31.12.16

Estar Vivo

Não cometa o mesmo crime que o meu,
Se pudesse eu meteria uma bala na minha cabeça,
Mas eu não tenho uma arma,
E não quero realmente fazer isso.
Não cometa o mesmo erro que o meu,
Você não precisa mudar, não enlouqueça,
Tenho mais amor pelo obra completa,
Você não precisa fazer isso.
Eu não preciso dizer o que você deve fazer,
Eu não preciso dizer que as coisas são temporárias,
Eu apenas digo que amo as palavras mais falhas,
Por que ninguém hoje recebe bem palavras bonitas.
E depois de 365 dias em um ano,
Eu acredito que não é um engano,
Não cometa o mesmo crime que o meu.
Não posso mais escrever tão jovem,
Mais jovem do que eu sou...
E não posso mais ser aquele jovem,
Por que hoje alguém enfim me mostrou,
Que eu sou um homem aberto às escolhas.
Não quero armas, nem crimes e nem folhas,
Eu quero a vida por trás desta tela.
Eu quero ver a vida por trás de seus olhos,
Eu quero ver um sorriso encharcando seu rosto,
Um belo abraço apertado, que eu não gosto,
Mas que é calor humano e vivo.
Respira. Você não é um desgosto.
Respira. Há tanto dentro de você, tão perfeito,
Não precisa focar no seu defeito,
Quem nunca quis uma gilete afiada?
Sorrir um pouco não lhe custa nada.
Não estou dentro de seus sapatos,
Não estou dentro da sua casa,
Não estou na sua cabeça,
E nem no seu corpo em brasa.
Eu estou aqui, na minha existência,
E não preciso ter paciência,
Por que eu quero a vida que está por todos os lados.
Não sou mais um jovem de gostos duvidosos e estragados,
Eu sou a minha própria vida. Vida. Vida.
A vida é respirável,
A vida é habitável,
Eu sou um corpo vivo que anda.
Eu não preciso acreditar em mais nada.
Amores fracassados, pessoas que duvidam.
Eu sou a minha maior barreira.
Mas eu amo viver desta maneira,
E não é uma solidão que irá me deixar mais fraco.
Eu quero viver, por isso não me mato,
E quero cozinhar hoje à noite,
Quero colocar a minha melhor roupa,
Abrir a minha melhor bebida,
E sentir a vida em todos os meus poros.
Você não precisa fazer isso.
Eu não preciso dizer o que você deve fazer.
Não cometa o mesmo crime que o meu.

By: Vinicius Osterer
Feito em 31 de dezembro de 2016.

7.12.16

Publicações :D

Parece irritante, eu sei, falar coisas aleatórias que venham do coração. Mas preciso conversar de uma forma mais realista e menos complexa. Em um diálogo aberto e franco. Ano de dois mil e dezesseis (quem que escreve por extenso isso?), pois bem... Começar por este calor, quem que fica trancado no quarto com um dia tão bonito para ser vivenciado lá fora? Eu fico. Preciso desse mundo isolado de paredes, protegendo um pouco daquilo que ainda resta de mim, aquilo que eu não entrego tão fácil assim para os outros. E não pense que vou escrever mais desta forma, eu não consigo escrever desta forma, eu gosto da poesia, gosto de rimar, gosto de amores exacerbados, de sentimentos intensos, dessa coisa toda de brincar e colocar palavras onde não existiam. Dois mil e dezesseis: eu não gosto tanto assim de arquitetura, eu não preciso controlar tanto assim tudo, eu posso sim colocar o amor sobre todas as coisas, eu não preciso justificar o que eu falo, eu amo exatamente tudo aquilo que eu sou, eu posso fazer as coisas se materializarem, eu nunca vivi dentro de um sonho, eu sou capaz de fazer o que quero, eu não tenho medo das pessoas, eu consigo falar em público sem temer ou me preocupar, eu posso ser normal quando eu quero, eu posso ser estranho quando eu quero, eu posso viver da minha forma, eu tenho o poder sobre minha vida. Dois mil e dezesseis e meu primeiro romance. Dois mil e dezesseis e a perca do meu medo de mostrar o que escrevo para os meus mais próximos, organização e publicação da minha "Coleção Alter Egos (nove livros de poesias destes meus sete anos de escrita)". Dois mil e dezesseis e muito amor, e mais amor, e mais amor e meu décimo livro "Amor Amado, Amor Amando". E Gullar (que se foi, mas que sempre vai ser eterno para mim), e Drummond, e Bandeira... Tantos e tantos que encharcaram minha vida com poesias e palavras e vida... Vida. Tanta vida em um ano que começou com cara de morte. Obrigado dois mil e dezesseis. Obrigado a todos deste ano muito bom. Faltam 24 dias para acabar. Agora é só ir empurrando, aí muda de ano, e nós novamente tentamos mudar de vida. Mas vida não se muda, vida se transforma. E eu acabei de transformar a minha naquilo tudo que sempre ouvi na pregação dos domingos: um grande e belo paraíso. Só este calor, mas nada é perfeito. Como eu lhe amo vida! E que não me falte vontade de agarrar todas as oportunidades. Boas Festas e até ano que vem. 

Um livro que envolve os dilemas religiosos e místicos de um garoto de 17/18 anos e seu mundo. Um livro de encontros e descobertas juvenis, com palavras coloquiais, de um jovem que acaba de perder a sua mãe e se depara com o desconhecido do mundo. A perca o motiva a conhecer-se para compreender melhor o mundo e as pessoas. É denso, complexo e desorganizado, assim como a mente confusa deste jovem. É um livro de iniciação para o lado oculto e sombrio da alma e para o espetáculo das palavras que fazem o sol brilhar mesmo na noite.

A insônia associada com a dor pode nos causar sofrimento. Mas, o desejo de superação misturado com a amargura de uma vida patética pode gerar um livro pragmático. Em "O Senhor da Madrugada - Segredo da Morte e da Escuridão", você é desafiado a ver a morte com outras cores. Uma mistura do que é profano com a perversão das ofensas, dos medos e das angústias. O livro representa um pedido de perdão pelo pecado e pela escuridão de uma alma que não tem sono. A morte é bela, e assim como o nascimento, é um sentimento único.

Ter um pouco mais de amor próprio e se amar. Conhecer o que passou para enfim saber aonde você quer chegar. Na obra "Eu me Quero com Sal: Apocalipse do Verão", você vai encontrar o amor de várias formas: o amar o que se teve, o que foi e o que ainda vai acontecer, amar a si mesmo, o seu jeito e a sua maneira de pensar, amar o fim para depois amar o começo. Tenha um pouco mais de amor próprio, você é o prato principal e não uma simples sobremesa!

Eu encontrei-o em uma tarde das minhas férias do ano de 2012, era um Diabo do Fogo pequeno, que alimentava em mim a fragmentação da mente em outras nove partes iguais. Então, eu o segui até uma floresta escura e densa e lá pratiquei o meu primeiro ritual de transmutação. No meio do caos surgiram as belas borboletas selvagens, que povoaram a minha loucura e a minha realidade daquele ano. Espero que não enlouqueçam como eu enlouqueci escrevendo estes relatos. O Diabo realmente sou eu?

Bem vindos a mais uma experiência de criação, Usando da força imaginária da ciência da sedução, À noite se fabricam pessoas sem decência e coração, Qual é a sua oferta para uma futura negociação? A noite é sedutora, me leva pra fora, De mim, sobre mim, a minha noite de glória. Minha mente quer dinheiro e uma visão indecente, Poupe suas palavras, posso ser surpreendente, Esse pode ser o começo da minha jornada, Uma vida vazia, perdida em um nada. Sou um novato tomando soro em um quarto, O meu preço é barato e é meu próprio retrato. Erguendo uma classe e subindo de status, A loucura arredia da noite dos fracos. [...]
Não perca sua vida lendo este livro. Sua cabeça é o alvo que a minha mira mais aprecia. Você é meu alvo e eu serei o seu carrasco, dentro da arte da sedução, que me liberta e me vicia!

“A todos aqueles autores que foram renegados ainda em vida, e que mesmo adentrando nesta incerteza que é a morte ainda permanecem incompreendidos e renegados.”

" - Eu não sou louco, só preciso de uma terapia esporádica, aqueles encontros e esbarrões com os espelhos das vitrines, com os espelhos dos banheiros e o vidro das janelas."

Nesta conversa solitária de um homem desprezado, o livro mostra a aceitação que eu nunca tive, o quanto enrustido eu sou, e toda a verdade sobre o mundo que me cerca. Pergunto a você: Você já se perdeu dentro da sua própria existência? Não quer pagar para ver?

O fim da coleção Alter Egos. O jovem acaba virando um homem adulto na literatura. Um livro bem misturado com os problemas sociais e os internos da minha existência, um livro com um pouco daquilo tudo que eu vejo, leio e ouço diariamente. Um livro que acaba sendo a cor que a dor e a rosa não me trouxeram, a vida que o medo da morte sempre me tirou, o amor ao próximo que meu egoismo não permitia, a realidade que a loucura me tirou, a poesia que eu não compreendia, o que eu reneguei, o que eu esqueci, o que eu descobri, esse tanto de ilusão. Eu não sou a depressão. Eu sou um homem. Sim, eu sou um homem e não um garoto.Vamos trilhar outros caminhos?

Eu estou te amando meu amado. Se você presta ou não presta, não me importo! Eu quero você mesmo que sendo um imprestável. Tenho uma foto sua no meu celular. Fico olhando para ela antes de dormir... Isso me faz bem. Me traz muito conforto. Por que você é uma pessoa reconfortante, com toda a sua juventude exacerbada. Pensei que tinha lhe esquecido, mas sabe como é... Querido amor estou lhe amando... E mesmo que você não me ame, eu não deixarei de sentir por você nem mais e nem menos. Quem sabe lhe mande um belo ramalhete de rosas vermelhas, com este livro de poesias e uma dedicatória dizendo: TE AMO, SEU IMPRESTÁVEL. VAMOS FABRICAR ALGUMA AÇÃO?