e minha boneca Sydney,
Sydney minha filha no sol.

O que vou fazer com o tempo laranja?
E com a sinestesia que o amor deixou?
Eu e minha boneca Sydney?
Sydney e eu no sol.
Sydney minha filha no sol.

Tenho que parar de ser amargo,
Tenho que parar de falar dos outros,
Porque sempre esses outros?
Porque não outros outros?
Ainda estou com gosto de cerveja na boca,
Passei o dia com outros bebendo,
E com outros falei, sorri e chorei,
Eu e minha boneca Sydney,
Sydney minha filha no sol.

Não quero ser inconveniente,
Não quero agradar e nem deixar de ser
Deixar de me perder nos olhos outros.
Mas essa sinestesia amarela?
Essa impressão que não passa?
Esse mundo que não sou eu?
Preciso fugir, preciso correr, preciso viver
Preciso de minha filha Sydney,
Sydney minha filha no sol.

By: Vinicius Viniver
Feito em 31 de Julho de 2016.

7.9.16

Otário

Eu posso ver você comendo o meu coração
De um forma violenta e indesejada,
E está me fazendo de degustação
Por que sou o aperitivo e sua pessoa não amada,
E eu não quero ser indelicado, mas não quero o seu amor.
Quero apenas lhe amar, mesmo que com muita dor.
Eu não posso viver pela sua existência.
Você nem percebe que eu ainda existo.
E estou perdendo a minha paciência,
Nem sei por que eu ainda insisto.
Eu não quero ser um otário e acreditar em baboseiras,
Nem nestas palavras escritas à toa, colocadas para fora,
Queria pegar minhas coisas e ir embora,
E nem mesmo querer lembrar de quem é você para mim.
Andar em uma estrada te amando e sem fim,
Sem uma resposta ou toda essa coisa idiota que sinto no peito.
Toda essa porcaria, que é tão boa, que tenho por dentro,
Um pouco a mais de você em mim.

Que isso homem 23?
Molhando a fronha do travesseiro?
Recomponha-se. Deixe de ser otário.
Sim, deixe de fazer esse papel ridículo.
Não lhe cai bem o papel de trouxa.
Eu não posso viver pela sua existência.
Adeus.
Amor não se perde, se ganha.
Deixe ir. Uma hora fica bem mais leve.
Você nem percebe mesmo que eu existo.

By: Vinicius Viniver
Feito em 20 de agosto de 2016.

6.9.16

Você é Minha Prece

Um pouco de vinho para encharcar os poros,
E deixar a minha mente mais aberta e menos doente,
Pareço um palhaço, mas é que estou contente,
E não posso deixar de mostrar o meu sorriso hoje.
Quero o sino da igreja, meus joelhos dobrados,
E toda e qualquer forma de oração.
Quero andar e nem olhar para os lados,
Quero sentir bem mais fundo dentro do meu coração.
Quero ver o que você escreve,
Quero perseguir a sua pessoa,
Por que sim, sou um pouco possessivo com meus amores,
E você é meu amor. Mesmo sem saber.
Eu estou aqui para tentar escrever,
Um pouco deste lindo dia de sol e azulado,
Com o frio de agosto dominando o dominado.

É tão especial você em mim, clandestino no peito?
Se você disser que sim, eu digo então um “eu aceito”.

O seu jeito ás vezes me perturba e então me pergunto:
“Será que quando conversarmos teremos algum assunto?”

E sim, voltei a falar sobre você e seu maravilhoso jeito juvenil,
Que esconde as tristezas bem lá no fundo da identidade,
Daquele rosto sem mácula, com ambição e com sonho,
O rosto que eu vejo nas nuvens e escuto no vento.
Eu ouço gritar por tudo aqui dentro.

E vem o vento e vai o assunto,
E sei que sou um pecador dentro de uma igreja amarela.
Mas eu sou o beijo que você nunca me dera,
Sou o seu sorriso que nunca foi para mim,
E toda aquela coisa que acho que é amor.

Te quero na lua, na rua e na minha vida,
Na chuva, e em toda a despedida.
Mas me contento com estas palavras quentes e dançantes,
Com essas frases cada vez mais ardentes e vibrantes.
E com o vinho periódico da segunda até o domingo.
Se isso é inevitável, eu não sei.
Parei para rezar e por fim nem notei,
Que a oração ficou mais bonita com você,
E você passou a ser a minha prece.

Você é a multiplicação destas letras por dez.
E toda essa porra de numerologia cabalística.
E eu sou mais um Jesus Cristo assexuado,
Que pela graça divina se perdoa do pecado,
E se faz em corpo e sangue.
Amém.

By: Vinicius Viniver
Feito em 24 de agosto de 2016.