22.4.17

Naked In The USA

Para ler esta poesia fique despido,
Talvez puxe uma cadeira e olhe o sol comovido,
Observe o horizonte, veja poesia,
Acho que sempre fui intenso em demasia:
Amei demais, chorei rios e corredeiras,
Sorri demais, falei um punhado de asneiras
Cachoeiras,
Águas que batem nas pedras e não param,
Tentando lhe falar o que nunca falam:
"Ah! a vida, eu respiro, sou um sistema"
"Sou amigo, sou guerreiro, sou um problema".
Eu quero me despir das coisas,
Ser menos eu e mais fragmentado.                     

E eu parti, riscando o chão por onde pisei,
E se parti? Não sei para onde fui, para onde irei,
Posso estar nos EUA, posso estar em outra nação,
Posso estar na minha pátria, dentro de um livro de ficção,
Dentro da literatura, dentro da minha demência,
Sobre o fracasso da minha vida e toda a decadência.
Mas eu quero me despir da matéria,
Dissipar os tijolos, os cimentos e toda argamassa,
Fazer fluir uma água pura que me faça,
Mais livre, menos sedento e mais leve,
Falar o que ninguém mais se atreve,
Descer a rua asfaltada descalço,
Cruzar a esquina sem ter preocupação.

Os EUA já representaram a humanidade,
O progresso científico e a mudança para o capital.
Foram a lua, mas preferem construir desigualdade,
Com um muro que os escondem até do que é universal,
Eu quero esconder o meu país?
Eu quero dividir esse pedaço de nada?
O que é a nação humana?
Com o que ela está preocupada?
Do que adianta criar barreiras, já imaginou como será?
Se você não puder nem mais sair, ou nunca mais entrar?
Apenas queria me desnudar destas coisas doloridas,
Dar à elas um pouco a mais de vida,
Deixar que elas brilhem mais que o meu nome.

Não sou azul, não sou vermelho e nem branco,
Não sou um demônio, muito menos um santo,
Sou um fragmento da humanidade,
Poesia da decadência e insanidade.
Não sou latino, não sou desempregado e nem bissexual,
Não sou um rótulo, nem uma marca tão banal,
Eu sou matéria, eu sou estilo e sou espiritual,
Sou a igreja, sou a política e sou um animal.
Sou a pedra parada e sem função,
Sou a estrada aberta na solidão,
Sou o brilho das constelações de madrugada,
Sou o poeta e sou a pessoa não amada.
Eu sou um nada, eu sou um nada....

Posso ser tudo, posso estar em qualquer lugar,
Posso dizer: “Como é bom amar!”
Posso escrever, posso discutir e pensar,
E posso temer, posso ferir e julgar.
Eu não sou tão bom assim como o fogo,
Que purifica a matéria e a transforma.
E não posso gostar deste jogo,
De rimar sem estrutura e sem forma.
Sou simples e pobre, precário e denso,
Sou pequeno, sou frágil, tenho validade.
Sou um fragmento daquilo que penso,
E sou tão pouco para ser a verdade,
Mas quero deixar que as coisas caíam sobre a terra.

Queria poder usar trapos sem ser mendigo,
Cruzar fronteiras sem ser imigrante.
Poder acreditar, mas eu sempre me contradigo,
Me pego olhando para o sol tão brilhante.
Centralizado sobre o eixo de todas as cabeças,
Dando vida até onde não existe.
Deixando os extremos todos nas avessas,
Dentro de um canto abissal e triste.
E eu me curvo perante o dragão da humanidade,
Perante o poder de tudo que foi lhe dado,
Quem é como aquele, que se sente culpado?
Quem vai guerrear contra toda sua autoridade?
Ainda sou um mero resquício do Big Bang.

Estremeço com as palavras doloridas,
Com as pessoas tão espavoridas,
Vivendo em um mundo de hiperestesia,
Dentro da minha ilusão e utopia.
Cativado com o canto metódico do espaço,
Querendo assumir um risco naquilo que faço,
Deixando que entre em mim o que é belo!
Deixando transparecer o que eu penso e quero!
Queria que fosse natal, que fosse noite e passado,
Quando brincava sem me preocupar com o fardo,
Com o peso do mundo e das decisões,
Com meu punhado tão grande de escuridões,
Com tantos “eus” que tenho para alimentar.

O que tenho na mala? Não tenho roupas, só palavras,
Eu vim despido de caráter e ego. Vim sendo apenas humano.
Eu rasguei meu coração em pedaços e não nego,
Queria tanto aprender a tocar um piano.
Poder colocar minha vida sobre as teclas mansas,
E abrasar meu peito cheio de buracos cavernosos.
E beijar a face dos anjos como se fossem crianças,
Com seus mantos angelicais tão poderosos.
Não ter bandeira, nacionalidade e desgosto,
Abraçar e poder beijar no rosto,
Todos que assim também desejassem.
Nu, como em um éden, paraíso ilustrado,
Da criação de um universo ficcional e inventado.

E depois de despido e saciado,
Essa corredeira não sabe o destino final.
Talvez a lua, uma leva de planetas, um universo criado,
Talvez o próprio planeta imerso no efeito colateral,
Da sua própria arrogância e sombra.
Onde se encaixa o equinócio e a poesia?
Cachoeira de pedras com água tão fria,
Meus pés e minhas mãos estão congelados,
Todos os sentimentos bons foram ceifados,
Aquilo tudo de valor que eu tinha se foi,
E meu tronco humano não arbóreo dói,
Não posso evitar estar em eclipse total,
Dentro das grafias de grandeza sideral.

Deixe seu medo de fracassar para trás,
O que pensarem sobre você não lhe afetará jamais,
Por que estará despido de seus próprios julgamentos,
Levantará a cabeça em todos os momentos,
Do que adianta mentir sobre si mesmo?
Estou pisando em terra de ninguém,
Oceanos ainda não conhecidos.
Por que eu quero ser alguém,
E tenho os meus motivos.
Quem sabe embarquei nos resquícios de um asteroide,
E esteja pensando como um andrógino androide,
Tentando trazer para a superfície coisas já afundadas,
Minhas personalidades que foram tão fragmentadas.

Me enrolei nos lençóis da cama, sonhando com estrelas,
Cobrindo meus pés com medo de traumas concretos.
E gritei com uma voz aguda, apagando todas as velas,
Dos meus aniversários, de todos os anos completos.
Queria ter posto uma toalha mais bonita para o almoço,
Aquela vermelha com detalhes dourados e curvilíneos,
Não queria ter parecido um ser humano rude e grosso,
Poderia lhe mostrar alguns dos meus fascínios,
As luzes que brilhavam através dos meus olhos verdes.
Estava flutuando dentro do meu quarto,
Em outro mundo, com o pensamento farto,
Cheio daquelas coisas que carrego no peito,
Com toda a maravilha de escrever sem ser perfeito.

Eu não quero me esconder atrás de filtros e muros,
Eu quero me despir sem precisar de meios obscuros,
Sem falsificar minha real identidade,
Sendo mais um dentro da humanidade.
Não quero sair consagrado,
Não quero ser idolatrado,
Eu quero ser lido e aceito,
Quero um amor correto e direito,
Quero poder transitar sem barreiras,
Amar nas minhas circunstâncias e maneiras,
Sem perder a fé na mudança,
Talvez seja minha ruína e ignorância,
Mas não posso ser óbvio e nem raso.

Minha bagagem eu levo dentro da cabeça,
Meu passaporte está na mala, com visto de entrada,
Talvez um dia eu lhe esqueça,
E não queira mais pensar em nada.
Estados Unidos? Do que importa a nação?
Estou pelado? Sem nada, com um coração
Grande o suficiente para aguentar qualquer injustiça.
Se na Itália, na Alemanha ou na Suíça...
Neste pedaço de Brasil de meu Deus.
Sou fragmento de um sistema já ordenado,
As águas de um oceano doce e turvado.
Vivendo em um mundo de hiperestesia,
Dentro da minha ilusão e utopia.

Naked in the USA.

By: Vinicius Osterer
Feito em 30 de março de 2017.

19.4.17

Head

White, blue and red,
Marilyn in my head,
Living in complicated days,
A million thousands of ways,
Head.
Head think,
Head see,
Head need more,
Head want more,
Head is back,
Head is right,
Head is a track,
And you don’t know why?
In regret of memory,
Million kinds of blue color.
Head is my tragedy,
The stars that we pay with dollar.
Head.
Head knows about everything,
Head is a castle of stones,
Head is the song that we sing,
Head is a family in their thrones,
Head need more,
Head want more,
Head is front of me,
In the mirror upside down.
And you don’t know how?
White, blue and red,
Marilyn in my head,
Living in complicated days,
A million thousands of ways,
Head.
Head need more,
Head want more,
Head.



Headache.
What’s my color?
What’s my value?
What’s my pain?
Headache.
Head need more,
Head want more,
Headache.
One of the beast's heads,
Head number one.
Head with a deadly wound,
But the wound was healed,
Headache.
Head want, head need.
I'll be here and I will read,
All the apocalypse chapters for you.
Million kinds of blue,
Head.
Headache.
What’s my pain?
You’re so vain,
And you don’t know why?
Head.

Head is love,
In the childhood, in my bed.
I’m in love,
I hate myself.
In the church I cried,
‘Cause I don’t have you.
I'm a child, but I'll survive...
Head is love.
Head is pain.
Head is proud about my veins.
You touch my body. I never did it.
You take my head and put a fire on it.
You're my cousin. We're boys so young,
Goodbye, I'm not virgin so long,
But we can try do it like the first time.
It's hurts inside,
The child that lost yourself in the bed.
A chocolate, a tangerine, something strong,
Your vertical penis and my hair so blond,
Head.
Head need more,
Head want more,
You need to take sex with me,
I don’t want more,
I hate you so much.
I never did it, but you touch me.
Headache.
It isn’t fake.
Head in love, but not for you.
Million kinds of blue,
I'm a child, but I'll survive...
This is not an information for do something,
My anus and his hungry,
I'm now so dumb,
How can I support his ejaculation?
I need to stay in the side of denudation,
It's for my blame? Everyday I'm the same,
Head. Make up my mind!
I do not want to justify my act,
But forgive me for committing this fact.
Within the cycle, I touched you, do you understand me?
Why am I taking off my clothes now?
Naked in the USA,
Head and heroes, just one day!
Nowadays I just do it without violence,
I still have all my innocence,
Head need more,
Head want more,
Head of Queen of Hearts.
It's for my blame?

White, blue and red,
Marilyn in my head,
Living in complicated days,
A million thousands of ways,
Head.
Head think,
Head see,
Head need more,
Head want more,
Head is back,
Head is right,
Head is a track,
And you don’t know why?
Shut up and sit down,
The logic was found,
And you're a slave of misery.
It's not about you, it's about my head,
Taking off my pain and staying so naked,
The color doesn't matter!
We can be so better,
'Cause exist the forgiveness,
I'm a man of business,
Living in upside down.
Head.
Head need more,
Head want more,
Head.
The child that lost yourself in the bed.
I’m a man now, I’m a man now…
Living my life in upside down.
Don’t think to touch your penis in me!
I can kill you, and you agree,
We both can be violent today.

By: Vinicius Osterer
Feito em 17 de Março de 2017.

17.4.17

O Tronco Humano e Não Arbóreo

Se eu sou um ser humano sem galhos, com meus braços,
Sem frutos, apenas com espermatozoides no meu saco,
Sem abrigo para pássaros, abrigando uma alma,
Meu tronco não deve possuir a mesma função.
Se desfragmentado não posso ser um palito de picolé,
Um móvel para a sala, um assoalho do chão,
Posso ser um pedaço de carne morta,
Cheia de bichos, que cheira podridão.
Puto da cara e não de coração!
Puto da cara e não de coração!
Por que meu coração é gay e colorido,
Mas meus desejos são muito assexuados.
E no fundo eu bem sei, tudo está resolvido,
Eu gosto de jogar dentro dos dois lados.
O tronco humano, sem seus pecados,
Por que pecado é coisa de cabeça e cerebral,
Pensamento ultrapassado de idade medieval.
O tronco humano, com alguns galhos,
Na parte de trás da minha nuca,
Uma tatuagem, o meu Kama Sutra,
Dos meus vinte e um anos e espiritual.
Tocam as trombetas do julgamento final!
Se tivessem drogas e gogo boys na igreja,
Como em um espetáculo de um cabaré,
Talvez a salvação em um copo de cerveja,
Com um punhado de dinheiro nos bolsos e fé.
E todas as pessoas de um passado,
Que entram e saem de carros, na comunhão.
Na remissão de todos os pecados,
Dentro da minha velha oração.
E nós éramos poesia e hoje somos monólogos,
Extensos textos sobre nós mesmos...
Somos um punhado de amores e de desejos,
Já fui um personagem com muitos enredos,
E hoje só mais um homem com uma árvore no pescoço,
Que dorme até a hora do almoço,
Dentro desta complexidade de sistemas em ordem,
Minha caixa toráxica e meus membros superiores.
Quem sabe volte a ouvir Manson, a usar apenas preto,
Pintar meu cabelo colorido e manchar tudo aqui de dentro,
Ser um pouco mais eu e menos os reflexos dos outros,
Parar de refletir as coisas boas aos poucos...
E toda esta escuridão que rompe os meus poros?
E esse menino que nunca se deu o trabalho de enxergar?
O que fazer com ele? Já tentei o abortar!
Mas ele passou pelo período de gestação,
Cresceu e amadureceu a sua carga de opinião,
Quem sabe seja apenas mais da mesma solidão,
Batendo na porta e dizendo sou sua!
Me abrace e me beije, me leve que estou nua!
Por que este é seu futuro. E este é o futuro?
Um homem estranho muito mais inseguro?
Pois se ame, me ame, seja o hino de alguém.
Passe óleo no meu corpo, me jogue notas de cem,
Estou imerso dentro de uma alma significativa,
Uma camada funda e tão profunda da mente perceptiva.
Nós triunfamos com amor.
Teu membro direito é sustentado pelo emergente,
Teu membro esquerdo é muito mais gente,
Pelo clamor do povo que é eterno!
Dentro da direita que usa o terno,
Daquele homem triangular que pode ver tudo.
O espírito santo sobre o mundo.
O tronco é humano e não arbóreo.
O membro é superior e não simplório.
A vida é respirável, o corpo é descartável,
Dentro desta quantidade tão grande de miséria.
A alma plainando a superfície etérea,
Então eu subi dos mares, como uma espécie extinta,
Tinha dez chifres e sete cabeças com tinta,
Por que sempre gostei de colorir os meus cabelos,
Dez coroas sobre meus chifres tão pequenos.
Por que eu era um veado ainda novo e selvagem,
Coberto pelas blasfêmias da minha pior imagem,
Puto da cara e não de coração!
Puto da cara e não do meu órgão sexual!
Uma camada funda de mente perceptiva e atemporal.
Dentro da minha velha oração,
Pai Nosso que estais no céu e no meu coração!
O tronco humano, com alguns galhos.
Rodando dentro de uma bandeja, com meu tronco vertical,
Pegue um pedaço da carne, não irá lhe fazer nenhum mal,
Não é assim que funciona o mecanismo do mundo?
Eu sou o mesmo, tenho um esôfago para descer comida e desaforos,
Engolir a força o que é mastigado para mim,
Digerindo os acontecimentos aos poucos,
Para poder defecar tudo no fim.
Sua mão enlameada que me dá nojo,
Que me dá vermes no ventre e no intestino,
Uma grande merda para o meu destino,
Desnutrido de conteúdo, respirando alimento embalado,
A coluna vertebral de um mamífero ordinário e calado.
O tronco de um animal bizarro para exposição,
Estados Unidos da América, fascinação,
Só de pensar me dão borboletas no estômago,
Burlar a maneira que lhe deixa cômodo.
Por que sou este e não posso ser outro,
Dançando no poste, com meu abdômen chapado,
Um latino americano, muito obrigado,
Dado como troca em um acordo de paz.
Desastre eminente, já tinha visto nos seus mamilos,
Duros e rosados, como uma mulher virgem e não tocada,
Chupar seus seios, como minha mulher amada,
A pátria amada que está sobre meus pés,
Valorizar este chão, puto da cara e não do coração!
Dentro da minha esfera estomacal e humana.
Fazer o ar chegar até meus brônquios e alvéolos,
Enchendo o pulmão com gás sideral,
Que escapa da atmosfera perfurada pelo pênis de Hórus vertical.
Minhas costelas quadradas de tutano,
Enriquecidas em uma usina de urânio,
Que libera radiação das minhas fossas nasais,
Cheia de remorsos de todos os meus ancestrais,
Siderais, espaciais, angelicais,
Judeus, africanos, austríacos e humanos,
Nômades e primitivos, patronos dos meus sonhos,
Respira e inspira vida!
Lançando um olhar calmo com meu telescópio,
Como um exame médico endoscópico,
Com gel sobre o meu corpo, com a pistola erguida,
Atirando no seu peito meu sêmen gerador de vida.
Meus frutos escrotais e zigóticos,
Na nuvem negra de sentimentos hipnóticos.
Viva la República de la Revolución,
Dentro da fúria do olho de la conspiración!
Entre tiros e canhões plantarei minha poesia rosa,
Serei o demônio da guerra de uma forma charmosa,
Não venho montado sobre um dinossauro de ferro,
Um avião mortífero que desmantela com violência e opressão,
Um tronco metálico que não espero,
Estar conectado com uma outra dimensão.
Estou explodindo como o ano novo, quatro de julho e o ano do galo,
Minha mão ostenta calo sobre calo,
Por que bati minha cabeça contra as chagas de Jesus Cristo,
Pregado em uma cruz, luz do fim e do início.
Poesia é redenção dos meus pecados,
Enchendo minha barriga com comidas e mais comidas,
Na África existem um milhão a mais de vidas,
Mas este problema não é meu,
Estou do lado de fora,
Não é sobre meu governo, meu limite físico,
Não sou eu que sou magro e tísico,
A lona do circo colorido que envolve,
Arrancando meus olhos com uma bala de revólver.
Eu posso ser a máquina de sonhos ou da destruição,
Encenando com meus membros superiores e graus mais altos,
Mulheres de escarlate que não descem dos saltos,
Minha revolução cubana tropical!
O Brasil é vermelho? É um tucano? Que animal?
Um burro de carga, do agreste interiorano,
Meu nome não é democrata e nem republicano,
Sou o tronco não arbóreo de um ser humano,
Puto da cara mas não de coração!
Isso tudo deve ser solidão,
E um sábado chuvoso e nublado,
Um ser humano sem galhos e minguado,
Que tatuou sua árvore da vida no pescoço,
Eu sou puro osso,
Respira e inspira vida!

By: Vinicius Osterer
Feito em 04 de Março de 2017.