23.10.16

Twitter

Serio.... Querer vc é muito bom... Mas isso é bem estranho!!!
Chega... Tira o celular de mim...

Acordei agora 6:30 com insonia e dor de kbeça
Meu problema é skol beats... É do demonio.
Ia fazer merda, mas dai fui tomar um copo de juizo na cozinha
                  [e vim dormir... Nda como os anos para nos evoluir...
Vou voltar a dormir aki... Ainda é muito cedo
                  [e estou sem inspiração para nda.
Hj é só macarrao com molho.... Hsuhsushus
                  [nunca mais misturo vinho com nda....

Fome de carne absurda...

Genteeee Feliz Primaveraaaaaa!!!!
Gente parei para pensar e faz sete anos que escrevo....
                  [Isso é muito nostalgico....
                       [Tava lembrando do meu primeiro equinocio...
E hj é equinocio... E estou no meu numero 7... Muito bom isso!!!
                  [Vamo aproveitar q hj o dia e a noite possuem a msm duraçao.
Vou fazer minhas preces aki...
                  [Nem sempre o mundo esta tao equilibrado  para renacermos....
Acender meus incensos e admirar um poko o sol...
Mas com filtro solar e oculos escuros para nao dar confiança.

Qualquer coisa vou estar por aki... Olhando o por do sol... Pode chegar...
Posso nao ser tudo aquilo... Mas sou alguma coisa...
Que dia mais lindo!!!!!
Q coisa mais bonita ver orquidea em penca de flores....

Que ridiculo esse governo que nem eleito popularmente foi...
                  [tirar artes, educação fisica, sociologia e filosofia da grade?
Serio isso... está chegando por ai uma geração problematica,
                  [sem senso poético, alienada e sem a capacidade de pensar...

Vou fazer cachorro quente

Tava indo dormir mas me lembrei q hj tem AHS...
                  [Entao vou tirar minha camisola e ir assistir...
E olhe q já tinha passado até meu monage de abacate e castanha do Pará*...
*Tentando ser irônico...

Minha mãe você me amaria assim dessa forma?

By: Vinicius Osterer
Tweets do dia 22 de Setembro.
Feito em 30 de Setembro de 2016.

20.10.16

QuEros

Eros o cupido, eu não te quEros envolvido,
Deixa a minha poesia ser mais prática.
Pensei que tinha lhe esquecido, mas fiquei tão iludido,
Que acabei nem pensando mais na gramática.

Amar você é lento, vira a santa ceia e o cupido alado,
Meu amor morreu, mas ressuscitou ao terceiro dia.
Eu tinha um coração, você que procurou no lugar errado,
Me transformando em um monstro apático com atitude fria.

Eros o cupido, eu não te quEros envolvido,
Deixa a minha poesia ser mais realista.
Isso é amor não resolvido? Um sentimento perdido?
Ou só mais um pensamento de conquista?
“Hey hey é o fim!”
“Oh oh cupido, para longe de mim!”

Jabuticaba é uma fruta tão romântica,
Mas cai no chão e fica azeda.
Se você usa a filosofia da semântica,
Vai me pegar mudando de vereda,
Assim de uma hora para outra,
Eros o cupido, eu não te quEros nesta vida,
A minha cabeça está tão louca,
Minha realidade está com data vencida,
Eu tive outra recaída?
Mas eu pensei que estava nos seus olhos!

Eros demônio, eu não te quEros assim tão cínico,
Você brinca com a minha pessoa?
Pegue suas flechas e vê se voa,
Você é mitológico e não é um Deus Corno,
Vendo você passar eu me torno,
O último dos grandes vagabundos,
Me deixa viver nos meus poemas imundos,
Por que eu não te quEros.

Seu Deus negro, Deus abissal,
Você quer o amor seu animal?
Quer flechar e flechar corações.
Aceita este pequeno madrigal,
Que não faz nenhum pouco mal,
E está acima das suas lamentações.
Por que eu não te quEros,
Eros o cupido, que me deixas destruído,
“Oh oh cupido, para longe de mim!”.

By: Vinicius Osterer
Feito em 05 de Outubro de 2016.

Não é Mamãe!

Eu sempre tive medo da sociedade.
A sociedade não te assusta?
Ela usurpa o que lhe oferece,
Parece um ritual de troca que não favorece,
E é muito intimidador a precisão das palavras,
São pessoas e mais pessoas tão brabas,
Que querem por que querem achar algum defeito,
Querem ver o erro e não o seu acerto,
E isso machuca muito em todo lugar,
Não sei mais se é certo lhe amar,
Por que isso não é ir na corrente de coerência,
Como se o amor precisasse de certa interferência.
Eu tenho medo de me afundar,
Tenho medo de que isso vire uma piada,
Eu sempre tive medo da opinião que machuca,
E não estou tão preparado para mais e mais do mesmo,
Daquilo tudo que sempre foi tão ruim na minha vida.
Mas você me faz ser a vida que germina,
Aquela que brota na primavera,
Que já foi uma semente na terra,
E hoje é um belo botão de rosa branca,
Com você me sinto uma criança,
Leve, atrapalhada e toda cheia de graça,
A sociedade é uma desgraça!
E tenho medo de desgraças na minha vida.
Sou forte. Sim. Isso sim. Mas tenho medo.
Tenho medo das pessoas, elas manipulam o mal,
Estipulam as regras daquilo que é certo,
Mas eu não sou certo, não quero certeza,
Eu quero amar e quero ficar quieto,
Dentro da minha vida, da minha grandeza,
Isso não mata ninguém, não tira nada de ninguém,
Isso acrescenta a minha essência,
A minha vontade de desobediência,
Por que não quero ser igual a todo mundo,
Nem amar o que todo mundo ama,
Nem sonhar o que todo mundo sonha,
Nem beber o que todo mundo bebe,
Nem sair onde todo mundo vai,
Nem falar sobre o que todo mundo fala,
Eu quero amar da minha forma,
Sem tiro de canhão, sem revólver com bala,
Dessa maneira bonita que leio tanto nos livros,
Daquela maneira sem maldade que se vê nos antigos,
E isso é o que eu coloco para fora,
Tenho medo da sociedade e da opinião que me devora,
Me faz ser um resto de nada,
Um corpo todo feito de retalhos,
Daquilo que é bom com os atalhos,
Aparrando a verdade sobre as coisas da matéria.
A sociedade não te assusta?
A sociedade é uma desgraça!
Eu não quero que ela seja justa,
Só não quero apenas ser massa.
A sociedade não é mãe, ela é uma madrasta.

By: Vinicius Osterer
Feito em 03 de Outubro de 2016.

19.10.16

Os Nossos Setembros

A cidade fica luminosa, as pessoas fecham seus olhos.
E tudo isso eu vejo da janela aqui da cozinha,
Comendo brigadeiro e lendo as suas palavras.
Tentando ler em você um pouco do meu suspiro,
Um pouco a mais de meu delírio,
O que você idealiza tanto em mim...

Não sou uma festa alegre, colorida e vibrante,
Nem uma fonte de água límpida e refrescante,
Sou uma marca barata de refrigerante,
E posso ser a pessoa mais chata e indesejada.
Não sou uma ceia de família no Natal,
Nem uma viajem pelo lado mais normal,
Sou um macarrão com alho, óleo mais sal,
E uma roupa já bem gasta e usada.

Sou meus comprimidos para inflação e imunossupressores,
Odeio as redes sociais, as tecnologias e os computadores,
Constantemente eu sou um punhado bem grande de dores,
Mas elas passam e acabam mudando a cor do meu cabelo.
Não sou a paciência e nem a flexibilidade,
Mas sou analítico e aprecio a competitividade,
Eu sou obstinado mas me falta a estabilidade,
Eu gosto do escuro mas eu aprecio muito mais o vermelho.
E lá se vai o meu brigadeiro.
A cidade é que continua a mesma...

Eu deveria estar dormindo,
Mas a noite sempre acaba me seduzindo,
E eu acabo perdendo totalmente a noção,
Fico camuflado dentro da escuridão,
Eu não sei mais se isso é correto.

São quatro horas da manhã,
E eu me sinto liberto...
E eu não sei mais o que eu quero...
Quem é você que escreve de longe?

Só quero ir fazer o meu ovo pochê,
Que hoje é dedicado para você,
A mulher poesia em formato de prosa.
Você não é um desastre é maravilhosa!
Toda rosa em um jardim tem espinhos.
Os nossos setembros são tão sozinhos,
Deixa fluir o dia sempre amanhece,
Não precisa ter medo, eu não brilho no sol.

By: Vinicius Osterer
Feito em 14 de setembro de 2016.

18.10.16

Reforma Amária

Queria dividir pedaços da terra,
Dos amores que você me dera,
Assim desse jeito, sem saber.
E abrir as cortinas das janelas,
Destruir todas as mazelas,
Do meu jeito mínimo de ser.
Do pequeno me dê o grande,
Do grande o significado,
Do médio o tom roubado,
E aquele lindo sorriso amarelo.
Reforma amária é o que eu quero,
Isso tudo com as nuvens do horizonte.
Leve a minha xícara de café,
Leve as minhas poucas roupas,
Só não leve a minha verdadeira fé,
Que vê as pessoas mais leves e soltas.
Eu sei que tem um céu acima do céu,
Eu sei que existe sorrisos só meus.
O banho de chuva que lava,
A minha pele, enaltecendo o amor.
Reforma agrária? Sim, por favor,
Queria dividir um pouco disso com o mundo,
Distribuir amor e felicidade,
Provar um pouco daquilo que você guarda no fundo,
Dentro da memória da eternidade.

Reforma amária? Sim, por favor,
Não queria ver o ódio, mas sim o amor,
Pelo meu jeito mínimo de ser.

By: Vinicius Osterer
Feito em 05 de Outubro de 2016.

17.10.16

Nesta Confusão

Eu só queria que desse um pouco mais certo,
E que eu não ficasse neste marasmo, nesta confusão.
Virei um consumista novamente,
Mas não consigo comprar o seu coração.
Queria poder dividir minha poesia e minha vida,
Parar de mostrar a minha ferida,
Por que tem dedo de mais onde não deveria ter,
Tem olhos de mais onde não deveriam existir,
E isso ás vezes pesa, e vai acabar de me destruir,
Acabar com o pouco de mim que ainda vale à pena.

Bem vindo ao meu espetáculo,
Pegue um pouco de pipoca para sua diversão,
Eu sou o Vinicius Oráculo,
Que não pode viver sem a adivinhação.
Você quer saber sobre o que?
Sobre o quanto eu estou me sentindo mal?
Sobre o por que eu lhe amo afinal?
Você quer ridicularização ou respostas?

Eu só queria que desse um pouco mais certo,
Pintar um quadro com as cores mais quentes,
Conhecer os horizontes e as gentes,
Me perder por aí.

Estou machucado. Está tudo bagunçado. Tudo fora do lugar,
Não é sobre o que sou ou o que eu aprendi a amar,
É sobre isso tudo que tenho no meu peito.
Queria dormir eternamente em vida,
Não quero morrer, eu quero viver,
Só queria que isso fosse mais concreto,
E bem menos poesia,
O meu espetáculo completo,
Não me traz mais alegria.
Me perder por aí.
Eu tenho vergonha de mim.
Eu tenho medo de mim.
Eu só queria ser eu mesmo sem o medo.
Você quer ridicularização ou um segredo?
Tem olhos de mais onde não deveriam existir.

By: Vinicius Osterer
Feito em 06 de Outubro de 2016.

15.10.16

Ficar Sozinho, É Isso?

Ela falava uma coisa que eu não entendia,
Como poderia me amar se ela nem me conhecia?

E ela lia aquilo que eu escrevia e fazia,
Será que nós nos encontraríamos um dia?

E eu já tinha visto tudo isso antes,
Quando eu tinha uma vida de muitos romances,

Romances com um único amor,
Que era baseado na desconfiança e na dor.

E se eu sentisse aquilo que você também escreve?
E quisesse que a minha vida fosse bem breve?

Eu precisaria de um pouco a mais de oração?
Por que a gente não manda no nosso coração?

E se eu disser que procurei mais de você em mim?
E que não foi tão difícil de encontrar assim?

E se lhe dissesse que escrevo por que não aguento a pressão?
Que o mundo só se baseia em ilusão atrás de ilusão?

Você poderia tentar vestir a minha pele para sobreviver,
E eu poderia vestir a sua pele e tentar lhe compreender.

Nossos mundos são parecidos em distância geográfica,
Mas somos pessoas de grandes personalidades performáticas,

Nem tão certas e nem tão dramáticas,
De atitudes rápidas e muito práticas.

E me permita saber se eu estou errado,
Assim como você eu só li o que foi publicado,

Mas acho que existe muita vida por trás daquilo tudo,
E não existe apenas eu e você neste mundo,

A sociedade não é uma coisa que me agrada,
Ficar sozinho não é ser uma pessoa mal amada,

E acho que não estou sozinho, estou bem acompanhado,
Com as palavras e com este sentimento bem complicado,

Eu não sou bom no papel de homem namorado,
De homem amado, de homem amarrado.

E eu já tinha visto tudo isso antes,
Quando eu tinha as palavras gritantes,

Será que nós nos encontraremos um dia?

By: Vinicius Osterer
Feito em 11 de setembro de 2016.

Acabamento

Fazem três dias que eu tomo meus comprimidos para ansiedade,
Estou contando o número possível de coisas que tenho que acabar,
Não é que isso restrinja a minha vida de liberdade,
Mas tudo que comecei eu sempre dou um jeito de terminar.
Não sou um monte de coisas incompletas sem utilidade,
E não precisa me querer por uma obrigação ética e moral,
Eu gosto de transparecer muito na minha verdade,
E não retribuir o amor é uma coisa bem normal.
Tenho que terminar minhas poesias e meus projetos,
E tenho que exterminar o que sinto por dentro,
Não tenho tempo para olhares tão indiscretos,
E não preciso mostrar para ninguém o meu defeito.
Eu não sou uma visão colorida que você tem com drogas,
E você não pode me tocar como um vilão sem cordas,
Eu sou matéria e também sou imaterial,
Neste lindo sábado de sol maçante e brutal,
Fumaça de incenso, céu azul e vento tímido,
E o sentimento por você que está diminuindo.
Vai saber se você não foi uma desculpa mal dada?
Eu não tenho tempo para isso, não tenho tempo para nada,
Eu tenho que acabar as coisas que comecei,
Engolir seco todas as palavras e o amor que eu lhe dei,
Digerir as coisas bem mastigadas com a boca fechada.
Eu tenho muita fome, muita energia e muita vida,
Ficar pensando no que poderia ser a saída,
Não resolvem a metade de todos os meus problemas.
E quem é que não tem problemas?
Não me compre, não me leia, não perca também seu tempo,
Estou fazendo por acabar por este breve momento,
Não adiantou resgatar a poesia, a vida é bem amarga,
Isso não tem haver com signo, tem a haver com o carma,
E essa coisa toda dos meus problemas de mapa astral,
Neste lindo sábado de sol maçante e brutal,
Onde termino estas palavras e acabo com você.
Quem sabe não nasci para amar, apenas para entreter.
Fazem três dias que tomo meus comprimidos para ansiedade.
Fiz esse texto assim, sem acabamento final.

By: Vinicius Osterer
Feito em 01 de Outubro de 2016.

13.10.16

Ah o Silêncio!

Ah o silêncio!
Como é bom o silêncio.
Eu aprecio o silêncio,
E deve ser por isso que sempre fico em lugares quietos, lugares brancos,
                                         [e lugares calmos.
Ah o barulho longe!
Como é bom só ouvir a agitação distante,
Ainda mais quando o físico não corresponde ao desejo,
Aquele imenso punhado de vontade de não se estar em quase lugar
                                         [nenhum, lugar distante.
E o que será da vida se não for como antes?
Acho que assim é bem melhor. É mais tranquilo.
Ah o silêncio!
Aquele engolir as palavras e não falar,
Aquele respirar com gosto de dipirona,
Aquela coisa toda que se sente quando se tem cólicas,
E se escondemos para vomitar no silêncio, sem olhar a nossa cara                                                 [apática no espelho.
Ás vezes falar é bom, mas o silêncio! Ah o silêncio!
Você não fica bem mais diferentão e interessante?
A melhor hora do dia é a hora do sono,
A hora que as pessoas fazem barulho no sonho,
E me deixam respirar um pouco mais de matéria madrugada,
Onde a escuridão não me deixa mais ver nada,
E eu não quero realmente enxergar,
Quem falou que é tão bom assim abrir os olhos?
Quem estipulou que eu tenho que falar?
Ah o silêncio! Ah esse gosto horrendo de dipirona na boca,
Esse gosto de internamento hospitalar e cateter na veia,
De carnaval encamado no pronto atendimento do SAMU,
E mais e mais silêncio.
Ah o silêncio!
Como é bom o silêncio.

By: Vinicius Osterer
Feito em 23 de Setembro de 2016.

12.10.16

Você Não Quer

Você consegue. Você só não tem boas experiências,
Você consegue. Você só não gosta de muitas pessoas reunidas,
Falando juntas, tagarelando com suas mentes irriquietas.
Você consegue. Você não é todo calado,
Você não é assim tão do seu jeito impávido,
Você é todo o colosso! E que colosso!
Você não é carne de pescoço,
É uma carne de primeira,
Não me diz besteira,
Você consegue, não é um ser tão intocado,
Que não abre a sua boca e fica no seu canto,
Vai, você nunca foi um santo,
E convenhamos que isso é bem estranho em você.
Mas o que não é estranho em você?
O por que fica sentado nesta sala?
Por que não pega as suas coisas e sai correndo,
O que é que está me acontecendo?
Eu nunca fui assim, será agora?
Não, vai... não diz besteira.
Eu me fiz uma ilha. Eu me lancei para o mar.
Estou ouvindo alguém dizer que eu não sei falar,
Mas eu sou isso agora. Eu sou isso agora.
Eu me amo e sei falar, só que não quero agora,
Eu não quero agora. Eu preciso querer?
Quero ver me obrigar!
Você consegue. Você não é apenas isso,
Você é tão complexo e tão simples e singular,
Eu não quero estar aqui, eu quero me embebedar,
Não quero mais me depreciar,
Vai homem 23... Você consegue!
Por que entrei nesta especialização?
Não quero aprender nada sobre licitação,
Queria aprender a linguagem do meu coração,
E estar bem leve e bem longe.
Você consegue. Mas hoje você não quer e ponto.

By: Vinicius Osterer
Feito em 16 de Setembro de 2016.

11.10.16

Três Outubros

Queria escrever com poesia,
Três Outubros por dia,
E retratar a minha família ficcional brasileira.
Um pai sonhador, que tem um filho bem cedo,
Que pensava que amava um enredo,
Mas acabou só fazendo besteira.
Um homem que trabalha no que não gosta,
Acha a sua família uma grande bosta,
Vive para pagar as contas e beber seu pileque da tarde.
Um pai que ainda quer realizar os seus sonhos,
Buscando sorrisos nos anônimos risonhos,
E em toda aquela paz nas coisas mínimas que o invade.
E aquela mãe forte que busca no único filho,
A liberdade que a vida lhe tirou no ninho,
Ainda sem a chance de ela se conhecer.
A mãe que não sabe se gosta do que gosta,
Que acha a sua vida uma verdadeira bosta,
E vive fazendo as obrigações domésticas para se entreter.
Aquela que decide mudar então de vida,
Passa a se amar e ser mais bem resolvida,
E descobre que a família é o que a faz esmorecer.
E também sobre o filho atormentado,
Pelo meio social em que foi gerado,
Um filho carente de amor e de afeto dos pais.
Um filho que nega o seu lar e sua família,
Que dentro de casa é apenas uma mobília,
E que simplesmente cansou e não aguenta mais.
O menino que percebe que o mundo em que vive não é dele,
Que sente a amargura dentro da própria pele,
E sabe que não vai durar muito tempo na sociedade.
Descobre que sua mãe é presa pelo laço de sangue familiar,
Que seu pai só trabalha por que tem que lhe sustentar,
E se sente o peso morto da sua própria imaturidade.
Então ele se mata, a mãe se descobre e o pai vai embora,
Erguem um grande túmulo de granito para a sua memória,
E tudo parece fazer bem mais sentido com o efeito.
Mas parei para pensar, e isso não me parece direito,
Três Outubros em um mês é tão patético!

By: Vinicius Osterer
Feito em 24 de setembro de 2016.